Die Motherfucker Die
9 Trilha De Sangue
HUNK não tirava os olhos de Cloe, queria saber o que passava na cabeça dela e porque tanto mistério e se tudo aquilo era realmente necessário, ou se iria valer a pena. O helicóptero subiu para Europa, indo em direção à Briklenwood no país de Oraia, um país pobre com muitas pessoas de má fama.
O helicóptero posou em um lugar afastado de um grupo no qual Cloe já podia enxergar.
–Mas que diabos você quer fazer em Briklenwood? – HUNK perguntou sem paciência.
–Tenha paciência HUNK. – Cloe pulou do helicóptero.
HUNK fez um não com a cabeça e pulou do helicóptero.
–Aqui só tem pessoas ruins. – Disse HUNK enquanto seguia Cloe.
–Legal. Talvez posamos fazer amizade com eles, somos iguais. – A morena sorriu.
–Engraçadinha. – Disse HUNK ironizando.
– Foi mais fácil do que parece. – Cloe se abaixou até deitar no chão. HUNK fez o mesmo.
–O que foi?
–O garoto ali do meio, tá vendo ele?
–Não.......- HUNK apertou os olhos para ver melhor, mesmo assim não conseguia ver nada.
–Ah claro! – Cloe riu baixo e HUNK olhou direto nos olhos vermelhos de Cloe. – Desculpa, eu esqueci que somos diferentes. – Cloe se levantou.
–Vadia......-HUNK se levantou.
–Desculpa. – Cloe ainda riu. – Vamos se aproximar. – Cloe disse ainda tentando esconder o sorriso.
Eles andaram mais para frente até HUNK achar que estava bom o suficiente para enxergar. Ele fez um sinal para Cloe e eles se abaixaram novamente.
–Agora posso ver. – HUNK olhou bem para o rosto do jovem.
–Está vendo o menino mais alto de jaqueta preta?
–O que ele tem?
–Ele tem apenas 16 aninhos e já é um mercenário.
–Dezesseis anos minha mãe me botou pra fora de casa pra trabalhar, praticamente é um adulto.
–Não exagera. – Cloe revirou os olhos.
–E o resto do pessoal em volta dele?
–É a turminha de mercenários dele, você pode ver que todos eles têm o emblema da aranha.
–O que você quer aqui Cloe?
–Eu quero a amostra de sangue do cara do meio, Jake Muller.
–E pra que?
–Não posso te falar agora.
–.........- Cloe ouviu a respiração pesada de HUNK dentro da mascara. – Está bem então. – HUNK deu a metralhadora para Cloe. – Me cubra.
Cloe fez um sim com a cabeça. HUNK pegou sua pistola e atirou nos barris de combustível em frente ao grupo de mercenários. Todos eles se assustaram com o fogo e ficaram confusos. HUNK se levantou e pegou sua faca rapidamente e chegou a um dos mercenário mais perto e assim enfiou a faca bem em seu pescoço. Se aproximou de outro e fez o mesmo. Um deles se virou e viu HUNK matando outro.
–Ah meu Deus! – Ele gritou, fazendo os 7 que sobraram virarem e apontarem suas armas para HUNK.
Antes que eles atirassem Cloe apontou em suas cabeças e atirou neles. Jake olhou para os corpos manchados de sangue no chão. Naquela hora o sangue de Jake ferveu. Ele apontou para HUNK para atirar, mas ouviu outro tiro e algo ultrapassar sua perna. Ele caiu imediatamente no chão, fazendo ele se separar de sua única arma.
–Parece que você não está acostumado com a dor garoto. – Cloe andou até ficar a visão de Jake.
HUNK se aproximou de Jake e o fez ficar de joelhos. Pegou suas mãos para trás as segurando com força.
–Então você também fez parte disso.......- Jake disse com a respiração forte e com a cabeça baixa. – Sua vadia, se eu estivesse solto, você morreria a pancadas.
–Eu gosto de violência garoto. – Disse Cloe num tom de voz malicioso. – Mas porque você não arruma uma namoradinha pra você bater nela?
–Que tal ser você? – Jake olhou para as pernas de Cloe. – Você até que é gostosa, quer ser minha namorada? – Ele disse com ironia.
–Cala a boca. – HUNK pegou a cabeça de Jake com força e o fez olhar para Cloe.
