Dias melhores estão por vir.
8 Capítulo 8
Notas iniciais
A demora foi absurda, eu sei. Espero que me perdoem, mas estou sem internet.
Em compensação o capítulo está enorme.
Agradeço a TODOS pelos reviews, li cada um com muito carinho e eu vou responder um por um assim que eu tiver tempo. Em especial agradeço a "hednah" e "Raquel Vieira" que favoritaram a história.
Essa capitulo é dedicado a minha irmãzinha mais nova, que acabou de ser passar na Federal em Jornalismo!
Beijos seus lindos e boa leitura.
Dojo Anbu
– Irei te ensinar agora como segurar, golpear e defender com as katanas, é algo muito simples e fácil de aprender. Tudo depende de seus pés e sua postura, ao contrario do que a maioria das pessoas pensam, a força não vai alterar em nada aqui. – Naoto falava de frente para Hinata. – Sua postura tem que se manter ereta sempre, assim quando você conseguir da o golpe final, ele vai perfurar ou rasgar o corpo do adversário com muita facilidade. Empunha a katana. — Naoto rodou as katanas em sua mão, para demonstrar habilidade. O rosto de Hinata brilhou fascinado com aquilo, por trás da máscara. — Uma atitude assim pode parecer mesquinha e arrogante, mas é pressão psicológica e faz total diferença em uma batalha, demonstra que você possuiu habilidade com as katanas e seu adversário fará de tudo para tira-la de sua mão, ai que entra seus jutsos, por isso eu recomendo que você aprenda uma variedade de jutso e aprimore cada um deles, e os que você já tem também. Eu não irei te ensinar a sincronizar katanas com seus jutsos, isso é com você. E hoje não quero que utilize o Byakugan.
Naoto golpeou Hinata de forma simples e a menina defendeu com sucesso, mas um pouco desajeitada.
– Preste atenção nos pés. Eu lancei meu pé direito para frente para atacar, lance o seu esquerdo para trás para defender com mais sucesso. De novo.
Assim Naoto começou a atacar Hinata cada hora com uma katana, que defendia com perfeição, mas Hinata já estava saindo do dojo e seu senpai continuava a atacar, Hinata esperou ele atacar, lançou as katanas para cima e fez o selo do javali, sumiu da frente de Naoto, reaparecendo no centro do dojo com as katanas na mão.
– Muito bom Koohai! – Naoto falo rindo.
– Arigatô senpai.
– Vou te ensinar a atacar agora. — Ele falou, se aproximando de Hinata. – Ao contrario da defesa, seu passo deve ser pequeno, pois se você der um passo muito longo, fica muito vulnerável a um contra-ataque, e a chance de sucesso de seu adversário ser bem sucedido é muito grande. Então o passo curto é uma prevenção.
– Para que se eu tiver que recua fique mais simples e a distancia entre meu adversário maior, me dando mais possibilidades de estratégias. – Completou Hinata.
– Exato, começa.
Hinata tentou o golpear duas vezes.
– Olha, quando mirar seu alvo, deixa a lamina de lado, sempre ela tem que estar deitada em relação ao alvo. Continue.
Eles continuaram por horas, quando pararam já havia anoitecido e havia uma figura de cabelos roxos, uniformes da anbu com a máscara de máscara de gato com três listras vermelhas, uma vertical na testa e duas horizontais uma em cada bochecha, escorado em um dos pilares do dojo, os observando.
– Sua koohai Naoto? – Perguntou o ninja, quando os dois haviam parado de treinar.
– Hai. – Respondeu
– Quando vai ser a apresentação na anbu?
– Daqui a dois dias, no sábado.
– Hm... Então no dia seguinte já posso treinar com você. – Disse olhando diretamente para Hinata. – Se você me permitir, é claro! – Agora disse olhando para Naoto.
– Claro, só que eu estarei supervisionando. – Disse Naoto. – Nos treinamos todos os dias a tarde, depois do almoço até o anoitecer. – Informou. – Agora estamos indo. Oiassumi-nassai.
– Oiassumi-nassai – Despediu Hinata, um pouco apreensiva.
– Oiassumi-nassai. – Respondeu a figura.
Os dois subiram as escadas, e Hinata se lembrou do livro que tinha prometido ao Naruto ao passar pela biblioteca. Subiram mais uma escadaria e Hinata parou diante do escritório de Tsunade.
– Tenho que falar com a Hokage-sama, senpai. – Informou Hinata.
– Ok, Oiassumi-nassai e se prepare bem. – Despediu e preveniu Naoto.
– Oiassumi-nassai. – Hinata falou, batendo à porta.
Ao ouvir um “Entre” da Tsunade, entrou com cautela no escritório.
– Em que posso ajudar Kei?
– Tsunade-sama, eu preciso de algum livro sobre selos. – Informou Hinata. – O novo jutso, é completamente baseado em selos, precisa de um conhecimento intermediário no assunto para conseguir completar com perfeição.
Hinata disse um pouco em códigos, pois Shizune estava na sala, e não sabia se ela tinha conhecimento, afinal Tsunade mandou sigilo total sobre o assunto.
– Sim, compreendo. Você tem acesso total a minha biblioteca. – Disse Tsunade, sem nem pensar muito sobre o assunto. Confiava em Hinata. – Shizune a chave.
Shizune tirou do pescoço uma longa corrente que na ponta continha a chave. Ficava escondida dentro do sutiã. Entregou para Hinata.
– Tsunade-sama, eu terei que tirar exemplares de lá. – Hinata disse, um pouco preocupada.
– Fique a vontade, apenas tome cuidado com cada um. Tem exemplares que só existe lá. – Recomendou a Godaime.
– Hai. Arigatô Tsunade-sama. Oiassumi-nassai. – Disse Hinata saindo.
– Só uma coisa Kei, recomendo a seção dos clãs, para esse assunto em específico o clã Uzumaki é perfeito, afinal era um especialista no assunto. – Completou Tsunade. – Já pode ir.
