Diferenças

24 Capítulo Vinte e Três: Apenas uma inútil


Notas iniciais
Olá minna-chan ^-^ ~ desviando das pedras, tomates e facas ~ Meus deuses, minhas sinceras desculpas por ter sumido. Por ter praticamente desaparecido do nada. Sério, me desculpem mesmo. Eu não tinha a intenção, mas é que aí aconteceram tantas coisas... E só agora estou boa de novo! Ou pelo menos o mais próximo disto... Tirando o fato do meu "abalo emocional" houve também minhas provas bimestrais. As últimas do ano. Apesar de eu querer muito escrever, nunca tinha tempo. Precisei dar o máximo de mim nelas. Então.... Por favor me perdoem. E, acreditem, vou recompensar vocês com um capítulo novo toda semana! Agora que, finalmente, estou de férias terei bastante tempo para postar! (eu espero, néh) Tente escrever uma capítulo maior, já que demorei tanto a escrever. Espero de todo o meu coração que vocês gostem ♥ Ah, dedico este capítulo a: Kizzy (♥), Michellinha611 (♥) e LilieS2 (♥). Muito obrigada pelos comentários no capítulo anterior, suas divas *-* Boa leitura:

Dei mais alguns passos, cuidadosamente, para dentro da escuridão. Ouvi a porta bater, atrás de mim, mas pareceu um som distante... Como se vindo de um lugar diferente, longe de mim.

Senti minha perna arder junto com a sensação de sangue escorrendo. Droga. Eu devo ter esbarrado em alguma coisa... Tentei ajustar minha visão a escuridão total, mas...

A luz surge ao mesmo tempo em que meu sangue toca ao chão.

Fileiras de tochas se ascendem pelos dois lados, se estendendo por um corredor que parece não ter fim. Olhando para baixo, noto que não existe absolutamente nada em que eu possa ter me esbarrado. Na batata da minha perna esquerda tem um corte superficial, onde ainda jorra algumas gotas de sangue. O chão sob meus pés... Está marcado por símbolos, meu sangue se sobrepondo a eles. Balanço negativamente a cabeça, tentando afastar pensamentos... Ruins.

Sem hesitar, sigo pelo corredor que parece não ter fim.

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Sinto minhas mãos tremerem enquanto empurro a porta, no final do corredor, ela se abre sem resistência ou barulho algum. Dou alguns passos para dentro, torcendo para não se tratar de outro corredor.

Tochas nas extremidades das paredes se ascendem ao mesmo tempo em que a porta bate atrás de mim.

Varro o lugar com meus olhos, observando atentamente cada detalhe do cômodo em questão. As paredes onde se encontram as tochas, que brilham em um fogo vivo, são de pedras enquanto o chão é coberto por folhas. Folhas verdes. O que, tenho certeza, deveria ser impossível. Não há árvores ou plantas por aqui. As duas paredes laterais possuem duas estantes que vão até o teto, carregadas de livros. Há uma mesa com cadernos espalhados encostada na parede ao fundo. Na parede da porta há outra mesa cheia de frascos contendo líquidos com colorações estranhas.

Quase que de forma hesitante, dou alguns passos em direção a uma das estantes, querendo analisar de perto os livros. Passo a ponta dos dedos sobre eles, cuidadosamente, percebendo que estão escritos em uma língua estranha. Símbolos no lugar de letras. Tiro meus dedos de lá rapidamente, os sentindo queimar. Então, encaminho-me para a mesa com os cadernos, torcendo para que eles não me queimem ao toque, como os livros.

Estranho. Este lugar me lembra a parte escondida do quarto de Karin, onde presumo que “suas coisas de bruxas” fiquem. Como se houvesse a mesma “mágica” no ar.

A única diferença é que aqui parece acolhedor, mesmo que de forma assustadora. Lá era apenas assustador... E apavorante.

Passo os dedos pelos papéis, e nada acontece. Nenhuma queimadura. Não sei dizer se éh bom ou ruim. Folheio os cadernos que estão espalhados, e noto que possuem os mesmos símbolos que os livros. Sem entender nada tiro uma folha, de um papel mais grosso que as outras, e então paro. Consigo sentir o frio se espalhando pelo meu corpo, alertando que há algo errado. Éh algo como uma fotografia... Como uma versão mai nova de minha mãe, tia Mikoto, e tia Kushina... Estão abraçadas, com sorrisos tristes, os pescoços expostos. No pescoço de cada uma delas, uma marca diferente.

