Dias melhores estão por vir.
9 Capítulo 9
Notas iniciais
Capítulo dedicado a minha linda florzinha Elara-chan, que recomendo a fic. *----* Vocês não sabem o quanto eu fiquei feliz com a recomendação. Obrigada linda, eu amei de todo coração.
Muito obrigada a todos que favoritaram e comentaram na história.
Boa Leitura a todos. :D'
Parquinho infantil
– Teme. – Chamou Naruto caminhando em direção à Sasuke. – O que faz aqui, há essa hora?
– Baka... – Respondeu Sasuke sem olhar para trás.
– Não respondeu minha pergunta, e ultimamente não aparece em lugar nenhum. – Naruto se sentou de frente para Sasuke, sério.
– Porque é irritante você sair com sempre alguém atrás de você. – Disse Sasuke frio e seco, apontando para uma arvore com o polegar, aonde tinha um anbu escondido. – Prefiro ficar em casa, só um motivo de força maior me faz sair de casa.
– E esse motivo se chama Hinata? – Ironizou Naruto.
– Então é disso que se trata? Hinata? – Sasuke uniu as mãos, entrelaçando os dedos em cima da mesa. — Acho que não lhe devo satisfação Naruto.
Naruto engoliu seco e Sasuke deu um sorriso irônico. O loiro rangeu os dentes, aquele sorriso o tirava do sério.
– SASUKE, QUAL É A SUA EIN? – Gritou batendo o punho fechado na mesa.
– Acho que sou eu quem deveria fazer essa pergunta para você Naruto. – Respondeu Sasuke com um ar de indiferença.
– Porque é você deveria fazer pra mim? Afinal é você que ta dando em cima da Hinata constantemente!
– Por que é você que é um grande baka! – Sasuke continuou no seu tom de indiferença. – Hinata se declarou para você, e você simplesmente ignorou. E agora acha ruim de eu estar perto dela? Pelo que eu saiba ela é solteira, e nem eu e nem ela devemos satisfação a você, Naruto.
– Minha atitude, não foi muito diferente da sua em todos esses anos. Sakura-chan se declarou para você, e você só a desprezava. – Naruto falou entre os dentes.
Sasuke fez cara de nojo ao escutar o nome de Sakura, e mais ainda pelo sufixo seguinte.
– Sakura é diferente da Hinata. – Falou o nome com repulsa. — Sakura é mesquinha, arrogante, metida e mimada. Ela sempre te tratava mal, e você persistia em correr atrás dela, e com essa atitude você só magoava a Hinata, que é totalmente o oposto da Sakura, ela sempre foi meiga e gentil, não só com você de quem ela gosta, mas com todos, inclusive comigo que era um nukenin e ainda por cima nem amigo dela era, já a Sakura era gentil e doce apenas comigo, de quem ela dizia que gostava, e meiga ela nunca foi, sempre tratou a todos mal, só tratava bem, quando precisava de algo, ou seja, interesseira. Não ouse comparar minha atitude com a sua. Sakura só recebeu de mim, o mesmo tratamento que ela dava para as outras pessoas, enquanto Hinata recebeu de você uma parcela do tratamento que Sakura lhe dava.
– E-Eu... – Naruto não sabia o que dizer, apenas abaixou o olhar. – Sakura-chan não é assim Sasuke.
– Para de usar esse sufixo com o nome dela, me da repulsa. – Sasuke usou seu tom mais frio do que o habitual. – Abra seus olhos Naruto, você é uma ótima pessoa. Devo muito a você, me ajudou a reencontrar meu caminho e nunca desistiu de mim. – Naruto voltou a encarar Sasuke. – Eu devo muito a você, mas não pense que eu vou deixar você machucar mais a Hinata, ela não merece seu desprezo. Ela arriscou sua vida por você, e perdeu seu primo por você.
Naruto não sabia o que dizer, não sabia mesmo. Parecia que Sasuke lidava tão bem com todos os sentimentos dele, com toda aquela situação, mas o loiro não tinha a mínima noção de como lidar com tudo isso, o pior é que ele sentia algo por Sakura. Não sabia bem o que, mas sentia.
– Sasuke, nossos caminhos sempre estiveram entrelaçados. – Naruto falou em um tom relativamente calmo, mas sério. – Você é realmente um amigo muito importante pra mim, foi um dos meus primeiros laços. Mas não pense que eu vou desistir da Hinata, posso ter falhado com ela, mas isso não significa que não tenho o direito de tentar concertar as coisas. — Sasuke sorriu, pela primeira vez o sorriso dirigido a Naruto foi sincero.
– Tenho certeza que você já sabe que você não a terá tão fácil, se depender de mim.
– De volta aos velhos tempos. – Naruto falou sorrindo. – Mas se lembre, que eu nunca desisto. Esse é o meu jeito ninja de ser.
Sasuke se levantou e saiu andando calmamente.
– Sasuke, você realmente gosta da Hinata? – A voz de Naruto atravessou o parquinho.
Sasuke olhou para trás e sorriu.
– Naruto, ninjas de elite se entendem ser dizer uma palavra. Na próxima batalha eu quero que você me diga.
– Nós não temos mais motivos para batalhar um contra o outro. – Naruto falou se levantando, enquanto Sasuke voltou a andar.
