Eu estava escutando os pés daquelas criaturas se arrastando pelo jardim de minha casa, e eu só podia ver a sombra deles por debaixo da porta. Meu deus, como assim, criaturas? Eram todos moradores da cidade, amigos vizinhos, eu não podia acreditar que estava os chamando de monstros.

Olhei bem no mapa, a Escola era muito longe de minha casa, não era muito longe, mas com aquelas coisas lá fora, qualquer quarteirão era muito longe. Pensei em pegar algum carro, mas eu não tinha coragem de invadir a casa dos meus vizinhos, mesmo que muitos deles haviam saido, ou morrido. E também muitos estavam com o carro no meio da rua destruido.

Derrepente pensei em ir por cima dos muros, pulando de telhado em telhado, eu poderia chegar a escola desse jeito, depois eu arrumava uma maneira de entrar lá. Mas como eu sairia da minha casa com os zumbis andando pelo meu jardim e pela porta da frente?

- Já Sei — pensei alto

Corri para meu quarto e peguei um travesseiro, fui para a cozinha, minha casa não era muito grande, o quarto ficava bem próximo a cozinha. Chegando lá peguei uma faca, respirei fundo e passei a faca levemente na palma da minha mão, o sangue começou a escorrer, passei todo o sangue que pude no travesseiro. Depois coloquei um curativo que encontrei ali em uma das gavetas da copa.

Me aproximei da janela, eu não poderia errar, pois não poderia cortar minha mão outra vez. Abri um pouco a janela da sala, em fazer muito barulho, depois mirei a rua e joguei o travesseiro, mas por azar, o travesseiro bateu e enrroscou no portão e ficou ali pendurado.

Os zumbis que estavam ali andando pela porta, começaram a sentir um cheiro, do meu sangue é claro, e foram correndo para o travesseiro. Percebi que todos eles estavam agarrando o travesseiro, eu precisava aproveitar sse momento. Corri para o fundo de casa, os zumbis que estavam no jardim haviam corrido para frente também, então aproveitei e peguei minha mochila, e corri para fora. O Sol estava alto, deveria ser umas 10 da manhã, eu não tinha certeza, meu celular havia ficado em cima da mesa.

Subi no muro com a ajuda de uma bicicleta que estava ali, deveria ser minha mesmo, mas não me importava mais a essa altura. Fiquei ali em cima do muro, os zumbis já tinham percebido que o travesseiro não era comida, e começaram a se espalhar outra vez, eu tinha pensado em voltar pegar meu celular, mas os zumbis começaram a entrar em minha casa, eu havia deixado a porta aberta.

- Que droga... minha casa — eu resmunguei

Olhei então para a casa do vizinho, e vi que o telhado estava bem próximo, segui meu plano então, comecei a pular de muro em telhado e de telhado em muro. Enquanto isso eu olhava a cidade, estava cheia de monstros, todos andando de um lado para o outro como se estivessem pocurando alguma coisa para comer, ou melhor alguém.

- Senhor Chad — Eu resmunguei quando vi um senhor andando pela rua cambaleando, era meu professor de história, ele também havia se tornado um zumbi, era inacreditável.

Continuei pulando de telhado em telhado. Quando cansei fiquei em um telhado de uma casa enorme, eu precisava descansar, e ali havia muita sombra, pois tinha uma árvore enorme bem ali perto daquela casa. Abri minha mochila e peguei uma garrafinha de água que eu havia colocado antes de sair de casa. A Água já estava quente, pois ficou dentro da mochila enquanto eu pulava de telhado em telhado, no sol quente daquela tarde horrivel.

- Você ai... Ei — Escutei um sussurro vir de baixo

Olhei bem para não me enganar, pois eu poderia estar tendo ilusões de tanto ficar no sol. Não pude ver ninguém, só um jardim muito bonito, parecia bem conservado, os zumbis talvez ainda não tivessem passado por ali. Mas não me arrisquei a descer do telhado.

