Dias Amargos E Crueis
2 O Bom moço
Notas iniciais
Nesse Cap obtive uma Gigante ajuda de minha amiga Anali, que me cedeu o pc dela para que eu pudesse terminar de postar. e Ela escreveu tudo..literalmente até isso que vocês estão lendo.De qualquer modo..sinbora para esse Cap novo!
Ouvimos uma explosão, e vários estrondos vindos da rua e logo corri ate as grades para ver o que acontecia, junto com vários outros curiosos.... e o que vimos foi insuportável.
Carros batidos, pessoas correndo e gritando, desesperadas. Via sangue... E outras pessoas que agiam feitos animais, mordendo todos que viam em sua frente... Só sei que foram as piores cenas da minha vida.
Logo começaram os gritos dentro da escola, aquelas coisas no qual não queria dizer seus nomes , teriam invadido o território escolar. Várias pessoas que eu conhecia estavam a se debater no chão e outras a gritar correndo sem rumo... Só pensavam em suas próprias vidas.
Sinceramente... Não sabia o que fazer, até ver minha amiga (Uma delas) transformada vindo em minha direção, com um olhar ameaçador. Durante um breve momento pensei que ela me reconheceria, mas ela ia se aproximando cada vez mais, e aquele tolo pensamento rapidamente evaporou. Sai correndo percebendo que ela me seguia rapidamente, consegui alcançar o corredor e assim chegar a cozinha, na hora que abri a porta e dei de cara com uma faca apontada para meu rosto, Então o rapaz percebendo que eu era como ele e que estava igualmente assustada, retirou-se de minha frente para que eu pudesse entrar bem a tempo. Logo que entrei me deparei com outras pessoas, todas acuadas em seus cantos, com medo até mesmo de olhar ao redor, a angústia estampadas em suas caras, o pavor, a tristeza, era insuportável olha-los. Desviei o olhar e me concentrei em lembrar de tudo que sabia sobre aquelas criaturas, então lembrei de um tempo em que tinha uma amiga, que infelizmente não se encontrava naquela escola, nem nessa minúscula cidade! Ela sim sabia de tudo, sempre comentava sobre eles, então dava para ter uma noção de como agir e do que eu precisava nessa situação. Olhei em todos os cantos da cozinha, revirando gavetas, armários freneticamente até ser agarrada por mãos fortes que seguravam meus braços.
-O que você quer?? – Perguntei ferozmente.
-Não! O que você quer? – Olhava para mim tentando se acalmar e demonstrar frieza, mas seus olhos não enganavam a mim, ele estava apavorado, angustiado.
-Preciso de armas de preferência que não façam barulho.- Disse.
-E você acha que vai conseguir acabar com tudo que está acontecendo pegando uma faquinha de cozinha e indo se expor lá fora? Ta tentando se matar? – Me dizia, como se zela-se pela minha vida.
-Não vou conseguir acabar com todos, mas se ficarmos aqui morreremos. E por enquanto, essas facas de cortes são o suficiente!Não posso ficar aqui... – Me livrava de suas mãos que começavam a me machucar e ia em direção ao estoque, pegando uma mochila ali depositada, com certeza de algum funcionário e a virava jogando tudo que havia na bolsa no chão, e procurava algo que possuía alguma utilidade. Acabei pegando apenas o telefone celular, peguei frutas, enlatados, pães e três garrafas d’água, iria ser o suficiente por um tempo.
Pegava a faca e outras coisas que eu achei e ia colocando em locais de fácil acesso em meu corpo.
O rapaz que me observava como se eu fosse uma louca disse:
-Tudo bem!Se você quer se matar pode ir..-
-Não pedi nenhuma permissão!- Interrompia o bom moço.
-Tudo bem, mas eu vou junto!- Dizia ele decidido
-Tanto faz!- Disse depois de ficar encarando-o por algum tempo.
Pegava a mochila colocava nas costas e ia até a porta, mas virava antes de qualquer ação.Pegava uma faca e indicava para o rapaz um dos armários.
-Pega essa barra de ferro e dentro do armário tem várias fitas e corda, pega a faca e prenda bem na ponta do cabo e certifique-se de que está bem segura.- Esperava até ele conseguir fazer.
-E agora?- Disse ele em tom sínico.
- Tome essa e fique atrás de mim.-Pegava o cabo de ferro e entregava a outra faca pra ele.Ia até a porta e me preparava para abri-la...
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