– Pode apostar que nós temos sim. – Sasuke falou ainda caminhando. – Até mais baka.
–Até teme. — Naruto fez os selos e sumiu, apareceu na área de treinamento que estava antes.
Um largo sorriso tomou conta do rosto do loiro, havia conseguido se teletransportar de uma imensa distancia. Mas ainda tinha um assunto pendente a resolver antes de voltar a treinar, pegou a kunai e lançou no ar e fez os selos. Novamente falhou.
– Kuso. – Disse correndo para recolher a kunai do chão.
Guardou aquela kunai no porta arma em sua perna, e seguiu para seu apartamento fazer mais algumas kunais com selos. Em poucos minutos fez mais três e saiu de casa novamente, mas antes deixou uma no chão ao lado de sua cama.
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Distrito Hyuuga
O deposito em que Hinata estava era grande, deveria ser do mesmo tamanho da loja de armas da cidade e era onde o clã Hyuuga guardava todo o armamento. Eles tinham todos os tipos de armamento possível, e sempre que alguém pegava algo Hiashi sempre mandava alguém repor. Estavam sempre preparados, mas logo após a guerra o arsenal não estava completo. Faltavam algumas coisas e tudo que tinha eram em pouca quantidade, no restante da vila também estava assim e o setor responsável pela produção estava a mil. Hinata foi até um armário e abriu a gaveta onde se guardava as shurikens, pegou 5 e guardou na bolsa de sua perna.
Foi em seu quarto e pegou os pergaminhos de mais cedo, um era do clã Hyuuga e o outro era uma técnica básica de fuuton. Colocou ambos os pergaminhos dentro de uma bolsinha que colocou em sua cintura e saiu do quarto, em direção ao dojo fechado do seu clã. A área do clã Hyuuga possuía vários dojos, ela foi em direção ao que quase nunca era usado, apenas para cerimônias ou algo do tipo.
Entrando no dojo se lembrou da área anbu, era bem parecida só que um pouco menor. Fazia tempo que não entrava ali, e um sentimento de repulsa tomou seu corpo quando se lembrou o porque, foi ali que seu primo recebeu o selo de submissão da família secundaria, assim como tantas outras pessoas. Hinata fechou os olhos e adentrou no dojo, afinal era preciso. Não queria ser interrompida por ninguém e ali era o único lugar que não seria ouvida e nem interrompida.
No fundo do dojo havia um toco de madeira que deveria ter a sua altura, era utilizado para treinar a força e o taijutso comum dos mais novos, Hinata pegou o toco o posicionado para usa-lo. Afastou dali e tirou o pergaminho da técnica de fuuton.
– Eu já sei afinar meu chakra, para usa-lo como lamina como estava escrito no livro. Afinal a técnica que eu mesma criei, é dessa forma. – Hinata começou a falar consigo mesma. – Vou tentar fazer dessa forma que esta escrito aqui.
A Hyuuga tirou uma shuriken, segurou em uma das pontas transmitindo chakra para ela, um chakra fino e lançou contra o toco.
– Kuso. – Disse ao ver a shuriken grudada no toco.
E repetiu o processo, e novamente ficou grudada, mas dessa vez afundou um pouco mais. Hinata fechou os olhos com outra shuriken em sua mão, imaginou o ventou cortando cada milímetro de espaço em que a shuriken passar e lançou. Hinata abriu os olhos e um largo sorriso tomou conta de seu rosto, a shuriken atravessou o tronco e caiu no chão.
– Kakashi-sensei havia me dito, que as pessoas demoram cerca de 10 anos para aprender a manipular chakra da natureza. – A voz tão conhecida, ecoou por todo o dojo.
Hinata se virou assustada para encara-lo, e sentiu que seu coração fosse sair pela boca.
– N-Naruto-kun? – Disse com uma expressão de desentendimento. – O-O que faz aqui?
Hinata pigarreou para tentar parar de gaguejar.
– Eu vim atrás de você. – Respondeu sorrindo. – Não sabia que você manipulava elemento Hinata. Você é realmente uma caixinha de surpresas.
– Não manipulo, estou tentando.
– Pelo menos é de fuuton, assim eu posso te ajudar, ttebayo. – Disse sorrindo. – Mas o que mais me admira, é você aprender tão rápido, desde quando esta tentando aprender?
Naruto caminhou em direção a Hyuuga.
– Intencionalmente, hoje. Mas pelo que pesquisei, tenho uma técnica que é bem próxima disso. – Respondeu, ao mesmo tempo que preparava outra shuriken. – Como entrou aqui, e me achou nesse dojo. Ninguém sabe que estou aqui.
– Modo Kurama, e entrar aqui escondido não foi tão difícil. – Respondeu Naruto. – Me mostra sua técnica?
Hinata olhou para Naruto com receosa. E foi para o centro do dojo, se afastando de Naruto o máximo possível. Hinata ergueu os braços graciosamente dos lados para cima, e de cima para baixo, fazendo círculos em volta de si mesma.
– Shugohakke Rokujuuyon Shoo – Disse, ao fazer isso formou uma esfera quadriculada em volta dela, como se fosse uma esfera feita de teia, e para todos os lados finas laminas foram lançadas. Naruto virou de costas para não atingir o rosto, ao ver a atitude do loiro Hinata desfez sua posição cessando a enxurrada de laminas em cima do Uzumaki. – Gomen.