Desesperada por respostas sinto as lágrimas se formando em meus olhos, sem saber direito por quê. Abro a porta e saio correndo em direção ao corredor, tentando voltar para o chalé. Tudo o que sei éh que preciso sair daqui.

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– Sakura-chan? – ouço Naruto me chamar através da porta de meu quarto.

– O que éh? – pergunto de maneira ríspida. Ouço-o suspirar por detrás da porta.

– Ah, qual éh, Sakura-chan! Pretende mesmo passar a eternidade trancada aí dentro?!

Hesito por alguns instantes antes de responder em um tom de voz frio o suficiente.

– Não. Apenas alguns anos, talvez. Quem sabe uns 25? Talvez até lá o mundo já não me odeie mais.

– O quê?! Não! – Naruto exclama. – Sakura-chan, estou falando sério. Você precisa sair daí. A vovó Tsunade já manou mensagem perguntando por que diabos você anda faltando ao treinamento. Ela disse que se você não aparecer nos próximos dois dias ela virá até aqui e te arrastará com ela, você queira ou não.

Como não respondi, Naruto continuou:

– Estou começando a me preocupar com você, Sakura-chan. E... O Sasuke, apesar de não admitir, também está.

Dou um suspiro cansado enquanto seco rapidamente uma lágrima que me escapou ao ouvir o nome de Sasuke. Maldito Uchiha!

– Preocupado?! Tenho certeza que ele prefere que eu fique trancada aqui! Admita Naruto, você sabe que éh verdade.

Ele fica alguns minutos em silêncio, mas quando volta a falar percebo que a situação toda éh bem mais séria do que venho acreditando ser:

– Éh. Você tem razão. O Teme realmente prefere que você fique aí dentro, trancada. Por que, acredite ou não, ele está fazendo isto para te proteger. Ele acredita que éh seguro você continuar aí dentro, longe do mundo. Onde ninguém pode te fazer mal. Ninguém além de você mesma. Mas... Esta não éh a Sakura-chan que eu conheci! A Sakura-chan que eu conheci dias atrás jamais ficaria quietinha aí dentro enquanto tudo desmorona lá fora! Ela ela estaria dando tudo de si nos treinamentos com a Tsunade-sama. Ela estaria tentando descobrir as verdades que todos sempre tentam esconder dela. Ela estaria descobrindo mais sobre si mesma. E, mais do que isso, ela não se abalaria por qualquer coisa que Sasuke Uchiha tenha lê dito. Ela se orgulharia e ter lhe dado o tapa, e o responderia na mesma frieza. Esta era a Sakura-chan que eu conheci. E eu sei que ela está aí dentro em algum lugar. Pense nisso, Sakura. Você ainda pode derrotar a Karin. Só depende de você.

Não respondi. Apenas afundei debaixo das cobertas enquanto desejava desaparecer.

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– Então você finalmente resolveu aparecer. – falou Tsunade – Bem, no fundo eu já sabia que você viria. Não éh muito do seu feitio ficar trancada em um lugar consideravelmente seguro enquanto um “furacão” passa pelo mundo.

– Mas a senhora nem me conhece tanto assim. – respondo cuidadosamente.

– Sabe, Sakura, não é preciso passar muito tempo com uma pessoa para conhecê-la direito. O tempo não influencia em nada. Cabe as pessoas decidirem o que querem ou não que as outras vejam. Temos o poder de decidir o quanto ficará exposto.

– Bem, não me lembro de ter deixado muito de mim exposto.

– Isso é o quê você acha. – falou Tsunade-sama – Você é jovem. Ainda tem muito o que aprender. Agora, por que não começamos? Espero que sua esquiva tenha melhorado. Caso contrário ainda teremos que perder mais alguns dias trabalhando nisso.

Não respondi. Apenas lhe dei um sorriso fraco.

