Did you Say Bitch?
8 Capítulo 8 - Perhaps
Notas iniciais
– Como assim não consegue andar? – diz ele parecendo genuinamente não entender.
– Eu. Não. Consigo!
– Por quê? – Puta merda.
– Olha deixa para lá... – respondo corando, ele me observa por alguns segundos, passa seus olhos de cima a baixo, até murmurar algo como “ah”, parecendo finalmente entender, logo após coloca a calça social que acha no chão percebendo que eu não estava conseguindo me concentrar na conversa por que estava olhando para outro “lugar”.
– Foi demais para você? – diz segurando meu queixo e me dirigindo um sorriso pervertido.
Eu estava pronto para xingá-lo de todos os nomes possíveis.Quando a campainha do apartamento toca,e eu posso ouvir a voz fina gritar “Ciel”.Que merda.
Sebastian me larga por alguns segundos e se dirigir e abri-la.
– No que posso ajudá-lo? – pergunta fazendo um sorriso psicopata, olhando com raiva para o loiro.
– Olá, eu só estou aqui para fazer a checagem diária, mas eu preciso falar com o Ciel... – responde Alois.
– Hm... Desculpe, mas não acho que ele possa te atender no momento... – diz voltando a me encarar e sorrir de maneira tarada.
– Desculpe, mas não tem como trazê-lo aqui?São ordens do meu chefe...
– Certo, pode esperar alguns minutos?
– Claro!
Sebastian encosta a porta e volta a mim. Ele pega a minha Box num canto da cama, e começa a colocá-la lentamente começando pela minha perna direita.
– HEY, O QUE PENSA QUE ESTA FAZENDO?! – grito enquanto coro, deixando minhas bochechas completamente vermelhas e também as minhas orelhas.
– Você disse que não esta conseguindo se mexer não é?E você não ia atender a porta sem roupa!
Eu apenas fico em silencio enquanto ele termina de subir a peça, ele faz isso aos poucos, enquanto olha cada centímetro do meu corpo, fazendo meu rosto ficar ainda mais vermelho,quando chega as minhas coxas as aperta de leve,deixando a marca das suas unhas – grandes de mais para um homem — e infelizmente acabo gemendo quando ele toca “acidentalmente” meu membro. Ele me pega pela cintura enquanto grito para que me solte – apesar dele ignorar – ele me pega no colo num estilo “princesa”, minha bunda ainda arde, ainda mais com ele passando os braços sobre ela. Ele lentamente me leva a porta e a abre com dificuldade.
– Podem conversar, apenas finjam que eu não estou aqui – diz Sebastian com um sorriso.
– E ai, o pau dele é tão grande que você não esta conseguindo nem andar? – Pergunta Alois, sem a menor vergonha.
Sebastian tentar conter uma risada, mas por fim acaba perdendo numa gargalhada longa, não sabendo se olha para mim ou para Alois, já eu? Eu coro até meu ultimo fio de cabelo, gaguejando desculpas sobre o porquê de não estar andando. O loiro inclina a cabeça para o lado sem parecer entender.
– Já que você não vai responder, passemos ao questionário – fala Alois dando com os ombros.
– Questionário? – pergunto.
– É questionário, é coisa do Will... Enfim pergunta 1: Você consegui saciar sexualmente o cliente?
– Mas que merda de pergunta é essa?
– Só responde!
Silêncio – a não ser pela risada de Sebastian.
– Sim – responde Sebastian por mim ainda rindo, me fazendo corar. – Pergunta 2 : Você recomendaria esse cliente para outro dos rapazes da Pleasure?
– Se eles gostarem de coisas “grandes” – respondo com sarcasmo.
– Vou levar como um sim... Pergunta 3 : Qual o tamanho do pênis do cliente?
– Isso esta realmente ai?
– Na verdade... Não. Eu só queria saber.
– Vá. Para. Puta. Que. Pariu.
– De puta eu já tenho você.
– Quer terminar logo essa merda?
– Ok, a (real) Pergunta 3 : Você gostaria de se tornar exclusivo desse cliente?
