Dias Difíceis
1 Força Garota
Notas iniciais
Nem onde tudo é um mar de rosas,
Quando se ama, sofre
Mas se está sofrendo, é preciso que haja
Força, paciência e persistência.
Mais será que todos conseguem suportar?
Ou será que...
TERÇA 7:53 PM
-Ah! -Sherlock grita entediado-
-Ai meus Deus, Sherlock!!!
Molly exclama ao entrar no flat, bagunçado e empoeirado, vendo Sherlock atirar nas paredes, como se brincasse de tiro ao alvo, estava feliz por não ser o alvo das “descargas” de Sherlock, não dessa vez.
-Não pensei que Anderson e Donovan estivem certos!
-Eu não sou um psicopata!
-Mas às vezes me faz acreditar nisso, agora pare de extravasar sei lá o que nas paredes, elas não têm culpa de você ser um louco entediado, isso deve ser perigoso.
-O que está fazendo aqui???
-Bom te ver também!
-Porque veio?
-John pediu que viesse te ver, ele acha que você ficaria meio sozinho enquanto ele viaja em lua de mel, já que você geralmente expulsa a Ms. Hudson a patadas daqui não é?!
-Não tem medo que eu faça o mesmo com você?
-Tente!
-Pra que veio? Antes a solidão que a sua companhia.
-Continue tentando.... Eu estou vacinada!
-Aarh...
Sherlock suspira e se vira para as costas do sofá onde estava deitado, com seu pijama, encolhe as pernas e coloca uma almofada sobre a cabeça. Não está nem um pouco a fim de aguentar a Molly olhando pra ele como se ele fosse um anjo, o que ele, definitivamente não era. Sherlock já estava preparado para ver a Molly se derretendo por ele, suspirando feito uma adolescente boba e fútil, relacionamentos? Não! Com outras pessoas? Não! Namorada? Argh, obviamente não!!!
-Sherlock? Sherlock? Sherlock!!! –sendo ignorada Molly grita na ultima vez, numa tentativa de chamar a atenção do mesmo, puxando ao mesmo tempo, a almofada do rosto de Sherlock- Olha pra mim, não tenho a noite toda pra perder com você.
Sherlock se assusta ao ouvir isso, aquela não era a Molly de sempre, se vira na mesma hora, surpreso, mas com a mesma cara de sempre, insensível a tudo.
-Sherlock eu vim ver como está porque Mary e principalmente John me pediram, trouxe seu jantar, que Ms. Hudson preparou, por tanto se quer me ver fora daqui o quanto antes é melhor ir comer antes que a comida esfrie.
Sherlock pisca varias vezes os olhos, sem entender a atitude de Molly, ela nunca o havia tratado com tanta frieza, ou melhor, ela nunca o havia tratado por igual, Sherlock se vira por completo, se senta, e um pouco relutante ao vê-la em pé com pose de autoridade, se levanta e caminha até a mesa sentando-se novamente para jantar.
-Ficarei aqui para me certificar de que realmente jantou.
Sherlock começa a comer e em 1 hora termina de jantar, a demora foi só para irritar Molly, que o esperava impaciente e observava-o a cada 5 minutos para que ele não sumisse magicamente com a comida, vendo que ele havia acabado se levantou do sofá.
-Bem, agora que vejo que você realmente comeu algo, vou embora, são nove horas, aproveite o resto da noite, sabe-se lá a madrugada, amanha virei novamente, espero que esteja mais... Normal, se é que é possível! Boa noite!
Sherlock não acredita no que está vendo, ouvindo, sentindo.... SENTINDO???
~pensamentos~
S.H.
??????
Molly Hooper?? Essa é realmente Molly Hooper? A boba e apaixonada Molly Hooper quem está me dizendo todas essas coisas? Me “ignorando” e me tratando com frieza e indiferença? Como?? Como ela conseguiu?? Ela me.... amava?? O que houve com ela??? Espera, o que houve comigo?? Eu não me importo, nem sinto falta dessa atenção sempre indesejada!!
...............................................................................................,
Boa noite?? Ela vai embora?? 9 horas? E ela vai embora?????
S.H.
~pensamentos~
-Já vai?
-Acho que foi isso que eu quis dizer com “ir embora”!
-Pra que vem amanha de novo? Não preciso de babá! — Sherlock tenta não demonstrar algo diante das “tapas” que leva de Molly. -
-Necessidade!
-Que? – Ele não entende o uso da palavra, já que ela está tão “agressiva”.
-Sua, não minha, seu “preceptor” estará fora por uma semana e sim, você precisa de uma babá, boa noite!
-Não tenho a necessidade de te ver enfiada aqui todos os dias enquanto John está fora.
-Nem eu de te aguentar mais que o necessário, por tanto, com licença.
-Molly? –Sherlock a chama sem acreditar no que está acontecendo.
-Sim?
Sherlock fica parado encarando-a e pensado como aquela garota dócil e gentil, boba, se tornou tão fria e insensível, uma cópia, de si mesmo.
-O que houve com você?
-Só estou devolvendo todas as suas gentilezas, vacinada, lembra?
Molly sai e bate a porta, deixando Sherlock em pé feito uma estátua e revendo em sua cabeça como um disco arranho o olhar indiferente de Molly antes de bater a porta e ir embora, aquela frase fica exposta aos seus ouvidos repetidas vezes durante alguns minutos –só estou devolvendo todas as suas gentilezas- tempo que levou para voltar a si.
Enquanto isso, do outro lado da porta....
-Seja forte garota, olhe até onde você conseguiu- lutava contra as lágrimas que queriam descer enquanto dizia baixinho para si mesma- seja forte, ele não merece nenhum de seus sorrisos, de suas lágrimas, sua preocupação, aquele canalha não merece nada que venha de você a não ser o que ele te dá, patadas, seja forte, forte, forte... – silenciosas e inevitáveis, elas descem molhando todo o seu rosto, e borrando o pouco de maquiagem que havia em seu rosto. Molly desce as escadas sem fazer barulho e vai embora com seus pensamentos que só a iludem e dão falsas esperanças.
Como de costume Sherlock não conseguiu dormir, passou a noite jogado no sofá.
~pensamentos~
S.H.
Como vou me distrair, passar o tédio, sem John, sem Mary, sem Lestrade, sem Mycroft, sem Ms.Hudson, sem... Sem Molly... Molly? (pensamentos avulsos -“só estou devolvendo todas as suas gentilezas...”. “Não tenho a noite toda pra perder com você...” “Te aguentar mais que o necessário...”-pensamentos avulsos).
S.H.
~pensamentos~
Imaginar Molly dizendo essas coisas era difícil, difícil de acreditar, de aceitar, compreender, ouvir... Sherlock olha a hora no celular e são 10 horas.
-Ainda, ainda são 10 horas.
Um pensamento percorreu na cabeça de Sherlock, clamando por sua atenção, ele tenta evita-lo ao máximo e expulsa-lo de sua cabeça, mas ele continua vagando, e é só uma pergunta:
-Pra onde ela foi?
E um turbilhão de perguntas surgiu em sua cabeça, pra onde ela foi? Com quem? Para que? Fazer o que? Por quê? Pegou o celular.
>Menu< >Mensagens< >Novo SMS< >Contatos< >Molly Hooper< >Enviar?
..........
Notas finais
Mais é só um #pouquiiinho :)
Obrigada a quem leu!!! Até o próximo capitulo.
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