Dias perfeitos.

11 The Future – Part 1


Notas iniciais
eu acredito que para tudo tem uma explicação. menos para assassinatos. A agente Any começou como vilã, se infiltrando na NCIS mas tinha seus próprios motivos para fazer isso. quando eu escrevi em certo capitulo que ela tinha seus demônios era uma afirmativa válida. nesse capítulo vocês irão conhecer mais sobre George e sobre Any.

Any acordou muito melhor depois de Gibbs medica-la com a dose sugerida por Ducky. Muito provavelmente Gibbs se arrependeria da decisão de mantê-la viva, mas o tempo não estava a favor deles e cada minuto que passava era um minuto a menos de chance de encontrar Abby viva.

Gibbs cortou a algema que prendia a moça do braço do sofá e amarrou as mãos para trás a conduzindo para o porão a cadeira preparada no dia anterior ainda estava la assim como a luz forte que foi colocada para manter o espaço mais iluminado. Any desceu as escadas com cuidado com Gibbs atrás dela. Mais uma vez ele cortou as algemas para poder colocar a moça algemada na cadeira já que seria difícil demais para algema-la "por cima" da outra.

— Posso te indicar um fornecedor dessas coisas Agente Gibbs. – Disse Any. – Já que provavelmente vai precisar repor as que está gastando comigo. As algemas de ferro são bem mais baratas que essas descartáveis.

— Fique quieta e senta aí. – Disse Gibbs.

— Está certo. – Disse Any irônica obedecendo o agente. – Só acho que seria melhor se estivéssemos sem roupas.

— Isso não é uma piada. – Disse Gibbs.

Tony entrou no local.

— Consegui o que me pediu. – Disse para Gibbs mostrando alguma coisa em suas mãos. – Não foi fácil achar.

— Como conseguiu isso? – Perguntou Gibbs.

— Um dos contatos que Ziva tinha aqui conseguiu para mim. – Disse Tony mencionando sua amiga falecida.

— Ele é bom. – Disse Gibbs.

— Muito bom. – Disse Tony.

— Ok. So vou usar se for preciso. – Disse Gibbs se virando para a garota na cadeira. – Podemos começar?

Ela não respondeu nada.

Novo México.

" George havia colocado Abby de volta a cela onde ela era mantida. Ela ainda não havia acordado. Mesmo amando-a ele já havia esperado o suficiente.

Ela finalmente estava acordando e foi levada a presença do traficante. Ele não contou que ele estava apaixonado, mas estava disposto a realmente abrir alguma exceção para ela. Ela deveria contar o que sabia."

Abby estava sendo interrogada já havia horas. George dobrou a quantidade de soro da verdade para tentar tirar alguma informação. Mesmo com Any infiltrada ele queria descobrir coisas que a garota não conseguiria. Ele não fazia idéia que o disfarce já havia sido descoberto pelos agentes de campo.

— Isso pode acabar, Abby. – Disse George.

Abby tremia como se estivesse num freezer sem casaco. Ela estava molhada, machucada e havia uma possibilidade de ter sido violentada, coisa que ela tentou não pensar. Havia uma grande probabilidade que ele tivesse feito enquanto ela estava inconsciente.

— Porque quer saber da minha equipe? – Perguntou Abby.

— Eu quero saber o que é realmente ter uma família. – George se sentou numa cadeira próxima a parede. – Quando eu era pequeno minha mãe traía meu pai em motéis baratos com qualquer um que desse dinheiro para ela. Quando não conseguia uma babá para mim ela me levava junto. Eu ficava brincando no banheiro enquanto ela transava com um ou dois caras ao mesmo tempo. – George fez uma pausa. – Meu pai sempre sabia ou ao menos desconfiava que ela fazia com outros homens e não fazia nada.

— O que ele fez? – Perguntou Abby. Ela sabia que quanto mais entrava na conversa mais chances ela teria de sair viva.

— Ele não fez nada. Nunca. Uma vez quando minha mãe me levou junto com um outro cara ele pagou a mais para ela deixar ele me tocar. – Disse George. – Era a primeira vez que aquilo havia acontecido comigo. Não entendia o que era aquilo. Mas eu me senti realmente sujo.

