Dias perfeitos.

6 Dangerous Games


Notas iniciais
embora eu saiba que muitos vão me xingar por matar a Abby ai vai um spoiler: ela não morreu de verdade e tem um motivo muito mas muito bom para essa falsa morte e para a chegada da agente Any ao NCIS. (e sim a agente Any é uma personificação minha na série)

Gibbs, Tony e McGee saíram do prédio. Apesar da ordem de Vance de que não deveriam tomar nenhuma decisão precipitada. Eles não conseguiram cumpri-la. Como se Gibbs se importasse com o que aconteceria a si mesmo. Se Gibbs tivesse sido consultado sobre a missão de Abby e a decisão de manda-la para uma missão disfarçada num dos carteis mais cruéis do Novo México.

Gibbs realmente queria comer o fígado de quem mandou Abby para essa missão. Ele a protegeria de tudo e todos. Infelizmente ele não conseguiu protegê-la desse perigo. E ele se sentia mal o suficiente para matar alguém a sangue frio. Se a Abby estivesse viva no final ele não se importaria em perder a própria carreira

Gibbs, Tony e McGee seguiram para o Novo México. Tony ligou para Vance avisando sobre a viagem.

— Como assim estão indo para o Novo México? – Gritou Vance ao telefone.

— Foi uma coisa de ultima hora. – Disse Tony. – Vamos tentar resgatar Abby.

— Vou mandar alguns agentes para encontra-los quando chegarem. – Disse Vance. – E isso não é um pedido. É uma ordem. – Vance desligou sem dar a Tony tempo de contraria-lo.

— O que ele disse Tony? – Perguntou Gibbs.

— Vai mandar alguns agentes para nos encontrar no Novo México. – Disse Tony.

— Que ótimo. – Gibbs estava sendo irônico.

McGee estava quieto durante toda a viagem.

— O que você tem Timothy? – Perguntou Gibbs.

— Eu a amo. – Disse McGee. – E não disse a ela.

— Quem você ama McGee? – Perguntou Gibbs. – Você ama a Abby?

— Sempre amei. – Disse McGee. – E vou continuar amando.

Gibbs e Tony se olharam sem falar nada um para o outro. Eles sabiam que Timothy nunca havia deixado de amar Abby.

— Vamos encontra-la McGee. – Disse Tony. – E você poderá falar para ela o que está sentindo.

Novo México.

Abby foi levada para uma sala vazia. A não ser por uma única cadeira no centro da sala com uma bacia grande cheia de agua e gelo. George estava de pé em frente a cadeira. Abby foi colocada sentada e amarrada com as mãos para trás. Ela sabia o que estava por vir.

— Vai me obrigar a falar com afogamento simulado? – Perguntou Abby.

— Uma pena que você irá morrer. – Disse George. – Eu realmente achei você uma moa muito especial. O jeito que você assumiu a identidade de Elisabeth... Estou muito impressionado.

— Acha que afogamento simulado irá resolver alguma coisa? – Perguntou Abby.

George deu um tapa em Abby que abriu um pequeno corte por causa do anel que ele usava.

— Canalha! – Gritou Abby. – Se sente mais macho agredindo mulheres? Você e um bosta.

Abby levou outro tapa.

— Posso ficar fazendo isso o dia todo. – Disse George. – Seja mais respeitosa.

George pegou uma cadeira que um dos assistentes estava trazendo para ele.

— Hora de começar. – Disse ele quando se sentou.

Washington D.C

Vance estava no telefone com agentes do FBI do Novo México. Ele tentava pedir alguma ajuda.

— Eu sei que cooperação ente agências federais não é bem o nosso forte. – Disse Vance. – Mas uma agente nossa está em perigo.

— Não há nenhum meio da gente ajudar você... O cartel Los Guapos já tentou matar um agente de Washington. — Disse um homem do outro lado da linha. – Sabia que ele está ainda em recuperação?

