Die Rauber
4 Capítulo 4: Memórias
Certo dia, Luce estava no andar subterrâneo onde Amália estava escondida. Ela observava discretamente Amália e seu jeito doce e meigo, tudo o que ela não era.
Podia entender porque todos a amavam. Quem não amaria?
−Hey?
Luce olhou pra ela.
−Seu nome é luce, né?
−Não te interessa, garota− replicou luce com rispidez.
Amália abaixou a cabeça e ficou em silencio por alguns instantes, depois levantou a cabeça e voltou a se dirigir a Luce.
−Por que você faz isso?
−Isso o que?−disse Luce, mas ela sabia muito bem do que Amália estava falando.
−Mata, rouba, por que é assim?
−Porque eu gosto.
−Como você pode gostar disso?
−Eu tenho meus motivos e não tenho que explica-los pra você.
Amália suspirou profundamente. Ela percebeu que isso seria um monologo.
−Você o ama?
−Quem? Bill?
−É.
−Não.
−Sim, você ama, por mais o que você ainda estaria aqui?
Luce levantou e foi ate a cela de Amália, agarrou as grades e disse lentamente:
−Cala a sua boca, você-não-sabe-nada-sobre-mim−e saiu do local sem olhar pra trás.
Luce chamou o elevador pra leva-la pra cima, enquanto esperava, foi bombardeada por pensamentos atraídos pelas palavras de Amália.
Claro que amava Bill, ele fora e ainda era como um irmão pra ela, ele era o único que restara em sua vida, mas o que Amália perguntou, era se Luce amava Bill de um jeito diferente.
Sinceramente, Luce nunca havia parado pra pensar nisso, sempre estava com a cabeça enfiada em papeis e computadores, armando e planejando planos, nunca pensara nisso, não só com Bill quanto com qualquer outro, nunca tivera um namorado ou coisa assim.
Agora que parara pra pensar nisso, ele tinha de admitir, Bill era bem bonito, e um pouco atraente.
O que será que ele achava dela?
Nessa hora, o elevador chegou e abriu suas portas, revelando o espelho no fundo.
Luce entrou no elevador olhando fixamente para o espelho. Ela soltou os cabelos e os ajeitou em cima dos ombros, arrumou a franja e passou a mão pela roupa.
O elevador parou e Luce saiu. Continuou seguindo pelo corredor ate chegar na sala de estar onde Bill estava em uma poltrona lendo distraidamente.
−Algum problema com Amália?
Luce caminhou lentamente ate uma poltrona em frente à do Bill e sentou-se.
−Posso fazer uma pergunta?−diz luce um pouco indecisa.
Bill abaixa o livro e olha pra ela.
−Claro, luce, o que quiser.
Luce respirou fundo e prosseguiu.
−Bill, você me acha bonita?
Bill arfou, não esperava uma pergunta desse gênero, a relação deles era apenas amizade, nada mais, nunca havia pensado em Luce em algo alem do que sua irmãzinha.
Olhou atentamente para luce, de um jeito que nunca havia olhado.
Por atrás dos longos cabelos negros, sua pele era muito branca, como a neve, seus lábios era cheios e muito vermelhos, o rosto era arredondado e ela tinha um corpo bem.....ammmm, como eu posso dizer? Bem dotado, é. Ela era muito bonita, qualquer homem mataria para tê-la.
Mas seus olhos negros eram frios e vazios, diferente dos de Amália, que eram cheios de luz e calor.
−Sim, eu acho você muito bonita.
Luce desviou o rosto da mira daquele olhar penetrante e encarou a janela, vendo os flocos de neve cair do outro lado.
−Mais que Amália?
Bill franziu as sombracelhas. Que tipo de perguntas eram essas?
−É diferente, luce, eu a amo.
Luce continuou encarando a janela.
Um lagrima se formou em seus olhos.
Ela não amava Bill desse jeito, estavam juntos por questão de sobrevivência, não era? Um ajudava o outro, mas era só isso, não?
Ela se levantou e saiu da casa.
Nevava em Arcangel (Rússia), mas não era pior que o frio que estava entre ela e o Bill. Luce corria pelas ruas vazias como nunca havia feito antes, não ligava para o vento gelado que cortava sua pele, ela não ligava mais pra nada, pois cada parte de seu corpo desejava morrer e ela nem sabia o porquê.