– Não foi nada, tenho metabolismo rápido. – Falou Naruto sorridente como sempre. – É parece que você começou a criar uma técnica de fuuton sem saber. Mas quanto mais fina for essas ”laminas” que você cria, melhor vai ser. E é isso que você vai ter que treinar, Olha.
Naruto pegou uma shuriken, transmitiu chakra e lançou, fazendo-a atravessar o tronco e a parede. Hinata olhou atentamente, e se posicionou ao lado do loiro e pegou em sua mão outra shuriken, fez a mesma coisa que ele havia feito.
– Foi melhor, ela teve força suficiente para alem de atravessar o toco, parar na parede. – Disse Naruto apontando para a shuriken.
Hinata foi até o toco e recolheu suas shurikens e a dele, e voltou para seu lado.
–Você não veio até aqui, no meio da noite para me ajudar a treinar. Não é? – Perguntou Hinata de modo rápido para que não gaguejasse e com o olhar para frente, e sentindo seu rosto ficar quente.
“Kuso, se eu não gaguejo fico vermelha igual uma pimenta.” Naruto sorriu ao ver Hinata ficando vermelha, achava aquilo fofo. Ao contrario de antes, que pensava que a garota deveria ter alguma doença que sempre se manifestava em sua frente.
– Ér... não. – Respondeu Naruto. – Eu vim aqui lhe mostrar que eu conseguir dominar o básico da técnica do meu pai.
- Técnica? – Hinata se fez de desentendida.
– A que você me passou, e Tsunade mandou você e eu não contar a ninguém.
– Naruto-kun, não sei do que esta falando; – Dessa vez ela parou para encara-lo.
– Não, Hina eu sei que é você. E a baachan mandou eu não contar a ninguém que estava treinando. – Naruto ficou sem entender.
– Se ela ordenou isso Naruto, você deveria cumprir... Eu realmente não sei do que você esta falando.
Naruto sorriu, provavelmente Hinata seria punida se falasse algo, ele tirou a primeira kunai que havia feito e ficou de frente para a Hyuuga.
– Eu queria que ficasse com você. – Disse ele estendendo a kunai para ela. – Foi a primeira que eu fiz e deu certo.
Hinata sentiu seu coração disparar, não sabia o que fazer.
– Por favor Hina, aceite. – Ao ouvir Naruto falar seu nome com tanto carinho, sentiu um frio já conhecido passar por sua espinha. – Dessa forma eu vou poder te encontrar. – Naruto sorriu. – Temporariamente pelo menos. É que, sabe como é né, tebayo! Tenho que comprar a kunai certa, esse papelzinho aqui. – Disse apontando para a tarja com o selo amarrado de maneira provisória. – Pode cair, e o selo pode borrar. Então eu tenho que comprar a kunai e a tinta para fazer. Amanhã mesmo eu vou fazer isso, dattbayo!
Hinata sorriu e pegou a kunai.
– Arigatô, Naruto-kun. Vou guarda-la com muito carinho.- Hinata sentiu seu rosto queimar.
Naruto engoliu seco, estava nervoso e de frente para aquela pequena Hyuuga. Ela era baixinha comparada as outras meninas da vila, e comparada a ele então menor ainda. Dava vontade de abraçar e proteger ela para sempre. O Uzumaki coçou a cabeça, e deu um sorriso, Hinata se perdia naqueles sorrisos sem fim de Naruto, ela amava aquela alegria dele, um sorriso singelo e envergonhado apareceu nos lábios Hyuuga.
Naruto olhou para aqueles lábios, queria sentir o gosto que eles tinham, sentir o toque deles sobre o seu, queria poder explorar cada pedacinho daquela boca perfeita de Hinata. Mas não podia fazê-lo, não ainda. O Uzumaki afastou voltando a olhar para o tronco, e pegou todas as armas da mão de Hinata as colocando no chão, ao lado dos pergaminhos.
Entregou novamente a shuriken para ela, e ficou atrás da menina.
– Feche os olhos Hina.
Ela obedeceu, e sentiu as mãos do Naruto sobre as suas, uma com Shuriken e a outra não. Sentiu o corpo do loiro em suas costas e engoliu seco. A essa altura ela já deveria estar roxa, porem dessa vez não havia mascara para esconder. Sentiu a voz de Naruto novamente em seu ouvido como se fosse uma melodia.
– Imagine o vento sendo o mais afiado possível. – Naruto movimentou sua mão, trazendo a de Hinata consigo. – Lance.
Quando Hinata abriu os olhos viu que a Shuriken havia cortado a parede também, ela deu um pulo se virando para Naruto e envolvendo seus braços no pescoço dele.
– Arigatô Naruto-kun – Com a voz baixa e macia, Hinata sussurrou no ouvido do Naruto, que estremeceu o corpo inteiro.
Os dois se olharam intensamente, Naruto deu alguns passos e escorou Hinata na parede. As sensações eram muitas e uma diferente da outra, Naruto sentiu um frio na barriga que se espalhou por todo o corpo e a medida que se aproximava da região genital ia ficando mais quente. Sentiu seu membro ficar ereto, abriu a boca na intenção de dizer algo, mas nenhuma palavra saiu, escorou sua testa na dela e sentiu a respiração quente da Hyuuga e o halito fresco ao mesmo tempo, e aquela sensação de quente e frio foi deixando ele cada vez mais louco.
