Die Motherfucker Die

11 Adiando Encontros


Notas iniciais
Cadê as leitoras? D;

Cloe estava andando nas ruinas da entrada da mansão Ashford, enquanto passava, ela tentava recriar aquele cenário obscuro. Imaginava as lamparinas acessas iluminando as estatuas dos anjos e pessoas andando aproveitando a paisagem. Mas agora tudo estava tão morto e vazio, cheio folhas secas no chão e as estatuetas dos anjos lembravam mais os demônios do que anjos.

Ela subiu as escadas e apertou a campainha. Ela poderia entrar sem avisar sua presença, mas ela sabia que Alfred era daquele tipo de pessoa a moda antiga e educação é necessária. Enquanto esperava, ouviu passos fortes bateram contra chão fazendo Cloe se virar e se deparar com a criatura Bandersnatch. Cloe o encarou e pegou sua pistola.

–HUNK......- Cloe ligou seu rádio para se comunicar com HUNK. – Tá me ouvindo?

–.....Sim Cloe. – A voz metálica de HUNK soou do radio.

–Eu realmente não posso matar as armas biológicas, não é mesmo?

–Não, apenas se sua vida correr risco.

–Tá bom, tá bom. – Cloe revirou os olhos e guardou o radio.

Cloe viu o braço direito gigante de Bandersnatch vir em sua direção. Ela inclinou o seu corpo para lado escapando das mãos de Bandersnatch. A morena suspirou de raiva e abriu a porta da mansão com tudo. Entrou na mansão e fechou a porta. Ela não se preocupou ao ouvir o grito de raiva de Bandersnatch.

–Eu já ia abrir a porta. – Cloe olhou para as escadas e lá estava Alfred ainda no meio da escada.

–Bem Sr.Ashford. – Disse Cloe num tom educado. – Fiquei proibida de atacar armas biológicas, era isso, ou matar a BOW. – Cloe deu de ombros e sorriu.

–Bom que você não tenha mata-lo o Bandersnatch, por acaso você sabe como ele é importante para pesquisas futuras?

–Sei, ele é um projeto Tyrant ainda em progresso.

–Ahn.....até que você é inteligente. – Cloe recebeu aquilo mais como um insulto do que elogio. – Mas parece que Bandersnatch não poderá progredir. – Continuou Alfred. – Pois agora o objetivo deles é caçar a Claire Redfield. – Cloe sentiu a ironia nas palavras de Alfred.

–Não será mais necessário Sr.Ashford.

–E eu acho bom mesmo.

–O Sr. Se lembra de onde viu a Redfield pela ultima vez?

–Estava na minha outra mansão, se você passar pelas ruinas e descer algumas escadas, você estará na entrada secreta que dá direto na mansão. Fique ciente que se você passar uma vez pela porta que contem duas armas de ouro na porta, você não poderá voltar mais. E tem mais uma coisa. – Cloe cruzou os braços e respirou fundo, ela não aguentava mais ouvir a voz de Alfred dizendo o que ela deveria fazer e como fazer. – Esse Wesker está atrás do T-Veronica, se ele pegar esse vírus, o plano para reerguer a Umbrella será inútil, então não falhe. – A voz de Alfred soou ameaçadora, mas não intimidou Cloe.

–Não terá falhas. – Cloe pegou na pistola novamente.

–Agora vai logo, e faça o que deve ser feito!

Alfred subiu as escadas e Cloe saiu da mansão. Para sua alegria, Bandersnatch não estava mais lá para atrapalhara-la. Ela andou até achar as escadas. Descendo cada degrau, ela começava a sentir o cheiro de carne podre, aquele cheiro era familiar para ela. Quando desceu o ultimo degrau viu o grupo de zumbis andando lentamente com a cabeça baixa e grunhidos.

–Velhos amigos......- Cloe sorriu. – Vocês não me assustam mais.

O primeiro ouviu a voz de Cloe e já andou em direção a ela. Cloe o empurrou pela cabeça e o fez cair no chão. Ela abria caminho entre os zumbis com as mãos violentamente jogando todos para o chão até chegar a porta de madeira. A porta de madeira dava num corredor silencioso com poucas velas iluminando. Havia um buraco no final do corredor e quando Cloe passou por ele, um velho e grande relógio tampou a entrada. Cloe nem se preocupou e seguiu seu caminho. Passou por umas das portas e ouviu o barulho da tranca. Ela se virou e viu o desenho de duas pistolas para serem postas ali e assim abrir a porta.

A sala que Cloe estava agora era aconchegante, sofás verde aveludados combinavam bem com o carpete vermelho. Mas essa não era a hora de Cloe relaxar e prestar atenção em detalhes de decoração.

A morena lembrou que Alfred disse que viu Clarie na mansão recentemente. Cloe pegou sua pistola e ficou mais atenta. Ela abriu a porta lentamente e viu se estava tudo certo. Ela andava lentamente para não fazer barulho no chão de mármore branco. Cloe viu se ninguém estava lá e rapidamente desceu as escadas, parando no hall da mansão. Ela ouviu o barulho da maçaneta da porta de trás e se escondeu atrás de umas das grandes colunas brancas.

