Did you Say Bitch?
9 Capítulo 9 - Oh, My Gay God!
Notas iniciais
Tédio. Estou vivendo o mais puro e maçante tédio. Geralmente eu estaria acostumado a estar sozinho, mas agora não. Esse lugar parece tão grande sem... Ele. Não quero voltar a Pleasure, não para todos me encherem de perguntas. Eu apenas fico na cama de Sebastian rolando dum lado para o outro pensando no que deveria fazer, pego os lençóis e os esfrego no meu rosto, podendo sentir o cheiro inebriante dele, pego o travesseiro e o coloco entre as minhas pernas e continuo a girar pela extensão da cama. Pela primeira vez em algum tempo, olho a tatuagem que a em meu pulso “Do not fuck yourself”.
– Você não só se fudeu, como foi fudido Phantomhive. –murmuro a mim mesmo.
Levanto-me com dificuldade da cama, e algumas vezes até caio no chão. Vou vagando dentro daquele apartamento em passos lentos, procurando a cozinha, eu a acho, mas a mesma também fica próxima daquela porta vermelha. Pergunto-me o que possa haver lá dentro. Não que eu vá abrir. Tenho medo demais para isso.
Vou então direto a cozinha da casa, mexo nos armários que lá encontro, terminando que meu café-da-manhã é um pote de nutella.
Volto à cama, meu passatempo por certo tempo é observar o teto, até que eu decido pegar o Iphone que Alois me deu,tem uma foto de Claude como papel de parede, ele esta sorrindo, ali ele não parece um assassino, então simplesmente deixo a foto lá. Eu procuro o nome do Alois,nos meus contatos .
– O que esta fazendo? – pergunto em mensagem ao loiro.
–Nada, e você?
– Nada.
–Quer sair para fazer alguma coisa?
–Não estou conseguindo andar, lembra?
– Ah, eu tinha esquecido. Enfim, como vai o seu “Mestre” e o pau absurdamente grande dele?
–Ele vai bem, eu acho... E como sabe que o pau dele é absurdamente grande?
– Deu para ver o volume pela calça.
– E porque você estava olhando para lá?
– Impulso.
– Sei.
–O que foi? Ficou com ciúmes?
– Eu não estou com ciúmes.
–Não é o que parece ¬¬
–Olha, vamos mudar de assunto?
– Ok, a onde que o seu “Mestre” foi?
–Trabalho.
–E como pretende recebê-lo?
–Como assim “recebê-lo”?
– Sabe fazer alguma coisa especial, para quando ele voltar cansado do trabalho, etc.
–Nem tinha pensado nisso.
– Quer algumas idéias minhas?
– E eu lá tenho escolha?
– Nope. Bem, opção um: Maid. Você poderia uma daquelas roupas de empregada e dizer “Bem-vindo a casa, Mestre”!Ou de enfermeira e dizer “me deixe cuidar de você essa noite.” – Não. Primeiro que aqui não é o Japão e segundo que NUNCA mais eu me visto de mulher.
– Ok, seu sem graça. Opção dois: Você se veste apenas com um avental, e quando ele chegar dizer “Olá Mestre, Quer começar jantando, ou preferiria um banho..,ou quem sabe...Eu?” .
–Clichê.
–Nada te agrada. Opção três: Se jogar nele, sem roupa.
–Razoável.
– Sua puta.
–Calado – a campainha toca. – nós conversamos mais tarde.
–Ok.
Eu largo o celular na cama, coloco calças e uma camisa social que são provavelmente de Sebastian – porque ficam enormes em mim — que eu acho no chão e vou em direção a porta. Meus passos são lentos, até porque ainda não consegui voltar com o movimento das minhas pernas.
Abro a porta lentamente. A uma menina de cabelos ferrugem na porta, ela usa óculos grandes e um vestido rodado.
– Hmm... No que posso ajudar? – pergunto olhando para garota que parece mais confusa que eu.
–Com licença, esse não é o apartamento de Sebastian Michaelis?
–Sim.
–Quem é você? Um parente dele? E onde esta o Sebastian? – Quem eu sou? “A puta dele” sem duvida não é a melhor resposta.
–Hmm, eu sou um... Amigo, eu sou Ciel Phantomhive, e o Sebastian esta no trabalho.
–Ah... Espera você disse Ciel?
–Sim... –Oh, My Gay God,você é o namorado do Sebastian não é?
– Isso não importa agora! – diz ela me abraçando – ah céus, você é tão lindo!
– Hmm,obrigado? Srta...
–Mey-rin! – grita Sebastian do fundo do corredor, correndo até nós me tirando dos braços de (provavelmente) Mey-rin — O que diabos você esta fazendo?
– Mas, ele é tão fofo! – grita Mey-rin.
– Acho que ela quebrou minhas costas — murmuro para o moreno.
– Apenas sorria e entre – diz no meu ouvido, eu apenas obedeço. Quando entro no apartamento Sebastian tranca a porta, posso ouvir os gritos deles para ruiva, os quais ela apenas devolve, mesmo que eles estejam gritando, eu não consigo entender.
Depois de um tempo ele entra no apartamento bufando. Ele passa as mãos pelos cabelos pretos parecendo estressado.
– Tudo bem? – pergunto da sua cama.
–Tudo, só estou meio... – ele para por alguns segundos me olhando de cima a baixo e logo após lambendo os lábios – esta tentando me seduzir de novo Phantomhive? – eu inclino a cabeça de lado, não entendendo – usando minhas roupas... Só te deixa mais fofo – diz subindo na cama e me dando um selinho.
–Longe de mim, tentar seduzi-lo mestre, mas o senhor não deveria estar no trabalho?
–Professores também têm horário de almoço.
–E não deveria estar gastando esse tempo... Almoçando?
–Mas é isso que eu vou fazer...Alias tenho um “prato” realmente delicioso bem aqui – diz roçando seus lábios ao meu ouvido.
– E poderia me dizer que “prato” é esse mestre?Não estou vendo nenhum...
–Vai descobrir assim que eu começar a comê-lo...
–Eu adoraria isso – digo subindo em seu colo. Ele simplesmente sorri, antes de passar as mãos pelo meu cabelo. Ele fica por alguns segundos apenas observando meu rosto, como se não o visse fizesse muito tempo. Por fim começa a levar seus lábios lentamente aos meus enquanto me encara, cada segundo que sua boca demora chegar a minha, parece a mais terrível tortura,quando finalmente nossos lábios se encontram,eu me derroto completamente, minhas pernas tremem, e minhas mãos procuram por suas costas, quando as acham arranham as mesmas. Sua língua começa a adentrar minha boca, tirando de mim toda a minha sanidade, sua mão esquerda vai até a minha cintura a agarrando e juntando mais nossos corpos. Só nos separando quando o ar se faz necessário. Sebastian espera por alguns segundos enquanto eu retomo o meu fôlego, as orbes vermelhas voltam a me encarar.
–Senti sua falta – diz me abraçando.
–Você só ficou sem me ver algumas horas – respondo,retribuindo o abraço.
–Mesmo assim – ele beija meu pescoço – se você soubesse o quanto eu queria ter ver enquanto dava aula – ele começa a desabotoar minha camisa – ficar sem você me deixa louco.
Eu apenas vou ficando vermelho aos poucos sem saber o que fazer, minha boca se abre para dizer alguma coisa, mas logo a fecho. Não estou acostumado com esse tipo de comentários, não sei rebater isso.
–Te deixei envergonhado? – pergunta sorrindo,antes de tirar completamente a camiseta – você ainda não viu nada.
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