Dias de Amor e Guerra
10 Rooling in the Deep
Notas iniciais
Um tempo depois
(Flash Foward on)
Vi o médico se aproximando.
–O QUE HOUVE COM ELE?_ perguntou ela.
–Senhora...
–O QUE ACONTECEU?
–Ele não resistiu.
A vi cair no chão e se afogar em lágrimas.
–Porque, PORQUE._ Ela tinha uma expressão de uma dor indescritível, nunca havia visto ela daquela forma, nunca, frágil, fraca, incapaz.
Cai em lágrimas também, não podia ser, não podia ter acontecido, eu sempre suspeitei, eu poderia tê-lo salvo? Se eu tivesse confiado em mim, ele estaria vivo? Se eu tivesse sido cautelosa, isso poderia não ter acontecido? Só conseguia sentir raiva, dor, ódio.
Doía tanto, que ficava difícil, quase impossível de respirar. Olhei e vi minha família sem chão.
Aquele momento só conseguia pensar em uma coisa, que ela iria pagar, eles vão pagar, por tudo que fizeram, tudo.
(Flash Foward off)
Pov Lucy Weasley.
Abri os olhos, vi Lily já acordada lendo, pisquei várias vezes e bocejei. Me sentei na cama.
–Lucy acordou, milagre.
–Que horas são?_falei sonolenta.
–Dez e meia.
–DEZ E MEIA, CARAMBA TO ATRASADA._levantei no pulo e fui rápido para o Banheiro.
–Atrasada para o quê?
–Meu namorado, vem me visitar hoje.
–NAMORADO? COMO ASSIM NAMORADO? LUCY WEASLEY VOU TE SURRAR, COMO ASSIM NAMORADO?
–O Jone ele vem aqui hoje, desculpa não contar dele.
–DESCULPA O CARAMBA, PORQUE VOCÊ NÃO CONTOU DELE?
–Estou com muito coisa na cabeça, achei melhor esperar ele vir.
–VOCÊS NAMORAM A QUANTO TEMPO?
–Não vem ao caso.
–VEM SIM LUCY, QUANTO TEMPO?
–seis meses._ falei rápido e baixo.
–O QUE? SEIS MESES? VOU TE BATER WEASLEY.
–Desculpa, queria esperar um pouco mais, aí a Vick morreu e tudo ficou uma loucura.
–Que horas ele vem?
–Em meia-hora.
–Então rápido se arrume, vamos conhecer seu namorado._ ela disse ainda irritada.
Tomei um banho rápido, me sequei, voltei ao quarto, abri o Guarda-Roupa, peguei uma blusa branca de cetim, uma saia pouco rodada preta, uma sandália preta, uma jaqueta de couro, arrumei meu cabelo o deixando levemente ondulado. Olhei no relógio eram 11h07. Ouvi a campainha, Jone pensei, saí do quarto e desci as escadas rapidamente. Vi minha vó abrindo a porta, assim que ela abriu avistei Jone, ele é alto, de cabelo preto, pele bem branca, não muito forte, corri até ele e o abracei.
–Está atrasado sete minutos.
–Quem é esse querida?_ perguntou minha vó.
–Esse é Jone, meu namorado.
–Prazer querido, sou Molly._ ela disse e apertou a mão dele.
–Ainda bem que chegou._ falei sorrindo.
–Na verdade Lucy gostaria de falar com você._ vi nervosismo em sua voz.
–Jone está tudo bem?
–Está só gostaria de falar com você a sós.
–Claro queridos, deixarei vocês a sós, Jone foi um prazer te conhecer._ disse minha vó e saiu.
–Entra._ falei e abri espaço para ele passar, me sentei em um sofá e Jone se sentou na minha frente._ O que quer falar? Você está estranho.
–Lucy, você é fantástica, mas é que...
–Que...?
–Eu quero terminar.
–COMO?
–Não é você, é eu.
–PARA COM ISSO CARAMBA, TODO MUNDO QUANDO VAI TERMINAR FALAR ISSO, MAS NUNCA É VERDADE.
–Lucy...
–QUERO MOTIVOS CONCRETOS AGORA.
–É...
–JÁ SEI, É AQUELA DESGRAÇADA DA SARAH.
–Lucy...
–É ELA, SEU DESGRAÇADO._ falei muito irritada e peguei um copo e quebrei perto dele.
–Desculpa...