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– Não feche os olhos! – minha mestra gritou. E então em menos de cinco segundos seu chute certeiro me acertava nas costelas. Gemi baixinho, de dor.

– Mas que porra! – Tsnunade voltou a gritar comigo – Sakura, se o inimigo está te atacando por que diabos você deveria fechar os olhos?! Hein?!

– F-foi... Foi a-apenas um impulso... – gaguejei.

– Impulso?! Mas que porcaria de impulso este!

Não respondi. Tsunade me olhava com raiva e... Pena.

– Sakura, realmente, você me está sendo uma grande decepção. Eu esperava mais de você.

Não respondi. Apenas fiquei em silêncio de cabeça baixa. Eu queria dizer alguma coisa a meu favor. Mas não havia nada que eu pudesse dizer. Não importa o quanto eu me esforce, ainda não é o suficiente. Minha esquiva nem sequer melhorou em alguma coisa. Continuo a mesmo inútil de sempre.

– Sakura. Olhe pra mim. – mandou a mestra. Sem ter outra opção, à encarei. Seus cabelos loiros balançavam ao vento. Não pude deixar de me perguntar por que ela não os deixava soltos. Eram tão bonitos.

– A forma como isto está indo... Não dá. Não podemos mais continuar. Não assim. Caso contrário este treinamento não adiantará de nada. – Tsunade suspirou, de forma cansada. Seus olhos estavam fixos nos meus – Se ainda quiser que eu a treine, me encontre aqui, amanhã á tarde. Mas saiba que será diferente. Se não estiver disposta a deixar toda essa sua... “inocência,” ignorância, futilidade e até mesmo sua bondade de lado... Então nem perca seu tempo. Venha aqui apenas se você estiver disposta a mudar. A se tornar uma verdadeira guardiã.

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Entrei no chalé e bati a porta com toda a minha força. Força esta que não era muito. Maldição. Mesmo assim, foi o suficiente para Naruto notar que havia algo errado comigo.

– Hey, hey! – chamou ele, vindo correndo da cozinha – Está tudo bem, Sakura-chan?!

Não respondi. Apenas continuei andando, indo em direção a meu quarto. Mas parei em um tranco, pois Naruto logo se postou a minha frente.

– Me deixe passar! – gritei.

– Não até me dizer o que está acontecendo! – ele gritou de volta. Seus olhos azuis me encaravam de uma maneira que não sei descrever. De repente, me senti cansada. Muito cansada. Cansada de estar sempre fugindo. De ser sempre abandonada, deixada de lado. De ser odiada. De ver as pessoas que amo sofrerem e morrerem sem que eu possa fazer nada. Cansada de estar sempre no escuro, sem nunca sabe de nada.

– Naruto... – murmurei enquanto me afastava. Me joguei ali mesmo, no sofá da pequena sala. – Eu... Eu só estou cansada de tudo isso.

– Eu sei, Sakura-chan. Eu sei. – ele sussurrou para mim, como se tivesse medo que alguém escutasse.

– Por favor, Naruto. Por favor me conte a verdade. – pedi enquanto olhava para ele com olhos suplicantes.

Naruto suspirou de forma cansada, mais uma vez.

E, mais uma vez, me senti uma inútil.

Naruto deve ter sentido pena de mim, por que, apesar de tudo, desta vez ele me respondeu.

Cavaleiros. Éh isso que, infelizmente, somos.

– C-cavaleiros? – gaguejo, sem entender direito. Não sei se éh a forma amarga com que Naruto falou ou outra coisa... Mas algo dentro de mim me diz que isto não uma boa coisa. Pelo contrário. Antes mesmo de Naruto me explicar sei que éh algo bem longe disto. Algo bem longe da “luz.”

Notas finais
Espero que tenham gostado do capítulo ^-^ Bom, quanto a essa historia toda de "Cavaleiros"..... Explicarei tudo no próximo capítulo! Gostaria de ouvir as teorias de vocês antes, hehehe Ah, e lhes garanto, não éh nada "bom." Pelo contrário, ser um cavaleiro éh algo bem "sombrio." Mais uma vez, peço desculpas pelo meu "desaparecimento." Até o próximo ♥ (voltarei em breve, desta vez ^-^)