Did you Say Bitch?
14 Capítulo 14 - He's not wrong
Notas iniciais
– Ciel sabe onde esta minha gravata?
–Em cima da geladeira.
–Alois o café já esta pronto? – pergunta Sebastian esticando o corpo para que pudesse pegar a gravata, logo após se voltando a mim para que eu pudesse fazer o nó.
–Esta na cabeceira perto da porta – grita Alois do quarto enquanto arruma a cama.
–Obrigado garotos – diz dando um beijo na minha testa, e logo após afagando os cabelos de Alois, seguindo por pegar a caneca de café e sair em disparado pela porta.
Todas as manhãs dês de que Alois veio para cá tem sido assim. O que faz parecer que somos uma família feliz daqueles seriados americanos. Ou melhor, uma família de gays, de um seriado de São Francisco.
O único motivo para ele ter aceitado era que Alois já tinha sido aluno dele, e também que todas as vezes que Alois ia fazer as visitas que eram propostas pela pleasure, eu estava dormindo, então ele e Sebastian tinham horas de conversa até eu acordasse, e eu não fazia idéia disso, então depois pedi boas explicações sobre as conversas, as quais os assuntos alternavam entre: Assuntos gays gerais, Ciel Phantomhive, as roupas para usar em Outono, etc.
A nossa situação atual não me incomoda, tirando pelo fato que agora Sebastian dorme no sofá, e eu fico na cama com Alois, alias Sebastian dividiu a cama ao meio, literalmente. Digo, ele colocou algo como uma cerca de madeira separando o meu lado do de loiro – ciúme nunca é demais. Dês do começo da estadia de Alois aqui, qualquer pessoa que bate na porta pergunta “São seus filhos?”, ou falam “suas crianças são uma graça”, “você é pai solteiro? Porque eu ando em busca de um relacionamento”, “eu adoro crianças, se precisar de alguém para te ajudar nesse momento difícil”. Um dos fatos sobre Sebastian é que se tem uma coisa que o incomoda mais que ser interrompido durante uma transa, são mulheres atiradas, ou simplesmente mulheres, ele as abomina, não me pergunte o porque, tem coisas que nem eu prefiro perguntar. Bem tudo isso anda aumentando o nível de stress geral de Sebastian, então atualmente é freqüente ver uma veia pulsando em sua testa.
Já faz três semanas que Alois vem morando conosco. Três semanas SEM SEXO. Nada, exatamente, nada, sem rapidinha, sem sexo no elevador, sem sangue, sem gemidos, sem chicote, vibrador, NADA! Eu estou quase tendo um troço. “Temos que respeitar a visita, não seria educado fazer este tipo de coisa enquanto Alois ainda esta aqui” foi o que Sebastian disse. Sério? Ele deixou para ser politicamente correto nessa altura do campeonato?
Ultimamente ando tentando me satisfazer sozinho e falhando miseravelmente. Mas não é minha culpa se eu não consigo gozar sem um pênis duro entrando na minha bunda.
–Alois! – grito deitado no chão da cozinha.
–O que foi? – ele pergunta entrando na cozinha e também se deitando no chão.
–Eu quero fazer sexo.
–Eu estou aqui para isso – diz com um sorriso pervertido.
–Me deixe reformular a frase. Eu quero fazer sexo, com certo homem de nome Sebastian, dono de lindos cabelos pretos e olhos vermelhos, que tem um pau com mais de 10 cm.
–Achei desnecessário esse seu ultimo comentário – diz fazendo um beicinho.
–Eu achei totalmente necessário – digo em meio a uma risada fraca.
–Enfim. Porque simplesmente não fala isso para ele?
–“Ah desculpe Sebastian, mas a escassez de sexo anda levando a minha pouca sanidade, então você poderia fazer o favor de me fuder para que eu possa me sentir melhor?”, até parece que eu vou dizer uma coisa dessas Alois. Eu sou a puta. Era ele que tinha que vir rastejando atrás de mim.
