Notas iniciais
Mais um capítulo!
Boa leitura!

Após a leitura da sentença, Joseph e Diego foram retirados da sala, estavam sem reação, incrédulos, com o olhar perdido, assim como os advogados dos dois, principalmente Kevin Miller.

As pessoas começaram a sair do local, todas comentando o resultado. Stabler e Benson saíram de seus lugares e foram ao encontro de Casey, que ainda estava na área reservada às partes.

- Parabéns, Casey! – Elliot deu um de seus grandes sorrisos – Você conseguiu.

- Nós conseguimos – ela enfatizou bem a palavra – Foi um caso difícil, mas nós conseguimos fazer justiça.

- E agora, o que pretende fazer? — perguntou Olivia, dando um sorriso. Também não conseguia esconder toda a felicidade pelo resultado.

- Pretendo não simplesmente deitar na minha cama hoje à noite, mas conseguir dormir – riu – Não faço isso há dias.

- Nenhum de nós faz isso há dias – corrigiu Stabler.

Eles riram e continuaram a conversar. Olivia notou uma aproximação.

- Com licença – falou Kevin para o grupo e depois dirigiu-se à promotora – Vim lhe dar os parabéns, Casey – esticou a mão para cumprimentá-la. Ela retribuiu – fez um ótimo trabalho.

Novak riu com a declaração. Os detetives apenas observavam.

- Ótimo trabalho? – fez cara de espanto – Então devo ficar feliz? Subi no seu conceito! – falou sarcasticamente.

- Ora, Casey... não sei por que pensaria diferente – lhe deu um olhar intenso – você sempre esteve em alta no meu conceito.

Ela deu um riso irônico, balançou a cabeça, pegou a pasta que estava na mesa e então, respondeu:

- Pena que a minha opinião em relação a você não seja a mesma – houve um momento de constrangimento pela declaração. A promotora ignorou o advogado completamente e olhou para os detetives – O que acha de irmos para a delegacia?

- Uma ótima ideia – Olivia apresou-se em responder e acabar com aquele clima. Era estranho ver Casey daquele jeito. No geral, ela era educada com todos – Vamos.

Os detetives e a promotora caminharam para a saída da sala e Kevin Miller ficou para trás, parado e observando a mulher de pele leitosa e cabelos loiros que se afastava.

Sara estavam aguardando no corredor quando viu os três caminhando em sua direção.

- Parabéns, Casey! – declarou a irmã da detetive – Você foi ótima! Adorei a parte em que acabou com os argumentos dos advogados – deu um sorriso – Esse detalhe terá um espaço especial na minha matéria – deu uma piscadinha.

- Obrigada, Sara – falou de forma simpática – Mas vê se não vai me descrever como um monstro – brincou.

- Oh, claro que não! – fez um ar inocente – Só vou dizer que você praticamente acabou com a reputação de dois ótimos advogados – olhou o relógio – Gente, o dia foi ótimo, mas preciso ir para a faculdade escrever a matéria para publicar no site do jornal – fez um ar compenetrado – Sei que vocês amam a minha presença, mas, por favor, não insistam. Realmente preciso ir.

Elliot teve que rir com a declaração. Ele adorava o jeito de Sara e achava curioso o fato de, apesar de ser irmã de sua parceira, ter um jeito completamente diferente dela. Oliva era mais séria e durona, já Sara era brincalhona, apesar de ter um pouco do jeito durão de Olivia, mas bem menos.

- Podemos te dar uma carona – sugeriu Olivia.

- Isso é ótimo! – agradeceu Sara.

Elliot olhou pelo corredor e constatou que ainda havia uma confusão muito grande na parte da frente do Forúm.

- A imprensa ainda está aqui. Acho melhor sairmos pela parte dos fundos – olhava para Olivia – O carro está aqui perto, então posso buscá-lo e depois pego vocês três.

- Também acho que será melhor assim – falou a promotora – não estou com vontade de dar declarações para a imprensa – olhou para Sara – é claro que você é uma exceção – sorriu, colocando a mão no ombro dela.

Benson admirava a facilidade que a irmã tinha em fazer amigos. Ela conhecia toda a equipe de trabalho de Olivia e se dava bem com todos, às vezes eles até perguntavam para Benson quando a irmã iria passar por lá para fazer uma visita. Munch costumava brincar dizendo que Sara era a “mascote” da equipe.