–Eu já disse obrigado! – Disse Steve num tom de voz de criança mimada.

–Eu não quero só um obrigado, quero as duas pistolas, já disse que preciso delas. – Disse Claire passando pela coluna que Cloe estava se escondendo.

–Me deixa aproveitar elas um pouquinho Claire! – Resmungou Steve.

Quando Steve passou pela coluna, Cloe o pegou por trás e o derrubou no chão. Claire se virou e olhou para Steve, que estava se contorcendo de dor no chão.

–Steve! – Claire gritou. Ela olhou para Cloe e apontou a pistola para ela. – Você!

Claire atirava, mas Cloe se desviava com facilidade e cada vez que se esquivava, ela ficava mais perto de Claire. Cloe pegou Claire pelo braço e o contorceu fazendo Claire derrubar a arma. Cloe logo fez Claire cair no chão e empurrou sua arma com o pé. Claire se contorceu de dor e logo se recuperou, mas Cloe foi mais rápida e colocou seu pé em cima do busto de Claire a fazendo dar um grito de dor. Claire viu Cloe apontar a arma para sua face com os olhos trêmulos de medo.

–Abaixa a arma! – Cloe sentiu o cano de a arma encostar em sua cabeça.

A morena olhou de canto e viu Steve com um olhar de fúria sobre ela. Cloe revirou os olhos e pegou o braço de Steve tirando uma das pistolas que ele segurava. Ela se virou rapidamente e atirou no ombro esquerdo de Steve. Depois o empurrou com pé, fazendo Steve bater as costas contra uma das colunas com força.

–Steve! – Claire gritou fazendo Cloe voltar para ela e pisar novamente no busto de Claire e apontar a arma em sua face.

–Eu vou matar você......- Cloe se virou para ver Steve. – E depois você, já que parece insistir morrer com sua amiguinha.

Cloe apertou o gatilho acertando em cheio o rosto de Claire.

–Não! – Steve gritou e tentava se levantar.

Antes que Steve pegasse sua outra pistola que estava alguns metros longe de si, Cloe atirou na mão de Steve e depois na cabeça.

A missão de interesse de Umbrella estava feito com sucesso, mas o interesse de Cloe ainda estava incompleto. Ela queria saber o que Wesker estava fazendo e se tivesse a oportunidade, ela estragaria seus planos e sairia dessa situação como heroína.

Ela saiu da mansão e observou a entrada, não sabia para onde ir, mas escolheu a direita. Ela passou por um portão e desceu as escadas. Andando para frente, Cloe viu um submarino e entrou nele. Apertou o botam de ligar e percebeu que era automático, pois não havia como controlar ele. Quando parou, Cloe saiu do submarino e foi parar em escadarias. Ela desceu e foi parar uma sala que lembrava um escritório. Havia dois zumbis lá, ela os ignorou e correu para a porta da esquerda. Ela trancou a porta para não receber nada inesperado e andou. Cloe observava o espaço que estava, viu um grande avião e computadores a sua frente, não só computadores, mas grandes caixas de metais brancos com palavras em negro escrito ‘’HUNTER II’’. Após ler aquilo, Cloe sorriu.

–Você realmente gosta das suas criações Wesker. – Cloe olhou para os computadores e viu que cada um tinha a visão de alguns pontos. – Você ainda não perdeu aquela mania de observar tudo. – Cloe olhou para uma especial. A visão da câmera estava em um laboratório e Wesker estava lá mexendo nos computadores. – O que você tá fazendo aí? – Cloeaproximou a câmera e viu Wesker mexendo nos arquivos do T-Veronica. Cloe pegou o radio e apertou o botão para a transmissão de voz. – HUNK.

–Sim Cloe.

–Mande alguém me buscar na frete da mansão de Rockfort.

–Terminou sua missão?

–Terminei. Quando tempo você acha que vai demorar para o helicóptero chegar?

–Oito minutos.

–Oito minutos? Ótimo.

Cloe desligou o radio e o guardou sem tirar os olhos do computador.

– Ahn Wesker.........- Cloe tirou um aparelho de bomba e colocou em cima das caixas de metal. – Você continua lindo, não posso negar. – Cloe riu. – Ainda quero fazer supressa.

Cloe acionou a bomba, ia explodir em 3 minutos. Enquanto isso, Cloe apagava os vídeos das câmeras para Wesker não saber que ela está viva. Não fora apenas vídeos que a mesma apagou, mas apagou também arquivos do T-Veronica, experiências de Bandersnatch e arquivos antigos da Umbrella, coisas que poderiam ser futuras ameaças a Umbrella.

Ela andou para a porta que entrou e a destrancou. Cloe ouviu os últimos barulhos da contagem da bomba e viu tudo explodir. Ela sorriu e seguiu seu caminho de volta para o helicóptero.