Die, Death And Blood

1 Die, Death and Blood


Eu já perdi a conta de quantas vezes já me questionei sobre minha existência. Está certo. Eu sei por que eu existo. Eu existo, pois, por alguma razão, era para eu existir? Ou talvez não... Certo, eu não sei por que eu existo. Mas isso vai continuar assim. Sabe, acho que ninguém é completamente feliz. Pelo menos eu não sou. Ou talvez só eu seja assim.

Eu estava no banheiro, me cortando. Ninguém sabe que eu faço isso. Corto meus pulsos e meus braços. Eu faço isso, pois... Eu não sei a razão, é. Mas não aguento mais viver. Simplesmente, todo dia, era a mesma coisa. Eu acordo de manhã, me arrumo, vou para a escola onde não tem ninguém que preste, só tem pessoas fúteis que me enojam. São pessoas inúteis. Se elas morressem... Ninguém sentiria falta delas. Pelo menos, eu não.

Elas poderiam ser atropeladas, ou mutiladas, ou assassinadas... Ou elas mesmas podiam se matar! Elas estariam todas contribuindo com o bem da humanidade, afinal, o mundo seria melhor sem pessoas assim.

Não, não. Provavelmente elas não fariam isso. Elas não sabem o que é o bom e o que é o ruim. Senão seriam mais inteligentes, e ouviriam músicas que não são fúteis. É, não sei o que estou dizendo. Elas jamais parariam de ouvir músicas fúteis. Afinal, pessoas fúteis ouvem músicas fúteis, certo?

Bem, vejamos. Meu pai viaja muito à trabalho, e minha mãe não se importa muito comigo. Ela foi viajar semana passada, e só volta daqui duas semanas. Meu avô e minha avó morreram em um acidente de carro, há dois meses. Eles se importavam comigo, e sempre vinham visitar a minha casa, para me ver.

E, essa é minha vida. Vi que a banheira estava cheia de água, tirei minha roupa, entrei na banheira, segurando uma faca... E cravei a faca em meu peito. Ela penetrou bastante, muito sangue já escorria do meu peito... Fechei os olhos, e adormeci para sempre.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.