Ela parou e uma ponte congelada e começou a lembrar da primeira vez que matou:
#FLASHBACK ON#
Uma garotinha de 11 anos estava sentada em um banco no canto mais extremo do pátio da escola. Ela olhava as outras garotas brincando de roda.
Elas estavam sorrindo.
Elas estavam felizes.
“Por que eu não posso brincar também?” ela se perguntava.
A pequena Luce se levantou e foi em direção ao grupo. Ela tocou as costas de uma garotinha de cabelos loiros encaracolados com a ponta dos dedos. A garota se virou e olhou surpresa para luce.
−Eu posso brincar?
A garota olhou-a de cima a baixo com nojo, examinando suas roupas estranhas.
−Não! Sai daqui, sua esquisita.
E empurrou luce com força no chão, fazendo todos rirem.
Luce não chorou. Não gritou.
Ela apenas correu.
Ela entrou na floresta, se embrenhando cada vez mais fundo na mata, deixando o vento guia-la, só parou quando seus pulmões gritaram por oxigênio.
Olhou ao redor e viu apenas um mar de branco.
Era inverno.
A vida de Luce era um interminável inverno.
Ela sentou na neve e começou a cravar seus pequenos dedos na mesma, fazendo um buraco que ia ficando cada vez mais fundo. Ela entrou em uma espécie de transe e ficou nisso por horas ate que um barulho a fez despertar.
Era uma lebre, que provavelmente nem havia visto Luce ali, pois a neve a camuflara.
Luce ficou quieta, esperando a lebre se aproximar para examinar o buraco recém cavado. Quando o animal estava perto o bastante, Luce agarrou-o pelo pescoço e o jogou no buraco. Pegou uma pedra e começou a ferir a lebre, batendo e rasgando consecutivamente.
O sangue se esvaiu do animal e manchou a neve, levando junto toda a dor de Luce.
Esta admirava as mãos e o sangue que escorria e pingava em suas roupas.
Ela sorriu.
Aquilo podia ser repulsivo, mas não era.
Era bom.
Luce havia encontrado uma maneira de acabar com sua dor.
Matando.
#FLASHBACK OFF#
A Luce mulher chorava na ponte.
Estava congelando, seu corpo inteiro doía, mas ela apenas chorava.
Ela caiu de joelhos e encostou a cabeça na mureta de concreto.
Um carro passou na ponte e não a viu lá.
Era estranho como ela era invisível, nunca fora especial, ninguém nunca a notara, sempre passava despercebida.
Apenas uma pessoa se importara.
#FLASHBACK ON#
Ela estava saindo da floresta, com as mãos cheias de sangue e suas roupas enlameadas. Por fora podia estar um caos, mas por dentro estava melhor que nunca.
Sentou-se no mesmo banco daquela manha e ficou olhando para o chão.
As aulas já tinham acabado a horas, só havia alguns garotos jogando baseball na quadra.
Ela tinha que voltar pra casa, mas não sabia como. Seus pais provavelmente não notariam que ela ainda não estava em casa. Ou quem sabe, seu perceberia, se sentisse falta do seu fuck toyzinho.
Começou a chorar.
−Hey, você esta bem?
Ela levantou a cabeça e viu um garoto na sua frente.
−Alguém te machucou?—perguntou ele, se referindo ao sangue.
Luce balançou a cabeça negativamente.
−Cadê seus pais?
−Não sei−sussurrou Luce.
−Vem, vou te levar pra casa−ele pegou a mão de Luce, não se importando com o sangue. −Meu nome é Bill Kaulitz e o seu?
−Luce Wolfgang.
#FLASHBACK OFF#
Luce estava caída na neve, quase sem respirar, devido à baixa temperatura.
Bill fora o único que se importara com ela, a partir daquele dia Bill nunca a abandonara, mas sempre tinha Amália no meio, Amália a garotinha dos cachos de ouro que todo mundo adorava, inclusive SEU Bill. Ela sempre roubara tudo que lhe pertencia, desde Bill, ate sua sanidade.
Mas Luce não podia sentir raiva, na verdade, ela não podia sentir nada, porque a neve entorpecia seu corpo, ela não podia sentir mais nada, nada...
Notas finais
Rewies? Por favorzinho?
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