- Ei... Cara nós não somos um deles, Pode Descer. — Era outro sussurro, agora uma voz mais grossa que a primeira, parecia que era um casal.

Eu fiquei com medo, mas resolvi descer, eu ainda tinha uma faca na mochila pra me defender. Pulei no muro e depois desci no jardim, estava tudo quieto, pensei em subir de novo, mas fiquei muito encantado com aquele lugar, havia muitas espécies de flores ali, o lugar estava até perfumado. O que me encantou não foram as flores, mas aquele lugar me lembrou muito minha mãe.

Derrepente senti alguém me segurar pelos braços, eu fiquei imóvel. Eu tentyei me soltar mais não consegui, me seguravam com força, e eu estava fraco, pois não me alimentava direito a dois dias, e estava muito cansado. De Trás de um vaso enorme, saiu uma linda garota, seus olhos azuis pareciam que brilhavam, seu cabelo todo branco, foi o que me chamou a atenção, pois o cabelo era branco, mas ela deveria ser bem mais nova do que eu. Eu tinha 18 anos, e ela provávelmente deveria ter uns 17. Ela era muito linda, suas buchechas eram rosadas, eu até desisti de tentar me soltar.

Ela se aproximou de mim, eu pude sentir seu perfume, depois ela começou a me olhar, olhou minha barriga, minhas pernas, meu braço. Em outra época eu pensaria outra coisa, mas como as coisas estavam, é claro que ela só queria ter certeza de que eu não tinha siso mordido.

- Desculpe-me -ela disse se afastando — Só precisava ter certeza de que...

- De que eu não tinha sido mordido — rspondi a interrompendo.

- É — ela disse e virou-se de costas. — Solte ele — ela ordenou

A Pessoa que estava me segurando me soltou e depois veio a minha frente, era um jovem rapaz, ele era alto, seu olhos bem claros tambem, uma pele branca com um cabelo bem escuro.

- Me Desculpe por isso, sou Nick — respondeu o rapaz estendendo a mão para mim.

- Tudo bem — respondi e apertei a mão, como um sinal de educação.

Olhei para a garota, ela se sentou em uma banco que havia ali, e depois sorriu.

- O que você estava fazendo em cima do telhado? — ela me perguntou sorrindo, parecia achar engraçado eu andar no telhado.

- Eu estava tentando.... Ahh Esqueçe — Eu desisti

- Mas foi uma boa idéia, eles não podem subir, eu acho — disse o rapaz rindo.

- E Vocês, moravam aqui? — Perguntei, eu gostaria de saber se havia mais alguém vivo.

- Não, — respondeu a garota friamente. — Nós estavamos indo embora da cidade, mas alguns idiotas roubaram o nosso carro, nossos pais disse para nós correr, na verdade eles se sacrificaram por nós. Dai encontramos esse lugar, e ficamos por aqui, os zumbis não podem sentir nosso cheiro.

- É claro, as flores confundem o cheiro néh — Eu disse rindo

- Pode ficar aqui com a gente se quiser. — disse Nick

- Muito obrigado, mas preciso ajudar uma amiga que está presa na escola

- Então é por isso que estava andando pelos telhados? — Perguntou a garota.

- Sim

- Vamos te ajudar a Encontrar sua amiga — disse a garota se levantando do banco e vindo em direção a mim.

- Mas é arriscado, podemos todos morrer — eu avisei

- Se ficarmos presos aqui, é como se já estivessemos mortos, vai ser uma avenura — disse a garota.

- Tudo bem... é Como você se chama? — Perguntei

- Sou a Sara — ela disse com um sorriso.

Fiquei olhando para sara ela parecia bem animada em me ajudar. Nick também mostrou um sorriso e concordou em nos ajudar, eles tinham um carro, e assim nós poderiamos chegar mais depressa, e eu poderia enfim ajudar Any.