Diario de Mona Muller
1 Passados.
Notas iniciais
Assim que tirei a foto avistei um senhor idoso ao meu lado, aproximando-se, notei que o idoso usava um monóculo e vestia um belo terno casual, ele deve ter uns 80 anos, estendeu a mão esperando com que eu o cumprimenta-se esboçando um belo sorriso.
— Esta boa minha jovem? Seja bem vinda.
— Grata. — O cumprimentei e sorri junto a ele.
Conversamos um pouco enquanto removíamos minhas bagagens do porta malas do carro, assim que terminamos de remover toda a bagagem o senhor idoso respirou fundo, pois ambas as mãos nos quadris e sorrindo-me disse :
— Meu nome é James Watson.. e o seu é qual mesmo?
— Mona, Mona Muller.
— É uma bela casa não é?- Perguntou o senhor James, puxando me para uma lenta caminhada em direção as escadas dos portões.- Dês de muitos anos essa casa é sustentada pelo o amor que eu tenho pela a minha esposa e meus filhos, eu deveria progredir e olhe para mim, tenho apenas um filho, e minha esposa? Bom nós somos muito velhos e temos de aproveitar um pouco, quando novos pensávamos em dinheiro.— Com uma pequena pausa James olhou para trás e falou com o motorista.— George por favor chame Neitan para ajudar lhe a trazer as bagagens até a suíte 12.
— Sim senhor!
Eu parei ali, fiquei curto tempo olhando o motorista, a forma engraçada em que ele olhando para cima, parecia perdido, estendendo o celular, o apontando para varias direções em busca de sinal.
— Senhorita, Mona?
— Sim, Senhor!?
Quando voltei meus olhos ao James ele já estava com os portões aberto. Andamos pela a relva macia conversando até o Hall de entrada, assim que chegamos ele abriu a porta e pude ver uma enorme estante de livros, que cobria toda a parede formando um circulo perfeito. O Senhor James me ofereceu um tuor pelo o belo Casarão, passamos pelo meu quarto que foi incrivelmente decorado a sala cheia de porcelanatos e esculturas , Cozinha impecavelmente Límpida, Banheiro agradavelmente cheiroso e decorado, Escritório lotado de livros até o teto, Depósito de Enlatados simples, Depósito de Bebidas organizado e limpo, Lavanderia um ambiente muito arejado e amplo, Quartos de Hóspedes simples porem bem decorado também . Ah! O quarto do casal, era uma coisa de rei e rainha, nem ousei caminhar por ele , pois os tapetes são camurçados, passamos também por todos os pontos de telefone pela a casa e por último a Sala de jogos.
Foi um tuor estonteantemente alegre, senhor James era bem hilário, contava-me a cada cômodo uma historia diferente, tanto do casal quanto as brincadeiras de seus filhos. Voltamos a sala de visitas novamente e com um aperto no peito o senhor James abraçou-me e despediu-se.
— Bom minha jovem, irei partir, pois minha esposa me aguarda no hotel para viajarmos amanhã de manhã, lhe resta alguma duvida?
— Sim, senhor, quanto aos seus filhos?
—Ah! Só Lúcios esta aqui, deve estar no quarto dele, não precisa incomoda-lo muito, hora ou outra você se esbarrará nele. – O Senhor James deu me as costas e pegou seu guarda-chuva atrás da porta, dentro de uma espécie de pote próprio. — Lúcios é muito tímido, mas é um bom menino também, então dê um tempo a ele, se cuidem vocês dois.
O Senhor James abriu a porta e saiu dali, a partir desse momento eu não olhei mas a face agradável e encantadora desse senhor idoso, aproximei-me de uma das janelas e observei ele caminhar de maneira elegante até os portões.