O grupo caminhou para a saída dos fundos, que estava bem mais tranquila. Havia umas poucas pessoas circulando por lá.

- Esperem aqui. Já volto para pegá-las – falou Stabler.

Benson, a irmã e Novak ficaram conversando. Sara chegou mais perto de Olivia e colocou uma das mãos em volta de sua cintura. Antes de Elliot se atravessar a rua, um camburão encostou na calçada, um pouco afastado deles, e de uma pequena porta lateral do prédio, saiu Joseph, com as mãos algemadas na frente do corpo e sendo acompanhado por um policial. Ele estava de cabeça baixa, mas ao aproximar-se do carro, levantou a cabeça e viu Olivia. Junto a ela, uma linda mulher, a mesma que tinha visto também no tribunal com a detetive... tinham os mesmos olhos. Elas estavam conversando e não o viram.

— Já vou passar o resto da minha vida na prisão... O que tenho a perder? – pensou Demiris.

Ele agiu com rapidez. Virou-se e deu uma cabeçada no policial que o acompanhava, fazendo com que este caísse no chão.

- Parado! – gritou.

Olivia chegou a fazer um movimento para virar-se e ver de onde o grito vinha, mas antes que o fizesse foi empurrada e viu sua irmã sendo jogada no chão.

- Me solta! – Sara gritava.

- Sabia que você é uma delícia?! – riu e tentou beijá-la.

Olivia não podia acreditar. Era Joseph.

- Tira suas mãos dela, agora! – Benson estava em cima dele e lhe deu um soco.

- Socorro! – gritou Novak.

Elliot correu na direção do tumulto e foi acompanhado por outros três policiais.

- Seu desgraçado! – Benson conseguiu tirá-lo de cima de sua irmã e lhe deu um soco com tanta força que foi possível ver o sangue sendo lançado no ar.

- Vai ver a Sara, Olivia! – disse Stabler, a segurando e fazendo sinal para que se afastasse – os policiais vão cuidar disso.

Olivia respirou fundo, buscando se controlar e não perder o controle. Feito isso, foi ver Sara.

- Por que não me contou antes que tinha uma pessoa para me apresentar? – gargalhou, gritando na direção de Olivia que se afastava dali – queria ter aproveitado mais e ....

Elliot lhe deu um chute entre as pernas, fazendo Joseph cair no chão gemendo de dor.

- A sua sorte é que você vai ficar numa prisão de segurança máxima – Stabler segurou o rosto de Demiris com força para que ele o olhasse – caso contrário, estaria correndo um sério risco deu acabar com você.

- Já chega detetive – um dos policiais puxou Joseph e o obrigou a levantar – agora vamos levá-lo.

- Espero que a sua vida seja péssima lá na prisão – falou o detetive dando um sorriso e olhando o jovem sendo levado para o camburão.

No canto do pátio, Olivia e Novak ajudavam Sara.

- Sara, tem certeza que você está bem? – insistia Benson.

- Acho... acho que sim – responde ainda assustada.

- Ele te machucou? – perguntou Novak, pegando o braço dela para examinar.

- Foi só um arranhão – respondeu, procurando manter a calma.

Elliot foi na direção das três.

- Vocês estão bem? – olhava para cada uma delas.

- Sim – Sara pegou a bolsa – Foi só um arranhão – Podemos ir embora? – esfregava o braço.

Benson viu que ela parecia desconfortável. É claro que estava apavorada.

- Teimosa igual a irmã... – Elliot tentava quebrar o clima de tensão.

- Bem, acho que Sara tem razão. Já chega por hoje! Vamos embora – falou Casey.

- Vou pegar o carro – falou Stabler.

- Ah, vou com você... – Casey deu uma pequena olhada para Olivia. Sabia que ela queria conversar com Sara depois do que ocorreu.

Elliot entendeu a intenção dela.

- Então vamos – olhou para Benson – Já voltamos.

Os dois se afastaram e as irmãs ficaram sozinhas.

Olivia pode perceber que Sara estava com as mãos trêmulas, embora tentasse esconder.

Notas finais
Coitada da Sara... até ela entrou na dança. rsrs
O que acharam?
Aguardo comentários!
Bjs!!!