Gibbs, Tony e McGee não conseguiam entender o que a nova agente tinha. Ela sempre chegava cinco minutos mais cedo e sempre estava digitando no computador e com seus fones de ouvido quando não tinham um caso ativo. Quando Any ia para campo ela ficava na dela com seus fones de ouvido.

Gibbs a olhava desconfiado. Ele não confiava na nova agente. Apenas Vance confiava nela. Nem Ducky ou Palmer demonstravam confiança.

Eles haviam chegado de uma cena de crime. Any como de costume sentou em sua mesa e ligou o notebook. Gibbs se aproximou.

— Posso conversar com você senhorita? – Perguntou Gibbs tirando o fone de ouvido dela.

— Já que me atrapalhou vamos lá. – Disse Any levantando. Ela fez um movimento para pegar o celular e os fones, mas Gibbs a impediu.

— Sem fones ou celular. – Disse Gibbs.

Ela ficou com raiva, mas seguiu Gibbs mesmo assim. Eles se sentaram na sala de descanso.

— Quem realmente é você? – Perguntou Gibbs

— Do que está falando? – Any não gostava do que estava ouvindo.

— Você caiu de paraquedas aqui na agencia. Uma semana depois da Abby ser dada como morta. – Disse Gibbs.

— Pergunta para o Vance. – Any se levantou e saiu.

Novo México.

Abby foi levada para outro lugar mais discreto. Julian havia contado sobre Gibbs saber que ela estava viva.

Abby estava em uma cela dormindo. Havia passado as piores situações em uma semana. Ela dormia sob efeito de um anestésico por causa das dores que sentia até na alma. Um guarda ficava ao lado de fora garantindo que ela dormisse sem tentativas de fuga. Ela sonhava com Gibbs vindo resgata-la daquele inferno.

Ela não conseguia acreditar em tudo aquilo. Mesmo dormindo ela ainda conseguia pensar.

Foram uma semana de tortura e ela não aguentaria outra semana.

Uma semana antes...

" George pegou uma cadeira que um dos assistentes estava trazendo para ele.

— Hora de começar. – Disse ele quando se sentou."

George olhou diretamente para Abby que estava assustada com tudo aquilo.

— Vai me fazer falar na marra? – Perguntou Abby

— Essa tina com água vai fazer o serviço. – Disse George.

— Eu não vou falar nada. – Disse Abby.

— Vamos ver. – Disse George. – Pode colocar ela na água. – Ordenou George para um dos homens que estavam com eles.

O homem pegou Abby com violência e a colocou na água. Ela tentava resistir e tirar a cabeça da água, mas o homem empurrava ainda mais para dentro.

Ela arou de respirar por algum tempo e voltou quase imediatamente quando ele retirou a cabeça da água.

— Isso pode acabar, Abby. – Disse George. – Basta me contar tudo sobre a NCIS.

— Nunca! – Gritou Abby. – Eles vão vir me resgatar.

— Acho difícil. – Disse George. – Oficialmente você foi encontrada carbonizada próximo ao capitólio.

Ele mostrou um jornal com a reportagem da falsa morte de Abby.

— Então acho meio difícil eles virem atrás de você. – George sorria com aquilo tudo.

Abby começou a chorar com tudo aquilo.

— Então. Vamos continuar? – Disse George. – Faça de novo.

O homem colocou a cabeça de Abby na água de novo.

— Está sentindo? – Perguntou George. – Está sentindo seus pulmões queimando? Logo você não vai conseguir respirar com tanta facilidade

O homem retirou Abby da água. Ela respirava forte e com certa dificuldade.

— Eles... Vão.... Te... Achar. – Dizia Abby com dificuldade.

— Você é tão forte. Tao determinada. – Disse George. – Você foi considerada morta Abby. Eles não vão mais atrás de você.

George ordenou que a levassem de volta para a cela.

— Arrumem isso tudo. – Disse George. Faremos de novo em duas horas.

Abby foi deixada na cela. Ela respirava rápido. A água gelada havia machucado seus pulmões.

George se sentou em seu escritório quando um dos capangas apareceu.

— Ela chegou. – Disse o homem. – Mando ela entrar?

— Sim. – Disse George se arrumando na mesa.

A porta se abriu novamente e uma mulher entrou. George deu um sorriso largo para aquela mulher.

— Quanto tempo. – Disse George abraçando a moça.

— Corta essa de abraço George sabe que eu não gosto disso. – Disse ela se sentando.

— Sabe porque eu te chamei aqui né? – Perguntou George.

— Disseram alguma coisa sobre me infiltrar em uma agencia federal. – Disse a moça.

— Estou tentando dissuadir uma agente deles. Eu falsifiquei a morte dela, mas preciso de alguém lá dentro. – Disse George passando uma pasta para a mulher.

— E quer que seja eu. – Disse a moça.

— Não importa quem é você. O que importa quem você será para eles. – Disse George.

— Estou vendo que esse agente Gibbs é um tanto desconfiado demais. – Disse a Moça.

— Ele não vai ser problema. – Disse George. Ele passou outra pasta para a moça. – Esse é o seu disfarce.

A moça abriu a pasta e leu a ficha com seu nome.

— Any McCarthy. Americana, filha de pais brasileiros, criada no Brasil até os 19 anos. Voltou para os EUA logo após a morte dos pais. Tentou ingressar no FBI sem sucesso. – Disse Any. – Realmente bom esse disfarce. É claro que meu primeiro nome ficou igual, mas o McCarthy ficou meio em desacordo. Se ela for filha de pais brasileiros ela precisa de um sobrenome brasileiro.

— Está certo. – Disse George. – Qual o sobrenome mais diferente de todos os outros?

— Eu fiz uma pequena pesquisa sobre sobrenomes brasileiros há alguns anos atrás. Para o caso de ter que usar algum dia. Nunca se sabe. O Brasil é um ótimo mercado de drogas e o menos usado e com diversas grafias é Isoton. É uma mistura de Brasil e Itália.

— É um sobrenome ótimo. – Disse George. – E perfeito para o momento.

Any saiu do escritório de George.

— Devemos evitar contato durante algum tempo. – Disse Any. – Acho que para tudo isso funcionar. Enquanto tente extrair algo da agente.

— Farei isso. – Disse George. – Traga a prisioneira. – Falou elo interfone quando Any saiu.

Abby foi levada de volta a sala.

— Vamos continuar de onde paramos. – Disse George. – Acho que já ouviu falar em afogamento simulado, não é?

Abby não falou nada.

— Uma técnica usada pela CIA em terroristas para extrair informações. – George pegou um pano. – Consiste em colocar um pano na face da pessoa. – Ele colocou o pano na cara de Abby. – E jogar água. – George pegou um copo de água em cima de Abby. – Dizem que funciona, mas quero ver se dá resultados.

Os pulmões de Abby queimavam ainda então ela não conseguia dizer nada.

— Comece. – Disse George.

George parecia se divertir com o sofrimento de Abby. Ele queria aquelas informações de qualquer jeito. Ele faria qualquer coisa para te-las.