Difícil Decisão
17 Entre Amigos
‘Puxa, May, sua mãe é realmente muito legal. Além de nos hospedar ainda nos deu nosso passaporte para Pacifidlog. Agradeça muito a ela por mim.’ disse Martha, realmente grata.
‘Ora, não precisa. Ela sabe que são meus amigos e que fazem bem para mim. Para ela, isso não só basta como é o mais importante.’ May sorriu para os amigos.
‘Mas se algum dia Caroline quiser ir a Pallet, minha mãe prepara um jantar delicioso!’ Ash comentou, pensando na comida de sua mãe.
‘É verdade! A comida da Sra. Katchum é maravilhosa.’ Afirmou Brock.
‘Vindo do Brock, deve ser mesmo.’ Max falou rindo.
‘De qualquer forma, pessoal, obrigado por estarem aqui.’ May sorriu para os amigos.
‘Nós é que agradecemos, May.’ Ash sorriu de volta.
‘Pikachu!’ O pokemon pulou no colo de May.
‘Eu também, irmãzinha, se não fose por você eu não estaria aqui.’ Max abraçou a irmã.
Estavam todos realmente muito felizes. Depois da excelente festa do Grande Festival e do momento entre amigos, só faltava uma boa noite de sono para seguirem viajando no dia seguinte. Só não era garantida devida aos roncos de Max.
Não foram os roncos de Max, porém, que impediram Ash de dormir. Quanto mais tentava esvaziar a cabeça para que o sono viesse, mais seus pensamentos se aprofundavam. Estava realmente ansioso pela Liga Pokemon e sabia que daria o melhor de si. Lembrou-se de sua primeira Liga Pokemon no Planalto Indigo, da Liga Laranja e da Liga Johto, as quais participara anteriormente. Um fator relevante era que em todas essas ocasiões, sua amiga mais especial estava ali para dar-lhe apoio (e broncas também) e que esta seria a primeira Liga em que entraria longe da ruiva.
Os pensamentos de Ash estavam tão profundos que era como se ele não fizesse parte deles. O garoto de cabelos espetados estava totalmente alheio às imagens que se passavam em sua frente.
Um pikachu usava um choque contra um garotinho de dez anos que acabara de recebê-lo. Logo depois, destruía a bicicleta de uma garota que nem conhecia. Graças a este fato, a dona da bicicleta começou a seguir o garoto que sonha em tornar-se um mestre pokemon. Depois de algum tempo viajando juntos, ambos tornaram-se verdadeiros amigos e criaram um sentimento ainda mais forte, embora não admitissem. Cinco anos depois, a ruiva foi obrigada a voltar para casa, deixando o garoto e seu pikachu sozinhos para novas aventuras, mas com um buraco no peito.
‘Eu sei em que está pensando, Ash.’ Brock estava à frente de Ash, fazendo este pular de susto.
‘AH! Quer me matar, é, Brock?’ O grito de Ash acordou todos no quarto, com exceção de Max que ainda dormia feito um snorlax.
‘O que está acontecendo aí, pessoal?’ May levantou-se preocupada.
‘Nada não, pessoal, desculpem. Podem voltar a dormir. Eu e Ash vamos comprar uma super poção para Pikachu.’ Brock respondeu quase imediatamente.
‘Vamos? Mas por q...’ Ash foi interrompido quando Brock pisou em seu pé. 'Ai!'
Os outros estavam muito sonolentos para dar importância, então deitaram-se novamente. Brock puxou o amigo de cabelos espetados pelo braço para fora do quarto.
‘Onde estamos indo, Brock?’ Ash perguntou nervoso.
‘Preciso conversar com você.’ Brock falava tão sério que chegava a ser assustador.
‘Err, tá bom.’ rendeu-se Ash.
Os dois sentaram-se no Hall do Centro Pokemon em que estavam. Ash estava confuso.
‘Olha, Ash. Eu sei o que está passando pela sua cabeça.’ Começou Brock.
‘Eu só estou um pouco nervoso por causa da Liga Pokemon, Brock.’
‘Não queira me enganar, Ash. Sou expert no assunto amor. Sei que você está com saudades da Misty e sei que você gosta dela mais do que como amiga.’
‘Está louco, é? Eu estou com saudades sim, mas eu tenho que continuar minhas jornadas pokemon.’ Ash abaixou a cabeça. ‘E eu não gosto da Misty!’ Acrescentou, depressa.
‘Ash, desde que chegamos em Hoenn você não é o mesmo. Não estou dizendo em relação aos pokemons, mas em relação a você mesmo.’
‘Eu não me acho diferente.’ protestou Ash.
‘Acho que você deveria voltar para Kanto e ir a Cerulean. Você se sentiria mais completo.’
‘Não posso!’ Ash subiu o tom de voz. ‘Eu quero ser um Mestre Pokemon e isso tem um preço. Também sinto falta de minha mãe e do professor Carvalho, mas não posso largar tudo agora. Cheguei até aqui e sei que vou até o fim. Você também sente falta da Suzy e do Vulpix, mas você quer aprender tudo o que pode sobre criação pokemon e é por isso que você está aqui comigo, certo?’
‘Ash, nunca esperei tanta maturidade vinda de você. Você está certo. Apenas lembre-se de uma coisa: amigos estão sempre juntos, não importa a distância física.’ Brock sorriu para o amigo. ‘Além disso, não se preocupe. Seu sentimento pela Misty é recíproco.’ Brock levou a mão à boca ao perceber que revelara os sentimentos da ruivinha.
Ash não respondeu. Parte dele queria acreditar no que ouvira, mas outra dizia que era absurdo. Não seria possível uma coisa dessas. Misty jamais se envolveria com ele. Sendo verdade ou não, tudo que Ash desejava no momento era a companhia dela.
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