–DESCULPA? VOU TE MATAR JONE._ ouvi passos vindo da escada.
–Lucy não era para ser assim...
–MAS VOCÊ FEZ ASSIM! VOCÊ CONHECE A SARAH A MAIS TEMPO QUE A MIM, ENTÃO VOCÊ SEMPRE ME ENGANOU?
–Não Lucy.
–JONE MULLER VOU QUEBRAR ESSA SUA CARA._ olhei rapidamente a escada, vi Louis, Nara, Lily e Thiago.
–Lucy.
–VOCÊ MENTIU, ME ENGANOU SEU FILHO DA PUTA, VOU TE MATAR.
–Eu não menti Lucy.
–IMAGINA, SABE QUERO QUE VOCÊ, SUAS DESCULPAS E SUAS MENTIRAS SE EXPLODÃO, APROVEITA E LEVA A SARAH JUNTO COM VOCÊ_ falei começando a bater nele, Thiago me puxou e me segurou com os dois braços._NÃO ME SEGURA CARALHO, VOU MATAR ESSE DESGRAÇADO, THIAGO SIRIUS POTTER ME SOLTA!
–Lucy calma, calma Lucy._ disse Thiago tentando me acalmar.
–CALMA? EU JÁ TO BEM CALMA, DEIXA EU MATAR ESSE FILHO DA PUTA._ Louis se aproximou de Jone.
–Sai daqui agora, se eu te ver de novo, não vou segurá-la._ Jone sem pensar duas vezes, saiu.
Thiago me soltou, todos me olharam.
–Vou sair, não tenho hora para voltar._ fui até a mesa peguei minha bolsa e aparatei.
Apareci na frente de um bar, entrei, é um bar bruxo pequeno e clássico, escuro com um balcão escuro com banquetas pretas, tinha umas cinco pessoas, sentei em uma bancada no canto, meu amigo barman veio me atender.
–Quanto tempo Lucy._ ele disse se aproximando._ O que você vem fazer aqui essa hora?
–Uísque de fogo.
–Não é muito cedo para beber?
–Nunca é cedo para beber e não se intromete John._ falei irritada.
–Calma, to falando de boa Lucy._ ele disse e pegou Uísque e um copo, o encheu e me entregou._ Quer conversar, você parece péssima.
–Não to bem.
–Lucy, você não está bem, para de mentir.
–Eu to.
–LUCY WEASLEY.
–OK JOHN, MEU NAMORADO PELO QUAL NAMORAVA SEIS MESES DECIDIU TERMINAR E POR QUÊ? PORQUE ELE TEM OUTRA DESDE QUE ME CONHECEU! PRONTO ESTÁ FELIZ?
–Lucy... Desculpa, eu não imaginava.
–SABE JOHN, É DIFICIL._ falei começando a chorar._ SEMPRE FUI CUIDADOSA, NUNCA ME ENVOLVI COM QUALQUER PESSOA, MAS NÃO FUNCIONA. EU NASCI PARA ME FERRAR NA VIDA.
–Lucy..._ ele disse, saiu de trás do balcão por uma portinha e me abraçou._ Calma Lucy, esse cara é o ser mais idiota que eu já ouvi falar, ninguém em sã consciência faria isso com você, você é maravilhosa.
–Obrigada John, você é um ótimo amigo._ falei tentando secar as lágrimas , ouvi a porta abrir.
–Lucy._ John se afastou, olhei e era Roxy.
–Roxy... como você...
–Sabia que você estaria aqui? Aqui é um dos seus lugares favoritos._ ela disse e viu John._ Oi...
–John.
–Ah claro, oi John.
–John trás mais um Uísque de fogo.
–Ok._ John voltou para o balcão e Roxy se sentou ao meu lado.
–Lucy o que foi aquilo?
–Aquilo...?
–Lá na Toca, quem era aquele Jone?
–Meu namorado.
–Como?
–É meu namorado, não contei, pois queria ter certeza sobre ele, mas como você viu não deu muito certo.
–Lucy..._ John colocou um copo de Uísque de fogo na frente de Roxy e ela tomou um gole.
–É eu sei o que você vai dizer, mais uma vez.
–Lucy você é muito cautelosa, se arrisque mais amor, não seja assim. Viva, se aventure, não seja tão cuidadosa.
–É, vou começar a fazer isso. Quem sabe um dia...
–Lucy... Quer saber, vamos sair hoje a noite.