A Hyuuga por sua vez, sentiu cada pelo do seu corpo ficar ereto, no momento em que Naruto olhou em seus olhos. Sentiu uma parede fria atrás de si, e o corpo de seu amado contra o seu, tentando afunda-la ainda mais na parede. O frio na espinha voltou novamente fazendo com que ela seu corpo arqueasse involuntariamente, viu que Naruto tentava dizer algo, mas não conseguia. Sentiu a testa dele colar na sua, e a respiração do menino ficar mais pesada. Um volume entre as pernas de Naruto estava a prensando ainda mais contra a parede, Hinata sabia o quão errado era sentir aquilo, mas era gostosa a sensação, mais gostosa ainda por saber que era errado. Sentiu Naruto mexer sua cintura na inútil tentativa de unir os dois corpos, era delicioso sentir aquele volume, principalmente por ele ser de um certo loiro.
“Eu não posso fazer isso com ela, não posso! Eu tenho que ter certeza, para não magoa-la.” Naruto deu um leve soco na parede, na tentativa frustrada de extravasa seus desejos por Hinata e se afastou.
– Gomen Hina.
O Silencio tomou conta dos dez minutos seguintes foi um silencio constrangedor e amargurante, o clima ficou pesado.
– Sabe Hina, você aprenderia fácil o Rasengan. – Disse Naruto, tentando fazer o clima voltar ao normal.
– E-E-Eu ach-acho que não, Naruto-kun. Sempre fui treinada para taijutso pelo meu clã. – Hinata falou ainda olhando para baixo, pela vergonha e acelerando a frase para sair sem gaguejar.
– Um dia posso tentar te ensinar, se você quiser é claro. – Naruto falou coçando a cabeça.
Hinata sorriu, Naruto estava meigo, mas seu rosto permanecia quente da vergonha.
– Eu vi que tem outro pergaminho, é outra técnica?
– É sim, uma do meu clã. – Hinata agora estava de costas para Naruto.
– Quer que eu te ajude a treina-la?
– Não precisa, eu nem sei se vou conseguir dominar essa técnica. Ela já não é passado no meu clã a anos, por ser algo que nem todos conseguem aprender. Na verdade pelo que vi, só uma pessoa até hoje, conseguiu dominá-la.
Naruto se aproximou de Hinata novamente, e colocou as mãos no ombro de Hinata.
– Sabe qual pessoa é melhor do que aquela que trabalha duro? – Naruto perguntou sussurrando em seu ouvido.
Hinata balançou a cabeça dizendo que não, e se virando de frente para Naruto, ainda de cabeça baixa.
– Um gênio que trabalha duro! Hinata você pode ir longe, só basta você querer.
– Eu não sou um gênio. – Disse Hinata balançando a cabeça em negação, fazendo seus cabelos se movimentarem graciosamente.
Naruto pegou no queixo de Hinata e levantou sua cabeça.
– Você é sim Hinata, esses olhos já dizem tudo! Você nasceu em uma linhagem sanguínea avançada, isso já lhe trás grandes vantagens em batalhas. Você além de um gênio natural, ainda trabalha duro. Isso é o que eu mais admiro em você!
Os olhos de Hinata brilharam com essa fala.
– Você quer que eu te ajude?
Hinata apenas balançou a cabeça concordando. Naruto sentou no chão próximo ao pergaminho, e Hinata o seguiu sentando próxima a ele. Ele passou o olho rapidamente pelo jutso e subiu o olhar para ela.
– Esse jutso é um máximo! – Com um largo sorriso e os olhos brilhando, as palavras de Naruto soaram com um tom de admiração.
Os dois ficaram no dojo aprendendo a nova técnica por algumas horas, até Hinata se lembrar que no dia seguinte seria sua cerimônia de apresentação da anbu.
– Naruto-kun, agora eu realmente acho que preciso ir dormir. Amanhã cedo tenho coisas importantes a resolver. – Hinata estava com a voz doce e meiga de sempre.
– Yoshi! Posso te ajudar a treinar qualquer dia, só passar no meu apartamento tebayo. – Naruto falou com um sorriso. – Ja ne, Hinata-chan.
– Ja ne, Naruto-kun.
Naruto fez um selo e sumiu com um sorriso estampado em sua face, deixando Hinata com o coração disparado, foi a primeira vez que ele usou o sufixo chan para se referir a ela, a deixando completamente embriagada de felicidade. Hinata recolheu tudo o que a pertencia, inclusive a kunai personalizada de Naruto e seguiu para seu quarto.
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Escritório Hokage
Tsunade entrava em sua sala, quando um ninja veio correndo em sua direção.
– Tsunade-sama, tenho relatórios da missão comandada por Shikamaru. – Disse ofegante.
– Deixe em cima da mesa, tenho um compromisso na anbu agora.
– Creio que a hokage-sama vai se interessar pelo conteúdo. – Insistiu o ninja estendendo a mão com o pergaminho.
Tsunade olhou desconfiada e pegou o pergaminho, a cada palavra lida a feição de Tsunade se tornava mais seria. Até que ela voltou o olhar para o ninja.
