Notas iniciais
Tem um(a) novo(a) leitor(a) aqui, se apresenta aí pow, eu não mordo O.

Poucos Cerberus cruzaram o caminho de Cloe, mas nada que dois tiros de espingarda acabassem com o problema. Enquanto andava, ela fazia parava e encostava-se à parede para descansar um pouco. Cloe estava tonta e sentia a ferida em seu braço pulsar de dor. Ela estava quente de febre, mas não se importava. Cloe começou a andar novamente, mas lentamente.

-Tudo fica mais difícil quando se é humana, não é mesmo Cloe? – A voz de Alex soou pelo corredor.

-Se Chris consegue, por que eu não iria conseguir? – Ela continuava a andar. Cloe sentia sua visão ficar um pouco turva.

-Você estava acostumada demais com a vida fácil.

-Cala a boca. – Cloe disse de maneira ofegante. Depois uma ouviu a risada de Alex.

-Quanto tempo você acha que ainda tem? Cinco, dez minutos?

Cloe não respondeu, mas teve um alivio ao ver uma porta poucos a metros, a mesmo piscou várias vezes para garantir que aquilo não era uma ilusão.

-Se você quiser Cloe, eu ainda posso te dar o T Progenitor, mas só se você me pedir de joelhos.

Ela parou antes de alcançar a maçaneta e pensou.

-Não Alex, obrigada. – Ela agradeceu com ironia.

-Vou considerar isso como um ‘’vou pensar sobre isso’’.

Alex finalmente se calou. Cloe abriu a porta e nem teve tempo para observar o pequeno laboratório. O som de tiros de pistola fez Cloe se agachar e ficar mais atenta.

-Onde você está garoto? – Era a voz de Lupo. – Estava tão corajoso alguns minutos atrás.

Lupo atirou no teto para alertar o garoto, depois ela começou a andar pelo laboratório em busca do tal garoto.

-Sem o papai você fica com medo hum.... – Ela continuou.

-Jake....-Cloe sussurrou para si mesma.

-E desde quanto eu tive um pai no meu lado? – Jake gritou chamando a atenção de Lupo.

-Acabou garoto, saia daí e eu lhe darei uma morte rápida.

Lupo sorriu através da mascara e dava passos para um dos armários de metal no canto do laboratório. Depois a apontou a pistola e atirou no armário. Segundos depois, Jake saiu com as mãos para cima.

-Bom garoto. – Lupo disse diabólica.

Cloe se levantou e foi para perto de Lupo silenciosamente. Jake via Cloe, mas manteve sua reação fria.

-Como eu prometi, uma morte rápida.

Antes que Lupo apertasse o gatilho da pistola, Cloe atirou na mão de Lupo. O sangue jorrou no chão e alguns pedaços da carne da mão de Lupo. A dor veio a tona e Lupo gritou de dor, caindo de joelhões no chão e se virando para ver quem havia feito tal brutalidade.

-Você! – Ela disse rangendo os dentes de raiva. – HUNK é um incompetente mesmo, nem para matar vadias como você ele serve. – Ela gemeu de dor.

Cloe a encarou com frieza e pegou a pistola de Lupo suja de sangue, se aproximou de Jake e deu a pistola para ele. O garoto percebeu que Cloe não estava bem.

-Desculpe te dar uma arma nessas condições. – Cloe forçou um sorriso para mostrar que estava bem.

Jake não respondeu, apenas abaixou o olhar.

-Vamos, temos muito que fazer. – Disse Cloe.

-Vadia! – Lupo gritou chamando a atenção dos dois. – Me mata logo! Essa é sua chance.

Antes que Cloe respondesse, uma janela de vidro escuro se quebrou e Hunter pulou no laboratório. Sua primeira visão foi Lupo, chocada e assustada.

-Não sou eu que vai te matar Lupo. – Respondeu Cloe com frieza. – Vamos Jake.

Cloe seguiu o caminho para a porta de madeira escura e a abriu. Jake entrou primeiro na pequena sala de reuniões, Cloe ao entrar fechou e trancou. Ela se virou para a porta e encostou a cabeça. Um suor de medo caiu de seu rosto ao ouvir o som da carne rasgando e dos gritos de Lupo. Segundos depois um silencio atormentador dominava o laboratório e a sala. Cloe se virou contra a porta e tossiu, encostando-se à parede para se apoiar.

