Different Worlds

7 Isso não pode estar acontecendo!


Notas iniciais
HEY! Fiquei longe de vocês, mas é por causa das aulas, ODEIO AULA! Estou precisando seriamente falar com os professores, estão atrapalhando minhas fic´s!

POV´s Percy

Acordo e olho para o lado. Annabeth não estava lá, será que tudo havia sido um sonho, então a vejo vindo em minha direção.

– Você baba enquanto está dormindo.

– O que?

– Você baba enquanto está dormindo.

– Nossa isso é um grande elogio!

– Valeu. – Disse ela rindo. – Alguém já te disse que você dorme muito.

– Já. Thalia me diz isso todos os dias.

Ficamos conversando e sentindo a presença um do outro. Thalia e Nico não dão as caras durante o resto dia.

POV´s Annabeth

Como minha mãe não estava em casa passo o sábado inteiro na casa de Percy e acabo dormindo lá. Éramos oficialmente namorados? Acho que sim.

Não vi nem Thalia e Nico no sábado e nem no domingo. Lá pelas 17hs Percy me leva para casa. E claro, mal boto os pés em casa e o telefone fixo já está tocando. Corro para atendê-lo e claro era Piper.

– ONDE VOCÊ ESTAVA O FINAL DE SEMANA INTEIRO? – Berra ela do outro lado da linha.

– Se acalme eu passei na casa de... Fazenda de meu pai. – Respondo improvisando. Isso era uma mentira, eu só tinha ido lá uma vez.

– ESTÀ TODO MUNDO TE PROCURANDO! – Berra ainda mais alto. – Drew foi atropelada! – Dessa vez o grito é de entusiasmo.

– Atropelada! Isso é demais! – Grito de volta.

– Sim!

Ficamos conversando por mais ou menos 1h até eu me dar conta que eu estava com sono e precisava dormir. Despeço-me e subo para meu quarto, adormeço instantaneamente.

Tenho o sonho mais estranho de minha vida. Eu estava de volta ao Blue´s Monp, às imagens passavam rapidamente, via pessoas, Thalia, Luke, Nico, o tal Ethan, Kelly, o barman, Grover, uma garota que parecia uma valentona de mãos dadas com um garoto que lembrava vagamente Luke, Percy e por fim uma garotinha. Tinha olhos verdes e cabelos cor de fogo. Usava roupas sujas de tinta e na mão tinha uma escova de cabelos azul. Ela parecia inofensiva. A garotinha foi crescendo em minha frente, quando vi já tinha a minha idade. Usava roupas vulgares e uma quantidade excessiva de maquiagem, a escova de cabelos tinha sumido, agora em seu lugar estava um revolver. A imagem se estende e ao seu lado aparece Percy. Então o fundo muda. Eu estava escondida vendo um casal se beijar no meio de uma rua, no meio da chuva. A imagem se focaliza e vejo Percy e a garota ruiva se beijando, esse era meu lugar! Essa era a cena do sonho da outra noite!

Quem era aquela garota?

Acordo suando frio e vejo o sol penetrando na janela. Olho o relógio, eram 06h30min.

Levanto-me e vou direto para o chuveiro. Deixo a água escorrer por meu corpo enquanto tento entender o sonho. Mas não fazia nenhum sentido.

08h eu estava pronta para ir para escola.

Quando chego lá Silena era a única que já tinha cegado.

– Cuidando bem da irmãzinha atropelada? – Provoco me sentando ao seu lado.

– Nem fala isso.

– Como foi? Como ela foi atropela?

– Burrice é de família, o pai dela perdeu tudo em um investimento mal feito, ela foi atropelada por um caminhão porque não viu duas vezes antes de atravessar.

– Concordo com a parte da burrice.

Meu celular vibra e vejo uma mensagem. Como Percy conseguiu meu celular!?

“Sabia que eu estou te vendo daqui?”

“Não, eu não tenho bola de cristal.” Envio com resposta.

Meu celular vibra de novo, mas sou interrompida por algo, ou melhor, alguém. Perco o chão quando um garoto me puxa pela cintura e me beija no meio do estacionamento. Fico feliz durante 1 segundo pensando que é Percy. Até ver quem realmente está me beijando. LEE!

Quando me dou conta do que está acontecendo já deu uma joelhada em um lugar que acho que Lee não gostou muito. Ele cai de joelhos e dou um chute em peito o fazendo cair de costas.

O estacionamento inteiro está olhando para mim. Todos mudos.

O primeiro a interromper tudo isso é o Treinador Hedge.

– O que aconteceu aqui? – Pergunta ele vindo em nossa direção. Como de costume ele levava com ele um bastão, que quando ficava bravo brandia ele e gritava Morram!

– Ele me beijou, sem que eu quisesse, eu apenas me defendi.

– Vou leva-la para o banheiro, lavar seu rosto e tentar acalma-la. – Fala Silena.

Quando chegamos lá Piper e Calipso já nos esperavam.

