Did you Say Bitch?
23 Capítulo 23 – You know U like it
Notas iniciais
Pov Lau
No quarto de hospedes...
Estava deitado sem fazer muita coisa, apenas embalado em cobertas, logo que não estava afim de falar com o loirinho e Sebastian tinha saído com a sua puta, digo, Ciel.
Remexia-me na cama enquanto cheirava o moletom que Sebastian tinha trago noite passada, ficava grande em mim, pois era dele. Usava por baixo uma cueca Box preta que ficava extremamente apertada, provavelmente era de Alois.
“Você não ter roupas de frio certo? Tome pode ficar com isso, vai fazer frio de noite” foi o que disse noite passada, gostava quando era carinhoso assim comigo, mostrava que ainda se importava.
Cheirei a gola do moletom ainda podendo sentir o cheiro de Sebastian nela, me fazendo comprimir as pernas para evitar uma ereção.
Seria muito estranho se eu me masturbasse usando o moletom dele? Pensei, mas ao ouvir as batidas na porta decidi não fazê-lo (por hora).
–Lau? – ouvi a voz grossa de Sebastian de trás da porta. Eu poderia gozar só ouvindo a voz dele.
–Pode entrar – me acomodei melhor na cama, colocando um travesseiro sobre a minha ereção.
Abriu a porta e ao me ver sorriu, se dirigindo a cama e sentando do meu lado.
–Está melhor? – pergunta fazendo carinho em minha bochecha, controlo minha vontade de ronronar e esfregar meu rosto contra a mão dele.
–Aham – sorriu abertamente quando ele começa a fazer carinho em minha nuca.
–Acha que já pode ir embora?
–Não estou tão bem assim – respondo parando de sorrir, suas mãos param de me acariciar.
–Já está aqui a mais de uma semana Lau, Ciel não se sente con– (N/A: seria “Ciel não se sente confortável com você aqui”)
–Eu não me importo com o que Ciel sente ou deixa de sentir – digo ríspido o interrompendo.
–Lau, por favor...
–Por favor, você Sebastian! Está no mínimo fazendo o que eu pedi?
–Sim, não está sendo fácil – disse suspirando novamente.
–Mas você disse que faria, agüente – disse revirando os olhos, e ele riu.
–E Lau, sobre o contrato...
–Não , nem começa!
–Lau, temos que desfazer.
–“Cláusula 45, quarto parágrafo, linha 12: O contrato dominador/submisso só será quebrado com o consentimento de tanto o dominado quanto o dominador.” E eu não estou de acordo, então não!
–Você memorizou? – Disse impressionado e um tanto debochado.
–Eu li muito antes de aceitar lembra? – disse não o olhando nos olhos, corando.
–Lembro sim – deu um sorriso de lado, melancólico.
–Então, ainda sou seu submisso, não vai se livrar de mim assim tão fácil – Disse subindo em seu colo, entrelaçando as pernas por sua cintura e as mãos envolta do pescoço. Ele não me impediu, apenas me olhava nos olhos – Você lembra não é? De como nos divertíamos, de como você me amarrava e abusava de mim – deixei a voz rouca enquanto sussurrava em seu ouvido, o sentindo arrepiar – Vai negar que gostava? Que não adorava me deixar louco daquele jeito?
–Lau, pare com isso – a voz saiu tremida, não dei confiança. –Por que não fazemos de novo? Você sabe que gosta, vamos lá, me amarre, me bata, me fode Sebastian – disse levando meus lábios sobre os seus o beijando, ele não se afastou e começou a mexer seus lábios contra os meus. Todo meu corpo se arrepiou quando senti a língua invadindo minha boca, comecei a rebolar sobre seu colo, eu já estava duro de novo.
Ele soltou seus lábios dos meus e me olhou nos olhos.
–Pare de brincar comigo Lau – disse tentando parecer sério, mas ele queria aquilo tanto quanto eu.
–Não estou brincando Sebby, só estou mostrando que você gosta, você sabe que gosta. – passei minha mão por todo o peitoral até o cós das calças. – lembra de quando usava seus brinquedinhos em mim? Agora os usa em Ciel?
–Não ele... Não, não está pronto...
–Exatamente, ele é precioso pra você não? Não quer quebrá-lo, ele é frágil, mas eu... Eu, Sebastian, eu sou tudo que você precisa. – beijei seus lábios novamente. –Lau, isso não está certo, eu já tenho Ciel e–
–Não estou falando pra você deixá-lo, só estou falando que eu sou melhor, que eu sei fazer do jeito que você gosta, você não quer machucá-lo, não quer machucá-lo... Então faça comigo.
–Está se oferecendo pra ser “a outra?” – disse sarcástico, debochado.
–Estou me oferecendo para amar você do jeito que eu sempre fiz.
–Você faz isso soar tão certo.
–Não só soa, e sim é, você só precisa aceitar Sebby – e vou te dar o tipo de prazer que você gosta – levei as suas mãos a minha cintura o sentindo apertá-la. Levei minha boca a sua orelha a beijando e mordendo seu lóbulo – é só dizer sim – digo roucamente em seu ouvido, e o sinto voltar a massagear minhas bochechas me olhando nos olhos. –Eu... –
–Puta merda! – um grito.
–Que?
–Que o que não fui eu, deve ter sido os meninos.
–Vou ver eles – disse me tirando da sua cintura e se dirigindo a porta, o seguro pelo braço o olhando nos olhos.
–Espera, me resp–
–Sebastian vem aqui AGORA – a voz de Ciel grita.
Ele se solta do meu toque e corre até a sala com um olhar preocupado.
Bufo revirando os olhos.
Não foi dessa fez.
Volto pra cama e abro a gaveta pegando nosso contrato, olhando a ultima clausula.
“Que tanto o dominador quanto o submisso não desistam do amor que os une” E eu não vou desistir, Sebby.
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