– Não tenho planos.
–Tipo?
–Deitar e morrer.
–Lucy_ Roxy me olhou e fez biquinho.
–Tudo bem, mas não prometo socializar.
– ok, mas pelo menos tenta._ Roxy falou e me abraçou.
Que poderíamos ter tido tudo
Rolando nas profundezas
Você teve meu coração em sua mão
E você brincou com o que eu sentia
Pov Rose Weasley.
–Acorda Malfoy! _ Gritei e o empurrei da cama, o fazendo cair.
–Pronto Rose acordei, o que foi?_ disse ele se levantando sonolento.
–Tenho médico vamos!
–É hoje?_ ele disse se sentando na cama.
–sim.
–Não da para desmarcar, são 11h40 ainda.
–NÃO!
–Tá, vou levantar._ ele disse e se aproximou para me beijar, desviei.
–Tá atrasado sem beijo._ falei levantando._ rápido, quero você lá embaixo em cinco minutos._ fui até a porta e saí do quarto.
Desci as escadas e fui para a cozinha, fiz um café rápido com magia e comi umas bolachas de sal, quando Scorpius desceu as escadas. Ele tomou uma café rápido também. Assim que estávamos prontos aparatamos.
Aparecemos na frente do Hospital Sant. Mungus e entramos.
Ele não estava muito cheio, tinha umas vinte pessoas nos corredores e uns dez médicos. Olhei no relógio eram 12h20, andamos rapidamente a caminho da sala 23, sala da Shirley,
–Lembre-se Weasley, se for menina vai se chamar Elena.
–Sem chance Malfoy, vai se chamar Gwen e já está decidido se for menino vai se chamar Scott.
–Eu não posso escolher o nome do meu filho?
–Pode opinar.
–Tá, não quero Scott.
–Opinou, mas tanto faz vai se chamar Scott.
–Você é insuportável Weasley.
–Você me ama Greengrass.
–NÃO ME CHAMA ASSIM.
–É fofo.
–É estranho!
–É estranhamente fofo.
–Ok Granger.
–Você sabe que eu amo esse nome.
–E Princesa Mercenária?
–CALA A BOCA GREENGRASS, odeio esse apelido.
–Se acostume amor._ ele disse e me beijou, chegamos à sala e entramos.
Shirley estava sentada mexendo em um monte de papéis.
–Rose, Scorpius._ ela disse colocando os papéis em uma mesa do lado._ sentem-se.
Nos sentamos nas duas cadeiras na frente.
Shirley é nossa amiga desde Hogwarts, era Grifinória, já pegou o Thiago por um tempo [N/A: Voltem na primeira temporada, no capitulo que o Ted pede a Vick em casamento, vocês verão ela].
Estava de quatro meses de gravidez, segundo ela o feitiço já reconheceria o sexo do bebê. Teste era simples ela me daria um chiclete para mascar, se sentisse gosto de morango era menina, se sentisse de Bluebarry era menino, parece um teste idiota mais é muito eficaz.
Ela me passou o chiclete, o teste demora uns minutos para o sabor vir, comecei a mascar, enquanto o gosto não vinha, conversamos por uns cinco minutos até que o gosto veio.
–Morango! É morango!
–Oi?_ perguntou Scorpius.
–Morango, é menina!
–Parabéns Rose.
–A Gwen Scorpius._ falei e o abracei._Obrigada Shirley._ a abracei também.
Saímos da sala e fomos a caminho da porta.
– Gwen Granger Greengrass.
–Rose Weasley para de graça, ela não vai ter Greengrass, mas sim Malfoy.
–Que idolatria é essa por Malfoy?
–Melhor que Greengrass é. E Malfoy é um nome lindo.
–Prefiro Greengrass._ falei fazendo careta, demos as mãos e aparatamos.
Aparecemos em casa, fui até o sofá e me deitei.
– O que vai fazer hoje?_ perguntei.
– Procurar mais pistas sobre meu pai e Órion, eles são impossíveis de se rastrear. E você o que vai fazer hoje?
–Nada, vou apenas dormir._ Scorpius deitou em cima de mim com cuidado.
–Gwen Granger Greengrass, muito G.
–Eu gosto.
–Prefiro, Gwen Weasley Malfoy.
–Os nomes Weasley e Malfoy em uma só pessoa, nossa filha será uma relíquia, vão colocá-la em um museu._ falei rindo.