-Você está bem? – Perguntou Jake se aproximando.

-Já estive melhor. – Cloe olhou para ele com olhos cansados.

Jake, notando a palidez, encostou sua mão no rosto de Cloe.

-Você está queimando de febre!

Jake olhou em volta e viu um sofá branco na sala. Ele pegou Cloe como se fosse sua noiva e a colocou até lá. Ele a fitou e depois sentou no chão, encostando suas costas no sofá.

-Eu até entendo sua preocupação Jake, mas devemos continuar e...

-Uma pausa não faz mal a ninguém. – Jake a interrompeu com a resposta.

Cloe suspirou fundo e olhou para teto.

-O que aconteceu com você? Eu te dei três tiros e você não morreu.

-....-Cloe deu uma risada irônica. – Alex tirou o T Progenitor de mim.

-Entendo.

-Quando foi que eles te pegaram?

-Poucas horas depois que Sherry embarcou no avião para voltar para o EUA.

-Comigo foi quase a mesma coisa. – Jake não respondeu. Cloe observou Jake de canto, ele estava limpando a pistola com a própria blusa. – Você falou com seu pai?

-Pai.....- Jake riu um pouco. – Era melhor se órfão do que ter um pai como Albert Wesker.

-Ele falou muita coisa desnecessária? – Cloe tossiu fortemente e depois limpou a garganta.

-Muita merda. Disse que já sabia da minha existência desde o desastre de Raccoon City. Disse também que nunca me amou e muito menos a minha mãe. E sabe de uma coisa, eu não me importei com isso, se fosse pra ter uma pessoa como ele ou ao lado da minha mãe, eu preferiria que ele só fosse Albert Wesker, o imbecil colossal.

Cloe riu novamente, mas parou para tossir mais uma vez.

-Sua vez de falar.- Jake olhou Cloe de canto.

-Falar o que?

-Você está me devendo uma sua história com o imbecil.

-Ahn....claro. Talvez minha sinceridade te choque um pouco.

-Nada mais me choca.

-Ok. Eu era uma prostituta e foi contratada por Armand, um cara que trabalhava na Umbrella. Ele me levou até a Umbrella e transamos lá. Minutos depois ele foi chamado e toda aquela desgraça começou. Eu sai da sala, um zumbi quase me atacou, a parede explodiu e o Wesker apareceu..... – Cloe tossiu.

-Ei, ei. Calma, respira um pouco.

Cloe ganhou folego e continuou.

-Eu pensei que eu estava salva, mas depois ele me usou como vitima para a USS não atirar nele. Aí rolou uma conversa rápida, e me deixou lá sozinha. Depois de um tempo descobri onde ele estava e rolou uma atração, mas caras como ele nunca mudam, ele me deixou desamparada de novo. Em poucas palavras, minha vida com Wesker foi tipo Bad Romance.

-Você acha que ele te ama? – Jake perguntou um pouco melancólico.

-Não.....-Cloe pausou. – Entre nós só havia uma coisa, o prazer. Eu só ia atrás dele por causa disso e para estragar os planos dele. Wesker poderia muito bem me matar, mas ele sabe que não existiam mulheres como eu, por isso preferiu me manter bem viva para saciar os desejos dele. – Cloe se inclinou para se sentar. – Eu estou melhor agora. Vamos logo, esse papo é muito depressivo.

-Acha que consegue andar?

-Consigo. – Cloe se levantou.

Jake e levantou e foi até a porta e a abriu lentamente para garantir que tudo estava seguro. Ele fez uma cara de nojo ao ver o corpo de Lupo totalmente desfigurado sobre o próprio sangue. Hunter não estava mais lá.

-Podemos sair. – Disse Jake e os dois saíram. – Não seria menos doloroso mata-la logo?

-Não.....-Cloe olhou para o que restou de Lupo. – Eu realmente não me importava com ela.

-É incrível como você continua malvada.

-Só com quem merece. – Cloe sorriu e olhou em volta. – Vamos tentar o elevador.