Dias Cinzentos

2 Acidente na Estrada


Fiquei olhando pelo vidro do carro enquanto minha mãe percorria as ruas da cidade. As pessoas estavam todas desesperadas, algumas pessoas se jogavam na frente dos carros, era uma cena horrivel, e eu não imaginava o que estava acontecendo.

Minha mãe ficou em silêncio, ela só olhava no relógio e depois voltava a olhar para frente. Fiquei olhando pelo vidro embaçado, estava frio, me encolhi no banco, eu acho que não queria saber o que estava acontecendo.

Estavamos passando por uma rua mais calma, as pessoas não estavam correndo, não estavam nervosas, parecia que estava tudo normal.

- Filho a gente vai pro sitio da sua avó — disse minha mãe, pela segunda vez ela havia falado comigo depois que entramos no carro.

- Tudo bem, mas porque? O que está acontecendo? — eu peguei o mesmo costume de minha mãe de fazer uma pergunta atrás da outra.

- Não sei muito bem, aquelas pessoas, elas deviam estar mortas — disse minha mãe confusa

Eu não entendi muito bem, minha mãe também parecia confusa, eu resolvi não fazer mais perguntas. Queria chegar logo ao sitio de minha avó, há muito tempo eu não ia visita-la. A ultima vez que a vi, foi um mês depois do acidente que meu pai morreu, ela ficou por muito tempo em minha casa, me dando a maior força. Acho que nós nos apoiavamos, pois eu havia perdido meu pai, e ela um filho.

Apesar de viver sozinho com minha mãe, eu era feliz, tinha muitos amigos na escola, também alguns inimigos, mas era uma vida normal. Fiquei imaginando chegar no sitio da vovó, comer todo doce que minha vó preparava toda vez que eu a visitava. Estava com a imaginação longe, e não percebi um clarão que me cegou derrepente, parecia dois farois que vinha em direção ao carro de minha mãe. Ela tentou desviar e o carro saiu da estrada e caiu em um barranco.

Não me lembro muito bem do que aconteceu, foi tudo tão rápido, eu apaguei logo depois do carro sair da estrada, bati muito a cabeça no carro, só me lembro de ouvir os vidros se quebrando.

Quando abri meus olhos senti um ar gelado passando por mim, e uma dor na testa, passei a mão e percebi que havia um corte, eu estava preso no cinto de segurança, e o carro estava de ponta cabeça, e estava muito escuro, por um momento pensei que estava morto, a unica luz que eu podia ver era do meu celular que acendeu com uma mensagem que recebi.

'' JASON ME AJUDA, EU ESTOU PRESA NA ESCOLA, ELES ESTÃO POR TODA A PARTE, NÃO CONSIGO SAIR, POR FAVOR JASON, VENHA ANTES QUE ELES ME ENCONTRE ''

Era uma mensagem de Any, nós estudava-mos juntos no colégio, ela era uma aluna exelente, ao contrário de mim, que não tirava boas notas. O que me intrigou foi o '' ELES '' quem iria encontra-la?, seriam os terroristas, ou algum assassino maniaco. Puxei o cinto e cai no chão do carro, meu cabelo estava todo sujo, mas não me importei com isso.

- Mãe o que acionte..... — Fiquei Frio por um momento

- Mãe cadê você? Mãe — gritei muitas vezes, quando percebi que minha mãe não estava do meu lado no carro.

Sai do carro com os olhos cheios de água, eu estava com medo, medo de ter perdido minha mãe, e também de ficar sozinho com tudo o que estava acontecendo. Procurei minha mãe por toda parte, o carro estava em um barranco, havia grama por toda parte, nós estava-mos na estrada que nos levaria ao sitio de minha avó.

Cheguei a estrada, estava escuro, eu nem conseguia enxergar o carro lá embaixo do barranco, fui andando devagar pela estrada, eu estava com a perna doendo depois do acidente. Não via nenhum sinal de carro para pedir uma carona, e eu ainda estava longe da cidade. Não me lembro o quanto andei, mas ao longe pude algumas luzes. Andei mais depressa, estava muito cansado, mas precisava encontrar alguém e pedir ajuda.

Eu notei que a a luz era de uma placa que estava escrito, Show Bar , cheguei cambaleando até o local, era um bar afastado da cidade, por ser um bar onde havia show de striper. Não pensei no que havia no bar, eu só queria ajuda, ou algum telefone.

Ao passar pela porta, notei que o bar estava todo destruido, as cadeiras estavam todas pelo chão, havia também muitas garrafas quebradas e espalhadas por toda parte. Estava tudo destruido.

- O que está acontecendo — eu disse alto

- Não é um deles — Escutei uma voz dizer baixinho

- Como sabe — disse outra voz

- Porque ele fala, e se ele fosse um deles não falaria

- Quem está ai? — eu disse assustado, fiquei com medo e ao mesmo tempo queria que fosse uma pegadinha, que minha mãe sairia de trás do balcão do bar e iria me abraçar dizendo que tudo era só uma brincadeira.

Mas ao invés disso, levantou três pessoas de trás do balcão, um era um rapaz, devia ter uns 18 anos, tenha olhos claros, era alto sua pele tão palida e usava um boné preto, que combinava muito bem com sua camisa que também era preta.

As outras eram duas garotas, uma era loura, com os cabelos cumpridos, sua pele bem clara, e com os olhos bem azuis. A outra era uma morena, usava uma roupa bem apertada, que mostrava seu corpo perfeito, seus cabelos eram mais compridos do que o comum, ela era muito linda.

Mas o que me deixou com medo, foi que todos eles estavam segurando armas nas mãos, não seria um assalto, pois eles estavam em um bar e o dinheiro estava todo ali espalhado pelo chão, e ninguém se importava.

- Porque vocês estão com essas armas? — eu disse

- Está Brincando — disse o rapaz — Como você acha que nos defendemos deles?

- Quem é eles, o que está acontecendo — eu perdi a cabeça, eu queria saber o que estava acontecendo, esse negócio de '' ELES '' estava me irritando.

- Cara você não sabe? — Disse a morena — Os Mortos, estão por toda a parte.

- Como assim os mortos — perguntei

- Sabe tentaram criar uma vacina contra essa nova gripe, mas ouve um acidente no laboratório de medicina e esse virús se espalhou, houve um acidente com a ambulância que transportava o vírus, e as pessoas começaram a se contaminar, primeiro foi um homem, depois um policial, e foi assim que começou a contaminação. — contou a Morena que estava mais relaxada, andando perto da mesa de sinuca que estava suja de vinho.