– Sim ele gostaria! – responde Sebastian por mim – isso é tudo?
– S-sim.
– Então se nos da licença... – diz o moreno fechando a porta.
Ele me joga na cama novamente.
– Porque fez aquilo?
– Fiz o que?
– “Sim,ele gostaria” – respondo numa tentativa falha de imitar a voz dele.
– Não quero outros homens tocando em você.
– Não sou sua putinha particular.
– Sim, você é! – diz se deitando sobre mim na cama e apertando minhas bochechas – e quanto mais rápido você entender isso, melhor.
– Não sou muito bom para entender as coisas... – respondo ironicamente.
– É o dever de um mestre ensinar seu “cão” e acredite, eu vou fazer isso direito – diz apertando meus antebraços e beijando meu pescoço, fazendo que eu vir meu rosto para o lado – eu estou saindo para trabalhar agora... — diz se levantando da cama, me deixando meio... Decepcionado?
– Você trabalha?
– Você acha que putas como você são baratas?É claro que eu trabalho.
– Hmm... Com o que?
– Professor.
– Sério?Não combina.
– O que você acha que combina comigo?Ser um molestador de trem?
– É, algo assim... Ou talvez mordomo.
– Mordomo? – pergunta arqueando o cenho enquanto caça suas roupas pelo chão vestindo uma a uma, terminando um visual inteiramente social, apenas deixando sua gravata sem nó.
– É – Digo levantando da cama e começando a dar um nó na gravata, faço cada passo lentamente, para poder olhar para o rosto dele um pouco mais. Quando eu termino, ele abraça a minha cintura, e me dá um beijo longo, eu tenho que ficar na ponta dos pés para alcançar o rosto dele, isso faz que minhas pernas bambeiem ainda mais. Quando o beijo termina – porque infelizmente humanos precisam respirar – fica apenas um fio de saliva nos ligando.
– Você não tinha que ir trabalhar? – pergunto ainda ofegante por causa do beijo.
– Não tenho certeza se ainda quero ir... Já que aqui parece ser muito mais divertido.
– Não devia deixar seus alunos esperando – digo roçando meus lábios nos deles o que faz minhas pernas bambear ainda mais, já que ele quer provocar, ok vamos provocar.
– Tem razão, eu não devia – ele me pega pela cintura me deixando da altura dele, –é uma boa sensação não sentir meus pés tocando o chão,apesar da minha bunda ainda doer para caralho — já que vê que as minhas pernas não agüentariam mais tempo daquela maneira – mas eles são alunos muito ruins, acho que posso tirar uma folga deles por hoje...
– Não acredito que isso demonstre boa índole, Mestre – falo em seu ouvido.
– Se é o que você acha – diz me colocando novamente no chão – bem hoje eu tenho uma prova pra aplicar mesmo... – ele se dirigiu a porta arrumando a própria gravata.
– Achei que você colocaria uma mordaça na minha boca, um vibrador na minha bunda, e diria “agora seja um bom menino e espere o seu mestre”.
– Eu pareço esse tipo de pessoa?
Eu dou com os ombros.
– Pode ficar despreocupado, não vou fazer isso... A não ser que você mereça muito – diz me encarando de maneira meio psicopata – minhas regras são simples: pode ir a onde quiser, quando quiser,só volte antes das 22h00min e me diga aonde esta indo, meu telefone esta do lado da cabeceira perto da cama, me ligue caso necessário, e o mais importante NUNCA, abra aquela porta – aponta para uma porta vermelha que fica no fundo do apartamento – Entendeu?
– Sim.
– Vou indo então.
– Ah, que pena eu queria “brincar” um pouco mais com o meu mestre... – digo lambendo os lábios e abaixando letamente a Box.
– Esta tentando me seduzir Phantomhive? – pergunta arqueando o cenho.
– Talvez – dou um sorriso malicioso o qual ele corresponde. Ele começa a sai do apartamento – e funcionou? – Grito quando ele sai.
– Talvez – ele grita de volta.
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