— Sim. Eu sei disso. – Disse Vance. – Mas ela está em muito perigo. Foi sequestrada pelo chefe do cartel e se ela morrer... –Vance ameaçou o homem ao telefone.

— Vai tentar nos matar, Agente Vance? – Perguntou o homem.

— Não sou um agente qualquer. – Disse Vance. – Sou o responsável não apenas pela agência, mas por todo mundo aqui na NCIS.

— Ela é importante para você, não é? — Perguntou o homem.

— Sim. E eu tenho culpa nisso tudo. – Vance estava com a voz embargada. – Eu a pressionei para ir nessa missão disfarçada e agora ela está em perigo.

— Vou falar com os agentes de Washington. Posso chamar o pessoal da BAU também. – Disse o homem. – Eles lidam muito bem com casos assim.

Vance parecia melhor.

— Estarei aguardando ansioso. – Disse Vance desligando o telefone.

Gibbs, Tony e McGee estavam de volta a sede. Gibbs entrou nervoso no prédio e jogou sua arma e seu distintivo longe deixando eles caírem no chão da sala. Ele se sentou nervoso.

— Não acredito no que aconteceu. – Disse Gibbs. – Eu deveria tê-la protegido.

Vance desceu até o Bullpen. Ele queria saber o que havia acontecido.

— Agentes. Porque estão de volta? – Perguntou Vance.

— Acharam o corpo de Abby perto do capitólio. – Disse Gibbs.

— E como eles sabem que é dela? – Perguntou Vance.

— Impressões digitais. Foi o que sobrou. – Disse Gibbs. – O corpo foi queimado. Só sobraram as pontas dos dedos.

— O corpo está vindo para cá diretor. – Falou Tony.

McGee não parecia estar bem. Ele levantou e foi até o banheiro. Tony o seguiu e viu quando ele deixou-se cair ao lado de uma das cabines. Ele se sentou ao lado de McGee e ambos começaram a chorar.

Gibbs vi quando Ducky vinha chama-lo.

— Sinto muito, Jethro. – Disse Ducky.

Gibbs seguiu Ducky até a autopsia. Havia restos de um corpo queimado em cima de uma das mesas. Gibbs deixou-se chorar vendo aquela cena. Ele se aproximou do corpo queimado e sentiu que o mundo havia caído a sua frente.

— Terei os resultados mais rápido que o normal, Jethro. – Falou Ducky.

— Eu perdi Kate, perdi Jenny, perdi meu pai, pedi a Ziva e agora a Abby. – Disse Gibbs. – Quando eu vou ter uma vida sem mais perdas?

— A vida é feita de perdas. – Disse Ducky.

— Abby não merecia esse fim. – Disse Gibbs. – Quero dar a ela um fim digno. Por favor. Quando acabar eu quero sepulta-la ao lado da Shanon e da Kelly.

— Isso será arranjado Jethro. – Disse Ducky.

Vance apareceu na autópsia e baixou a cabeça ao ver o corpo queimado.

— Foi tudo minha culpa, Gibbs. – Disse Vance.

— Não. Foi culpa do secretario Jarvis. – Disse Gibbs. – Ele obrigou Abby a ir nessa missão.

Gibbs se virou para sair.

— Eu quero aquele filho da puta do George Foyet numa cadeira elétrica. – Disse Gibbs.

Gibbs saiu e entrou no elevador e desabou quando as portas fecharam e ele estava sozinho.

Ducky havia arranjado todos os detalhes do funeral de Abby. Ela sentiria orgulho das flores pretas e das caveiras decorando o caixão. Gibbs não saia de perto do caixão. Tony parecia ter dormido muito pouco desde que aquilo havia acontecido. McGee estava inconsolável.

Palmer não conseguia esconder a tristeza da perda da amiga. Ela foi sepultada ao lado de Shanon e Kelly como Gibbs queria. Luca não podia acreditar em tudo aquilo. Kyle não havia convivido tanto assim com Abby, mas estava muito mal.