– Mandem os três voltarem imediatamente, e avise na entrada de Konoha que assim que eles chegarem eu quero que venham direto para minha sala e me esperem aqui. Vou resolver um assunto na anbu e não irei demorar.
– Hai Godaime-sama. – O ninja saiu do escritório apressadamente.
Hinata e Naoto já esperavam pela hokage do lado fora, Tsunade rapidamente saiu desejando que essa cerimônia de apresentação não demorasse muito, e ao avaliar a postura da Hyuuga ao seu lado deduziu que a menina desejava a mesma coisa.
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Dojo Anbu
Assim que entrou no dojo viu um monte de ninjas com uniformes idênticos ao dela e todos falavam sem parar, dava para sentir muitos chakras conhecidos, mas os inúmeros chakras que se misturavam naquele ambiente não deixava distinguir o dono. Hinata engoliu seco, estava muito nervosa e havia dormido pouco aquela noite. Assim que chegou ao ambiente acompanhada de Tsunade e Naoto sentiu todos os olhares sobre si, Tsunade se encaminhou para frente de todos presentes, seguida de Hinata e logo atrás estava Naoto.
– Ohayo minna-san! – Saudou Tsunade, fazendo com que todos se calassem e prestassem atenção. – Hoje é com muito prazer, que vou lhes apresentar o mais novo integrante da nossa equipe ANBU. Vocês que são considerados ninjas de elite e são todos ninjas da minha confiança, cada um de vocês tem um grande papel na nossa vila. Ocupam o cargo de maior respeito, a tão sonhada graduação de muitos ninjas. Mas como todos sabem não é para qualquer um esse cargo, existem muitos requisitos a serem avaliados, vocês são o “lado negro” da vila. Realizam missões que apenas ninjas da minha confiança poderiam realizar, e muitas vezes missões que necessitam de frieza. – Tsunade falou tudo com muita seriedade e profissionalismo. Olhou para Hinata e deu um sorriso, mudando seu tom para uma brincadeira. – Por isso não são todos que podem fazer parte dessa elite selecionada. E hoje eu apresento a mais nova koohai, e o mais incrível é que foi indicada por nosso querido Naoto.
Hinata sentiu que seu coração fosse sair pela boca, olhou para Naoto que agora dava um passo a frente.
– Nessa ninja eu encontrei todos os requisitos necessários para ser uma anbu, mas como todos nos sabemos, um anbu pode contar somente com outro. Nossa vida depende um do outro. – Naoto retirou a mascara. – Eu sou Ichiro, líder anbu e o mais sistemático de todos. – Essa uma parte tirou risadas de todos. – Eu nunca tinha indicado ninguém antes, pois não achava a pessoa certa. Até que fui enviado para uma missão com essa jovem. Eu confio minha vida a ela, e a vida dela a vocês, como disse anteriormente, nossa vida depende um do outro espero que todos a recebam bem e a ajudem quando necessário.
Naoto pegou Hinata pela mão, a fazendo ficar mais visível para todos e retirou a máscara da Hyuuga.
– Essa é Hyuuga Hinata, conhecida na ANBU como kei.
Hinata fazia um esforço tremendo para não ficar vermelha e viu que um ninja que estava na primeira fileira deu um passo para frente retirando a máscara também.
– Hatake Kakashi, codinome Ryo. – O coração de Hinata aliviou “ao ver” um rosto conhecido. — Irasshai mase* Hinata. Em nome de todos, eu digo que você será bem vinda e tratada como igual. Confio minha vida a você, e espero que confie a sua a mim. – Kakashi apertou os olhos como se esboçasse um sorriso por baixo da mascara.
– Arigato Kakashi-sensei. – Hinata falou fazendo uma leve reverencia.
Todos que estavam na sala fizeram o mesmo, e Hinata viu muitos rostos conhecidos como o de Yamato entre outros, até que chegou a vez da kunoichi de cabelos roxos que falara com ela dois dias antes.
– Yugao Uzuki, codinome Ume. É um prazer tê-la na equipe Hyuga-san.
Hinata sorriu e Tsunade voltou a falar.
– Hinata a partir de hoje já poderá oficialmente fazer missões como anbu, e vocês já podem requerer ela na equipe se necessário. Estão todos dispensados. – Tsunade se virou para Hinata e falou em um tom que só Hinata, Ichiro e Kakashi que se aproximavam puderam ouvir. – Parabéns pela sua graduação querida.
Tsunade e Ichiro se retiraram do ambiente, que aos poucos esvaziava. Todos passavam por Hinata a parabenizando, sobrando apenas Kakashi, Yugao e Hinata.
– Serei a primeira a treinar com ela Kakashi. Quero testar suas habilidades com as katanas.
– Fique a vontade Yugao.
– Irasshai mase e parabéns. — A kunoichi se dirigiu a Hinata. – Agora, se você estiver disponível para treinar essa tarde, para mim seria perfeito.
– Hai, hoje a tarde então. – Disse sorrindo. – Arigato.
Uzuki assentiu e saiu do dojo.
Kakashi abraçou Hinata sem dizer nada, afastou um pouco e a encarou.
