Did you Say Bitch?
18 Capítulo 18 - Damn It
Notas iniciais
–Alois – gemi sonolento – sai de cima de mim desgraça.
–Deixa de ser grosso sua puta – disse se levantando – cadê teu macho?
–Sebastian? Sei lá, já deve ter ido pro trabalho, que horas são?
–São...- olhou na tela do seu celular – 19:00 horas agora.
–Então ele já devia ter voltado e acho que dormimos demais. – disse me levantando do chão da sala.
–É provavelmente.
Dês da conversa com Lau que Sebastian não nos dirigiu a palavra e isso me deixou um tanto incomodado, porque parecia que aquela conversa tinha mexido com ele. Não gostava muito disso. Eu fiquei a noite toda esperando que ele viesse falar comigo e em alguma parte disso Alois se juntou a mim na espera no chão da sala.
Olhei em volta e vi que a porta estava aberta e vi um torso perto dela, vi pela altura que era Sebastian.
Levantei-me e fui em direção da porta, mas logo senti Alois se jogando encima de mim.
–O que está fazendo porra? – disse quase gritando.
–Cala a boca e olha – disse sussurrando e apontando para a porta.
Vi que Sebastian conversava com alguém, mais especificamente Lau. Por alguma razão meu sangue ferveu.
–Porque ainda está aqui? – dizia Sebastian e pude ver de leve o cenho franzido – você ainda estava aqui de manhã, quanto tempo pretende ficar na minha porta?
–Até você me dar uma resposta de verdade.
–Meu Deus Lau, mas eu já dei, milhares e milhares de vezes. Acabou simples assim – disse Sebastian num tom calmo, mas que de alguma forma assustador. Lau tinha lagrimas nos olhos o que me fez dar um sorriso bobo, fazendo Alois olhar com uma cara de reprovação pra mim como se dissesse “Não sorria do sofrimento alheio.”
–E milhares e milhares de vezes nós voltamos, nós SEMPRE voltamos – dizia Lau gritando.
–Dessa vez não – dizia Sebastian no mesmo tom de voz – Eu tenho ele agora.
–“Ele”? Ele não te ama como eu, você sabe disso, isso é se quer que ele já disse que te ama, mas eu Sebastian? Sabe quantas vezes eu disse? – gritou.
–Já perdi as contas – disse Sebastian virando o rosto como se estivesse arrependido.
–É perdeu as contas. Ele está com você porque está sendo pago, acha que quando essa merda de contrato terminar ele vai continuar com você? Pensa que quando isso tudo acabar, ele vai te querer de verdade? A pelo amor de Deus, vai ficar se iludindo mesmo? Porque não fica com alguém que te quer de verdade? Alguém como não sei... Eu?
Sebastian não disse nada o que me deixou profundamente irritado. Alois me olhou e começou a gesticular para que eu fosse lá. Fiz que não com a cabeça.
–Lau... Eu não sei.
–Claro que sabe. EU sou a escolha certa, eu sempre fui, você sabe que é assim, você sabe que me ama não é? Sabe que eu sou o único capaz de te fazer feliz – disse puxando Sebastian pela gola do terno aproximando seus rostos demais pro meu gosto – é só pedir Sebastian que eu volto para você, eu volto correndo Sebastian – puxou mais a gola de Sebastian até que seus lábios encostassem no do moreno.
Sebastian não se afastou. Não correspondeu. Nem ao menos arregalou os olhos, ele simplesmente não reagiu. Senti meu sangue fervendo e me levantei fazendo Alois me olhar intrigado, mas com um sorriso sacana no rosto.
Empurrei Sebastian fazendo o cair no chão, e acabei dando um tapa forte no lado esquerdo do face de Lau que foi o suficiente para ele virar rosto pro lado contrario. Consegui ouvir a risada de Alois ao fundo e o olhar de Sebastian que deveria provavelmente estar confuso. Eu estava confuso. Com raiva, mas confuso.
–O que você pensa que está fazendo ?– gritou Lau massageando a bochecha que havia ficado vermelha e se dava para ver a marca dos meus dedos
–O que você pensa que está fazendo! – gritei mais alto que ele. Lau suspirou e me olhou com um tom superior. –Além de ser uma puta também é agressivo – disse com desgosto na voz – é por “isso” que você me trocou Sebastian? – deu uma risada forcada e esnobe e se virou.