Hinata saiu do escritório, e seguiu para a biblioteca. Destrancou a porta, e abriu apenas um dos lados da porta dupla para entrar, acendeu a luz e fechou cuidadosamente a porta trancando-a novamente. Não queria que ninguém entrasse ali sem ela perceber. Olhou para frente e ficou maravilhada com o tamanho daquele lugar, era imenso e deveria ter 5 vezes mais livros que a biblioteca publica, e bem no meio da sala havia uma mesa imensa, do lado oposto a porta, havia uma janela muito grande que dava para o pé da montanha dos Kokage aquela sala estava no térreo.
A Hyuuga andou entre as prateleiras lendo os nomes das seções, havia muitas seções de variados assuntos. Ela chegou uma prateleira que estava na lateral da sala, encostada na parede, era a quarta prateleira com a seção Clãs que tinha visto, passou olhando um por um: Uchiha, Nara, Hatake, Hyuuga, quando leu o nome de seu clã parou e olhou analisando a quantidade de livros que tinha, a prateleira começava a altura de sua cintura e ia até o teto, abaixo havia portas de armário, era assim em todas as prateleiras. Hinata abaixou-se e abriu a porta do armário abaixo do nome de seu clã, a área destinada a seu clã era grande, assim como a dos Uchiha, enquanto a maioria possuía uma porta de armário, duas no máximo, a do clã Hyuuga e do clã Uchiha, possuíam quatro portas, de tantos livros que havia. Ao abrir a porta do armário, viu cinco gavetas. Abriu uma das gavetas, viu muitos pergaminhos.
– Então em cima são os livros e embaixo pergaminhos. – Hinata falou para si mesma, em voz baixa.
Fechou a gaveta e o armário, levantou-se e foi concluir seu objetivo. Continuou olhando, procurando pelo clã Uzumaki. Não estava na prateleira do fundo, então voltou o mesmo caminho olhando a prateleira que estava de frente, para que ela acabara de verificar. E bem em frente a de seu clã, estava “Uzumaki”, a área do clã Uzumaki ocupava três portas, Hinata passou o dedo por cada titulo que estava ao seu alcance, tinha livro de todos os assuntos: habilidades, aptidão, jutsos, talentos, historia do clã, acontecimentos marcantes, arvore genealógica. Nenhum sobre selos em sua altura, ela foi ate a beirada da prateleira, onde tinha uma escada que pertencia somente aquela e a deslizou até a área do clã Uzumaki, subiu e voltou a ler cada titulo, até que achou na penúltima fila : Uzumaki. Especialidade: SELOS I; Uzumaki. Especialidade: SELOS II; Uzumaki. Especialidade: SELOS III. Hinata pegou o primeiro e leu o sumario do livro, pegou o segundo e fez o mesmo.
– Provavelmente ele terá que saber os dois, mas o segundo depende do primeiro. – Pensou Hinata.
Colocou o segundo de volta à prateleira e desceu as escadas rumo à saída. Pretendia voltar para saber mais sobre o seu clã. Hinata saiu e trancou a porta e fez o selo do javali, apareceu ao mesmo telhado que na noite anterior. Dessa vez, a luz que vinha da janela não estava acesa, mas por baixo da porta dava pra ver uma claridade. Hinata entrou pela janela e foi para a cozinha, que estava estranhamente mais arrumada que qualquer outra parte da casa. Naruto estava sentado de frente para a mesa, com o pergaminho do jutso aberto a sua frente, dois pergaminhos que pareciam novos e estavam fechados ao extremo da mesa, e no outro extremo havia um pergaminho fechado mas que já deveria ter sido usado, e perto do pergaminho do jutso havia um no qual Naruto estava escrevendo.
– Naruto-san? – Chamou Hinata.
– Kei? – Respondeu ele da mesma maneira, mas com um sorriso de orelha a orelha. – Estava esperando você! Olha eu arrumei a cozinha hoje de manhã para eu poder estudar melhor. – Disse Naruto todo animado. – Sabe, eu não gosto de estudar, é muito chato! Mas se for para aprender um jutso do meu pai, o jutso que fez ele ter o apelido de raio dourado de Konoha, vale a pena.
– É, esse jutso é realmente muito valioso. Com toda certeza que ele vale a pena. – Respondeu Hinata, com uma alegria invadindo seu coração. – Então, a que conclusão você chegou?
– Olha, tudo que eu entendi, eu coloquei nesse pergaminho, mas não olha tá tudo rabiscado. – Ele falou ficando um pouco vermelho. – Hoje eu passei o dia inteiro estudando ele, só sai pra ir ao tio Ichiraku para comer um lamen de porco, e depois voltei para cá pra voltar a estudar ele, mas realmente é difícil entender esses selos.
Hinata sorriu por trás da mascara, e estendeu a mão colocando o livro sobre a mesa.
– Esse é um dos livros de seu clã. – Ela falou olhando nos olhos de Naruto. – Posso me sentar?
– Áh, é claro tebayo! – Confirmou Naruto. – Do meu clã?
– É, e existem mais dois como continuação. É inteiramente sobre selo, seu clã era especialista no assunto. E provavelmente você terá que aprender até o volume dois, mas eu recomendo você aprender o terceiro também, afinal um Hokage tem que saber essas coisas.- Hinata falou sorrindo, e com uma voz muito agradável e doce, na qual Naruto adorava escutar, mesmo que aquela mascara abafasse um pouco a fala dela. – Mas o lado bom, é que ele não é muito grosso, porem é muito detalhado, você terá que prestar o máximo de atenção.
– Hai.
– Posso dar uma olhada nas suas observações e conclusão? – Hinata perguntou olhando para o pergaminho fechado.
– Pode, mas não ri. – Disse Naruto entregando o pergaminho. – Eu não sou muito bom em estudar.
Hinata sorriu.
– Mas será, pode ficar tranquilo.
Ela abriu o pergaminho e leu as anotações do Naruto, tinha muita coisa rabiscada, e não fazia muito sentindo o que escreveu, ele realmente não sabia estudar. Hinata fechou o pergaminho, e pegou os pergaminhos que estavam estendidos sobre a mesa e os fechou. Abriu um dos novos, e o livro.
