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1 As lembranças de Katherine.
Elena~~
Meu celular desperta toda vez como de costume, as 6 horas da manhã. Mas, hoje não havia despertado. Acordei as 8 com minha mãe me chamando:
- Elena, você ainda está em casa? Por que não foi pra escola hoje? Se você ainda for, saiba que está bem atrasada e eu soube que esse novo professor que chegou na escola dará aula pra você. Ele é bem exigente, então é melhor se apressar filha, — Minha mãe disse gentilmente. Pensei comigo mesma ‘’ Katherine ‘’. Devia ser ela que desligou o alarme pra mim não me acordar. Justamente, pra me ferrar na tal aula do professor novo.
- Ah mãe, o celular não deve ter despertado. — Disse eu enquanto começava a me arrumar. Consegui terminar em cinco minutos, peguei minhas coisas correndo e já ia abrir a porta. Até que minha mãe perguntou:
- Não vai tomar café Elena?
- Não mãe, eu como alguma coisa na escola. — Respondi rapidamente e sai de casa, antes que desse tempo dela perguntar mais alguma coisa. A escola não era nem tão perto, nem tão longe. Me apressando, consegui chegar lá rápido, admito. Fui até a secretaria e eles me deixaram entrar.
- Isso. — Disse contente pra mim mesma e fui até minha sala.
- Pode parando ai garota. — Disse o professor me olhando seriamente. Ele era alto, branco, tinha olhos verdes água e aparentava ter uns vinte e poucos anos de idade.
- Tem alguma coisa de errado? — Perguntei o olhando.
- Você chega na minha aula quarenta minutos atrasada e pergunta se tem algo errado? Qual é o seu problema menina? — Ele dizia friamente.
- Desculpa, meu celular não tocou hoje.
- Eu não me lembro de ter perguntado isso. Além de burra, você é sonsa também? — Enquanto o professor falava, eu via a Katherine se segurando pra não rir da minha situação.
- Não, eu só pensei que… — Ele me interrompeu.
- Você não tem que pensar coisa nenhuma! Regras são feitas para serem cumpridas e chegar no horário é uma delas. Aluno não tem ‘’ pensar ‘’, ‘’ achar ‘’ ou ‘’ querer ‘’. Ele apenas obedece calado e com você não vai ser diferente. — Disse com a voz um pouco alterada. Fiquei calada por alguns segundo e o sinal bateu. — Que isso não se repita novamente. Entre e não atrapalhe minha aula. — O mesmo deu um espaço na porta e eu entrei calada. O único lugar que estava vazio era do lado de Katherine, então eu fui meio que ‘’ obrigada ‘’ a sentar ali.
- Se deu mau, Elena. Por isso que eu digo, coloque o celular pra despertar cedo. — Ela disse irônica.
- Cala a boca, antes que eu arrebente essa sua cara. — Disse baixo.
- Arrebenta vem, vou adorar ver o pai e a mãe aqui na diretoria. — Ela soltou um sorriso falso.
- Elena Gilbert, estou ouvindo a sua voz? — O professor me olhou sério.
- Se não reparou, eu tenho uma irmã gêmea e ela tem a mesma voz que a minha. — Disse o olhando com a cara fechada.
- Ah, você se refere a Katherine. Não foi ela que chegou atrasada hoje. — Disse o mesmo se aproximando da minha mesa.
- Você fala como se ela fosse um anjo, coitado não sabe da missa á metade. — Encarei ele.
- Ela pode ser quem ela quiser, contanto que respeite os horários. O que acontece lá fora, não é problema meu. — Diferente de você, ela cumpre com as responsabilidades. — Ele colocou a mão na minha mesa.
- Que saco! Até quando você vai ficar pegando no meu pé? — Olhei ele com raiva.
- Até você aprender a ser uma garota educada e que respeita os mais velhos. Quer saber de uma coisa? Sai! — Disse o mesmo apontando pra porta.
- O quê? Como assim? Eu nunca fui retirada de nenhuma aula. — Fiquei indignada.
- Pois é, pra tudo tem uma prima vez. — Ele abriu um sorriso irônico.
- Tudo bem. Eu saio, com prazer. — Peguei a mochila e os cadernos com aquela cara de quem comeu e não gostou. Levantei e caminhei até a porta.
Cara feia pra mim é fome. — O professor disse ao olhar pra mim. Eu ignorei aquilo e sai da sala.
Katherine ~~
Depois que Elena saiu a aula voltou a ficar sem graça de novo. Todo mundo obedecendo Damon e eu ali sem poder fazer nada com ele. O tédio foi tanto, que acabei me perdendo na noite do acidente. '' — Quem é a garota mais feliz do mundo? Sim, sou eu! Não tem coisa melhor do que ser eu. — Disse eu totalmente bêbada, no meio da pista.
- Katherine! CUIDADO! — Uma voz masculina gritou, conhecida admito. Mas, antes de me virar para ver quem era, apaguei. Acordei com o pulso de Enzo na minha boca e sentindo o gosto do sangue dele. Enzo, era meu ex namorado e a gente havia terminado na noite anterior.
- O que é isso? — Me assustei e antes que pudesse gritar, ouvi ele dizer:
- Você vai esquecer disso aqui. Um carro ia pegar você e por sorte ele desviou. Agora, vá pra casa. — As pupilas dele se dilataram e depois disso só me lembrava do carro e da sorte que eu tive. Caminhei pra casa e ao chegar lá, fui pra piscina, pois adorava nadar a noite. Mas, alguém me afogou e eu por minha vez, morri. Quando acordei, estava com uma fome imensa e com uma dor de cabeça terrível. Comi praticamente tudo que tinha na geladeira e nada saciou minha fome. Resolvi então, ir pro quarto e pedir ajuda da minha irmã Elena. Mas, ao chegar lá comecei a ouvir as veias dela pulsando e veio a vontade de a atacar. Corri o mais rápido que pude a procura de Enzo. Pois, mesmo sendo meu ex, poderia me ajudar em alguma coisa.
- Enzo! Socorro. — Gritei na porta dele chorando e o mesmo abriu rapidamente.
- Katherine? O que houve? — Perguntou preocupado.
- Eu não sei, só lembro de ter tido sorte por o carro não me atropelar e de alguém ter me afogado na piscina. Eu acordei e agora a minha fome não passa, eu já comi. E eu ouço as veias das pessoas pulsarem, tô morrendo de sede. Socorro. — Eu não sei o que tá acontecendo comigo. — Chorei mais e por fim vi as lágrimas dele escorrendo no rosto.
- Não! Isso não pode estar acontecendo. — Ele me puxou pra casa dele e vi Damon lá.
- Ela não sabe, sobre os vampiros? — Damon perguntou confuso.
- Vampiros? Você só pode tá brincando. Isso não existe. — Disse desesperada.
- Isso vai ser engraçado. — Disse Damon se aproximando de mim com um copo de sangue e eu vi minhas presas saírem para fora.
- Damon para. PARA COM ISSO. — Disse me afastando do copo. — Não, não pode ser! Eu não quero, Enzo me diz que isso é mentira. — Coloquei as mãos na nuca dele e continuei chorando. ''
- Katherine? KATHERINE! — Acordei do transe com alguém gritando meu nome na sala de aula.
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