– Hinata, tome cuidado nas missões que serão lhe dadas de agora em diante. Você recebera apenas missões rank A, S e SS, não serão tão simples de serem realizadas. – Deu uma pausa e esboçou um sorriso por baixo da máscara. — Fico muito satisfeito de te ver como anbu, você merece.
– Arigato Kakashi-sensei. Eu terei cuidado, darei o melhor de mim.
– Agora esquece o sensei. Não sou mais seu mestre, sou seu companheiro temos a mesma graduação, sei que se a Kurenai soubesse, ficaria orgulhosa de você.
Um sorriso estampou o rosto da Hinata.
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Escritório da Hokage
A Hokage entrou apressada no escritório e logo em seguida chegou os três ninjas.
– Tsunade-sama. – Os três falaram juntos, fazendo uma reverencia.
– Sai, Ino, Shikamaru, quero que me expliquem exatamente o que vocês descobriram.
Ino e Shikamaru desviaram o olhar imediatamente para Sai que pigarreou e começou a explicar.
– Bom Hokage-sama, pelo que pude constatar o que eles estão fazendo na vila oculta do artesão já esta acontecendo a muitas décadas, na pior das hipóteses séculos... – Sai parou de falar, procurando uma maneira mais fácil e pratica de explicar. – Eles estão “unindo” kekkei genkai de diferentes espécies, mas do modo natural. Sem experiências genéticas nem nada, duas pessoas de diferentes linhagens sanguíneas tem um filho, e esse filho pode ou não fundir as habilidades.
Tsunade mantinha seus cotovelos em cima da mesa com as mãos unidas, escutava atentamente cada palavra.
– Quero saber as palavras exatas que você conseguiu escutar.
Sai pegou um pergaminho de dentro da mochila e entregou para Tsunade.
– O meu método consiste em enviar um animal de pintura e quando ele alcança o objetivo ou o tempo máximo, volta para mim e transmite o que descobriu através dos pergaminhos, sua tinta se transforma em letras. – Explicou Sai.
Tsunade abriu o pergaminho, leu atentamente.
Não identificado¹: Dessa forma o corpo não rejeita, o máximo que pode acontecer é o filho nascer sem uma das habilidades, mas o gene esta no sangue. Ou seja, pode manifestar no filho da criança.
Não identificado²: Não seria mais fácil injetar células shishou*?
Não identificado¹: Não, como eu disse o corpo pode rejeitar, mas esse é o menor dos problemas. Um usuário de laboratório não possui poder total como o usuário original. O que significa perda de poder, e não é esse o objetivo. Paciência é uma arte, meu caro rapaz. Meu pai trabalhou nesse projeto, e eu confio a você esse legado.
Não identificado²: Não estamos próximos do ataque?
Não identificado¹: Sim, mas não iremos parar um trabalho tão precioso e bonito, não é?
No final do pergaminho havia duas figuras, a primeira figura era de um homem que aparentava ter uns 40 anos, usavam óculos e possuía traços bem rígidos, em baixo estava escrito: homem não identificado¹ alto, ruivo e olhos verdes escuros. A segunda figura era de um rapaz que aparentava ter 20 anos ou menos, e possuía traços leves e finos, como de uma garota. Em baixo estava escrito: homem não idenficado² loiro e possui olhos verdes.
– Entendo. – Disse Tsunade depois de analisar atentamente as imagens. – Eu quero todos os pergaminhos de seus animais Sai.
– Hai Tsunade-sama.
– Shikamaru, você ira me ajudar a analisar cada um dos pergaminhos e verificar as opções.- Shikamaru deu um pesado suspiro e Tsunade voltou sua atenção para a loira. — Ino faça o relatório da missão.
Sai terminou de colocar todos os pergaminhos em cima da mesa.
– Sai explique a situação a Shizune em detalhes, e peça para que ela avise o Kazekage imediatamente. Vocês dois estão dispensados. – Disse apontando ora para Sai, ora para Ino. – E você... – Se virou para Shikamaru, que suspirou dando de ombros. – analisando os pergaminhos na sede da Divisão de Inteligência, daqui a alguns minutos eu vou até você.
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Área de Treinamento.
Sasuke estava com a mão sangrando de tanto socar a árvore a sua frente, sua frustração no que acontecera na noite anterior era grande.
POV SASUKE
Dobe idiota, eu me afastei da Sakura para deixar o caminho livre para ele. Não que eu queira ela, é muito irritante para o meu gosto, fora que não faz meu tipo. Mas fodas, eu deixei ela livre para ele agora ele simplesmente decide que não quer mais a Sakura e quer a Hinata? – Socava com mais força a árvore, sem acumular chakra nas mão para proteção – Porque me eu me sinto culpado por tirar a Hinata dele? Sinto como se tirasse a felicidade dele, KUSO – Ele derrubou a árvore com o último soco, e deu alguns passos para trás, escorando em outra árvore e deslizando até o chão. Sentou se apoiando os cotovelos nos joelhos e jogando a cabeça para frente com as mãos entrelaçadas em seus fios de cabelo. – Teme, dobe... você não tinha nada que não desistir de mim.
Ela tinha nada que ser tão linda... KUSO, KUSO, KUSO. – Deu um murro no chão.
