Die Motherfucker Die

7 Se Juntado Ao Caos


Cloe estava sentada no canto do quarto branco olhando fixamente para a câmera. Ela não via a hora de sair daquele quarto. Antes de entrar naquele quarto, Cloe passou por três procedimentos: dar informações sobre a sua pessoa, como nome completo, idade, onde nasceu, coisas do tipo. O segundo vai dar três amostras de sangue e o ultimo foi passar por um banho reforçado para tirar evidencias do vírus em sua pele. Foram todas essas etapas até chegar ao quarto.

–Srta. Scarlet. – Uma voz masculina soou no quarto. – Você pode me ouvir?

–Sim.

–Você poderá sair do quarto com uma condição.

–....- Cloe suspirou. – E qual é?

–Que você irá se comportar e não vai atacar ninguém.

–Atacar como? Vocês estão armados até os dentes. – A porta se abriu e Cloe se levantou. Da porta apareceu um homem armado e com roupas especiais contra armas biológicas.

–Siga-me. – Ele disse.

Cloe só fez um sim com a cabeça. Ela o seguiu olhando o que vinha no caminho. Várias pessoas de branco com o símbolo da Umbrella no peito , grandes maquinas e restos de alguns zumbis na mesa de metal, todos com as entranhas expostas e com pesquisadores mexendo nos corpos.

–Chegamos. – Disse o cara armado abrindo a porta. — Sinta-se especial, não é todo mundo que tem a mordomia de falar com o Sr.Spencer.

Cloe entrou na sala e o armado fechou a porta. Diferente dos corredores brancos e bem iluminados que Cloe andou, a sala era bem aconchegante e convidativa. As paredes eram vermelhas aveludadas, o chão era de carvalho dando a sensação de um cômodo antigo. Uma lareira dava um ar relaxante e era a única luz lá.

–Parece impressionada Srta.Scarlet. – Uma voz velha e um pouco rouca assustou de leve Cloe. A voz vinha da poltrona grande e vermelha em frente à lareira. – Sente-se. – Ela viu a mão dele erguida em direção à outra poltrona.

Cloe engoliu em seco e se sentou a poltrona. Viu o corpo do homem por completo. Era velho, estava com roupas elegantes e alguns fios na cabeça, mas isso não chocou Cloe.

–Sr.Spencer...eu presumo.

– Apenas Spencer para você Srta.Scarlet.

–Bem, então vamos logo para o assunto, o que você quer de mim? – Pobre Cloe, pensava que quanto mais rápida daria as informações mais rápido sairia desse pesadelo.

–Está apressada Srta.Scalet? Tem algo a fazer? — Cloe ficou sem palavras. – Parece que não. Tudo que você tinha estava em Raccoon City, agora ela é um tumulo.

–......- Ela abaixou o olhar e suspirou. – Está bem mas não me deixe curiosa, o que é este lugar? – Cloe cruzou os braços.

–Um pequeno laboratório, quase perto de Raccoon.

–Da Umbrella,certo?

–Claro, eu sou um dos fundadores dela, com muito orgulho.

–Orgulho? – Cloe sorriu de lado. Ela se surpreendeu com sua capacidade de sorrir mesmo de maneira irônica. – Parece que seu império acaba de cair. – Cloe queria irrita-lo.

–Sim, Umbrella está acabando aos poucos, para ressurgir com fúria, com sua ajuda.

–.....O que você quer dizer com isso? – Cloe ficou interessada.

– Aconteceu algo raro com você Srta.Scaret. – Spencer entrelaçou os dedos. – Algo inexplicável. Quando Nemesis te matou....-Cloe engoliu um seco e colocou as mãos na barriga. – Automaticamente espalhou o vírus T em você. E então a magica aconteceu....... – Spencer sorriu de lado.

–O que aconteceu? – Cloe sentiu os pelos do braço se arrepiarem.

–Foi tentar te explicar de maneira fácil pra você. O seu sangue, suas células, são compatíveis com a composição do vírus.

–Co-como assim? – A morena arregalou os olhos e começou a tremer.

– Você agora é como as Wesker Children. – Cloe não falou nada. Agora ela queria apenas ouvir. – Você não foi uma delas, mas de alguma maneira seu corpo aceitou o vírus.

–Wesker Children?

–Era um projeto meu para testar o vírus progenitor em 13 crianças, todas as crianças tinham o DNA avançado e receberam o vírus Progenitor , mas apenas duas iriam sobreviver ao impacto do vírus. No final só sobraram três Weskers, Albert, Alex e Felicia.

–Albert? – Cloe se espantou.

–Você o conhece?

– É.......conheci. – Cloe revirou os olhos tentando escapar do assunto.

–O que me deixa em duvida é para alguém ser compatível ao vírus primeiramente tem que receber uma dose de imunidade. Lembra-se de alguma coisa?

– Lembro de ser morta por um dos seus bichinhos. – Cloe ironizou e sorriu, mas logo desfez o sorriso ao ser lembrar de Ada. – Uma mulher que trabalhava para Wesker, Ada, tinha ejetado uma seringa em mim, o liquido era azul. A meu Deus! – Cloe levantou se levantou e segurou seus cabelos com força. – A Ada me deu essa imunidade! – As lágrimas caíram dos olhos de Cloe, lágrimas de raiva.

– E Nemesis te matou, espalhando o vírus no seu sangue e células.

– E você falou que Albert Wesker tem esse vírus! Ah droga! – Cloe sentiu seu estomago se embrulhar ao lembrar-se de ter transado com Wesker, mas mesmo assim Cloe conseguiu controlar sua ânsia. – Eu...preciso de agua. – Cloe falou com dificuldade.

–Não vai adiantar você não vai sentir a agua passar pela sua garganta, você não precisa mais comer e nunca mais ficara doente. – Spencer falava com um sorriso.

–Isso é loucura. – Cloe olhou para o espelho e viu seus olhos avermelhados, não sabia o que pensar. Ela preferia morrer a ser um monstro. E só de pensar que Wesker era um deles, se sentia nojenta e suja e se amaldiçoava por ter sentido tanto prazer.

–Não veja isso como uma maldição e sim uma benção, você é praticamente é imortal. Graças ao vírus você ainda está viva.

– Grande merda. – Cloe tentou se acalmar e se sentou na poltrona. – Me diga uma coisa, você falou que tinha dois sobreviventes, um deles foi o Albert, quem é o segundo?

–Alex Wesker, não posso falar muito dele para você, sinto muito. – Spencer sorriu. – E agora não são três sobreviventes, são quatro.

–E o que eu devo fazer agora? Não tenho mais objetivos na minha vida.

–Você pode trabalhar para mim. – Cloe fitou Spencer. — Você vai ver o mundo e a Umbrella de outra maneira, confie em mim.

–Trabalhar como o que?

–Espiã....e em algumas ocasiões, como mercenária.

–Espiã. – Cloe riu baixo se lembrando de Wesker perguntando se ela era uma espiã.

–E você também poderá aprender sobre seus poderes, magníficos poderes. Você não tem escolha. – Spencer disse de modo sombrio. – Aceite o que você é, aceite que há um lugar lá fora pra você.

Cloe abaixou o olhar e olhou para suas mãos. Ela fechou os olhos e pensou em Raccon City, sua casa. Daquela cidade apenas sobraram ruínas e agora com seu novo corpo ela não poderia recomeçar sozinha.

–Está bem Spencer. – Cloe se levantou e se aproximou de Spencer. – Parece que nós temos um trato. – Cloe estendeu sua mão para Spencer.

–Sim, parece que sim. – Spencer apertou a mão de Cloe.