– Naruto-san, você deve ser organizado em suas anotações, afinal elas são um meio de consulta rápida. – Hinata se levantou e foi para atrás de Naruto. – Olha, você vai escrever “Capítulo 1 – Objetivo dos selos” e escrever apenas o principal sobre o capitulo, aquilo que realmente for relevante. – Hinata disse, apontando para o capitulo e depois para o pergaminho. — Depois “Capitulo 2 – Significado da escrita” esse capitulo será um pouquinho maior, mas será de extrema importância.
Naruto ficou com o coração disparado ao sentir ela tão perto de si, mas se concentrou para escutar o que dizia.
– Hai, acho que entendi. – Respondeu Naruto.
– Se você se dedicar muito, e fizer direitinho. Amanhã eu te conto um segredo, uma coisa na qual eu acho que vai acontecer. – Disse Hinata rindo. – Mas você terá que fazer o livro todo, são só 5 capítulos. Recomendo ler todo o capitulo primeiro, e depois voltar no inicio e reler fazendo observações
– Eu farei tudo dattebayo! Só não sei se vou ler duas vezes, é muito chato isso. – Naruto falou rindo de orelha a orelha novamente, e encontrando os olhos de Hinata que estava acima de sua cabeça.
Escutaram uma batida na porta, Naruto olhou para Hinata.
– Quem pode ser? Ninguém vem aqui. – Disse Naruto, desfazendo o sorriso.
Hinata já sabia quem era, sentiu o chakra de longe. Ela deu três passos para trás, quase entrando no banheiro que estava atrás dela, não poderia usar chakra para sair dali, se não o visitante iria descobrir quem era ela, e sua “missão” seria entregue.
– Fica ai, não vou deixar ninguém entrar. – Sussurrou Naruto indo em direção à porta.
Naruto abriu a porta, apenas um feixe, o suficiente para ver que é, e a pessoa ver seu rosto. Seu coração gelou quando viu quem era, ficou pasmo.
– Ei Naruto. – A voz fina e delicada da rosada invadiu a casa.
Naruto nada respondeu, ficou olhando a garota, o que ela estava fazendo ali?
– Posso entrar Naruto? – Perguntou Haruno
– Não. – Respondeu Naruto sem pensar.
– Como é que é Naruto? – Gritou empunhando as mãos.
– Que... Quero dizer, eu to me preparando para uma missão, que é daqui a cinco minutos. Então eu to muito atrasado e sem tempo. Sabe como é né, deixo tudo para depois. – Disse levando uma das mãos para atrás da cabeça.
– Ah... então depois agente se fala, quando voltar vai até o hospital ou até minha casa, precisamos conversar. – Sakura falou com um sorriso e deu um beijo no rosto do menino.
Naruto ficou muito vermelho e sem graça, enquanto Hinata sentiu o estomago embrulhar de tristeza e decepção.
– Tchau. – Respondeu Naruto fechando a porta e olhando para Hinata, que permanecia imóvel.
Os dois se olharam por um tempo, Hinata não conseguiu dizer uma palavra sequer por mais que tentasse, Naruto estava em choque.
– Então, eu já vou indo. – Disse Hinata caminhando para a janela da cozinha.
– Não, espera! – Pediu Naruto, tarde demais. Hinata já havia sumido. – Kuso, kuso, kuso...
Naruto olhou para a janela, por onde ela provavelmente saira. Ficou imaginando o que Sakura queria com ele, e o que Hinata havia pensado. Olhou para o livro em sua mesa e se sentou, iria fazer tudo o que ela disse, pelo menos teria um assunto para puxar quando ela voltasse no dia seguinte, para tentar amansá-la.
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Floresta
Shikamaru olhou para a loira que estava tentando acender a fogueira, respirou fundo e deu alguns passos na direção que olhava e sentou no frio gramado próximo a fogueira, retirou do bolso do colete que vestia um maço de cigarros e um isqueiro.
– Desse jeito você não vai acender nunca. – Shikamaru falou olhando para Ino, enquanto acendia o cigarro.
– Você realmente não deveria fumar Shikamaru. – Retrucou Ino.
Shikamaru pegou o galho mais seco que estava na “fogueira” de Ino e acendeu o isqueiro colocando fogo nele, assim que pegou fogo o juntou a montanha de galhos para que os outros acendessem também.
– É assim que se acende uma fogueira. – Deu um trago no cigarro e olhou com um sorriso de canto para Ino, um sorriso muito charmoso.
Ino olhou para o amigo que levava o cigarro na boca e balançou a cabeça em negativa com as sobrancelhas arqueadas da fala anterior e virou de costas.
– Arh, Ino. – Chamou o moreno.
A loira se virou devagar, e olhou para Shikamaru o incentivando a continuar sua fala.
– Nos temos que conversar. Onde esta o Sai?
– Ele foi enviar mais animas para a fronteira. – A loira respondeu, se sentando de frente para Shikamaru do lado oposto das chamas.
– Ino, eu realmente sinto muito. Eu não deveria...
– Shikamaru, quando um não quer, dois não brigam. Pode ficar tranquilo que o que aconteceu ontem foi assentido por mim. – Interrompeu Ino, ela realmente não queria escutar aquele papo. – Eu não sou uma criança, sei tomar minhas decisões, e se eu não quisesse era só ter parado você, mas não o fiz. Então não tem que ficar com a dor na consciência. – Completou Ino, com uma expressão seria.
– Tsc. Mas foi eu que comecei com tudo. – Tenta se justificar.
– E eu consenti, Shikamaru! Você não me obrigou a nada. Não fique se matando por isso, eu realmente gostei de ontem Shika... – Ino falou com doçura.
– Você é minha melhor amiga, e agora esta estranha comigo. E eu não quero que nossa amizade acabe.
Ino sentiu um nó na garganta se formar, mas buscou forças no seu interior.
