Dias de Apocalipse
2 Capítulo 2
– Espera. — Falei — Esqueci de algo.
– Onde você v...
Eu tinha esquecido o meu colar da sorte, eu sempre o levo para todos os lugares que eu vou, eu sempre tirava notas ruins com, ou sem ele. Mas eu me sentia mais segura usando.
– Ah, é claro. O seu colar da sorte. — Disse Jesse.
– Vem, talvez podemos aproveitar esse lugar. — Falei o puxando.
Subimos para o teto e admiramos a paisagem, era bonita, tirando os prédios e os zumbis. Só de pensar que nas primeiras duas semanas já estava assim, imagina depois de um ano.
– Talvez deveríamos passar a noite aqui. — Sugeri — Mesmo depois de tudo.
– Eu arrisco.
– Sabe, isso é meio depressivo.
– Concordo.
– Hum, tive uma ideia. — Falei.
Jesse estava me olhando suando, geralmente, minhas ideias eram péssimas.
– Legal, qual é? — Disse ele nervoso.
– Você dorme e eu vigio.
– Deveríamos revezar.
Assenti.
Ele dormia enquanto eu ficava do alto vigiando com minha Sniper, então percebi uma sombra. Não consegui ver se era uma pessoa ou um zumbi, pois minha visão parecia tremer.
Foquei onde eu havia atirado, e... Era um cara loiro.
– Não, droga! — Murmurei.
Além de eu ter matado uma pessoa, eu chamei atenção dos malditos zumbis. Desci para o quarto rapidamente e acordei Jesse.
– Jesse! Precisamos ir! — Falei.
Ele parecia meio tonto, então o ajudei a lentar e corremos para fora. Mas eles já haviam invadido a porta da frente.
– Deve ter uma saída de emergência. — Falei.
– Por que teria uma saída de emergência em um Hotel?
– Existe uma coisa chamada fogo.
– Ah tá.
– Teremos que pular do telhado.
– Você tá louca?
Corremos para a escada e ouvimos a porta cair, isso nos fez correr mais rápido ainda. E lá estávamos de novo.
– Tá, faça o que eu fizer.
– Tudo bem! Tudo bem!
Pulei para a loja próxima, perdi um pouco de controle mas consegui. Começou uma ventania.
– Agora é você, Jesse! — Gritei.
– Não sei se consigo!
– Atrás de você!
Ele ficou com tanto medo que acabou pulando, mas não deu muito certo.
– Elly! — Ele gritou.
– Segure a minha mão! — Falei.
Depois de muito esforço, consegui lhe puxar.
– Você me salvou!
– Cadê os seus sapatos? — Falei rindo.
– Isso não é engraçado.
– Vamos logo.
Pulamos em cima de um carro e andamos até uma lanchonete, era bem assustadora. Deixei minha mochila em um canto e comecei a procurar por sinal de vida.
– Tem algum aqui? — Gritei.
– Não acho que tenha.
Encontrei alguns sanduíches no balcão, eles pareciam uma delícia, eu estava quase comendo, mas estranhei.
– Jesse, não coma isso! — Gritei.
– Poxa, qual é o problema?
– Talvez porque estamos em uma lanchonete abandonada com sanduíches que parecem que acabaram que sair do forno?
– Não se faz sanduíche no forno!
– Mesmo assim! Eu não gosto disso.
– Afe!
– Vou pegar minha mochila.
E a mochila não estava lá. Dei um passo para trás.
– O que aconteceu, Elly?
– Pegue sua arma, Jesse.
– Hã?
– Apenas pegue! — Gritei.
Fale com o autor