Did you Say Bitch?
3 Capítulo 3 - Alois Trancy, the gay prince
Notas iniciais
Fico parado encarando as pessoas a minha frente, a que parece mais normal é o tal de Finn. Aquele sem dúvida é um ambiente novo para mim,mas se tinha uma coisa que eu tinha em mente,era que eu não deveria me envolver com nenhum deles.Olho as palavras no meu pulso “Do not fuck yourself” e as gravo na minha cabeça,antes de voltar a encarar aquelas pessoas.Tenho quase certeza de ver os trigêmeos se pegando no fundo da sala.Alois continua sobre o colo de Claude me encarando também.Ele se levanta de quem parece ser seu namorado e vai até mim.
Ele: – Ciel não é? Bem-vindo ao time.
– Obrigado,mas não é como se eu quisesse estar aqui.
– Sei... É o que todo mundo diz, mas indo direto ao ponto; tem namorado? – diz ele lambendo o lábio inferior.Vejo um olhar furioso de Claude para mim,ele agora parecia que queria me rasgar no meio.
– Não devia ser “namorada”?
– Não... Ah não ser...Meu Kami, você é hétero?
– Hmm... Sim — ouço ele sussurrar algo do tipo “que desperdício”
– Vamos naquele quarto ali, que eu mudo isso rapidinho...
– ALOIS! — grita (alguém).
Uma voz grossa ecoa toda a sala e pelo que se percebe ela pertence ao cara que antes Alois estava sentado no colo. Alois suspira e volta e se sentar no colo do moreno.O mesmo beija o pescoço do maior,apesar de ninguém se importar com isso,eu coro violentamente.Não que eu não esteja acostumado a ver demonstrações de afeto entre gays,mas eu realmente fico encabulado quando tem pessoas se pegando na minha frente.Pessoas e seus impulsos carnais desnecessariamente espontâneos.
Alois: – Claude,você tem que deixar de ser tão ciumento, eu só estou ensinando o ofício a ele – diz antes de dar um selinho nos lábios do moreno,o que me faz corar ainda mais – além do que eu tenho muito amor para dar – ele ri.
Eu sinceramente NÃO quero conhecer todo esse amor que ele tem para dar, caso for possível.Alois continua a beijar Claude em partes que não deveriam ser mostradas em publico.Os dois já estão praticamente se despido no meio da sala.William me tira da sala antes que as coisas comecem a esquentar.
William: –Não se importe muito com a relação deles,apesar de que aqui não se possa ter relações entre empregados,eles vão contra tudo e todos – diz enquanto anda pelo grande corredor do Pleasure Maddening,com um rosto estressado e eu o sigo – mas vai ser Alois que vai explicar as regras e como funciona as coisas por aqui para você,até porque ele é um dos nosso empregador mais antigos.
– Preferia que isso fosse evitado...Ele esta aqui há quanto tempo?
– Uns... Seis anos.
Ok... Isso é mais tempo que eu imaginei que ele estivesse aqui...mas Alois parece ser mais novo que eu... Prefiro nem saber com que idade ele entrou aqui.Fico perdido em meus devaneios que envolvem o loiro e nem percebo quando William sai de perto de mim sendo arrastado por Grell que murmura para mim “Não toque no meu homem”,o ruivo que pelo que deu para perceber gosta dele,apesar do moreno o ignorar completamente.Gays são...complicados.
Quando paro para ver aonde estou, me toco que não sei – quer dizer eu não conheço aquela porra de lugar — é maior do que parece.Fico vagando sem rumo por um tempo até achar uma porta enorme azul celeste, e a abro. Quando vejo quem está lá dentro,tenho vontade de nunca ter aberto.
– CIEL! –ele grita lá de dentro antes que eu possa fechar a porta e seguir meu caminho. – venha sente perto do Tio Alois.
– Eu prefiro passar a oferta.
– Venha não seja tímido! – diz ele apontando para que eu sente ao seu lado num sofá felpudo roxo no qual ele reside,a sala toda no total só tem aquele sofá e uma cama de casal enorme.As paredes são pintadas de azul escuro com desenhos de nuvens por toda a parede.E eu realmente estou receoso sobre a cama de casal,sabe aquele momento “deixe o Tio Alois de ensinar umas coisinhas”,apesar de relutante me sento ao lado do loiro no sofá – Não precisa ficar com medo eu não mordo,a não ser que você queira.
– Pode ficar despreocupado,eu não quero.
– Você é um cara frio – ele abraça os próprios braços – eu adoro isso me dá arrepios e eu fico duro só de imaginar você na cama me tratando assim – diz gemendo.
