Die Motherfucker Die
31 Um É Pouco, Dois É Terrível
3 anos depois
Junho – 20h00 — 2 horas antes da contaminação
‘’O tempo em Tall Oaks estava extremamente agradável. A paisagem de fora da janela da era nublada e caia uma leve chuva. Parece que isso não impede a agitação das pessoas. Agora tomo um gole do meu café. Não sinto o gosto forte do café passar pela minha garganta, apenas uma queimação boa. Eu não precisava tomar café, mas isso era apenas para me manter sentada na mesa da cafeteria e não se perturbada com perguntas tipo : A senhorita já terminou?’’
Boto minha xicara de volta à mesa e de repente vejo uma mulher entrar pela cafetaria. Eu sorri de maneira nostálgica ao ver aquele rosto velho e conhecido. Ela vestida com um vestido azul decotado e um cachecol vermelho por volta do pescoço, dando um charme e quebrando a roupa de vadia dela. Ela parou ao lado da mesa e abriu seu aquele sorriso irritante. ’’
-Será que eu posso me sentar? – Ada perguntou calma e com um sorriso.
Cloe respirou fundo, colocou sua franja para trás da orelha e fez um sim com a cabeça. Ada se sentou e as duas se olharam.
-Como me achou? – Cloe perguntou.
-Você é conhecida. – Cloe inclinou a cabeça. – E odiada também. Alguns soldados da Tricell que sobreviveram falaram muito de você. Coisas boas e ruins. – Ada completou.
-A minha lista de Haters é longa. – Cloe sorriu de maneira irônica. – Agora, como você me achou, o que você quer?
-Muitas coisas mudaram. – Cloe cruzou os braços e se encostou-se à cadeira. – Nesses três anos, eu consegui criar o vírus perfeito, o vírus C. – Cloe arregalou os olhos.
-Você? – Ada fez um sim com a cabeça. Cloe sorriu irônica e inconformada com que acabara de ouvir. – E o que Ada Wong gostaria de fazer com esse vírus?
-Ser Rainha desse novo mundo. – Ela disse animada.
-A mesma ideia de Wesker , nem parece você falando. – Cloe apertou os olhos. – Mas enfim. – Cloe se aproximou da mesa e apoiou seus braços sobre a mesa. – O que eu tenho haver com isso?
-Por que você não me ajuda? Poderia ser minha mão esquerda.
-Eu seria uma mercenária então. E o que eu deveria fazer?
-Acabar com quem estiver atrapalhando meu caminho. Atualmente, BSAA e alguns agentes estão me incomodando.
-Hum......não. – Cloe deu de ombros.
-Tem certeza? Você pode se arrepender.
-Que medo. – Cloe disse séria.
Ada respirou fundo sem tirar o sorriso em seu rosto.
-Um conhecido seu está no meu laboratório na China. – Cloe não fazia questão de saber quem era, mas Ada mesmo assim insistiu. – Wesker Jr.
-O que você quer com Jake? – Cloe mostrou interesse.
-O sangue de Jake é uma ameaça para o vírus C, mas em minhas mãos o sangue dele se tornou um fortalecimento para o vírus.
-Pobre garoto. – Disse Cloe. Ada percebeu que isso não foi o suficiente para Cloe juntar-se a ela nessa guerra.
-Foram seis meses de pesquisa, sabe, Jake ouviu muita coisa de seu pai....do que foi, o que fez, e até a sua relação com ele.
-.......-Cloe olhou para Ada com desdém. Ela cruzou os braços e sorriu. Cloe percebeu o que Ada queria dizer. –Foda-se.
-Está bem então. – Ada acabou desistindo da sua própria proposta. – Só espero que você não me atrapalhe.
-Se eu me incomodar....pode esperar que eu vou agir.
-Bem, é uma pena. – Ada se ajeitou na cadeira. – Você tem um talento único para essas coisas.
-Obrigada. – Cloe respondeu sínica. – Quem iria imaginar, Ada Wong com um vírus? Realmente não parece você. – Ada revirou os olhos.
-Me poupe de suas teorias. Se você não vai se juntar a mim, então não há porque insistir mais nisso. – Ada se levantou e ajeitou seu cachecol. – Boa sorte, porque quando chegar a hora certa, você vai querer voltar nesse momento para dizer sim.
-Não me arrependo fácil, e eu sei me virar muito bem, com ou sem você. – Respondeu Cloe séria.
-Sua confiança é irritante.
Ada deu as costas para Cloe e saiu da cafeteria. Cloe realmente não entendeu por que de tudo aquilo. Ela chegou a pensar se Ada tinha uma irmã gêmea do mal, mas depois balançou a cabeça fugindo desse pensamento e logo se insultando dentro da sua mente por ter tido um pensamento tão estúpido.
