Notas iniciais
Se sintam especias, era pra eu estar dormindo mas resolvi postar um cap para vocês u.u

Dois minutos se passaram e os dois ainda estavam tentando se esquecer da dor. Wesker tentou se levantar de primeira, mas caiu, na segunda vez ele se levantou ainda tonto e estendeu a mão para Cloe, que estava chorando no chão como uma criança perdida.

-Não! – Ela gritou e bateu na mão de Wesker. Ela se levantou sozinha quase sem equilíbrio. – Estamos ferrados! – Ela gritou novamente.

-Vamos sair daqui.....-Wesker disse calmamente.

A mente de Cloe estava tão bagunçada, que ela traduziu aquilo como ‘’Vamos ficar aqui’’.

-Você está louco? – Ela começou a chorar? – Enlouqueceu? Eu não vou ficar aqui!

-Calma Cloe.- Wesker pegou no ombro da morena.

-Me solta! – Ela começou a se contorcer. – Não me diga o que fazer!

Wesker a segurou com mais força. Cloe começou a gritar e Wesker já estava perdendo a paciência e por impulso com esperança de Cloe se calar e voltar a si, Wesker deu um tapa na cara de Cloe. Ela parou imediatamente e ainda estava com a cara virada. Cloe levou sua mão direta ao seu rosto aonde recebeu o tapa e virou para Wesker com os olhos vidrados avermelhados. Ela limpou as lágrimas e respirou fundo. Cloe tinha voltado a si.

-Eu não vou sair daqui. – Ela disse sem reação.

-O que? – Wesker inclinou a cabeça.

-Eu não posso sair daqui. – Cloe fez um ‘’não’’ com a cabeça. – Não enquanto isso acabar.

-HÁ! – Wesker riu e tampou os olhos com as mãos. – Agora quem está enlouquecendo é você! Cloe, não somos mais os mesmos. Você ouviu o Alex, temos menos de oito minutos para sair daqui.

-Então você vai sozinho. – Cloe disse confiante.

-Cloe. – Wesker pegou na mão dela com força o bastante para machuca-la. –Você acha que sem poder algum você conseguirá sobreviver? – Cloe se soltou dele e o encarou enfurecida.

-29 de setembro de 1998! – Cloe disse exaltada. – O dia que mudou minha vida para sempre. – Lágrimas caíram dos olhos de Cloe. – Uma noite comum do trabalho de uma prostituta, que por muito azar para dentro da Umbrella, a raiz de todo o mal. Horas depois, acordo sem saber que sou um monstro e vivo apenas para a Umbrella. – Ela secou as lágrimas. – Eu estou cansada disso. Isso tem que terminar!

-E você acha que a Umbrella é a única a fazer essas coisas? – Wesker gritou contra Cloe.

-Não. – Cloe disse calma. – Mas com certeza é uma das piores.

Wesker fez um não com a cabeça. Ele suspirou e encarou Cloe de maneira triste.

-Como é que você vai fazer isso sozinha?

-Acredite....eu não estou sozinha nessa.

-Uhum. – Wesker riu. – E desde quando o garoto Jake pode te ajudar. – Cloe arregalou os olhos.

-Você falou com ele?

-Tive que falar, e sinceramente, que decepção, prefiro não considerar ele como filho.

-Que maldade dizer isso. – Cloe sorriu de maneira triste. – Mas eu confio no Jake.

-Eu não confiaria tanto. – Wesker tirou uma pistola do bolso e deu nas mãos de Cloe. – Você sabe usar muito bem uma arma.

Wesker se aproximou de Cloe para beija-la, mas ela se distanciou ainda o encarando.

-Sabe também como usar as pessoas. – Ele disse sério.

-Eu aprendi com uma pessoa muito boa.

Wesker deu um beijo na bochecha de Cloe. Ela fechou os olhos para sentir aquela sensação que queria que não fosse a ultima vez.

-Tomara que possamos nos encontrar mais uma vez. –Ele se distanciou.

-Tomara. – Cloe fez um sim com cabeça e sorriu.

Eles se olharam por segundos, e Wesker finalmente deu as costas. Ele foi até porta dupla azul e abriu elas. O ar gelado anunciava que a chuva estava vindo. Wesker olhou Cloe se canto e correu para longe até a escuridão consumi-lo.

Cloe estava segurando as lágrimas para não parecer fraca. Ela chorou quieta e respirava fundo, mas parou ao ouvir o barulho de passos. Cloe secou as lágrimas e apontou a arma.

-Quem está aqui? – Cloe perguntou atenta.

-Quem você acha? – A voz sombria conhecida. – Seu velho e bom colega de trabalho.