— Isso realmente é triste. – Disse Abby.

— Eu cresci com lembranças daquele dia e minha mãe já não me levava mais com tanta frequência para seus encontros. – George mudou a expressão para uma coisa gelada. – Meu pai tinha morrido há quatro anos e eu já tinha 18. Fiz um curso de tiro com meu primeiro pagamento quando encontrei um bom emprego.

Ele tentava evitar contar, mas Abby era a primeira pessoa que realmente quis saber da sua vida em muitos anos. Ele precisava compartilhar sua história mesmo que a matasse no final.

— Um dia. – George continuou. – Eu peguei a arma que eu comprei ilegalmente de um traficante, eu trabalhava numa farmácia então trocava remédios controlados que davam "um barato" em troca do que eu precisasse. Armas, drogas, munição. Eu peguei a arma da gaveta enquanto a minha mãe estava no quarto ao lado com um cara mais velho. Eles estavam fazendo amor com um barulho incrivelmente alto. Eu saí do meu quarto e abri a porta do da minha mãe. Ela me olhou com uma expressão de susto. Ela sabia o que iria acontecer. Ou talvez sabia o que aconteceria. O homem tentou se recompor e eu apertei o gatilho.

George começou a rir quando fez uma pausa.

— Minha mãe se levantou correndo para seu amante e depois de ver que ele estava morto caminhou para mim dizendo "O que você fez? Porque fez isso?". Eu mirei a arma na cabeça da minha mãe e apartei o gatilho pela segunda vez. A arma não disparou. Ela ficou com raiva e veio para cima de mim. Eu deixei a arma cair no chão e ela tentou pegar na mesma hora que eu peguei. A arma estava virada para o peito dela e eu ouvi um tiro.

George fechou os olhos e ficou quieto por alguns minutos. Ele não contava tudo há muito tempo.

— Eu me lembro de me afastar dela e vê-la caindo no chão. Ela ficou viva por alguns minutos ainda e eu hesitei em chamar a ambulância. Saí de lá o mais rápido que consegui e corri para a casa de uma vizinha. Eu estava cheio de sangue então ela deduziu que eu tinha encontrado ela e o amante e tentado salva-los. – George se sentia mais deve se pudesse ser dito isso.

— Suas primeiras mortes. – Disse Abby. – Você queria se livrar daquele passado.

— Eu nunca quis mata-los. – Disse George. – Eu lembro de ter gritado depois de matar minha mãe que eu não queria ter feito aquilo. Eu só me toquei que era errado depois que eu fiz e foi muito tarde.

— Você se safou? – Perguntou Abby. Ela fez a pergunta com todo cuidado que pode pensar.

— Não. – George se levantou e colocou a cadeira ao lado de Abby. – A polícia falou com a vizinha porque obviamente eu havia chamado ela. Ela obviamente contou que eu estava dentro de casa quando os tiros aconteceram e eu fui preso. Acharam o lugar onde eu coloquei a arma e eu passei três anos na cadeia.

George parecia estar aliviado com aquela conversa. Ninguém havia ouvido a versão completa. Nem mesmo Any sendo muito próxima de George sabia de todos os fatos. Ela sabia o básico.

George levantou da cadeira e foi para perto de Abby.

— E é por isso que eu preciso que me conte sobre seus colegas. – Disse George injetando outro tubo de soro da verdade. – Não vai demorar. – Disse George.

Abby estava quase entrando em transe com a quantidade administrada. Ela não conseguiria se segurar muito mais tempo e era só mais um passo para ela revelar coisas.

— Gibbs. – Abby falou baixinho e George ouviu.

— É o seu chefe, não é? – Perguntou George.

— Ele me protege como filha. A gente se dá bem por isso. Eu durmo na casa dele quando estou bêbada demais para conseguir chegar em casa sozinha. Ele me recebe sempre na porta com um sorriso encantador e diz que eu vou ficar bem. – Abby não conseguia mais controlar. – Assim como eu e McGee as vezes ficamos e acho que Gibbs sabe que ele me completa por isso permite nosso relacionamento amoroso. Tony e eu já ficamos nos primeiros anos que trabalhamos juntos e ele continua amando Ziva mesmo ela tendo morrido naquela explosão em Paris durante um caso. Palmer nunca tentou algo comigo, mas não por falta de tentativa. Ducky e um poucos com quem eu converso sobre meu passado em New Orleans.