POV OFF
Uma figura se materializou, um anbu com uma máscara de gato e cabelos roxos longos presos bem na ponta, o ninja apareceu na posição oficial de qualquer anbu, abaixado apoiando seu peso sobre um joelho e cabeça baixa em sinal de respeito e hulmidade.
– Uchiha-san, Tsunade-sama solicita sua presença imediatamente. – Disse levantando a cabeça.
– Tsc. – Foi a única pronuncia de Sasuke, que subiu seu olhar que até então estava em direção ao chão.
O anbu se levantou e ficou com a coluna reta olhando para as mão de Sasuke que sangravam e em algumas partes dava para ver a carne.
– Creio que não seja prudente ficar se automachucando. – Falou em um tom rígido, mas no fundo queria usar o tom de deboche. “A não ser que seja masoquista.” Pensou e reprimiu uma risada por baixo da máscara.
– Hn, que seja. – Sasuke se levantou e seguiu até Tsunade.
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Escritório da Hokage
Ao entrar no escritório de Tsunade, Sasuke viu Karin, Suigetsu e Juugo, ambos com uma algema que emanava chakra.
– Uchiha, que bom que chegou. Tenho de ser rápida. – Tsunade começou a falar em um tom sério, mas apressado. – É o seguinte, eu tenho uma proposta para vocês quatro. Claro que poderão recusar se acharem devido. – Todos escutavam atentamente, agora Sasuke já se encontrava ao lado de Juugo. – Primeiro tenho que saber, vocês desejam ficar em Konoha?
– Eu quero. – Karin foi a primeira a se pronunciar.
– Se não for na cadeia, eu também. A comida de lá é horrível. – Suigetsu se manifestou logo em seguida.
– Não acho prudente, eu posso me descontrolar facilmente. – Juugo falou com uma tristeza evidente.
Sasuke apenas concordou levemente com a cabeça, se Tsunade não tivesse prestando muita atenção não iria perceber.
– Pois bem, Juugo fora esse seu problema, deseja ficar? – Perguntou novamente Tsunade.
– Sim Hokage-sama. – Respondeu com sinceridade. – Aqui é uma vila muito serena e bonita.
– Então, eu tive uma reunião com os kages e com o Daimyo do país do fogo. A inteligência de Konoha achou um modo de vocês ficarem aqui e realizarem missões, ou seja vivendo como shinobis. – Todos escutavam atentamente, inclusive Sasuke, que tentava parecer indiferente. – Vocês serão submetidos a um selo, bem parecido com o que o clã Hyuuga utiliza em sua família secundaria. Porem ao invés de torturar física e psicológica o selo ira remover o chakra de vocês se for necessário, esse selo só será usado se vocês voltarem a ser nukenin ou tentar algo contra a vila, fora isso vocês utilizaram o chakra normalmente me batalhas, e isso não ira afetar o desempenho de vocês. E o seu em especial Juugo, não permitira que utilize chakra em excesso. Você terá uma quantidade especifica de cada vez, se ultrapassar isso o selo ira suprir, em outras palavras: você não será um risco a vila. – Um sorriso se formou no rosto de Juugo, que olhou para Sasuke como se agradecesse mentalmente por leva-lo ali. – E então?
– Quem poderá suprir nosso chakra? – Sasuke se pronunciou pela primeira vez, fazendo todos se voltarem para ele.
– Apenas pessoas de minha extrema confiança e eu. Vocês não podem saber quem. – Respondeu Tsunade. – Alguma objeção?
Todos responderam negativamente com a cabeça.
– Então estão terminando os preparativos para colocarmos o selos e vocês já ... – Tsunade parou de falar quando olhou a mão do Sasuke. – Sasuke o que aconteceu com sua mão?
– Tsc. Porque todos resolveram se importar com minha mão agora? – Sussurrou em um tom quase inaudível.
– Aah Sasuke-kun, se tirassem essa algema que rouba todo o meu chakra eu poderia te curar facilmente. – Karin falou uma voz melosa, o que fez Sasuke arquear as sobrancelhas demonstrando desprezo.
– Não preciso disso. – Respondeu indiferente.
– Esqueci das algemas. – Disse Tsunade aproximando deles e retirando as algemas.
– Prefiro ficar com elas até o selo ser implantado, se não se importa. – Juugo falou esquivando suas mãos de Tsunade, que apenas sorriu.
– Tudo bem então.
Ouviram três batidas na porta, que desviou a atenção de todos. Genma abriu a porta colocando apenas a cabeça e disse:
– Os preparativos estão prontos Tsunade-sama. – Deslocando o palito em sua boca de um lado para outro.
– Arigato Genma, vamos.
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Ruas de Konoha
– Hinata. – Uma voz fina gritava.
– Ino. – Cumprimentou Hinata se virando para a amiga. – Pensei que demoraria mais a voltar da missão.
– Ocorreu alguns imprevistos e tivemos que voltar, minha mãe disse que você foi me procurar. – Ino falou acompanhando Hinata em seu caminho.
– Tenho que te contar algumas coisas, pedir sua opinião para ser mais exata. – Hinata falou entrando em um restaurante. – Me acompanha?
– Claro, to morta de fome. – Ino respondeu mais animada. – Também tenho algumas coisas pra te contar, mas acho que aqui não é o melhor lugar.
As duas sentaram em uma mesa próximo a janela, e logo veio uma atendente jovem próximo a elas.