–Mas é bonito.
–Greengrass é lindo.
–Malfoy é mais.
–ok,ok Gwen Malfoy._ falei, ele riu e me beijou, um beijo longo e suave.
–Te amo Rose Malfoy.
–Te amo Scorpius Malfoy._ o beijei.
Assim que descolamos nossos lábios, o joguei para fora do sofá.
–Agora vá fazer algo de útil.
–Grossa._ ele levantou do chão.
–Inútil._ ele veio até mim e me deu um beijo.
–Vou indo, te amo.
–Também te amo.
Ele saiu da sala e logo depois ouvi o som da aparatação. Minha boca começou a secar, levantei e comecei a caminhar até a cozinha, ouvi um barulho de copo, assim que cheguei meu coração parou por cinco segundos.
–O que você está fazendo aqui?
–Vim te visitar._ ele estava no bar e mexia nas bebidas._ Quer alguma coisa?
–veneno, de preferência no seu copo.
–Acho que veneno aqui está em falta.
–Pare com a sua Ironia barata e me responda, o que você está fazendo aqui Órion?
–Vim te visitar.
–Porque? Veio colocar outra bomba?
–Não, já cansei, ninguém nunca morre, a próxima vez vou direto no Avada Kedavra.
–Veio me matar? Mais uma grávida? São seus alvos principais?
–Eu não matei a Vick e nem mandei matá-la, o Malfoy á matou por vontade própria e não, não vim matar você, vim apenas conversar.
–Já que veio para conversar, me explique O PORQUE DE TUDO ISSO, VOCÊ ESTÁ DEVASTANDO TODA A MINHA FAMÍLIA.
–Ah, então é isso que te intriga._ não conseguia olhar na cara dele sem fantasiar, mortes para aquele desgraçado._ É bem simples. Você já deve ter ouvido falar de Bellatrix Lestrange, na batalha de Hogwarts ela morreu e adivinha que a matou.
–Minha vó. Mas o que você tem haver com tudo isso.
–Achei que já tivesse ligado os pontos que estão tão claros.
Pensei por um tempo e...
–Bellatrix... Bellatrix Lestrange é sua mãe! Mas como...
–Minha mãe era apaixonada, por Voldemort, mas sempre negava a meu pai, assim meu pai pediu para Ela provar seu amor a ele e pra provar ela me teve, porém, foi perto da primeira guerra bruxa,sendo assim fiquei com uma vizinha, minha mãe ia me visitar as vezes, até que ela foi presa e depois de tempo, ela fugiu e retomou as visitas. Quando ela parou de me visitar e descobri que foi porque ela estava MORTA. Investiguei e descobri que á matou, foi sua vó Molly.
–TUDO ISSO PARA SE VINGAR! VOCÊ TIROU VIDAS ÓRION, VIDAS! ELA MATOU VÁRIAS PESSOAS, DEIXOU OUTRAS PESSOAS SEM MÃE, PAI, FAMÍLIA! ELA DESTRUIU FAMÍLIAS DE INOCENTES!
–Rose ELA ERA MINHA MÃE, ACIMA DE TUDO.
–ELA FEZ COISAS HORRÍVEIS!
–ELA MORREU!
–OK, ELA MORREU, MAS PORQUE DESTRUIR UMA FAMILIA INTEIRA!
–Rose por causa da sua família, minha mãe morreu!
– E POR CAUSA DA SUA, PESSOAS DA MINHA FAMÍLIA MORRERAM!
–ÓTIMO O ÓDIO É MÚTUO.
–O QUE VOCÊ ESTÁ TENTANDO FAZER ÓRION!
–DESTRUIR SUA FAMÍLIA. VOCÊ NÃO VÊ, ELA ESTÁ RUÍNDO AOS POUCOS, ELA ESTA SENDO QUEBRADA DE TODAS AS FORMAS E MANEIRAS. MORTES, EMOCIONAL, TRAIÇÃO.
–TRAIÇÃO?
–Você não pode confiar em todo mundo Rose.
–Você está insinuando que há traidores em minha família?
–Não estou insinuando, estou afirmando.
–Eu sei em quem posso confiar Órion.
–Pense assim, pode evitar que você enlouqueça rápido_ e assim aparatou.