–Disse o rapaz que esta resmungando do chão da cozinha. Acho que você não esta com tanta moral.
–Eu até posso falar aquilo, mas você tem que sumir tipo por uns três dias.
–Porque tudo isso?
–Eu preciso de três dias de sexo continuo, se quiser voltar a minha sanidade mental.
–Sua puta – diz entre risadas.
Ficamos assim por horas. Pergunto como Sebastian fica quando esta ensinando, sobre o que ele falava de mim quando eles conversavam, se ele acha que eu estou bom deste jeito, ou se deveria mudar meu estilo. Tudo que consistiria numa conversa de uma garota apaixonada com a sua “BFF”, mas não é como se eu estivesse apaixonado, eu só quero saber.
–Sabe... Ele realmente te ama – diz Alois do nada.
–Porque esta dizendo isso agora?
–Não sei, só acho que se você ainda tivesse duvidas se ele te amava, seria bom confirmar.
–Só se ele estiver apaixonado pela minha bunda – digo rindo. –Estou falando sério. Os olhos dele...
–O que tem os olhos dele?
–... Eles brilham quando ele fala de você, ele abre um dos maiores sorrisos que eu já vi – por alguma razão sinto minhas bochechas esquentarem.
–E é por isso que ele era meu stalker e me comprou para ser a puta dele? – pergunto com sarcasmo na voz.
–Algumas pessoas não conseguem se expressar muito bem quando estão apaixonadas e acabam fazendo coisas erradas, mas se fazem isso é para ficar perto da pessoa que ama.
–Ainda estamos falando de mim e Sebastian?
–Estamos.
–Você não esta se importando demais?
–Você acredite ou não, eu me preocupo com você e não queria que ficasse com o cara errado.
–Sebastian é o cara certo?
–Ele não é o errado – sorri.
Ouvimos o barulho da porta abrindo, mas não nos damos o trabalho de levantar. Ouvimos os passos lentos até que eles cheguem à cozinha.
–O que vocês dois estam fazendo? – pergunta Sebastian nos olhando no chão.
–Eu estava tirando a virgindade dele – diz Alois num tom brincalhão.
–Então não preciso me preocupar não é Ciel? Isso já aconteceu faz muito tempo – diz me dirigindo um sorriso depravado que me faz corar e Alois soltar uma longa risada – Enfim, querem comer alguma coisa?
–Espaguete – diz Alois.
–Espaguete? – pergunto.
–Sou descendente de italianos, então eu posso gostar de espaguete.
–“Alois” não é francês?
–“Ciel” é francês.
–Esse assunto é realmente relevante? – pergunta Sebastian arqueando as sobrancelhas- eu vou fazer o espaguete vocês fiquem quietos.
–Sim, senhor – dizemos em conjunto.
Ficamos observando Sebastian enquanto ele cozinha com um avental rosa, que consegue de alguma maneira deixá-lo sexy.
A campainha toca, e depois de uma breve discutição sobre quem vai atende-la , acabo por convencer Alois a fazê-lo.
–Sebastian é pra você – grita Alois depois de atender a porta.
O moreno parra o que esta fazendo e anda em direção a porta. Eu faço o mesmo.
–Não sabia que você era interessado em lolicon, Sebastian – Diz Lau da porta com um tom debochado – um não era suficiente? O que esta tentando fazer aqui? Um harém?
–Isso não é da sua conta- diz Sebastian num tom amargo – o que você quer aqui?
–Eu queria que me aceitasse de volta.
–Não sei do que você esta falando. –Sim você sabe muito bem – Sebastian o olha franzindo o cenho, por fim suspirando longamente.
–Meninos vocês podem, por favor, entrar? – diz Sebastian afagando nossos rostos. Nós entramos, apesar de eu ainda estar um pouco relutante.
–Ciel... — diz Alois já dentro do apartamento – aquele cara, eu acho que eu conheço ele...
–Lau? De onde?
–Eu acho que quando eu ainda tinha aulas com Sebastian no ensino médio, Lau era o namorado dele.
Fale com o autor