Difícil De Prender
2 Capítulo 2
Olivia chegou à delegacia decidida a fazer até o impossível para prender o assassino que estava tirando o sono de toda a equipe. Caminhou em direção a sua mesa, mas foi interrompida.
- Olivia, você viu isto?! – gritava um homem segurando um jornal e quase o esfregando no rosto da detetive.
- Elliot, pelo amor de Deus! Bom dia para você também! – disse olhando incrédula para o seu parceiro que parecia estar totalmente fora de si.
- Bom dia? Ela disse bom dia! – repetia Elliot olhando para os lados e com um sorriso doentio no rosto.
- Não se preocupe, Olivia. Ele só está maluco. Se ficar longe e não deixar ele te morder, não terá problemas – disse Munch com o seu sarcasmo de sempre.
Olivia fez uma careta com a piada.
- Tenho motivo para estar assim. Olha esta manchete: — disse o detetive enfatizando cada palavra lida – “quanto tempo a polícia de Nova York levará para prender o assassino?” Isso é uma afronta! – gritou Stabler.
- Elliot, sei como está se sentindo. Também fiquei assim quando li o jornal, mas isso não vai adiantar. O que temos que fazer é mantermos a calma para conseguirmos analisar a situação e resolvermos o caso – dizia Olivia de forma calma, tentando manter a paciência, enquanto colocava sua bolsa na mesa e sentava-se para começar o trabalho.
- E o porquê dessa calma toda, posso saber? – perguntou ainda irritado.
- Porque a imprensa já está pressionando. Se ficarmos nervosos, isso só vai atrapalhar. Sei que você está nervoso, mas sabe que eu tenho razão – disse a detetive olhando de forma séria para Elliot.
- Ela pegou você, parceiro – disse Munch, dando uma batidinha no ombro do detetive Stabler.
Elliot olhou de cara feia para Munch, olhou para o chão e depois de alguns instantes respondeu:
- Eu sei, Olivia. Você está certa. Vou – respirou fundo – me controlar mais.
- Está certo – respondeu Olivia de forma mais relaxada ao perceber que, por enquanto, a discussão estava encerrada.
- Está certo, crianças. Então por onde começamos? – perguntou Munch.
- Bem, acho que devemos pegar a ficha com os dados das vítimas e analisarmos mais uma vez. O que acham? – sugeriu Benson.
- Acho que já nem precisaria olhar as pastas. Tenho a impressão de que já gravei até o número da identidade das duas de tanto olhar os dados para tentar descobrir algo – respondeu Elliot um pouco desanimado por ainda não terem tido muito sucesso.
- Olivia tem razão, Elliot. Talvez consigamos ver algo que não vimos antes... um detalhe – respondeu Munch animando-se com a possibilidade.
-Bem, que seja. Vou pegar as pastas – respondeu Elliot caminhando para o arquivo.
Depois de voltar com a pasta, os detetives recomeçaram a análise dos dados. Esse era o segundo dia desde a morte da primeira vítima, um dia depois dela, foi encontrada a segunda. Os detetives corriam contra o tempo para prender o desgraçado que fez isso.
Diante do painel com a foto das duas vítimas, onde ficavam os principais dados do caso, e com as pastas nas mãos, os três tentavam desvendar o mistério.
- Essa é Lana Sheldon, 23 anos, solteira, cursava história na Universidade Doroty Franco, ótima aluna, bom relacionamento com os colegas de sala, não possuía família. Foi vista pela última vez no ponto de ônibus da faculdade – dizia Olivia enquanto apontava para os dados no painel – Foi a primeira vítima, morta na segunda-feira. Segundo os dados da perícia, foi estuprada na própria viela onde foi encontrada e morta em seguida com uma facada na garganta.
- O problema é que no local onde ela foi morta, não existiam câmeras. O assassino foi esperto o suficiente para se certificar disso, sem contar que usou camisinha, portanto não tem como fazer comparação com material genético do banco de dados – disse Munch enquanto olhava para a ficha.
- Desgraçado! – falou Elliot cerrando os punhos no painel – Ela não deixou nem um fio de cabelo no local.
Olivia pegou a ficha da segunda vítima e disse apontando para a foto:
- Essa é Mary Parker, 24 anos, cursava artes na Universidade Louis Silver, boas notas, filha de mãe solteira, possuíam um bom relacionamento e foi vista pela última vez descendo do ônibus e indo em direção a sua casa, porém não chegou. Foi encontrada num galpão abandonado à duas quadras de distância de sua casa, onde também foi estuprada e morta com uma facada na garganta. O assassino, assim como no primeiro caso, usou camisinha e não deixou rastros. A única certeza que temos é que o assassino é o mesmo do primeiro caso, pois pela a análise do corte a perícia concluiu que a faca utilizada foi a mesma – concluiu Olivia.
- E também sabemos que os horários das mortes são bem próximos, já que a primeira vítima morreu às 20:30h e a segunda às 21:00h. Sem contar que as duas Universidades são relativamente próximas uma da outra, não deve ser uma coincidência. Isso indica que há uma grande probabilidade do assassino ser das redondezas – dizia Munch ao mesmo tempo em que fazia um círculo no mapa que estava no painel, envolvendo a área que abrangia as duas universidades.
Nesse momento, o Capitão Cragen chegou.
- Bom dia a todos. Espero que tenham uma boa notícia para me dar – disse enquanto se aproximava dos detetives.
- Acredite capitão, estamos fazendo o possível para prender esse desgraçado – respondeu Elliot.
- Enquanto estamos aqui analisando os dados, o Fin está percorrendo as áreas onde os crimes foram cometidos para tentar achar alguma testemunha ou qualquer outra coisa que nos ajude – disse Munch.
- Temos que pegar esse assassino o mais rápido possível, pois enquanto ele estiver solto, corremos o risco de ter outras vítimas. E claro – disse o capitão olhando de forma séria para todos – o meu superior não gostou nada da notícia no jornal. Assim como a imprensa, ele também quer saber quanto tempo a polícia levará para prender o assassino...
- Garantimos que o mais rápido possível – respondeu Olivia prontamente, enquanto olhava para seus companheiros e depois para o capitão Cragen.
- Tenho certeza que sim – respondeu Cragen dando um sorriso de confiança para sua equipe – Vou para minha sala, pois tenho que manter o meu superior informado.
Deu as costas e caminhou em direção a sua sala, deixando para trás toda a equipe mergulhada em pensamentos e possíveis soluções para o crime.
Notas finais
será que sua equipe pegará o assassino?
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