Die Motherfucker Die
37 Deuses E Monstros
Notas iniciais
Não demorou muito para o jatinho chegar a Tall Oaks. Cloe viu pela janela os carros da BSAA pela cidade toda controlando a situação. O jatinho posou no chão e vários soldados ficaram em volta tomando a posição de ataque. Cloe abriu a porta mas quem saiu primeiro foi Chris.
-Chris! – Disse um deles.
O soldado deu um passo para frente e tirou sua mascara de proteção mostrando seu rosto. Era Carlos que logo deu um abraço no amigo.
-É muito bom te ver vivo. É apenas você? – Carlos não teve resposta, apenas um olhar depressivo.
Cloe saiu e novamente os soldados apontaram a arma para Cloe.
-Abaixem as armas! – Chris gritou. Assim todos os soldados abaixaram as armas. – Ela me salvou. – Foram apenas três palavras para as perguntas mentais serem respondidas.
-É bom te ver novamente Cloe. – Disse Carlos de maneira simpática. Cloe respondeu com um sorriso triste. – Vou pedir para que te deem uma carona para casa. Você merece um descaso depois de tudo que fez.....e passou. – Carlos engoliu um seco. –Descanse, e depois de alguns dias você pode entregar o relatório da missão. Em um minuto eu estarei aqui com um carro.
Carlos se afastou e foi atrás de um dos carros da BSAA. Cloe ouvindo a conversa percebeu que não tinha mais nada para fazer ali. Ela deu as costas e sentiu a mão de Chris segurar a sua. Ela se virou e fitou os olhos de Chris.
-Venha comigo. – Ele simplesmente disse.
-Você acha que é uma boa ideia?
Ele pegou na outra mão livre de Cloe.
-Por favor.
-........-Cloe corou um pouco e tentou desviar o olhar. – Tá bem. – Ela sorriu de maneira calma.
Quando Chris e Cloe ouviram o motor do carro, eles se viraram e viram Carlos na frente do carro.
-Ele vai te levar até sua casa. – Carlos se referiria ao soldado que estava no volante.
Carlos abriu a porta e viu Cloe e Chris se aproximarem juntos. Cloe entrou primeiro e Carlos fez cara de confuso.
-Você vai junto Srta? – Ele perguntou com a sobrancelha levantada.
-Vai. – Chris respondeu por Cloe e depois entrou no carro.
-Está bem então. – Carlos fechou a porta e fez um sinal para o soldado ir.
***
Os dois chegaram seguros em casa. Chris saiu primeiro e Cloe depois. Chris agradeceu a carona do soldado e ele se foi. Os dois se aproximaram da porta e Chris a destrancou, depois a abrindo. Ele deu espaço para Cloe entrar, e assim que ela passou por ele, Chris entrou e fechou a porta, e assim a trancando.
-Obrigado. – Ele agradeceu. – Por ficar. – Cloe não respondeu. – Aceita algo para beber?- Cloe sorriu.
-Mesmo se eu quisesse, eu não iria sentir o gosto.
-Claro. – Chris suspirou fortemente. – Vamos para a sala.
Cloe fez um sim com a cabeça e eles foram para a sala silenciosos. Chris pegou a garrafa de vinho que estava em cima da estante. Depois pegou um copo, e antes que enchesse o seu copo com o liquido vermelho, Chris olhou para Cloe.
-Por que você não se senta? – Ele começou a encher seu copo com a bebida.
-Já que pediu. – Cloe deu de ombros e se sentou.
Chris tomou um gole de vinho e se sentou ao lado de Cloe.
-Toma cuidado para não exagerar. – Cloe alertou. – Vai que você fica bêbado, eu não sei lidar com bêbados.
-Eu preferia ficar bêbado. – Ele abaixou a cabeça. – Minha mente está me matando. – Ele tomou o vinho num gole só. – Eu preciso de mais.
-Não. – Cloe segurou o braço de Chris. – Não faça isso.
Chris não tinha coragem de olhar nos olhos de Cloe. Ele apenas colocou o copo em cima da mesa que ficava no centro da sala.
-Você está cansado. – Disse Cloe soltando o braço musculoso de Chris. – Apenas isso.
Chris não disse nada, mas esfregou seus olhos.
