Dicionários Falhos
1 oneshot
Reunião mundial.
A ONU havia mandado uma questão a ser respondida pelos países: "diga honestamente a sua opinião sobre a escassez de alimento no resto do mundo."
-O quê, exatamente, significa escassez? — Roderich questionou o papel.
-Eu acho que... eu... eu... não sei...! — Arthur também encarava a folha.
-L'Anglaterre não sabe?! Que milagre!! — Francis riu.
-Você estaria insultando as minhas habilidades linguísticas?
-Claro que não! Só confirmando o fato. — O francês se defendeu.
-Ora, seu...!
-Acho que significa faltar. — Ivan o interrompeu.
-Hã?!
-É. Faltar. — Ele se lembrou instintivamente da WW II.
-Eu também quero saber uma coisa! — O americano sorriu. — O que é resto do mundo?
Todos olharam pasmos o loiro.
-Você deveria saber isso, Alfred. — o inglês bufou.
-Porquê eu deveria?! Eu sou o herói, horas!!
Ninguém se dignou a responder.
-Acho que o Japão também precisa de ajuda. Acho que ele não sabe o que é opinião. — Suíça brincou.
-Aposto que África do sul não sabe o que significa alimento. — Egito riu.
-Agora me digam, gente, — o brasileiro abriu um sorriso inocente — o que é hontestamente?!
-Wow... — o americano deixou escapar e o brasileiro pensou "isso só pode ser piada vindo de alguém que não sabia o que era resto do mundo..."
-É. — Luciano não entendeu. — Honestidade pra mim é mais um termo político que políticos usam pra ganhar campanha e que não sere pra mais nada. — ele piscou os olhos."é pos isso que na política tá todo mundo de rabo preso. porque eles foram 'honestos' com a polícia."
-Mas você deveria usá-la...
-Ah, tá bem... — Ele abriu um sorriso sarcástico, ajeitou o terno, e começou. Ninguém tinha mandado o americano irritá-lo no dia do ano que ele mais odiava. — Francis, você é um cara bonito, mas no meu país, as garotas têm a mão pesada e batem em caras como você. — ouviram-se risinhos. — Arthur, agradeço a sua ajuda nas guerras e no negócio da independência, mas se Sealand não é seu território, devia ser reconhecido, não?! Alfred, você é um idiota. Só se importa com você mesmo e isso foi provado hoje. Ivan, você é um que devia procurar o AA.* Kiku, crie uma opinião própria. Sem ofensa, eu adoro anime. Ludwig, Feliciano, se casem logo duma vez. O mesmo serve pra Antonio e Lovino. — Ninguém se atreveu a interromper. Se o Brasil, conhecido por ser calmo, estava mandando alguém se casar logo, é porque estava mesmo irritado. — Yao, largue a Hello Kitty made in china. Matthew, — e o mesmo pareceu surpreso que alguém se lembrasse dele. — eu adoro as cataratas do Niágra. Eu pularia de lá num barril. Roderich, você é uma vergonha para os escorpianos. Elizaveta, tenho medo da sua frigideira. Belarus! Natasha, DESISTA! Ele não te quer. Ucrânia, você é bonita e deveria ser mais forte. — "na verdade eu estava falando dos seus peitos, mas você também é fofa. E se eu disser isso em voz alta, arrumo uma bela briga com o alcoólico." — Im Yun, pare de olhar novela. No Brasil a gente só olha quando não tem NADA na tevê. Feliks, você é uma bichona. Letônia, engula o choro e lute. — ele olhou para o relógio, e sorriu ao americano como quem dissesse "eu disse que ela não servia pra nada." — Olha a hora! tenho que pegar o avião. A Dilma exigiu que eu estivesse no Rio Grande do Sul. Ai ai, odeio 19 e 20 de setembro. — E então saiu, deixando todos boquiabertos.
"Então é por isso que ele não tá usando a camisa da seleção..." Alfred pensou, arrependido do momento em que dissera que o brasileiro deveria usar a honestidade.
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