Abby fez uma cara de choro logo depois.

— Porque diabos eu contei isso tudo para você? – Abby chorava se sentindo culpada demais.

— O soro da verdade finalmente fez efeito. – Disse George administrando outro analgésico. – Talvez não te faça mal dormir um pouco agora.

Abby foi aos poucos caindo no sono. Ele sabia que uma hora teria que parar com as drogas que administrada e decidir o que fazer com Abby. Se iria liberta-la em algum hospital depois de sei lá, forjar um acidente ou se iria matá-la e jogar o corpo próximo da NCIS para avisar que estava chegando.

Quanto mais o momento se aproximava George sabia que Abby estava machucada por dentro e por fora.

Ele ordenou que a deixassem presa e sedada até decidir o que fazer. Ele queria pensar. Manter ela com ele não era uma das opções. Por mais que ele a amasse ele não viveria com ela. Ele sabia que Gibbs se aproximava cada vez mais deles e no que isso tudo iria acabar.

Washington...

Gibbs começou a interrogar Any.

— Você tem apenas uma opção. – Disse Gibbs. – Responder nossas perguntas. A prisão será uma consequência que realmente é a única coisa garantida.

— Ótimo. – Disse Any. Pelo menos tenho a garantia de sair viva daqui.

— Então vai responder nossas perguntas? – Perguntou Gibbs.

— É a saída – Disse Any.

— Qual é o seu nome verdadeiro? – Começou Gibbs.

— O meu nome real é Any. Uma das poucas coisas sobre mim que são verdade. Nasci no Brasil e me tornei cidadã americana depois de ver o meu país se afundar em corrupção. Acho que eu cansei de tanto roubo que resolvi saber como seria um país que tivesse bem menos corrupção. – Disse Any prevendo algumas das perguntas que Gibbs provavelmente faria a ela.

— Por que se juntou aos Los Guapos? – Perguntou Gibbs.

— Eu não queria ser uma traficante. Meu sonho de ser jornalista estava perdido. Fiquei uma vaga abaixo das disponíveis no vestibular. Eu saí e procurei um emprego legal. Eu era fera em montagens de imagens e arrasava na elaboração de textos. Eu fui a uma entrevista com o dono de uma loja que era do George e era fachada do cartel. – Any parou um pouco de falar. Ela ficou triste. – Eu queria apenas um emprego acabei presenciando algo bem maior. Eu consegui o emprego na loja como caixa.

— Porque você não pulou fora? – Perguntou Gibbs.

— Eu não podia sair. Um dia eu estava esperando chegar 18Hrs para fechar a loja. Não tinha ninguém dentro. A hora de fechar chegou e eu fui até a porta. Um homem alto e moreno que depois eu descobri ser George entrou arrastando um homem pelo cabelo. Ele colocou o cara no meio da loja e deu um tiro na cabeça. Eu fiquei parada lá estática sem reação e quando consegui me mexer e tentei sair, mas George veio até mim e me colocou de joelhos. – Any começou a chorar.

Gibbs ficou impressionado com o tanto de coisas que Any estava contando para ele tão facilmente.

— Eu tentei não demonstrar medo enquanto ele me interrogava. Fiquei apenas dizendo que não contaria a ninguém o que havia visto. Eu me demitiria na manhã seguinte e voltaria para o Brasil. Ele colocou a arma ainda mais perto da minha cabeça e eu ouvi um click. Ele disse que eu era obrigada a me juntar com o cartel ou eu seria morta. Eu aceitei afinal queria continuar a viver. – Any poderia contar tudo que Gibbs queria. Ela sabia que podia confiar em Gibbs depois dele salvar sua vida. – Até hoje eu finjo que concordo com tudo o que George faz até faço uma cena com George ao telefone não porque eu concorde com o que ele faz, mas porque eu quero viver. Ele tem policiais comprados na delegacia do Novo México que fazem vista grossa para qualquer coisa que ele faça.

Gibbs não conseguia acreditar na facilidade em que Any o contava as coisas. Nem fez esforço demais. Ele se convenceu que George teria fito algo para Any aceitar se infiltrar e deveria ter sido algo realmente horrível.

— O que ele fez para te convencer a se infiltrar? – Perguntou Gibbs.

Any respirou um pouco e percebeu que se contasse a verdade além de se libertar de George a vida dela ficaria mais fácil.

— Dois anos atrás, depois de começar a trabalhar na loja em definitivo depois de ver George cometer aquele crime e ter que mentir para a polícia sobre o autor dos disparos e ter que dizer que eu não conhecia o atirador George me levou para a casa dele amarrada e encapuzada. Eu achei que ele iria me matar. Ele me colocou de joelhos e disse que se eu quisesse viver era para ficar de olhos fechados e não abrir nunca. – Any realmente estava precisando se abrir.

— O que aconteceu? – Perguntou Gibbs.

— Eu fiquei de olhos fechados. Ele começou um discurso sobre lealdade ao cartel. Disse que mesmo que eu não aceitasse entrar em definitivo eu era obrigada a entrar senão eu seria morta porque eu trabalhava na loja e sabia demais. Eu aceitei desde que eu não participasse efetivamente da venda e negociação de drogas. Eu seria responsável por me infiltrar nos lugares que fossem precisos. George concordou e disse que eu não poderia usar drogas já que eu deveria estar em boa saúde. – Any pediu tempo. Se sentia cansada em revelar tudo aquilo para Gibbs de uma vez só.

Gibbs percebeu que ela estava ficando da cor de uma folha de papel nova. Ele e Tony se aproximaram e tiram a algema, agora de metal dela. Tinham se esquecido totalmente que ela precisava da insulina.

Tony subiu e pegou a dose para administrar em Any e algo para ela comer. Mal Gibbs tirou as algemas da moça e ela praticamente perdeu a consciência na frente de Gibbs que teve reflexos fortes e segurou antes que ela caísse.

— Tony. Acelera com essa dose. – Gritou Gibbs tentando fazer a moça acordar. A ironia é que Gibbs havia programado um alarme para a dose e acabou se esquecendo dele já que deixou o telefone na parte de cima da casa.

Gibbs achou melhor administrar a dose de insulina e chamar Ducky. Ele precisava de mais respostas e a vida da moça a sua frente passou a lhe interessar.

Ducky chegou meia hora depois de Gibbs administrar a dose de insulina na moça que ainda estava inconsciente.

— Jethro. – Começou Ducky. – Uma pessoa com diabetes não pode ficar sem insulina. Não vou perguntar o que ela está fazendo aqui porque não é da minha conta, mas se você administrar as doses erradas, de qualquer jeito ela vai ter uma crise maior de inconsciência.

Ducky verificou os sinais vitais da moça que pareciam estar em ordem. Apenas a pressão estava alta demais para o valor que era base.

— Administre os remédios na hora certa, Jethro. – Disse Ducky. Ele saiu.

— Essa crise diabética está muito esquisita. – Disse Tony.

— Está falando de que, Dinozzo? – Perguntou Gibbs.

— Ela está bem e de uma hora para outra tem uma crise e desmaia outra vez. – Disse Tony.

Gibbs se ligou ao fato de que antes de eles a levarem para o primeiro local ela havia voltado de uma misteriosa reunião.

— Se não é crise diabética porque ela fica passando mal a cada hora? – Perguntou Gibbs.

— Onde ela estava naquelas duas horas em que ela sumiu? – Perguntou Tony.

— Temos que descobrir. Deve ser a chave para esses desmaios. – Gibbs foi checar a moça. Ele que estava na cozinha caminhou até a sala onde a moça descansava.

Gibbs olhou para a moça que estava tremendo no sofá em uma aparente convulsão.

— Dinozzo! – Gritou Gibbs.

Tony chegou correndo de arma em mãos.