Toda vez que Cloe terminava seu café, ela logo pedia logo. A garçonete até começou a se preocupar de como Cloe iria ficar depois de beber tanto café. E assim as duras horas se passaram rápido. Gritos foram ouvidos nas ruas. Todos dentro da cafetaria, inclusive Cloe, fizeram questão de ignorar. Mais uma vez se ouviram gritos, mas dessa vez não foi só um, parecia uma multidão. A garçonete foi até lá fora e caiu no chão por causa da multidão correndo. Cloe se levantou lentamente, ainda olhando no rosto das pessoas que já estavam temendo o desconhecido. Ela foi para fora e seus olhos arregalaram. Eram milhões de pessoas fugindo e gritando de terror pelas ruas. Pessoas comendo uma as outras, o cheiro de sangue, algo nostálgico e macabro. Cloe parou no meio da rua de as pessoas passavam por ela com pressa.
Cloe ficou confusa. Flashbacks leves vinham em sua mente. Prédios e ruas de Raccoon City apareciam nessa visão. Ela logo foi cortada por um zumbi que agarrou Cloe com tanta força que a fez cair no chão. Cloe segurou o queixo do zumbi com sua força sobre-humana, logo ela ouviu o queixo do zumbi se quebrando e um pouco de sangue caindo na sua blusa. Ela se levantou e viu que o zumbi ainda vivo mexendo os braços para tentar alcançar Cloe. Nada que uma boa pisada em sua cabeça acabasse com o problema, e foi o que Cloe fez.
Por mais que fosse forte, Cloe se sentia indefesa sem alguma arma. Seu olhar procurava algo que ela possa matar um zumbi com facilidade. Ao ouvir um grito masculino de dor, Cloe olhou para chão a poucos metros de si, viu um policial velho já sendo devorado por zumbis, e arma estava ao lado do corpo, sobre a poça de sangue de seu velho dono. Cloe andou rapidamente para lá empurrando as pessoas e pegando a arma. Ela atirou nos zumbis que estavam saboreando a carne do policial e deu um salto grande para cima do prédio. Cloe viu aquela parte da cidade praticamente tomada pelos mortos, e percebeu que aquilo não iria acabar tão cedo.
Cloe seguiu a fileira de zumbis com seu olhar para ver se eles tinham um lugar de origem. O lugar que tinha mais zumbis espalhados era perto de uma catedral.
-Lá não tem pessoas. – Disse Cloe como se estivesse falando com alguém.
Cloe achou tudo aquilo estranho e acabou indo para a catedral pulando nos telhados de casas e nas coberturas de prédios. Ela chegou à porta da catedral e logo entrou. Cloe observou o lugar enquanto andava. O lugar estava vazio e silencioso, nem parecia que estava acontecendo um caos lá fora. Ela mudou a direção do olhar para sua frente e viu escadas debaixo de uma estátua. Ela desceu os primeiros e se virou ao ver a estatua se juntar e fechando o caminho que ela passou minutos atrás. Cloe não se importou, desceu os últimos degraus e abriu a porta, levando-a para um lugar totalmente diferente da igreja. Era um lugar velho, com um aspecto tenebroso, era como se fosse um laboratório. Cloe passou por portões com números em cima deles, um corredor longo e finalmente chegou numa sala limpa e com luz. Ela fechou a porta e andou até um monitor antigo de TV e um videocassete com uma fita de vídeo já pronta para ser vista.
-Feliz aniversário Ada Wong. – Cloe leu o que estava escrito na fita.
Cloe empurrou a fita cassete e cruzou os braços. Imagens que nem a própria soube identificar apareceram na tela. Apenas uma coisa ela pode ver:
Vírus C experimento 12235
Objetivo do projeto: Ada
Criar uma nova forma de vida vindo da crisália
Localização: Vírus C corredor oeste 14
Assunto:
Resultado: Metamorfose completa
As próximas imagens foram uma crisália e seus vários ângulos. A crisália começou a se mexer ao ponto de se romper e um corpo de mulher sair de lá. Ainda não se podia ver quem era a mulher por causa da gosma verde em seu corpo. Mas ao se aproximar do rosto da mulher, Cloe se arrepiou. Era Ada. Depois de ver a perna e a cintura de um homem a fita finalmente acabou e saiu do vídeo cassete.
Cloe levou suas mãos para a cabeça e fechou os olhos, processando ainda o que tinha visto segundos atrás.
-Que dor de cabeça. – Cloe olhou para a fita cassete. – Ada.....mas que merda foi essa que eu acabei de ver?
Cloe suspirou esfregando seus olhos e arrumou seu cabelo. Seu olhar foi de encontro a uma mesa cheia de papéis. Ela foi até eles e todos tinham a palavra China. Cloe cruzou os braços pensou e voltou a olhar para o papel.
-China, huh......
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