-Eu não sei mais! – Ele disse decepcionado. – Todos morreram porque eu fui imprudente e coloquei minha vingança contra Ada em primeiro lugar! – Cloe olhou chocada para Chris. – Todos morreram! Todos aqueles que confiam em mim morreram.
Cloe abraçou Chris com força. Chris ficou um pouco surpreendido com o ato dela, mas a abraçou também. Chris encostou seu rosto no ombro de Cloe e liberou algumas lágrimas de tristeza. Eles ficaram minutos assim, até Chris desmanchar o abraço.
-Posso descansar no seu colo? – Ele perguntou sem jeito.
-Claro. – Cloe respondeu sem hesitar e sorriu.
Ele logo se acomodou colocando sua cabeça no colo de Cloe e seu corpo em cima do sofá. Ele fechou os olhos e começou a sentir os dedos de Cloe acariciando seu rosto.
-Eu falhei como capitão. Os meus companheiros confiavam em mim.
-Não foi sua culpa Chris.
-Mesmo assim. – Ele se virou de um jeito para olhar Cloe. – Principalmente Piers. Ele se infectou para salvar o mundo.
-A atitude dele foi muito bonita e corajosa.
-Mas ele morreu. – Chris disse inconformado.
-Foi por uma boa causa Chris.
-Droga! – Ele levou as mãos para os olhos controlando as lágrimas. – Eu estou cansado dessa guerra sem fim. Eu quero ficar fora disso de uma vez por todas.
-Meu Deus Chris! Eu sei que essas coisas nunca param, mas você luta pela humanidade! Você poderia desistir disso se você estivesse realmente cansado, mas na verdade você só está triste. E outras ainda têm coisa para a BSAA fazer, coisas que eu descobri.
-E o que é? – Chris perguntou preocupado.
-Não vale a pena falar. – Cloe sorriu docemente. – Não agora.
Chris acabou sorrindo de tanto encarar Cloe.
-Você imaginava isso? – Chris perguntou.
-O que?
-Nós dois, aqui e agora. E no começo eu só pensava em te matar.
-Eu ainda acho que você deveria me matar.
-Não, não mais. Esse ódio sumiu de repente, e mais rápido do que eu imaginava.
Cloe começou a sentir o sentimento antigo que ela chamava de amor. Fazia tempo que ela não sabia o que significava isso, afinal nos últimos anos ela viveu apenas da luxuria. Mas ela se preocupava com aquele sentimento, ela não se sentia digna, não depois de ter matado Claire. Cloe sentiu que Chris também gostava dela, mas Cloe não achava certo.
-Acho melhor você dormir. – Disse Cloe. – Feche seus olhos.
Chris pegou na mão de Cloe e a beijou. Fechou os olhos e rapidamente adormeceu no colo de Cloe.
-Não posso ficar aqui. – Ela disse baixo olhando para o rosto de Chris. – Me perdoe.
Cloe acariciou o rosto de Chris. Ela deu um jeito de sair de lá sem Chris perceber. Ele não iria perceber, já que estava num sono pesado. Cloe olhou para o rosto de Chris pela ultima vez, e controlando as lágrimas saiu de lá.
Ela andava pelas ruas de cabeça baixa. Olhou para o horizonte e viu a nebrina se misturar com o amanhecer. Ela parou por alguns segundos, comtemplando o esplendor dos raios de sol. Cloe sentiu um vento passar pelo seu pescoço, Cloe retirou a seringa e olhou para ela. Cloe arregalou os olhos ao ver a palavra Umbrella nela. Perdendo o controle do corpo, Cloe caiu, mas não atingiu o chão, foi como se ela parasse no ar, mas mesmo assim ela sentia um calor humano. Segundos depois, do nada, o vazio se preencheu, e agora Cloe estava olhando nos olhos da mascara de olhos azuis brilhantes.
Foi quando Cloe se lembrou de uma das pesquisas antigas da Umbrella sobre fazer uma roupa que ficava transparente. Essa roupa iria ser usada por apenas um soldado da USS.
-Droga. – Disse Cloe quase perdendo a consciência. – Vector, eu deveria imaginar que o paga-pau do HUNK estaria me caçando de uma maneira que eu não poderia perceber.
Vector não respondeu, mas Cloe ouviu a respiração forte vinda da mascara. E foi a única coisa que ela conseguiu ouvir antes de desmaiar.
Notas finais
Rumo ao Resident Evil 7 o/
Um segredo foi resolvido: O atirador é o Vector.
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