–O que é? Você é o cafetão dela? – Jake riu. Ele olhou para Cloe e arregalou os olhos quando viu os olhos de Cloe. – Você gosta de abusar das drogas hein. – Jake nem tinha tanta certeza se isso era mesmo efeito das drogas. – Não tem problema querida, eu gosto disso. – Ele sorriu para Cloe.
–Parece que não, mas eu sou bem mais velha do que você. – Cloe disse com um sorriso. – Jake Muller.
–E ainda sabe meu nome sem eu ter falado. – Jake riu. – Cara, se eu estivesse livre eu me casava com você aqui e agora.
–Será que dá pra acabar com isso? – Disse HUNK impaciente.
–Tá bom, tá bom. – Cloe disse sorrindo. – Ah droga! Esqueci de trazer um frasco para a amostra de sangue.
–Não querida, eu não tenho AIDS. – Jake brincou. Ironizar todos os momentos de dificuldade ajudava Jake não mostrar seu medo e raiva.
–Parece que então.......- Cloe disse seria. — Que eu vou precisar de uma grande amostra de sangue. – Cloe olhou para o corpo de Jake e viu a ponta de um cabo da faca. Puxou lentamente e olhou para faca. – Espero que isso esteja esterilizado para seu próprio bem garoto. – Cloe rasgou uma parte de seu tomara-que-caia, deixando a mostra sua coxa e ganhando um pedaço de tecido. Ela se agachou perto de Jake e segurou seu queixo. – Engraçado. – Cloe sorriu. – Você me lembra um pouco seu pai, principalmente os olhos. – Cloe disse olhando profundamente nos olhos azuis de Jake.
–Espera.....você conhece.....
Antes que Jake terminasse a frase, Cloe perfurou o rosto de Jake na bochecha. Ele gritou de dor, queria sair dali mas HUNK era muito forte, ele deixava Jake quase que imóvel. Quando o sangue começou a escorrer, Cloe colocou o tecido em baixo, recendo todas as gotas de sangue. Mas ainda não era o suficiente, então Cloe continuou até subir perto do olho. Ela sorriu por ver o sofrimento de Jake, e não se sentia mal pelo sofrimento de Jake. HUNK a olhava com temor, foi aí que ele percebeu que aquilo não era só para pegar uma simples amostra de sangue, e sim um ato de sadismo de Cloe. O tecido que era branco agora estava totalmente vermelho do sangue de Jake. Cloe limpou as ultimas gotas de sangue e se levantou.
–Obrigada pela doação de sangue. Vamos HUNK. – Cloe deu as costas e começou a andar.
HUNK largou Jake no chão e seguiu Cloe.
–Eu vou te achar um dia! – Jake gritou quase sem voz. – Você vai pagar por isso! Vadia desgraçada!
Cloe fingiu não escutar nada e seguiu pela seu caminho.
Os dois foram para o helicóptero rapidamente e subiram de volta. Cloe foi até a mala e pegou um frasco e espremeu o tecido na boca do frasco até parar de sair sangue. Ela fechou o frasco e ficou com ele. Sentou-se e ficou olhando para o frasco.
–Tenho duvidas se você fez isso em nome da pesquisa ou em nome do sadismo. – Disse HUNK.
–.......- Cloe suspirou e olhou para HUNK. – Os dois. – Cloe disse sem hesitar.
–Por que o sangue do Jake Muller é tão importante pra você?
–Bem.......ele é o filho do Albert Wesker.
–Tá brincando.
–Não. – Cloe confirmou seria.
–Eu não acredito que o Wesker tinha tempo pra fazer filhos. – HUNK riu. – Quem é mãe?
–Foi uma vadia qualquer.
–Foi?
–Ela está morta.
–E como você soube da existência do Jake?
–Puxar dados de mercenários não é tão difícil assim.
–Agora me fala....por que o sangue? – HUNK cruzou os braços.
–O sangue pode talvez possa ser uma ameaça ao futuro vírus, ou um fortalecedor.
–E por que Spencer não pode saber disso?
–Meu Deus. – Cloe revirou os olhos, estava se irritando com tantas perguntas. – Não quero problemas com Spencer, por favor, não fala nada pra ele......
–........- ‘’Ou eu te mato.’’ Disse HUNK na sua mente completando a frase de Cloe. – Está bem. Você vai precisar de ajuda na pesquisa?
– Eu aprendi algumas coisas andando pelo laboratório da Umbrella e vendo o trabalho dos pesquisadores dia-a-dia, minha pesquisa será simples e fácil, não será necessário ajuda.
–Está bem. – HUNK respirou fundo.
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