– Shika, eu sei que seu coração pertence à Temari, afinal quem não sabe disso? – Ino sentiu que seu coração iria sair pela boca. Ela se levantou e deu a volta nas chamas, que agora estavam altas, e se abaixou perto de Shikamaru e sussurrou em seu ouvido. – Eu vou continuar sendo sua amiga, o que aconteceu aqui, vai permanecer aqui. – E deu um beijo na bochecha do moreno e seguiu para sua barraca.
Shikamaru fechou os olhos, tentando entender o que acabou de acontecer.
– Tsc. Mulheres são realmente problemáticas. – Murmurou para si mesmo, e deitou olhando o céu, que agora estava repleto de estrelas.
Shikamaru ficou perdido em seus pensamentos, analisando cada detalhe daquela conversa, e seus pensamentos traiçoeiros o levou para a noite anterior, o moreno sentiu seus músculos se contraírem e um arrepio gelado passar por sua espinha. Ele olhou para a cabana de Ino que estava acessa, e viu a sombra da garota se despindo. Suspirou fundo.“Puta merda, o que eu faço agora?”
Foi então que se deu conta, de que ele não desmentiu Ino, quando ela disse que o coração dele, pertencia a Temari. “Será que pertence?” Shikamaru balançou a cabeça, na tentativa de tirar aquele pensamentos de sua mente traiçoeira, “É Otoosan, bem que você disse que não da pra viver sem as mulheres, agora eu entendo.”
O moreno se levantou e foi até a barraca de Ino, encontrou a menina sentada sobre o colchonete amarrando a sandália ninja em sua perna, agora vestia uma roupa de frio, com uma capa por cima, ficou parado olhando para ela que continuava atenta em sua tarefa.
– Pode dormir na minha barraca, eu cubro seu turno na vigia. – Falou Shikamaru com as mãos no bolso e a cabeça baixa.
– Não, pode dormir. Hoje é meu turno. – Respondeu Ino. – E eu já arrumei a barraca, não vai entrar mais nenhum animal nojento, nem peçonhento aqui. – Ino olhou para Shikamaru com um sorriso.
– Quando você arrumou? – Shikamaru tomou coragem para encarar a loira, e viu um sorriso lindo no rosto da companheira.
– Durante a tarde. – Ino se levantou, e estava desviando de Shikamaru para sair, quando sentiu a mão firme de Shikamaru em seu braço.
Shikamaru segurou o braço de Ino, e os dois se olharam nos olhos.
– Eu não sei se te quero apenas como amiga. – Sussurrou.
Ino sentiu aquelas palavras entrarem em seus ouvidos e tomando conta de seu corpo, sentiu um leve arrepio passar por sua nuca, fechou os olhos tentando assimilar o que ele havia falado. Sentiu um nó na garganta “não sei” essas palavras ecoaram em sua mente, Ino abriu os olhos e Shikamaru encarou aquelas esferas azuis brilhantes.
– Então só fale a respeito disso, quando tiver certeza Shika-kun. – Ela saiu da barraca e sentou-se ao redor da fogueira, o frio cortava a noite.
– Ino... – Shikamaru sentou-se próximo da menina.
– Shika, depois conversamos sobre isso. Agora durma. – Ino falou o encarando e logo desviou o olhar para o barulho que vinha da escuridão entre as arvores. – Pensamos que tinha se perdido, já íamos mandar uma equipe de busca, Sai. – Ino falou com um sorriso de brincadeira no rosto.
– Andei um pouco mais do planejado. – Disse Sai aparecendo entre as arvores.
Sai sentou-se junto aos companheiros e um silencio predominou ali, Shikamaru fez um bico por não estar mais sozinho com a loira, um clima tenso predominou no local.
– Estão com fome? Vou preparar algo para nós. – Disse Ino quebrando o silencio e se levantando.
Alguns minutos depois, os três estavam comendo e conversando.
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Distrito Hyuuga
Hinata chegou em seu quarto em questão de segundos, tirou a mascara e entrou no banheiro, tirou toda sua roupa e foi para o banho, chorando a ponto de soluçar, esperava que o som do chuveiro abafasse seu choro desesperado e muito constrangedor. Não queria que ninguém a visse dessa forma, chorou por uns 10 minutos, então respirou fundo e colocou seu rosto para cima para deixar a água cair sobre ele. Desligou o chuveiro e saiu, vestiu uma roupa de treino comum. E saiu de seu quarto, desceu as escadas e ao passar pelo pátio viu seu pai treinado com Hanabi, ele o olhou e deu o que Hinata poderia chamar de sorriso para ela, da forma dele é claro. Aquela atitude fez com que Hinata se sentisse melhor, seu pai estava orgulhoso, mas não foi o suficiente para melhorar seu humor.
A morena saiu do distrito Hyuuga, seguindo para casa de Tenten, queria saber como foi o treino e como ela estava, achava que ver a amiga se recuperando a alegraria. Chegou em frente a loja de armas de Konoha, que já estava fechada, bateu em uma porta que tinha ao lado, Tenten morava em cima da loja da sua família. Em poucos minutos, uma menina de cabelos castanhos amarrados em dois coques abriu a porta com um sorriso.
– Yo Hina – Tenten abraçou Hinata.
– Tenten, vejo que esta melhor. – Disse Hinata realmente feliz, estava certa de ir visitar Tenten, a fez bem.
– Entre Hina.
– Com licença. – Disse Hinata fazendo um sinal respeitoso ao passar pela porta, tirou as sandálias e subiu as escadas.
As duas entraram na casa, Hinata cumprimentou a família de Tenten e a seguiu para o quarto.
– E então Tenten, como foi o treino? – Perguntou curiosa, tinha esperanças em fazer o Sasuke socializar-se e ajudar com a autoestima de Lee e da sua amiga.
– Ah, foi muito estranho, tenho que confessar. Sasuke esta diferente, mas continua arrogante como sempre. E tenho a leve impressão de que Lee despertou um lado muito competitivo nele, foi até divertido.
