Diana's The Adventures

18 Capítulo 17 - A espada Lendária.


A VIAGEM ESTAVA SENDO UM POUCO LONGA MAIS DO QUE DIANA ESPERAVA. A lua cheia começava a se transforma num fragmento brilhante. Estava sendo acompanhada por Nine, Argalad e mais dois elfos que Ceridwen fez questão de que eles a acompanhassem para conduzi-los ao templo élfico. Eram um casal de irmãos. Ambos possuíam uma pele pálida e fina, os olhos cinzentos e penetrantes como os demais, com exceção da garota que aparentava um tipo de anomalia, com um olho de cada cor — cinza e azul — Quando encarava qualquer parte mais clara, seus olhos assumiam um tom diferente, o azul tornava-se cinza e o cinza alterava-se para branco. Enquanto ele possuía os cabelos loiros cortados até os ombros que encaracolavam nas pontas; estava barbeado. Os olhos eram fundos sob uma testa lisa sem expressões. Ela já aparentava ter uma personalidade doce e amistosa; tinha lindos cabelos longos loiros, possuía uma doce voz que fora mostrada noite passada aos outros, enquanto Argalad tocava sua harpa. Os elfos que ali a estavam ajudando e que haviam se juntado ao conselho de Ceridwen, eram os chamados espíritos brancos, ou elfos da luz. Criaturas extraordinariamente belas, que o próprio sol teria inveja deles por seu brilho. Eles amavam a luz, eram amigos dos seres humanos, diferentes de seus irmãos, os elfos negros, ou da noite, que eram criaturas noturnas, não suportam a luz do sol, pois dizem que o raio solar fariam eles virarem imediatamente blocos de pedras, semelhante aos trolls. Eles eram criaturas diferentes, sua pele não era alva como os outros, pelo contrário, adquiriam um tom azulado ou às vezes arroxeados, seus olhos eram miúdos e escuros. Alguns possuíam narizes grandes e gostavam da solidão, moravam em cavernas, diferentes dos da luz, que habitavam em casas nas árvores. Porém, eram seres de grande sabedoria, possuíam um grande conhecimento dos poderes proibidos e pelas letras rúnicas, contou Argalad a Nine que parecia estar curiosa sobre esse mundo peculiar. A jovem, