Die Motherfucker Die
26 Escravizada
Cloe abriu a porta da sua casa e fechou com força. Dentro da sua própria casa ela não tinha vergonha de demostrar fraquezas. Ela rangeu os dentes e tentou controlar as lágrimas de raiva. Cloe levou suas mãos no rosto e limpou as lágrimas.
-Só amarrada mesmo pra ele fazer aquilo. – Ela respirou fundo. – Será que Wesker iria me odiar por isso? – Ela riu loucamente e depois as lágrimas caíram novamente. – Como se ele já não tivesse motivos para me odiar. – Ela cruzou os braços. – Falando nele, já chegou a hora de ir visitar ele. E depois do que aconteceu, eu não quero mais ficar nessa droga de país.
Ela pegou seu celular e mandou uma mensagem para o seu velho amigo piloto para pega-la em frente de casa. Cloe foi seu quarto se arrumar. Ela pegou seu corpete branco e o abotoou na frente,Cloe combinou com uma saia preta curta. Ela colocou sua meia-calça preta e sua ankle boot favorita. Depois Cloe finalizou com uma blusa de coura estilo anos 70. Depois pegou um cinto especial para carregar armas. Cloe estava levando duas pistolas. A pistola do lado esquerdo eram as balas especiais, a da direita, balas normais. Por preocupação, ela levou uma granada de fogo dentro do bolso da blusa.
Ela saiu de casa com seu Notebook nas mãos. Cloe esperou alguns segundos e logo viu o avião especial chegar. Ele pousou num local livre e abriu a porta. Cloe sorriu e entrou no avião.
-Sempre sendo rápido. – Cloe comentou enquanto ia se sentar.
Ela se acomodou e abriu seu Notebook para liga-lo. Enquanto esperava liga-lo, ela estava vendo tudo se mover lá fora, Cloe sentiu que ela não estava mais no chão, e sim no céu. O brilho da tela inicial fez Cloe virar os olhos para seu Notebook. Ela entrou nos dados da BSAA e foi no perfil do Chris. Ao ler a missão dele, Cloe sorriu de maneira satisfeita e maliciosa.
-Como eu esperava. Demorou, mas pelo menos ele foi.
Ela começou a descer a página até que o nome de Jill Valentine a chamou atenção.
-Informações que Jill Valentine está na África? – Ela leu para si mesma. – Poxa vida Chris, quer dizer que você precisa de uma dama em perigo para fazer as coisas funcionarem? Bom saber.....
Ela saiu do site da BSAA e entrou nos arquivos ‘’Uroboros’’. Cloe estava dando uma ultima olhada nos arquivos para ter certeza se era verdade que Uroboros não aguentava o fogo. E essa informação não estava nos arquivos originais, Cloe passou esses 10 anos vendo a modificação que Wesker fez nas Las Plagas para virar Uroboros. Sim, Uroboros é um vírus muito forte, mas para deixa-lo forte algo tinha que diminuir, que foi sua defesa.
Depois que Cloe se certificou, ela desligou o Notebook e fechou os olhos para descansar sua mente.
***
-Cloe! – Ela abriu os olhos rapidamente ao ouvir o piloto chamar seu nome. – Cloe!
-.......- Ela se levantou e foi para a cabine. – O que foi?
-A empresa Tricell deu autorização para eu pousar na área deles? Eu pouso?
Cloe fez uma cara confusa. Ela mordeu o lábio e coçou a cabeça.
-É, pousa, vamos ver o que estão tramando. – Ela olhou pela janela e viu que já estava de manhã.
O piloto fez sim com a cabeça e Cloe voltou a se sentar. Minutos depois o avião posou. Cloe se levantou e parou em frente à porta. O piloto abriu a porta e as escadas desceram. Assim Cloe pode ver como estavam às coisas. Havia duas fileiras de soldados que ia até a porta da Tricell. Ela sorriu e desceu as escadas. Nos três últimos degraus, o mesmo soldado que algemou dez anos atrás, a ajudou a descer pegando na sua mão como um cavaleiro.
-Pra que toda essa cerimonia? – Cloe perguntou num sotaque irônico.
-Digamos que você é uma convidada de honra. – Ele depois sorriu.
Cloe o encarou e estralou seu pescoço. Ela começou a andar em direção a porta e quando se aproximou a porta se abriu. De fora ela não conseguia ver nada, nem a luz de fora foi capaz de iluminar o local. Cloe entrou e imediatamente a porta se fechou. O local agora ficou totalmente escuro, mas segundos depois luzes baixas no chão acenderam, e finalmente Cloe viu Wesker parado na frente de uma grande parede de vidro.