– O que foi aquilo! – Disse Piper. – Você nocauteou o pobre garoto por nada!

– Ele me beijou!

– Todos achavam que era isso você queria! – Responde Calipso.

– Nunca!

– Alguma coisa está totalmente errada! – Grita Silena. – Quem é o outro?

– Que outro?

– Só pode haver outro! – Fala Piper.

– Não tem outro! – Minto na cara dura.

– Não adianta mentir! Você mente muito mal, mas vamos descobrir! – Fala Silena

Para minha salvação o sinal toca e todas vamos para sala.

Aparentemente Dionísio revolve esquecer o ocorrido.

A aula se passa devagar demais. Eu mandava mensagens para Percy, mas nenhuma tinha resposta. Eu só pensava como ele tinha reagido. Se ele estava me vendo viu o beijo também. Isso era um pesadelo, quando eu me apaixono de verdade por alguém, lá vem Lee e estraga tudo!

Eu saio mais tarde que o normal, não era minha intensão ir para escola e ficar lá parada lendo um livro. Mas se eu não fosse isso seria relatado ao Sr.D. O corredor está vazio quando me dirijo a meu carro, estou distraída quando um braço aparece em minha frente me impedindo de passar.

Olho para cima e vejo Lee com um sorriso convencido.

– Com licença. – Digo passando por baixo do braço.

Mas ele me segura pelo pulso e faz eu me virar.

– Me larga! Está me machucando! – Falo. Era a segunda vez em uma semana que isso acontecia. A diferença era que da última vez isso tinha acontecido era em um bar no meio da madrugada, e a pessoa que estava me segurando era Luke Castellan. A última vez parece mais assustadora, mas naquele dia eu tinha Percy para me defender e agora Percy não aparecia e me salvaria, na verdade ninguém apareceria. A escola estava deserta. Só havia eu e Lee.

– Acha que pode fazer isso no meio da escola e sair assim? – Pergunta ele.

– Eu acho sim!

– Acha que pode me enfrentar? – Pergunta ele e tenho a ousadia de concordar com a cabeça.

– Pois eu tenho outra resposta. – Diz ele.

Ele rasga minha blusa, levanta a mão e me dá um tapa. Não consigo acreditar no que está acontecendo. A única coisa que sai de minha boca é um choro horrível. Corro em direção a saída. Deixo ele para trás. Os únicos carros no estacionamento são o meu e o dele. Onde está o diretor quando preciso dele?

Entro no carro e saio a toda para casa. Não sei o estado da minha cara ou de minha blusa. Só consigo para de correr e chorar quando tranco a porta de casa. Jogo-me embaixo das cobertas do jeito que estou, fico chorando durante muito tempo.

Quando a crise passa tenho coragem de me levantar e me olhar no espelho. Apesar da dor o tapa não tinha feito muito estrago em meu rosto. Minha blusa estava em farrapos. Mas nada que pudesse ser substituído. Tomo um banho e me visto para sair, faço uma maquiagem que cobre toda a parte um pouco vermelha de meu rosto. Pego as chaves do carro e dirijo até o outro lado da cidade.

A noite já estava caindo quando estaciono o carro e vou até o galpão. Eu estava decidida a não contar nada sobre o que aconteceu depois da aula. Explicaria tudo sobre o beijo e torcia para que Percy entendesse. Mas só Thalia está no galpão.

Ela passa correm por mim e murmura alguma coisa sobre Nico.

Vou de pé mesmo para o bar. Quando chego lá me deparo com um Percy completamente bêbado.

– Percy!

– Annabeth... Ou devo chamar de Annabitch? – Responde ele com a voz arrastada.

– Percy, vem, vamos embora. – Digo puxando ele.

– Não encosta em mim! Eu posso andar sabia. – Fale ele saindo aos tropeços do bar com uma garrafa de vodca na mão.

De algum jeito consigo arrastar ele até o galpão.

Ele estava horrível. Eu não sabia o que fazer, a única coisa que podia tentar era um banho frio. Não sabia no que isso poderia ajudar, mas pelo menos eu tentei. Tiro sua jaqueta e sua camisa, consigo tirar seus sapato e as meias, resolvo jogas ele embaixo do chuveiro com a calça mesmo.

Abro o chuveiro no mais frio possível e o boto lá dentro. Ele resmunga algo indecifrável. Deixo ele lá por um tempo depois tiro e ele e boto ele completamente encharcado no sofá. Percy adormece instantaneamente.

Olho o relógio três da manhã. Eu precisava dormir um pouco me sento aos pés de Percy, mas ainda fico um pouco acordada.

Que ele tinha problemas com álcool não precisava ser nenhum gênio para descobrir, mas isso, isso era horrível. Eu não podia acreditar onde eu havia me metido? O pior de tudo, eu estava apaixonada por ele.

Notas finais
Acho que segunda eu posto o próximo! Gostaram? Não gostaram? Reviews? Beijos!