–Não dê as costas pra mim – disse o puxando pelo ombro e lhe dando um gancho de direita no rosto que o fez cair no chão e me olhar com olhos arregalados, escoria sangue pelo seu queixo o que me fez dar um sorriso. subi encima de sua barriga e segurei seu pescoço com as unhas – fique sabendo que ele adora “isso” que é muito melhor que putinhas de segunda como você! – bati sua cabeça contra o chão varias vezes e vi um pouco de sangue se espalhar. Eu sentia Sebastian segurando meus braços e gritando para que eu parasse visto que Lau já estava quase inconsciente. Dei uma joelhada em sua barriga e o vi tossir sangue o que vez dar outro sorriso. Sebastian me tirou de cima dele. “Qual o seu problema?” gritou o moreno me segurando pelos dois braços me chacoalhando. Pânico era as única coisa refletida em seus olhos. Senti um pouco de medo de mim mesmo naquele momento. Sebastian me largou ao perceber que eu não diria nada e se virou para Lau. Suspirou longamente ao ver que ele ainda respirava.
Levantei- me e caminhei até o quarto como se nada tivesse acontecido sendo seguido por Alois que falava algo como “Eita porra” enquanto se perdia num misto de surpresa e confusão, tudo misturado com um sorriso de canto de boca.
–O que foi o ataque da bicha louca e desde quando você é tão forte?
–Esse é o problema Alois, EU NÃO SOU. Não sei o que deu em mim eu estava com raiva. Eu quase matei ele. Eu... Eu não sou assim. Alois não disse nada apenas concordou com a cabeça depois murmurou algo sobre ver como Lau estava.
Depois de duas horas no quarto ninguém apareceu então decidi eu mesmo sair. Não tinha ninguém na sala ou na cozinha e não ouvia mais a voz de Alois ou Sebastian. Fui ao quarto de hospedes encontrando Lau deitado na cama. Percebi que eu não tinha feito tanto estrago quanto pensei que tinha, bem pelo menos ele não tinha nada quebrado, sua pele nem tinha hematomas, só umas partes mais rosadas dos lugares em que eu ataquei.
–Oi – disse me sentando na beirada da cama fazendo que Lau levantasse e ficasse sentado para me olhar nos olhos. Ele não parecia bravo ou com medo o que me deixou aliviado – Me desculpe.
–Pelo o que? O showzinho lá fora – deu uma risada – se eu estivesse em melhores condições faria o mesmo com você. Mas até que pra uma criança você é bem forte.
–Não sou uma criança – disse inflando as bochechas o fazendo rir – mas então... Estamos bem?
–Tão bem quanto alguém na nossa situação pode estar – sorriu – pode ficar tranquilo que eu vou te bater de volta.
–Ok – falei dando com os ombros.
–Garoto... – disse ficando mais sério – você realmente gosta do Sebastian?
–Eu...Eu não sei.
–Eu não perguntei se você sabe ou não sabe, perguntei se gosta dele. É sim ou não?
–Sim – respondi num murmurando.
–Bem eu imaginei – suspirou longamente – esse deveria ser o momento que eu diria que desisto e que é pra você não machucar ele e blá,blá,blá... Mas eu não sou assim – sorriu – eu não vou desistir garoto então tome cuidado – disse me dando um soco na minha barriga que me fez cair em posição fetal no chão de dor. –Se é tão forte porque não me bateu de volta – disse com um pouco de dificuldade pois senti sangue e vomito insistindo em querer sair da minha boca.
–E deixar de bancar o inocente na frente de Sebastian? Tadinho dele não? Estava tão preocupado que nem notou que eu usei sangue falso – sorriu.
–Filho da puta.
–Ora, ora vamos deixar os insultos para mais tarde estressadinho – disse se levantando da cama e sentando ao meu lado no chão – mas enfim, você está realmente dormindo com Sebastian? – ele segurou meu queixo e começou a avaliar meu rosto e braços – um rostinho perfeito e pele impecável – disse arqueando as sobrancelhas e trincando os dentes.
–Está com inveja?
–Não. Estou dizendo que para alguém que dorme com o Sebastian você está extremamente bem conservado. A maioria dos brinquedinhos dele quebra depois de uma semana. –Eu não sou um brinquedo.
–Ah esqueço que você é uma puta. – disse ironizando
–Cala a boca.
–Eu posso calar a sua e a minha, mas nenhum de nós vai gostar.
Eita. Porra.
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