-Adorei a recepção. – Cloe sorriu e começou em direção a ele.
-Especialmente para você. – Ele continuou olhando para a parede.
-Já se passaram os dez anos, conseguiu fazer o que queria? – Ela parou alguns passos atrás de Wesker.
-Eu sempre consigo o que eu quero. – Ele se virou e Cloe encarou os olhos vermelhos de Cloe. – Temos que acertar certas coisas.
-Que coisas? – Cloe não estava mentindo, ela realmente tinha a memoria fraca.
-Não seja estúpida você atirou em mim.
-Ah, claro! – Cloe fez um sim com a cabeça. – Eu recebi uns tiros desses, é horrível, você deve ter sofrido. – Ela com os braços cruzados. – Infelizmente não vi o filho da puta que atirou em mim.
-Ainda bem que esse ‘’filho da puta’’ não te matou. Sou eu que quero te matar. – Ele tirou sua pistola do bolso e mirou na cabeça de Cloe. – Pesquisei bastante para criar essas balas.
-Você quer mesmo me matar? – Cloe começou a agir colocando seu charme em ação. – Não acha desperdício?
-Acho.....- Ele inclinou a cabeça.
-Então tá. – Cloe se aproximou de Wesker e encostou sua testa na pistola. – Atira. – Os olhos de Cloe ficaram vermelhos. – Acaba comigo.
Wesker mantinha sua reação fria. Atirar em alguma parte de seu corpo seria justo, mas mata-la seria exagero da parte dele. Realmente seria um desperdício já que Wesker gostava tanto do jeito que ela o seduzia.
Ele rangeu os dentes, segurou o cabelo de Cloe com força e a colocou contra a parede de vidro.
-Como você consegue fazer isso? – Ele sussurrou no ouvido de Cloe. – Me faz desfocar do que eu quero?
-Eu sei não Wesker. – Cloe disse sorrindo e batendo suas unhas afiadas contra o vidro. –Ela se virou mas mesmo assim ficou encurralada por Wesker. – Mas eu gosto disso. –Ela subiu suas mãos para o pescoço de Wekser.
-Eu não consigo te matar e você sabe disso. – Ele disse quase se aproximando dos lábios dela.
-É, eu também queria te matar, mas não também não quero. É como se eu não tivesse opção. Eu sou uma escrava disso.
Num movimento inesperado, Wesker empurrou Cloe para a parede de vidro, fazendo ela se despedaçar e Cloe pisar no andar de baixo. Cloe se endireitou e sentiu algo incomodando na sua perna. Ela olhou e era um pedaço de vidro que era tirou sem problema nenhum. Cloe se virou e olhou para Wesker.
-Aproveite o show. – Ele riu de maneira maliciosa.
Cloe mudou a direção do olhar quando ouviu o barulho de uma porta automática se abrir. De lá saiu uma pessoa infectada com o Uroboros na sua primeira forma.
-Nojento.
Cloe pegou sua pistola e começou a atirar no Uroboros. Era como se as balas não tivessem efeito nele. As balas acabaram e quando Cloe foi recarregar, Uroboros lançou um de seus braços contra Cloe. Ela desviou, mas alguns de seus tentáculos alcançaram o braço de Cloe. Ela pegou os tentáculos e os amaçou com a mão.
-Realmente nojento. – Ela fez cara de nojo.
Cloe pegou sua granada de fogo e jogou no Uroboros. Ela olhou ele se contorcer entre as chamas e virou para olhar Wesker.
-Uroboros pode até ser forte, mas não aguenta o fogo. Você deveria ter prestado mais atenção enquanto criava ele. – Cloe disse num tom desafiador.
-Esse é o primeiro estágio. – Wesker disse sorrindo de lado. De repente, o celular dele tocou. – Claro já estou indo. – Depois ele desligou o celular. – Eu gostaria de ficar por mais tempo, mas tenho coisas importantes para fazer.
-Ah é mesmo? – Cloe disse fingindo estar chateada. – E vai me deixar aqui? Sozinha?
-Qual o problema? Você sabe onde fica a porta de saída.
Wesker guardou o celular e sumiu do campo de visão de Cloe.
Notas finais
Tenham uma pergunta para vocês:
O que vocês acham que a Cloe é? Mocinha, Vilã ou nenhum dos dois?
Fale com o autor