— Guarde isso e me ajuda aqui. – Disse Gibbs. – Não é crise diabética. – Gibbs afirmou com um pouco de verdade. – Deve ser uma neurotoxina de liberação gradual. – Disse Gibbs.

— Como tem certeza disso chefe? – Perguntou Tony.

— Há alguns anos na França um grupo de cientistas criou uma neurotoxina que causa esse tipo de efeito. Eles a chamam de Bentotex-A. a longo prazo pode causar coma profundo e uma consequente morte. Na mesma ocasião eles criaram um dispositivo de liberação para a neurotoxina. Uma equipe do governo apreendeu toda a carga que foi mandada para os EUA contrabandeada. – Gibbs parecia saber muito sobre aquilo. – Cinco caixas com frascos da neurotoxina foram mandadas para cá num navio em meio a uma carga de peixes. Alguém do governo ficou sabendo e eles apreenderam. Elas foram mandadas para um cofre de segurança em Fort Meade com acesso muito restrito. Seria um alto nível de acesso para poder entrar e ainda precisa de uma senha codificada.

— Acha que alguém do cartel tentou matar ela? – Perguntou Tony.

— Talvez Julian o comandante informante do crime do cartel. – Disse Gibbs. – Quando eu falei com ele sobre saber que a Abby estar viva ele mudou a expressão no rosto.

Any estava finalmente voltando a si. Eles a colocaram de volta na cadeira do porão mesmo sem algemas.

— Termine de contar o que você estava nos falando. – Disse Gibbs quando Any acordou.

— Depois de um ano trabalhando em diversas missões infiltrada, — Começou Any. – E quase morrendo em todas elas eu disse a George que seria a minha última missão e depois eu voltaria para o Brasil e voltaria a ser uma garota normal. – Any deu um bocejo. — Eu fiz uma cena com George por telefone. Eu queria realmente saber o que George planejava fazer com Abby.

Gibbs tomou coragem de fazer uma última pergunta.

— Você sabe onde Abby está sendo mantida? – Perguntou Gibbs.

— Ela está em um armazém que ele mantém escondido perto da casa dele na praia.- Disse Any sem rodeios.

— Porque resolveu contar tudo isso agora? – Perguntou Gibbs.

— Lembra quando eu cheguei no NCIS e eu mostrei aos agentes Dinozzo e McGee os arquivos diários no meu computador? — Respondeu Any com outra pergunta.

— Lembro. Você disse que era para relaxar a mente. – Respondeu Gibbs.

— Eu me dei conta que eu não deveria ter entrado para o cartel. Se eu tiver que morrer que seja fazendo algo bom. – Disse Any.

— Você nunca deveria ter entrado. – Disse Gibbs.

— Eu entrei para salvar a minha vida, mas acabei dando a alma para o diabo. – Disse Any. – Acredita em segunda chance agente Gibbs?

— Algumas pessoas realmente a merecem. – Disse Gibbs.

— Acha que eu mereço uma? – Perguntou Any.

— Já matou alguém? – Perguntou Gibbs.

— Nunca tive coragem. Carrego uma arma comigo para mostrar ao cartel quando posso ser durona e para manter mais algum tempo de vida e na única vez que me mandaram matar uma mãe e sua fila eu forjei a morte delas. Elas estão seguras no Brasil, com outro nome e em total segurança. – Respondeu Any.

— Então sim. – Disse Gibbs. – Você merece uma segunda chance. – Gibbs subiu as escadas.

Ele havia descoberto mais sobre a moça e descoberto que aquela pose de malvada e que mesmo ela tendo se infiltrado na agência ela nunca havia planejado machucar Abby. E que todo o tempo ela queria falar para ele. Ao receber as folhas do diário eletrônico da moça e ler um por um até o fim ele soube que ela sempre teve a intenção de ajudar só não tinha certeza de como contar.

Gibbs tinha a informação que precisava sobre Abby que ele tanto queria. Ele pensaria no que faria com Any depois de pegarem Abby. E ele faria qualquer coisa para salvar Abby.

A ofensiva havia começado e ele viriaria o jogo.

Notas finais
desculpa pelo capitulo longo. The Future é dividido em duas partes e a parte dois vai ser só sobre o resgate da Abby (finalmente)