As duas ficaram conversando por algumas horas sobre vários assuntos, Tenten estava muito mais animada, mas ainda tinha uma pontada de tristeza em seu olhar. Isso já era de se esperar, já que ela sentia algo mais por Neji, não somente amizade apesar de não confessar. Depois de algumas horas Hinata foi para casa e foi direto para sua cama, refletiu um pouco sobre o que aconteceu no apartamento de Naruto, sentiu uma lagrima rolar pela sua face, e adormeceu. A nova rotina de treino o dia inteiro estava cansando muito, e ela conseguia dormir muito mais facilmente, apesar de todos os sentimentos.
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Floricultura Yamanaka
– Sempre dedicada não é Hinata? – Uma voz doce e gentil veio de trás do balcão, a voz era de uma loira de cabelos lisos, e um lindo sorriso. A mãe de Ino.
– Ohayou Gozaimasu. – Cumprimentou Hinata.
– Bem que Ino me falou que você veio aqui todos os dias, desde que voltaram da guerra. – Continuou a sra. Yamanaka.
– Hai, todas as manhãs eu visito o memorial. – Respondeu Hinata gentilmente, enquanto pegava algumas flores. – Onde esta Ino?
– Ela foi para uma missão, deve voltar em breve.
– Hm.. – Hinata não coseguiu responder o desapontamento, queria conversar com a amiga. Afinal, desde que voltaram da guerra as duas conversavam todas as manhãs, se aproximaram muito.
– Eu peço a Ino para passar na sua casa assim que chegar. – Disse a loira, entregando as flores para Hinata, agora amarradas com um lindo laço. – Ela não deve demorar.
– Arigatô. – Agradeceu Hinata se afastando, pouco antes de sair deu um aceno breve para a mãe de sua amiga, que retribuiu o gesto.
Hinata não demorou muito no memorial, e seguiu ate a área de treino. Sasuke ainda não havia chegado então a Hyuuga se sentou a margem do rio escorada em uma árvore e deixou seus pensamentos criarem asas. Pensou em todos os acontecimentos nesses últimos meses, a invasão, a declaração, a promessa, a guerra, a morte, a decisão do clã, o Naruto, a Sakura, o Sasuke, a graduação para anbu, era tudo muita novidade, e tudo muito recente, foi muita coisa que aconteceu em tão pouco tempo. Ela sentia como se houvesse um furação em seu peito, e outro em sua mente, sentia uma vontade de gritar, de chorar, de correr, fazer alguma coisa para tentar colocar aqueles furacões para fora. Uma turbilhão de sentimentos em um redemoinho sem fim, fechou os olhos para apenas sentir o exterior e tentar acalmar seu interior. Sentiu o pesado chakra de Sasuke se aproximando.
Sasuke parou a poucos metros da menina sentada a margem do rio e ficou contemplando-a, “Ela é realmente linda” pensou.
– Para alguém que depende tantos dos olhos em uma batalha, é meio irônico gostar de ficar de olhos fechados. – Ironizou.
– Os enxergo mais como um fardo. – Hinata disse abrindo os olhos e se levantando.
Sasuke ficou sério e se aproximou da Hyuuga, ficou com seu corpo a um palmo do dela, o rosto dos dois estavam muito perto, a ponto da menina conseguir sentir a respiração quente e forte do Uchiha. Ela ficou totalmente sem reação, sentiu a mão grande e macia de Sasuke em seu queixo e o levantando gentilmente, fazendo com que ela o encarasse.
– Nunca mais diga isso, seus olhos não são um fardo e sim uma benção. – Sasuke olhou profundamente nos olhos da Hyuuga. – E são maravilhosos, não são comuns como castanho, verde ou azul. São duas perfeitas pérolas preciosas, seus olhos são 3p. – Sorriu com a piadinha ridícula que disse, e viu um esboço de um sorriso no rosto corado da Hyuuga. Aproximou sua boca do ouvido da menina e sussurrou. – Você é linda e poderosa Hinata, não deixe que ninguém te diga ou te faça sentir o contrario.
Sasuke sentiu que todos os cabelos da nuca estavam arrepiados, nunca esteve tão próximo de alguém, não daquela forma, mas gostava daquilo, aquela forma sedutora com que agiu. Engoliu seco, agira por impulso e agora estava em uma situação delicada, desejava com todas as suas formas morder aquela orelha, lutou contra aquele desejo e afastou sua boca dali, relutante como se alguma força não quisesse deixar. Voltou a encarar a Hyuuga, que agora parecia que ia explodir de tão vermelha.
Hinata sentiu um frio subir por sua espinha ao escutar a voz de Sasuke tão doce e sensual em seu ouvido, sentiu seu coração disparar sem saber o porquê. O misterioso Uchiha a sua frente a encarava intensamente. Sasuke sentiu vontade de beijar Hinata, morder seus lábios e sentir o calor do corpo escultural e delicado dela.
Hinata sentiu a mão forte e grande do Uchiha desliza sobre seu rosto de forma carinhosa e foi surpreendida quando ele pousou a mão em sua nuca, a puxando para si e sentiu um delicado e carinhoso beijo em sua testa. Hinata engoliu seco, não tinha reação.
Sasuke se afastou delicadamente encarando sua expressão indecifrável, não sabia e não tinha nem ideia do que a menina estava pensando. E tinha medo que aquele impulso dele fizesse com que ela afastasse de si.
– Acho melhor treinarmos na água. Para melhorar coordenação de chakra. – Sasuke falou, voltando ao seu habitual tom frio. – Vamos ver que não se molha primeiro.
– H-Hai. – Respondeu Hinata, tentando se recompor e seguindo até a água.
Os dois começaram a treinar, e com o passar das horas Hinata já havia superado o “incidente” de mais cedo. Ambos passaram horas sem cair dentro da água, sempre caindo de pé e conseguindo se manter acima da água, até o momento em que Hinata se descuidou e recebeu uma sequencia de chutes de Sasuke, a jogando em uma distancia razoável e afundando na água. Eles foram para a margem do rio novamente, se sentando na grama.
– Dessa vez você ganhou. – Disse Hinata sorrindo e tirando a jaqueta molhada.
Sasuke apenas sorriu em resposta e reparou nas faixas que estavam em ambos os braços, desde o ombro ao cotovelo, mas logo a visão da blusa arrastão e o top que vinha por baixo molhados o chamou mais atenção. Não havia decote, o top preto que ela usava por baixo tampava tudo, mas era muito volumoso.
