Difícil De Prender
22 Capítulo 22
Notas iniciais
CAPÍTULO 22:
Olivia estava em sua mesa, olhava para alguns papeis, mas é claro que nem mesmo sabia do que se tratavam, não conseguia manter a concentração. Ainda estava muito abalada com tudo o que havia acontecido na sala de interrogatório. Em sua cabeça, só via a imagem de Joseph com aquele ar doentio e perguntando se ela não teria uma irmã par apresentá-lo. É claro que ele simplesmente jogou, pois não sabia nada sobre sua vida, mas o simples fato dele ter insinuado que poderia fazer com Sara o que tinha feito com aquelas outras duas garotas... Olivia cerrou os punhos e fechou os olhos, tentando se manter calma. Quando os abriu novamente, avistou uma senhora entrando na sala. Ela olhava ao redor, procurando por alguém, até que seus olhos se encontraram com os da detetive. Aquela era Anne Parker, mãe de Mary Parker. Foi na direção de Olivia e estava visivelmente abalada.
- Oh, meu Deus. Ela tinha que aparecer justo agora... – pensou Olivia.
- Boa tarde, detetive Benson – disse aproximando-se da mesa.
- Olá, Sra. Parker. Sente-se – disse apontando a cadeira a sua frente.
- Vim para saber se já possuem alguma novidade sobre o caso – perguntou esfregando as mãos na perna, ansiosamente.
- Foi bom a senhora ter vindo. Só estávamos terminado alguns detalhes, mas eu já ia lhe procurar para dar a notícia. Prendemos o homem que matou a sua filha. O julgamento será na terça-feira – respondeu, enquanto observava a mulher a sua frente.
- Quem é ele? Por que fez isso com a minha filha? Ela era uma boa menina... – perguntou já chorando.
Benson sentiu pena daquela mulher. Teve a impressão que em apenas dois dias ela já havia envelhecido no mínimo dez anos. Ela lembrava-se que no dia da morte, quando a procurou para dar a notícia, ela estava chegando do trabalho. Estava toda arrumada, maquiada e com uma aparência jovial. Por um momento, Olivia achou que ela poderia ser irmã de Mary, e não mãe. Agora estava nesse estado. Sem contar a parte do envolvimento da jovem com as drogas, que ela ainda nem sabia. Olivia levantou-se, pegou um copo de água e lhe deu. Então, lhe contou tudo o que aconteceu. A Sra. Parker chorou mais ainda. Depois de muitos minutos e muitas lágrimas derramadas, ela começou a se acalmar.
- Sra. Parker, gostaria que eu chamasse alguém para lhe buscar? – perguntou Olivia, delicadamente.
- Não. Não é necessário – respondeu enxugando as lágrimas – obrigada por terem prendido esse... monstro. Agradeça a toda equipe por mim – disse levantando-se e apertando a mão da detetive.
- Não tem o que agradecer.É o nosso trabalho. E eu sinto muito pela sua perda. Espero que a senhora fique bem – disse com total sinceridade.
- Obrigada, mas creio que essa última parte seja impossível – olhou fixamente para Olivia – Você tem filhos, detetive Benson?
- Não senhora – respondeu
- Irmãs, talvez? – continuou perguntando.
- Sim. Tenho uma de 22 anos – respondeu delicadamente.
- Você vê todo o tipo de violência diariamente. Como se sentiria se esse tipo de coisa acontecesse a sua irmã? – perguntou a mulher com a voz embargada.
Olivia engoliu um seco. Desde o ocorrido durante o interrogatório, ela se fazia essa pergunta e ficava angustiada só em pensar. Não queria nem imaginar uma coisa dessas.
- Sinceramente, Sra. Parker? Eu não consigo nem mesmo imaginar – respondeu tentando segurar a emoção.
- Eu entendo. Também pensava assim. Não é o tipo de coisa em que pensamos o tempo todo, e nem devemos. É um desperdício. Temos é que usar o tempo para aproveitar os bons momentos ao lado das pessoas que amamos – deu um sorriso para Olivia – Faça um favor a si mesma e aproveite a sua irmã.
- Vou aproveitar. Obrigada pelo conselho – retribuiu o sorriso.
- Faça isso. Boa tarde – disse retirando-se da sala.
- Boa tarde, Sra. Parker – respondeu.
A mulher saiu da sala e Olivia ficou sentada na ponta de sua mesa, olhando pela janela e perdida em meio aos pensamentos...
Notas finais
Acho bem legal o esse lado humano que a
Olivia tem em relação a família das vítimas, por isso escrevi esse capítulo.
Ele foi pequeno, mas o próximo será maior.
Bjs!
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