– Eu vou querer Futomaki especial, com legumes e tomate seco e de sobremesa pudim. – Ino falou sem nem olhar o cardápio, enquanto Hinata dava uma breve olhada para o cardápio.
– Eu vou querer zenzai e de sobremesa pãozinho de canela, onegai. Arigatou – Disse Hinata entregando o cardápio.
Em poucos minutos a jovem voltou com os pedidos, enquanto elas conversavam sobre coisas bobas.
– Itadakimasu! – As duas falaram juntas.
– Preciso urgentemente relaxar. – Ino falou esticando o pescoço para os dois lados. – Você não?
– Un*! – Concordou Hiinata. – Agente podia ir às termas hoje à noite, o que acha?
– Yoshi! – Ino falou animada, e colocando o talher da sobremesa dentro do pratinho já vazio.
– Então nos vemos as 18h. Pode ser? – Ino apenas assentiu, Hinata se levantou – Agora eu tenho que ir no clã. Ja ne Ino-chan.
– Ja ne Hina-chan. – A loira acenava enquanto Hinata saia do restaurante.
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Dojo Anbu
Hinata chegou ao dojo já uniformizada, Yugao a esperava.
– Finalmente, pensei que havia desistido. – Yugao falou em um tom de brincadeira.
– Estou dentro do horário não? – Perguntou Hinata olhando para o grande relógio do dojo.
– Está, mas Naoto disse que você sempre chega antes do horário.
Hinata reparou que a voz da Uzuki era completamente diferente com máscara e sem, a de Naoto também era, mas ela achava que ele modificava a voz e estava começando a contesta essa teoria.
– Ume, porque sua voz muda? – Hinata perguntou unindo seus dedos, como costumava fazer antes da guerra. – Sabe, eu tenho medo de pegar missão com meus amigos e eles me reconhecerem. Tsunade-sama disse que isso não pode acontecer de jeito nenhum.
– Normal, eu também tinha no início. Mas tenho que admitir que o Hayate descobriu logo de cara, os outros demoraram um pouco, mas acabaram descobrindo também. Só que demorou mais. A minha dica para você é seja outra pessoa.
– Como assim?
– Sou da*... Você é uma pessoa tímida não é? – Hinata assentiu. – Então lembra que atrás dessa máscara ninguém sabe quem está ai, ou seja: Seja ousada e autoritária. Seu cabelo você usa solto normalmente, prenda-o. E o mais importante [...] – Yugao olhou para os lado a procura de alguém. – Ative o byakugan e veja se tem alguém aqui ou próximo.
Hinata ativou e verificou nos arredores, olhou para cima e viu Tsunade em uma sala ampla com quatro anbus e cerca de oito ninjas, o que mais deixou intrigada é que Sasuke estava entre eles, ela conhecia bem o chakra do parceiro de treino.
– E então? – Uzuki tirou a atenção de Hinata do andar de cima.
– Não tem ninguém, Tsunade-sama parece estar ocupada em uma sala no andar superior.
Uzuki balançou a cabeça aprovando e tirou a máscara do rosto.
– Veja. – Ela segurou a máscara na mão esquerda e concentrou chakra no dedo indicador direito, passou lentamente o dedo por dentro da máscara. – A máscara é feito de uma porcelana especial, ela armazena uma pequena quantidade de chakra por um curto período de tempo. Armazenando o chakra na máscara faz com que o som da sua voz saia mais abafado que o normal, fica muito mais diferente do que ficaria. Isso ajuda a disfarçar por um tempo de seus amigos. Porem você terá que fazer isso a cada 6 horas mais ou menos, em uma missão tem que tomar cuidado ao tirar a máscara. – Yugao colocou a máscara novamente. – Tenta você.
Hinata obedeceu.
– Um dia meus amigos saberão que eu sou? – Perguntou, e sua voz saiu mais grossa.
– Perfeito. Seja mais autoritária e firme em seu tom de voz que eles vão demorar a descobrir quem é você Kei. Respondendo a sua pergunta, sim um dia saberão isso é inevitável. Mas quanto mais tempo isso demorar para acontecer melhor. Agora, podemos treinar?
– Hai.
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Fontes Termais de Konoha
O pensamento de Hinata se encontrava longe do local onde estava, enquanto esperava Ino chegar, seu pensamento estava em Sasuke. “Será que ele se meteu em problemas?” Hinata deu um longo e pesado suspiro, pensando em possíveis razões para o Uchiha estar em uma sala cheia de anbu e ninjas, com ele ajoelhado no centro da sala.
– Hina! – Ino corria e acenava. – Gomen pela demora, tive que ficar na floricultura.
– Não tem problemas, vamos?
– Yoshi.
Notas finais
. * shishou mestre, sensei, porém é mais utilizado quando são ninjas médicos.
. * Un Sim, utilizado de uma maneira informal.
. * Sou da basicamente, tipo assim.
Gomenassai pela demora minna-san, estou tendo muitos probleminhas pessoais e isso afeta muito a criatividade, mas espero que realmente me perdoem e não deixem de acompanhar a fic, posso demorar a postar, mas nunca abandonar a fic.
PS.: Essa semana estarei fazendo uma revisão geral de todos os capítulos já postados. :D
Espero que tenham gostado. Até a próxima.
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