– Ah, Sasuke... Eu esqueci de te falar, amanhã eu não vou poder treinar... Terei obrigações do clã para cumprir. – Hinata falava, enquanto torcia a jaqueta, na inútil tentativa de seca-la. — E hoje eu vou almoçar com a sensei.
POV’S SASUKE
Aah, idiota,idiota. Eu sabia.
Não devia ter feito aquilo, não devia.
Agora ela quer manter o máximo de distancia possível de mim.
Kuso, seu burro.
Como eu pude forçar tanto a barra?
É claro que ela iria se assustar comigo, é a Hinata! A tímida e doce Hinata.
O que eu faço agora?
POV’S OFF
– Gomen Hinata...
– Pelo que? – Perguntou Hinata sem entender.
– Por mais cedo, eu não deveria ter feito aquilo, mas você não precisa afastar e...
– Não é nada disso Sasuke. –Interrompeu Hinata, corando levemente por lembrar-se da cena que ele se referia. – Eu realmente tenho que fazer essas coisas, eu não to fugindo de você. – Hinata riu da situação. – Vamos fazer o seguinte, me encontra oito horas no parquinho, você vai me ajuda com meu hobby, já que você perdeu a aposta. Lembra? – A menina se divertiu com a cara de desespero que Sasuke fez ao se lembrar desse fato. – Agora eu tenho que ir, já que eu vou ter que passar em casa para me trocar. Até mais tarde.
– Até a noite. – Respondeu Sasuke se deitando na grama.
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Dojo Anbu
Hinata almoçou com sua sensei e seguiu direto para o dojo, Naoto já estava esperando por ela. Treinaram o manuseio da katana por algum tempo.
– Você realmente aprende rápido. Acho que você já poderia começar a revestir a katana com chakra e depois passar para chakra da natureza. Qual seu elemento do seu chakra?
– Eu não sei. – Respondeu Hinata completamente embaraçada.
Naoto arregalou os olhos e uma feição de desaprovação surgiu por trás da máscara.
– Bom, já passou da hora de aprender. Todos na anbu manipulam elementos da natureza, a grande maioria manipula 2 ou mais. – Naoto encarou Hinata, que agora colocava as katanas nas costas. – Você terá que aprender e rápido. Quanto ao manuseio da katana, acredito que você já está hábil, no entanto no domingo você irá treinar com o melhor ninja da folha quanto ao manuseio de katana. Recomendo que preste atenção em cada detalhe quero que você se torne a melhor. Afinal é minha koohai. Agora espere aqui.
Naoto sumiu, e em poucos minutos voltou com um pequeno pedaço de papel quadrado na mão.
– Você sabe para que serve isso?
– Para descobrir qual a natureza de chakra, é um papel feito de árvore alimentada com chakra da natureza.
– Suas notas na academia, fazem jus a você. – Disse entregando o papel para Hinata. — Coloca na palma da sua mão, e cobre com a outra.
Hinata pegou o papel e colocou na palma da mão, cobrindo com a outra por cinco segundos. Ao levantar a mão o papel estava partido ao meio.
– Kuso. – Resmungou Naoto. – Vamos ter que esperar até amanhã para começar a treinar seu elemento. Depois da apresentação eu irei arrumar um sensei para você. O lado bom, é que nos iremos formar uma boa dupla, já que meu elemento é fogo e o seu é vento. Vamos continuar então.
– A-Ah, senpai. Você podia me liberar hoje? – Hinata perguntou em um tom baixo, quase inaudível.
– Para quê?
– Porque eu queria procurar alguns jutsos do meu clã, para treinar. Alguns jutsos antigos, no qual não é passado adiante. – Hinata tirou a corrente com a chave de dentro do colete, mostrando-o. – Também gostaria de pesquisar sobre como manipular chakra da natureza, porque isso não é muito comum no meu clã.
– E por que não faz isso a noite?
– Porque na parte da noite, eu tenho cumprido uma missão dada por Tsunada-sama.
Naoto se manteve calado por alguns minutos.
– Ok, mas só dessa vez. Da próxima vez, vire a noite se for necessário. Dispensada.
– Arigatô senpai.
Dizendo isso, Hinata sumiu e em poucos segundos estava diante a porta da biblioteca, ela tirou do pescoço a chave e abriu a porta, entrou na ampla sala e trancou a porta novamente. Foi direto para a estante onde estava escrito clã Hyuuga e se sentou no chão, abriu a primeira porta do armário do seu clã. Abriu pergaminho por pergaminho, de cada gaveta daquele armário, e todos daquela porta eram sobre burocracia do clã, guardo em sua memória que outro dia voltaria para ler cada um deles detalhadamente, já que seria a líder do seu clã era sábio saber o que os velhotes do conselho sabiam.
Abrindo a segunda porta começou a ler novamente as três primeiras gavetas, eram explicações sobre as tradições do clã Hyuuga, e aquilo lhe interessava demais por causa da situação de seu casamento arranjado, ela passou o olho por cada pergaminho de maneira rápida, mas decidida que voltaria com mais tempo para ler e estudar cada um, para encontrar uma saída desse casamento. A quarta gaveta ela precisou de ler pelo menos dois pergaminhos para ver do que se tratava, quando entendeu que aqueles pergaminhos era acordos, contratos ou tratados que o seu clã possuía com a vila ou com outros clãs, até mesmo clãs de outras vilas. Quando pegou um pergaminho pequeno, que não era muito amarelado, mas também não era branco, Hinata se surpreendeu ao abrir.
27 de Dezembro, Konohagakure no Sato.
Tratado de Casamento
Clã Hyuuga e Clã Uchiha
Na presente data, ocorreu o nascimento da primogênita do clã Hyuuga, Hinata. O conselho de Konohagakure no Sato juntamente com os anciões dos clãs em questão e os atuais líderes Hiashi Hyuuga e Fugako Uchiha, decidiram em unanimidade acordar sobre o casamento que será realizado em exatamente 18 anos, com os primogênitos das famílias em questão. Uchiha Itachi, nascido dia 09 de Junho, hoje com 5 anos e Hinata Hyuga, nascida na data de hoje.