Fechei as cortinas de todo o casarão e fui a cozinha, estava faminta, procurei pão de forma e pasta de amendoim, fiz um lanchinho, preenchi uma taça de vinho que era vedado a rolha, e fiquei comendo e bebendo ali por minutos, esperava com que Lúcios fizesse-me companhia, mas este não deu as caras, bebi mais, senti que estava no meu limite, puis o restante do pão com pasta de amendoim no refrigerador, tapei o vinho e subi as escadas um tanto zonza apoiando-me sobre o guarda corpo, andando pelo os corredores, desviado dos vasos e enfeites, ao aproximar-me uns 7 metros e meio de meu quarto, notei que o quarto ao lado estava com a porta entre aberta, não resisti e espiei um pouco o quarto apoiando-me na parede contrária, estava muito escuro, mas vi um pouco de luz que parecia ser de um abajur fraco, sorri ao presumir que Lúcios estava dormindo ali, então fui ao meu quarto fazer o mesmo.
No dia seguinte acordei com uns barulhos altos e estranhos estranhos vindo do quarto ao lado, levantei-me e fui ver o que era, como não estava acostumada com bater em portas, invadi o cômodo e deparei-me com uma silhueta, parecia estar olhando para minha pessoa de lado, enquanto ajeitava algo em seu pulso.
— Perdoe-me, Jovem Lúcios, assustei-me com o barulho e vim certificar-me que não era nada.
Achei estranho, aquela silhueta parou de mexer nos pulsos e permaneceu me focando, demorou pouco até que o individuo virou-se por completo e fechou a porta sem dizer uma palavra sequer.
Se realmente foi Lúcios ele achou-me grosseira, fiquei parada pensando pouco no assunto até que o individuo abriu a porta, ele possuía uma palidez fora do comum e era alto demais, a palidez acendia um pouco naquela escuridão, não sei dizer o certo, queria toca-lo mas ele botou na minha face um papel, segurei e o olhei fixamente para ler, estava escrito grande no topo '' REGRAS BASICAS". O individuo passou frente a mim, empurrando-me como se não avista-se me, olhei para ele , olhei para o papel, novamente volte a olha-lo enquanto distanciava-se no imenso corredor com passos firmes, não entendi o porque dele ignorar-me mas tentei do mesmo modo prestar satisfações a ele.
— Senhor Lúcios, por favor, se for o senhor, perdoe-me a grosseria. Eu.. Eu.. cabei de chegar, se eu puder fazer algo para compensar meu erro...
Aquele individuo parou frente a escada, custou a virar o rosto, seu movimento era pausado, até ai não liguei muito, então ele levantou a mão destra com os dedos unidos, voltou seu rosto para a frente da mesma maneira, abaixou sua destra e voltou a seguir seu caminho seja lá para onde for, senti-me ignorada com aquele silêncio constrangedor.
Pensei um pouco. ''- Talvez se alegra-lo com um bolo.-'' Abri todas as cortinas da mansão, arrumei a cama da qual ele dormia, lavei as roupas sujas e em algumas delas encontrei manchas de sangue, pensei que esse cara poderia sofrer de alguma doença, viver machucando-se, ou até mesmo ser um caçador, pois no ambiente em que nos encontrávamos era inviável que ele fosse um assassino. Em meio a poucas coisas que ele tinha em suas gavetas, encontrei um álbum de fotografias, sentei-me em sua cama e as observei, em cada pagina via dois garotinho divertindo-se com a família, alegre, mas conforme o garoto foi crescendo ele foi mudando, radicalmente até mas ou menos seus 10 anos, onde as fotos cessaram, no final do álbum de fotos encontrei uma foto de um garotinho olhando para a camera, com as mãos ensanguentadas e do lado no chão parecia ser o irmão, morto em uma posição desagradável demais.
Virei a foto e atrás dela estava escrito ''Brandon e Lúcios'' e pouco mas a baixo uma pergunta '' Porque o bem nunca paira sobre o mal?''.
Eu puis uma de minhas mãos sobre a boca, imaginei as coisas ruins que Lúcios e Brandon deve ter passado, chorei diante daquilo, guardei o album em seu devido lugar e voltei a arrumar as gavetas, fiquei pensativa enquanto arrumava já que James disse que ambos estavam vivos, terminei tudo ali, sai do quarto e o tranquei, agora era só aguardar a chegada de Lúcios.
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