– Guarde esses tipos de pensamentos para você.Alias agora pouco você estava se agarrando com o Claude, se contente com ele. Pensando bem...Você não vai ter problemas se ficar aqui sozinho comigo ?
– Ownt,que fofo.Preocupado comigo? Não precisa ficar assim.
Não estou preocupado com aquela coisa loira,estou preocupado COMIGO.Não quero um cara gay de mais de 1,70 bravo porque eu andei me metendo com o namorado dele.Se tem uma coisa que eu aprendi nas últimas horas é o quanto homossexuais podem ser perigosos.Mas acho que não vou ferir o ego enorme que Alois parece ter,falando isso.
– Bem,eu estou aqui para te ensinar tudo sobre o trabalho,e gostaria de começar pela parte prática – diz fazendo um sorriso que só pode ser interpretado como depravado – bem,vamos começar – ele me pega pelo pulso e começa a me arrastar até a cama.
– Prefiro a parte teórica – digo o puxando novamente para o sofá – aprática eu aprendo sozinho.
– Agora que as coisas iam ficar divertidas – ele suspira e faz um biquinho – bem fazer o que...vamos começar do inicio.Você já teve relações com homens?
– Humm... deixa eu ver... Não! – ”a não ser que assédio conte como ‘relacão’ ”penso
– Viu? É por isso que precisamos da parte prática – diz tentando me puxar novamente pra cama.
– Meu Deus,como você é insistente – o puxo de volta para o sofá – não tem como me explicar com palavras?
– Argh...você é mesmo sem graça – novamente começa a fazer bico – ok,é o seguinte,o negocio é que nem todos os caras que passam por aqui são gentis,então a verdade é que a sua primeira vez vai doer para caralho. Com esse seu rostinho lindo dúvido muito que vai conseguir ser seme,então é melhor se preparando para “invasão” que você vai sentir daqui para frente.A parte do sexo é a mais fácil,o cara vai colocar o pau dele dentro de você e é isso,agora deixe-me te mostrar como se faz – ele se levanta e tenta me levar novamente para cama.
– Desista dessa ideia – o devolvo para sofá – mas,mudando de assunto.William me falou que você esta aqui a seis anos,quantos anos você tem ?
– 19
– Com esse corpo de criança?
– Acho que você também não pode falar muita coisa.
– Mas se você tem 19...você começou a trabalhar com 13 anos? Você sabe que isso é meio que contra lei não é?
– Não achei que você fizesse o tipo certinho, bem é uma longa história,que você querendo ou não eu vou contar.É que eu não nasci numa família rica ou algo assim,alias meu nome de verdade e Jim Macken,sem brilho não é? Bem nós sempre fomos muito pobres e quando eu tinha uns 10 anos eu e meu irmão Luka fomos vendidos pelos meus pais para pagar as dívidas deles,eu e Luka nos separamos,não sei aonde ele esta agora...bem eu fui levado para São Francisco, como é óbvio.E fui vendido tipo época dos escravos,quem me comprou foi um tarado qualquer que fez “isso” e “aquilo” comigo,depois desse cara eu perdi o completo interesse em mulheres,depois de um tempo o homem que me “adotou” morre.Ai que eu conheço o Claude,é ele que me traz para cá,e também é daí que surge “Alois Trancy” que é um nome muito mais divo,no começo era artístico mais depois eu mudei meu nome de vez para Alois.Eu fiquei sobre os cuidados de Claude até fazer treze e comecei a trabalhar de vez aqui,quando eu era mais novo apenas servia bebidas aos clientes,ou ficava parado sendo fofo,que é minha especialidade.Bem essa é a minha historia e não,não sou traumatizado ou ao assim,eu sou só gay.
Fico meio que boquiaberto com a história de Alois,se eu tivesse passado por tudo isso,eu não gostaria só de contato humano,eu também seria um terrorista ou algo assim – eu sei que terrorismo não é legal e blá, blá, blá, mas ninguém pode me impedir de querer explodir pessoas — Então fico feliz por Alois ser apenas um tarado.
O que mais me assusta nisso tudo é que eu deixo que Alois toque – mesmo que seja só meu pulso ou braço — coisa que ninguém faz a anos.E sinto que ele é algo como um “amigo” – ou menos que isso — mas isso não pode acontecer eu não posso me envolver com ninguém, porque sem dúvida vou acabar me ferrando. Mas não é tão ruim...ter alguém com quem falar.
Fale com o autor