Ambas as famílias possuem linhagem sanguínea avançada, com donjutso poderosos, a junção de seus Kekkei Genkais é algo inédito e a Vila Oculta da Folha irá acompanhar o fruto dessa relação, a criança que esse casal formar, desde o nascimento até a sua próxima geração.
O documento estava assinado por todos, pelo Terceiro Hokage, pelos conselheiros da vila, e líderes e anciões de cada clã. O coração de Hinata disparou, se Itachi não estivesse morto, ela casaria com ele? Ela enrolou o pergaminho e voltou a ler os pergaminhos daquele armário, a última gaveta e a primeira do terceiro armário também possuía tratados, acordos e contratos. A segunda gaveta em diante havia técnicas e jutsos próprios do clã Hyuuga. Hinata pegou um pergaminho em que havia um jutso que ela nunca viu antes, o pergaminho era grosso e o jutso um pouco complicado. Pegou o pergaminho e guardou consigo, se levantou e fechou o armário.
Hinata seguiu até um prateleira próxima a mesa do centro da sala, onde estava escrito Técnicas de Ninjutso: Elementos, procurou onde estava a subseção Vento e pegou um livro na primeira prateleira da estante e seguiu até a mesa central. Ao terminar de ler aquele livro, Hinata tinha uma ideia por onde começar, afinal manipulação de futton era bem parecido com sua técnica Shugohakke Rokujuuyon Shoo, a sua técnica mais versátil por ser tanto ofensiva quanto defensiva. Quando usava como uma técnica de ataque, Hinata criava laminas muito finas e afiadas. E o principio da técnica de fuuton é basicamente a mesma, um largo sorriso tomou conta do rosto de Hinata. Ela voltou a estante e guardou o livro, pegou um pergaminho com técnica de fuuton simples e guardou consigo, seguiu até a área do clã Uzumaki e pegou a sequencia do livro para Naruto.
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Apartamento do Naruto
A janela da cozinha era a única aberta e foi por onde Hinata entrou, o apartamento estava em completo silencio. Ela seguiu até o quarto silenciosamente, Naruto estava dormindo profundamente de barriga para cima e com um braço e uma perna para fora da cama o livro que Hinata lhe dera estava no chão caído de uma forma que parecia que o loiro adormeceu lendo.
A Hyuuga ficou parada admirando aquela visão, Naruto estava tão lindo parecia um anjo. Ela sentiu uma súbita vontade de se deitar ao lado dele e acariciar seu rosto e seu corpo, ela se aproximou e abaixou, passou seus dedos finos e delicados na face angelical adormecida, o loiro mexeu a cabeça fazendo com que Hinata assustasse e desse um salto para trás tropeçando no livro e caindo ao chão. O barulho fez com que Naruto acordasse e Hinata se colocou de pé em uma fração de segundo.
– Ahn, quê? – Resmungou esfregando os olhos. — É... E-Eu não tava dormindo não.
– Sei disso. – Hinata respondeu ainda vermelha por trás da mascara. — Eu trouxe o próximo volume.
Hinata estendeu a mão, mostrando o livro e seguiu para a cozinha, Naruto a seguiu trazendo consigo o primeiro livro. Hinata esclareceu todas as duvidas básicas que Naruto ainda tinha sobre selos, aquelas que se aprendiam na academia e leu todas as anotações feitas por ele, no geral o Uzumaki havia se saído melhor do que o esperado.
Os dois estavam entretidos quando o barulho do relógio que estava pendurado na parede chamou atenção, já eram 7 horas e Hinata tinha que ir, iria se encontrar com Sasuke em exatamente uma hora.
– Olha, faça uma breve leitura desse livro. – Hinata colocou o livro na frente de Naruto. — Depois tente o jutso novamente.
Naruto assentiu com a cabeça, ele estava com um largo sorriso desde que Hinata apareceu.
– Eu tenho que ir, amanhã eu volto para saber como esta indo e te ajudar na medida do possível. Até amanhã.
Ela não deu tempo de Naruto responder e saiu pela janela, fazendo com que o sorriso sumisse do rosto do loiro, ela o tempo todo em que esteve em seu apartamento foi puramente profissional e não deu sinal de qualquer sorriso por trás da máscara, “Ela deve continuar brava por causa de ontem.” Pensou. Naruto suspirou e começou a ler o livro, queria dominar aquela técnica o mais rápido possível, afinal era um legado de seu pai.
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Parquinho infantil
Hinata chegou poucos minutos antes do combinado, se sentou no balanço com um livro na mão e ficou olhando para as estrelas e se balançando lentamente, agora ela vestia sua roupa de treino habitual.
– E então? – A voz grossa e fria de Sasuke surgiu no balanço ao lado. – Qual é o seu misterioso hobby?
Hinata olhou para o moreno ao lado, e deu um sorriso maléfico e levantou o livro para ele.
– Flores prensadas. – Disse com um brilho nos olhos.
– Ah não, ta de brincadeira, não é? – Sasuke contorceu os lábios em desaprovação.
– Não. – Hinata falou com um sorriso no rosto.
Sasuke ficou calado por alguns minutos olhando Hinata se balançar, tentando engolir a ideia de ter que prensar flores em um local publico ainda por cima.
– Nos poderíamos ir para o clã Uchiha pelo menos. Assim ninguém vai ter que me ver pagar esse mico. – Sasuke continuava a contorce a cara.
– Não é uma boa ideia, se alguém me visse entrando na área do clã Uchiha não seria bem visto e otousan iria me punir. – Hinata parou de se balançar. – Fora que creio eu, que no seu clã não tenha flores. Nos temos que procurar, e por aqui é cheio de flores bonitas.
Hinata sorriu, gostava de ver Sasuke com vergonha. Era bom se sentir do outro lado da moeda, afinal era sempre ela com vergonha. O Uchiha olhou para o lado corado.
– E você perdeu sua aposta. Você me deu sua palavra.