Vance deu uma semana de folga para todos. Ele mesmo precisa se recuperar. O secretário Jarvis pouco caso fez daquilo.

Washington 1 semana depois...

Fazia uma semana desde que Abby havia morrido. Gibbs não saia de seu porão desde então a não ser para usar o banheiro ou comprar mais uma garrafa de Bourbon. Ele sabia que a folga estava acabando e que ele teria que voltar para a agência. Vance havia ligado no dia anterior e avisado que uma nova agente iria se juntar a eles. Vance disse para Gibbs chegar mais cedo para apresentá-lo a ela.

Gibbs chegou a agência mais cedo. Passou pelo mural dos agentes falecidos em combate. A foto de Abby estava já lá. Havia sido colocada a uma semana. Gibbs então olhou para as de Kate Jenny, Ziva, Mike e de tantos outros que havia partido em serviço. Ele seguiu para a sala de Vance esperando encontrar a nova agente.

Gibbs bateu a porta e esperou. Nem ele se reconhecia depois da morte de Abby.

— Entre. – Gritou Vance do outro lado.

Gibbs entrou e encontrou uma mulher junto de Vance.

— Agente Gibbs. Lhe apresento a Agente especial Any. Ela vai se juntar a sua equipe como agente de campo. Vamos ter uma cientista forense nova daqui a alguns dias então até lá o agente McGee pode segurar as pontas.

— Muito prazer. – Disse Any.

— Prazer é todo meu, agente Any. – Disse Gibbs.

A agente Any era perseguida pelos seus próprios demônios. Uma infância complicada, algumas marcas profundas demais para serem ditas a qualquer um. Era tímida e retraída, mas estava aprendendo a confiar em pessoas novas. 21 anos recém completos. Filha de pais brasileiros que se mudaram quando ela tinha seis meses para o Brasil. Havia ficado por lá toda a adolescência. Adora fones de ouvido o que não seria um problema se fosse controlado. Era o maior sonho dela entrar em uma agência do governo.

Gibbs a levou para o Bullpen onde Tony e McGee já esperavam Gibbs. Eles viram a nova agente e já trataram de se apresentar. Any olhava atenta para a sala grande e laranja.

— Prazer. – Disse Tony apertando a mão de Any. – Agente muito especial Tony Dinozzo. É um prazer conhece-la.

— É um prazer também para mim Agente Dinozzo. – Disse Any apertando a mão de Tony.

— Pode me chamar de Tony. – Disse Tony.

— Está certo Tony. – Disse Any.

— Agente Especial Timothy McGee. – Disse McGee apertando a mão de Any. – Mas pode me chamar de Timothy do de McGee.

— Muito prazer. – Disse Any. – Onde posso me sentar?

— Naquela mesa. – Disse Gibbs indicando a antiga mesa de Ziva. – Pode usa-la.

Any se sentou na mesa e tirou um laptop. Tony reparou na imagem que protegia a tampa do notebook. Uma imagem de um gatinho com a língua de fora. Ela tirou um fone de ouvido e um fio comprido.

— Pensei em escrever um pouco enquanto não temos um caso. – Disse Any. – Algum problema?

— Você escreve? – Perguntou McGee.

— Me faz pensar melhor sobre alguns fatos da minha vida. – Any abriu uma pasta em seu computador. – Estão vendo esses documentos? São diários. Escrevo todas as noites uma ou duas páginas para poder me sentir bem e deixar tudo de ruim que aconteceu longe da cama. Assim eu consigo dormir bem.

Era a primeira vez que Any dividia seus sentimentos tão abertamente para pessoas que havia acabo de conhecer.

— Acompanhei as notícias sobre a Abby. – Disse Any, indicando que conhecia Abby. – Ainda não acredito que ela morreu.

— Nem nós. – Disse Gibbs. – Ainda temos que pegar o safado do George.

Gibbs subiu até o MTAC. Alguém o chamava com urgência em uma vídeo conferencia.