Diferente
6 Episódio 6 - A Competição
Depois das férias, a antiga Turma nº 1, agora Turma nº 10, se reencontrou mais uma vez no ônibus escolar e durante a viagem para a escola eles conversavam entre si, contando sobre o que fizeram nas férias.
Quando chegaram na E.N.D., notaram que tinham enfeites por todo canto. Como se tivesse acontecido, ou fosse acontecer, algum tipo de evento.
Quando o sinal bateu, a inspetora impediu que os alunos fossem para o pátio fechado, dizendo que a diretora queria falar-lhes algumas palavras.
— Ah, deve ser sobre a Competição — disse Carlos enquanto caminhava para o destino pedido.
— Que competição? — perguntou uma novata, próxima a Dante.
Antes que Carlos ou mais alguém pudesse responder, Lívia apareceu na frente de alguns alunos que já estavam no pátio, e aguardou que todos os jovens chegassem ali. Quando finalmente o local estava repleto de estudantes a diretora e começou a explicar sobre o evento:
— A Competição é realizada todos os anos, para os alunos a partir do segundo ano escolar. Ela serve para premiar os três melhores alunos com o título de “Supremo” e, se não estou enganada, esse título é equivalente àquele de “popular” nas escolas dos Comuns.
Após uma breve pausa para observar a reação dos estudantes — a maioria estava desinteressada, por justamente serem os alunos mais velhos e que já sabiam daquele evento, enquanto que a minoria, os mais novos e recém-matriculados, estavam com o foco total na a diretora — Lívia continuou:
— As regras são simples: um aluno terá que derrotar seu adversário em uma luta, podendo usar suas habilidades físicas, mentais e seus poderes. Se um competidor ficar incapaz de continuar a disputa, seja por estar imobilizado, aprisionado, machucado demais ou se não tiver mais forças para continuar batalhando, ele será declarado derrotado e assim perderá a Competição. Se um aluno ficar gravemente ferido, quem o deixou nesse estado será desclassificado e receberá uma suspensão escolar, além de ter que ficar usando o bracelete anulador enquanto suspenso. Os juízes serão o treinador Gilberto e eu. Não há limite de tempo para as lutas. Qualquer movimento poderá ser usado. Todos entenderam as regras?
— Sim! — responderam os alunos presentes, em um tom elevado.
A diretora pediu aos alunos que aguardassem alguns minutos e aí ficou invisível. Depois de algum tempo ela reapareceu e solicitou ajuda da inspetora para que levasse todos até a Arena de Exibição e Desenvolvimento.
Chegando lá, os jovens que não iriam participar — Aqueles que não quisessem e também os estudantes equivalentes a primeira série do fundamental ao primeiro ano do ensino médio — foram sentar na arquibancada, a cento e cinquenta metros da quadra, já os alunos participantes foram encaminhados para o centro do campo de treinos.
O orientador se aproximou dos não-competidores na arquibancada e começou explicando aos alunos que eles iriam observar os confrontos dali e que, se quisessem, poderiam torcer para os competidores. Ele também informou que, enquanto estiver rolando uma luta, os que forem competir teriam que ficar na sala de espera, ao lado da arquibancada, aguardando suas batalhas começarem e também, se quiserem, observar as lutas que estiverem acontecendo por uma televisão, graças às câmeras instaladas ao redor da arena para fazerem as filmagens. Os alunos que perdessem as lutas e não precisarem ir até a enfermaria iriam para a arquibancada, se juntar com os não-competidores e ficar assistindo o restante do evento ali.
Gilberto, que estava ao lado do orientador, complementou falando que os nomes de todos os alunos que participariam daquele evento já haviam sido digitados no computador que faria as escolhas aleatórias dos lutadores e que a diretora Lívia seria a pessoa a acionar o sorteio dos competidores.
Os concorrentes ao título de Supremo, presentes no centro da quadra, receberam essas mesmas informações, só que vindas da diretora Lívia, com a ajuda da inspetora.
Após os funcionários da E.N.D explicarem aos seus respectivos grupos o funcionamento do evento, a responsável pela escola olhou em direção a tribuna. Ela percebeu que Gilberto e o orientador já haviam falado tudo, além de também enxergar que os não-participantes já estavam sentados, esperando que alguma coisa acontecesse. Foi então que a diretora apanhou o microfone, andou em direção ao computador e perguntou:
— Posso iniciar o sorteio?
— Sim! — gritaram todos os alunos presentes na arena.
— Então que comece a Competição!
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