Hinata se levantou e colocou o livro em cima de uma mesa de pedra, que tinha desenhado um tabuleiro de shogi.
– Venha eu vou te ensinar. — Pegou na mão de Sasuke e o puxou para um canteiro próximo. – Isso um dia será útil em sua vida Sasuke.
– Não vejo como. – Respondeu ainda com a cara contorcida, não gostava nem um pouco dessa ideia.
– Olha, se um dia você tiver uma menininha, você terá que saber fazer coisas de menina para estar junto com ela. – Hinata falou olhando nos olhos negros do Uchiha. – Você não vai querer ser um pai que não é presente. Digo por experiência própria, que isso não é agradável para o filho.. – O tom da garota mudou de repente.
Sasuke sentiu que aquela uma frase, era como se fosse um desabafo de Hinata algo que não é muito comum vindo dela. Finalmente se deu por convencido e começou a procurar as tais flores bonitas que Hinata queria.
Com algumas flores em mãos, os dois se levantaram e seguiram para a mesa, sentaram do mesmo lado no banco de pedra, e Hinata começou a ensinar Sasuke. Depois de duas flores mal sucedidas, o Uchiha conseguiu.
– Consegui, e ficou melhor que a sua. – Disse Sasuke com um sorriso de canto.
– Vou deixar você sonhar. – Respondeu. – Acho melhor irmos, esta tarde e você não quer ser flagrado por ninguém, apesar de eu achar que você se divertiu muito.
– Tsc. – Sasuke resmungo virando a cara. – Sou um homem de palavra, apenas cumpri minha promessa.
Hinata apenas sorriu.
– Oiassumi-nassai Sasuke-san.
– Oiassumi-nassai, Hinata.
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Apartamento do Naruto
Assim que Hinata saiu, Naruto leu apenas dois capítulos do livro e o fechou. Foi até seu quarto e abriu a porta do armário no qual guardava o armamento e pegou uma kunai comum. Escreveu em uma tarja nova um selo, e enrolou na kunai, escreveu outro selo em seu pé. Pegou o pergaminho e comparou os selos, depois olhou novamente os selos manuais e saiu do apartamento.
Desceu as escadas correndo, e foi para a área de treino mais próxima. Posicionou a kunai próximo a raiz de uma arvore, e deu alguns passos para trás, fez os selos manuais e pensou no local da kunai de olhos fechados. Naruto abriu apenas o olho direito para “espiar” se conseguiu teletransporta, e deu um salto e um soco no ar quando viu que havia conseguido.
Novamente posicionou a kunais, dessa vez atrás de uma arvore e deu uma distancia maior. Repetiu o processo com sucesso, e um grito de felicidade cortou o silencio da noite.“Tenho que conseguir com a kunai em movimento e a distancias maiores, como o meu pai.” Naruto lançou a kunai para longe e fez os selos rapidamente, mas dessa vez não obteve sucesso. “Tentar em distancias maiores então.”
Colocou a kunai novamente atrás da arvore e saltou para o telhado de uma casa, continuou a andar na direção oposta a kunai até sentir dois chakras conhecidos e um deles estava completamente diferente do habitual, estava mais leve e menos denso. Naruto ativou o modo Kurama localizando com exatidão a origem deles e seguiu.
Naruto estremeceu com a cena que seus olhos viu, os dois estava sentados juntos de costas para ele, mas o cabelo negro como a noite, que refletia a cor azul de tão negro era inconfundível, era Hinata. O corte repicado e aquela corda estranha roxa na cintura também, Sasuke. Os dois estavam rindo e de onde Naruto estava, dava a impressão de que Hinata segurava a mão de Sasuke em cima da mesa. O loiro saiu do modo kurama e escondeu o chakra, era evidente que eles estavam ocupados demais para notar sua presença, mas era melhor prevenir.
Desceu do telhado de onde estava e se aproximou lentamente do parquinho, uma lembrança lhe veio à mente, aquele era o mesmo parquinho onde estava com Sakura quando foram para um universo alternativo pouco antes da guerra. Naruto estremeceu pelo modo que “Hinata” tratou Sakura, e uma onda de raiva de si mesmo o tomou conta quando viu que ele nunca notara Hinata e sempre correndo atrás da rosada. Ele escorou sua cabeça se lembrando dos sentimentos que sentia por Sakura, sabia que eles estavam em algum lugar em seu peito. E talvez ele não fosse suficiente para Hinata, não merecia Hinata. Sasuke a viu como ela é, enquanto ele teve que ver Sasuke com ela para notá-la.
Naruto viu Hinata saindo com um livro na mão e Sasuke continuou sentado olhando a morena sair, assim que ela sumiu de vista, viu Sasuke apoiar os cotovelos em cima da mesa e apoiar a cabeça em suas mãos olhando para a mesa e entrelaçando os dedos no cabelo. O loiro se deu conta que desde que essa “disputa” pela Hinata começou, ele e Sasuke não conversavam mais, mas sabia que a conversa sairia dos padrões de civilidade. Sabia que talvez Sasuke a merecesse mais do que ele, mas não queria deixar isso acontecer, queria Hinata. E iria conquistá-la.
– Teme. – Chamou Naruto caminhando em direção à Sasuke. – O que faz aqui, a essa hora?
– Baka... – Respondeu Sasuke sem olhar para trás.
– Não respondeu minha pergunta, e ultimamente não aparece em lugar nenhum. – Naruto se sentou de frente para Sasuke, sério.
– Porque é irritante você sair com sempre alguém atrás de você. – Disse Sasuke frio e seco, apontando para uma arvore com o polegar, aonde tinha um anbu escondido. – Prefiro ficar em casa, só um motivo de força maior me faz sair de casa.
– E esse motivo se chama Hinata? – Ironizou Naruto.
– Então é disso que se trata? Hinata? – Sasuke uniu as mãos, entrelaçando os dedos em cima da mesa. — Acho que não lhe devo satisfação Naruto.
Naruto engoliu seco.
Notas finais
O próximo capítulo eu posto semana que vem, sem falta!
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