Assim que o vi aparatar, fui rápido para sala, peguei minha bolsa e minha varinha e aparatei. Apareci na frente da Toca, o tempo estava abafado e ventava suavemente, vi os galhos da árvore e balançarem, respirei fundo, tentando recuperar os batimentos cardíacos, caminhei até a porta, com o barulho das folhas voando, entrei.
No sofá estava Dominique que lia uma revista deitada com a cabeça no colo de Louis, que conversava com Thiago que tinha as pernas de Nique em seu colo. No outro sofá estavam, Nara e Bruna conversando. Olhei para cozinha estava minha vó já preparando almoço, junto de George e Gina.
–Rose, o que aconteceu?_ perguntou Nique levantando, assim que me viu.
Devia estar pálida e com uma expressão assustada, pensei.
–Órion.
–Como?
–Chamem todos, eu tenho muitas respostas.
Todos levantaram, vi Dominique, Thiago e Bruna, subirem as escadas. Abri minha bolsa, peguei meu celular e liguei para Scorpius.
–Alô?
–Scorpius.
–Rose, aconteceu alguma coisa?
–Órion.
–O que?
–Vem para Toca e te explico.
–Chego em cinco minutos._ logo depois ele desligou.
Depois de exatos cinco minutos, Scorpius chegou.
–Você está bem?
–Estou.
–O que Órion fez?
–Me deu respostas._ Scorpius pareceu confuso.
Depois quando todos estavam na sala, tentei pensar em um jeito fácil de explicar e cheguei á conclusão que não havia.
–Então Rose, o que houve?_ perguntou meu tio Harry.
– Órion, ele apareceu em casa e por mais incrível que pareça, ele me deu todas as respostas.
–Quais respostas?_ perguntou Nara.
–Motivo, causa e objetivo.
–Explique._ disse George.
– Juro que tentei pensar em formas mais fáceis de dizer isso, mas simplesmente não existe.
–O que Rose?_ perguntou Ted.
–Órion..._ respirei fundo_ ele é filho da Bellatrix Lestrange._ assim que falei, vi todos ficarem espantados, Ted ficou perplexo, Harry abria a boca e fechava várias vezes tentando produzir algum som.
–Como?_ disse Gina finalmente.
Respirei fundo novamente e repeti tudo que ele me disse, excluindo apenas a parte que há traidores na família.
–Tudo isso, pela morte da Bellatrix?_ falou George.
–Bellatrix teve um filho?_ indagou Percy.
–Eu estou tão confusa quanto vocês, ele só jogou as respostas em mim e sumiu.
–Eu vou matar aquele desgraçado._ disse Ted.
–A mãe dele era uma assassina._ vi Gina estressada.
Todos estavam sem reação, não sabiam se ficavam estressados, irritados, apavorados ou perplexos, era muita informação par mim, senti minha pressão sofrer leves alterações, me virei e saí pela porta, ventava um pouco mais forte e o tempo já estava um pouco mais fresco. Ouvi o barulho da porta, olhei e era Scorpius.
–Você está bem?
–Estou, só um pouco confusa.
–Todos estamos.
–Cansei Scorpius, cansei de viver com medo, cansei de fugir, cansei de ficar no escuro, cansei de ser saciada com qualquer ponta de luz e esperança, eu só quero que tudo isso acabe.
–Eu sei Rose.
–E se destruir minha família não for o bastante e se ele quiser mais? E se isso nunca acabar?_ lágrimas começaram a sair de meus olhos.
–Rose, vai acabar, eu te prometo, não vou parar enquanto não enterrar Órion.- ele me abraçou e me beijou.
Não via mais solução em tudo aquilo, mortes, destruição, traição, Órion, tudo aquilo perdia o sentido cada vez mais.
Pov Lucy
Com tudo acontecendo, minha cabeça estava confusa, eu estava confusa. Subi as escadas e fui para o meu quarto, me deitei na cama e logo depois Roxy apareceu.
–Impressionante como Órion consegue estragar até uma simples ida á balada._ ela disse e deu um riso fraco.
–Como ele consegue querer tanta destruição?
–Família, ele é um Lestrange, querer destruição e mortes, está no sangue.
–Loucura e insanidade também._ falei, demos um sorriso leve e depois ficamos em silêncio.
Olhei no relógio eram 16h, sem ligar para a hora me virei na cama e fechei os olhos, tentando me desligar de tudo aquilo, de Jone, de Órion, de tudo.
Depois de muito tempo, de repente adormeci.
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