Difícil De Prender
13 Capítulo 13
Notas iniciais
Boa leitura!
Após o grito, a mesma voz falou:
- Meu Deus, Olivia! Você está tentando me matar do coração?!
Olivia conhecia muito bem aquela voz. Estava escuro e ela só conseguia enxergar a silhueta da pessoa a sua frente, então acendeu a luz.
Sim, era ela.
Usava uma calça jeans, casaco vermelho, botas e um cachecol azul.
- Mas... Sara! Sara? O que você está fazendo aqui? – perguntava tentando ordenar seus pensamentos e abaixando a arma.
- Boa noite para você também. Minha viagem? Ah, foi ótima sim. Obrigada por perguntar! – falava enquanto aproximava-se da irmã.
Olivia já tinha todo um discurso para falar sobre o perigo daquela situação e o que poderia ter acontecido, mas quando Sara a olhava daquele jeito, ela não conseguia se manter irritada por muito tempo.
Sara deu um sorriso e as duas se abraçaram.
- Senti tanto a sua falta, Liv – falou baixinho no ouvido da irmã.
- Eu também, querida – disse afastando-se e olhando bem para Sara.
- Olha a destruição que eu já causei aqui – disse a recém chegada apontando para a garrafa de água que deixou cair no chão quando Olivia entrou na cozinha apontando a arma.
- Depois nós limpamos, isso não tem importância agora – a segurou pelas mãos, a levou em direção a mesa e as duas se sentaram – mas você não disse que chegaria na próxima semana? Por isso me assustei... não estava esperando por você – olhou o relógio na parede – muito menos as duas e cinco da manhã!
Sara parecia achar tudo aquilo muito normal e até engraçado. Ela abriu a mochila, tirou um elástico do bolso e prendeu os cabelos despreocupadamente.
- Eu sei e me desculpa pelo susto, Liv. Mas um dos professores teve um problema, então o curso terminou mais cedo. Eu vi o seu recado na caixa postal, não retornei porque queria que fosse surpresa – disse isso dando um grande sorriso.
- Parabéns, você conseguiu! – disse Olivia esticando os braços sobre a mesa e apertando as mãos da irmã enquanto também retribuía o sorriso – Mas você veio sozinha da rodoviária aqui para casa de madrugada? Você tem noção do risco e do perigo que correu? – agora estava preocupada.
- Olivia, eu não sou tão louca assim, ok? – disse demonstrando estar ofendida – É claro que não vim sozinha. Os pais da Julie foram pegá-la e me deram uma carona.
- Sara, você sabe que eu poderia... eu poderia ter atirado em você?! – não conseguia nem imaginar essa possibilidade. Ficava angustiada só em pensar.
Vendo a aflição da irmã, Sara levantou-se, deu a volta pela mesa, posicionou-se atrás dela e a abraçou. Seu queixo ficou pousado sobre a cabeça de Olivia.
- Desculpa, desculpa! Sei que foi uma estupidez, mas prometo não fazer uma idiotice dessas novamente. Sem contar que você tem um ótimo reflexo e com certeza perceberia que era eu, antes de atirar – abaixou-se para que a irmã a olhasse – Estou desculpada?
Olivia achava incrível a capacidade que a irmã tinha em reverter uma situação ao seu favor. Bastava Sara perceber que Olivia estava preocupada ou chateada por algo que ela fez, que imediatamente ela se aproximava e lhe dava um abraço. E isso era uma mania que ela tinha desde quando era criança. Olivia lembrava-se que Serena sempre acabava pegando mais leve nos castigos quando Sara usava essa técnica tão simples, mas que conseguia apaziguar muitos ânimos e livrá-la de muitas punições.
- Sara Benson, você é terrível! Conseguiu outra vez – deu um suspiro – é claro que está desculpada – respondeu.
- Sabe, eu ficou imaginando o que aquelas pessoas que você já prendeu diriam se me vissem conseguindo te enrolar... – deu um sorriso presunçoso.
- Provavelmente isso acabaria com a minha reputação – cruzou os braços – eu fico só imaginado quando você já for uma jornalista e começar a escrever matérias para os jornais e revistas... tenho pena das pessoas que forem o seu alvo em alguma crítica. Você tem cara daquelas jornalistas que conseguem achar provas terríveis que podem acabar com a vida de uma pessoa. Tudo isso com esse seu “jeitinho doce”.
- Nossa... vou encarar isso como um elogio – deu uma risada bem alta – e quando eu for ganhar o meu prêmio pela melhor reportagem do ano, me lembrarei desse momento e de suas doces palavras – tentava segurar o riso.
- E nesse dia eu ficarei muito orgulhosa. Você será uma ótima jornalista – olhou com ternura para a irmã – a mamãe também ficaria muito feliz.
Sara deu um sorriso e mudou de assunto. Olivia sabia que a irmã, assim como ela, tinha algumas recordações não muito boas da mãe.
- Acho melhor irmos dormir – analisou com mais calma a feição de Olivia – especialmente você... parece cansada. Algum caso complicado?
- Sim. Estamos tentando solucionar um caso, mas está bem difícil. Porém não quero falar sobre isso agora – levantou-se da cadeira e Sara a acompanhou. As duas andaram abraçadas em direção ao quarto – Concordo com você, é melhor dormirmos. Amanhã tenho que ir cedo ao Fórum para encontrar com a Casey.
- Ok. Então amanhã conversamos melhor quando você chegar e te conto sobre a viagem. Boa noite, Liv – disse dando um abraço na irmã.
- Boa noite! Estou feliz por você ter voltado – disse lhe dando um beijo e um sorriso.
As luzes foram apagadas e cada uma foi para o seu quarto.
O silêncio voltou ao apartamento.
Notas finais
Ainda bem que foi só um susto e Olivia está bem... rsrsrs
Gostaram do encontro das duas?
Aguardo comentários!
Bjs!
Fale com o autor