-HUNK......- Cloe sentiu um pingo de suor escorrer pelo seu rosto.

-Se eu fosse você, eu sairia daqui com Wesker, principalmente agora sem poderes.

-Acontece que você não sou eu. – Cloe disse com um sorriso.

-Você ainda continua muito abusadinha. – HUNK riu um pouco. Ele percebeu que as mãos de Cloe estava tremendo. Não tinha razões parar HUNK se preocupar. – Você decidiu seu destino Cloe.....a morte.

Ele correu até Cloe e ela atirou. O tiro passou longe dele, e ela ficou parada ali, sem reação, com medo do próprio ato. HUNK se aproximou o bastante para soca-la na barriga com força. Cloe jogou o peso do corpo sobre HUNK e sentiu o liquido vermelho sair de sua boca. Mas a vingança não tinha acabado, HUNK pegou no pescoço de Cloe com as duas mãos e a levantou e praticamente a levantou no ar. Cloe sentia as mãos de HUNK apertarem seu pescoço.

-Você não sabe como eu queria isso. – Ele disse de maneira sádica.

O rosto de Cloe estava começando a ficar roxo e seus olhos vermelhos. Ela viu o cano da faca no ombro de HUNK e com dificuldade o alcançou. Cloe tirou a faca e riscou a mascara de HUNK.

-Não me faça rir Cloe.

HUNK tirou uma de suas mãos do pescoço de Cloe e pegou a faca. Ele enfiou a faca na extremidade superior de Cloe, quase que alcançando a axila. Os gritos de dor foi misturado com soluços que ardiam a garganta de Cloe. HUNK jogou Cloe no chão, que caiu alguns metros longe de HUNK. Ele riu e levantou os braços como se fosse dar um abraço em alguém. Ele estava adorando ver Cloe sofrer.

-Continue gritando! Eu esperei isso por muito tempo!

Cloe abriu os olhos e olhou para o teto. Ela viu uma plataforma de madeira segurada por uma corda no teto. Na plataforma havia lâmpadas circulares enormes que estavam sendo instalados no teto da garagem. Sem pensar duas vezes, para não perder a chance, Cloe atirou na corda e rapidamente as lâmpadas e a plataforma caíram sobre HUNK. Cloe se levantou segurando seu braço com a incerteza se HUNK estava morto.

Cloe olhou para o chão e jogou a pistola no chão. Ainda com os olhos no chão, com a mão livre, Cloe pegou o cano da faca e o segurou com firmeza.

-Vamos lá....eu consigo fazer isso....

Ela disse essas palavras para ganhar coragem. Cloe respirou fundo novamente e puxou a faca. Ela gritou de dor e jogou a faca no chão, depois pressionou a ferida que agora sangrava. Cloe rasgou uma parte da saia e amarrou sobre a ferida. Mesmo assim ela sentia a ferida pulsar de dor. Tentando ignorar, ela pegou a pistola e decidiu que agora ela não iria conseguir acabar com a Umbrella. Cloe iria esperar por Chris. Ela saiu da garagem e andou pelo campo escuro. Enquanto andava, quase que caindo no chão e segurando seu braço ferido, Cloe sentiu os pintos de chuva cair sobre seu corpo. Ela olhou para o céu e sentiu a chuva bater no seu rosto.

-Que ótimo. – Ela disse irônica.

Cloe continuou a andar, mas acabou caindo no chão.

-Será que é mesmo esse meu fim? – Cloe disse com as pálpebras pesadas, praticamente aceitando a presença da morte.

Chris, Carlos e Jill estavam perto do campo. Chris, ao ver um corpo conhecido no chão parou por alguns segundos.

-Chris...aquela é a Cloe? – Perguntou Jill olhando o corpo da morena.

-Meu Deus. – Chris engoliu um seco.

Eles correram até Cloe, mas Chris foi o primeiro a chegar. Ele ajoelhou e pegou cabeça de Cloe. Ele se assustou ao ver o sangue no braço de Cloe. Ela não tinha reação, e seus olhos estavam sem brilho.

-Cloe! – Ele balançou a cabeça de Cloe levamente. – Cloe me responde!

As pupilas de Cloe se mexeram lentamente e olhou para Chris. Todos suspiraram de alivio ao ver que ela reagiu. Cloe sorriu de maneira triste para Chris.

-Deus.....isso é um tipo de piada ruim? – Lágrimas rolaram o rosto de Cloe. – Por que agora?

Cloe fechou os olhos lentamente e seu corpo pesou.

-Cloe......-Chris disse baixo. – Não.....não, Cloe!

Ele gritou tentando fazer a morena acordar.

Notas finais
Shishas, estamos indo para o final do Die Motherfucker Die, será que eu mereço recomendação?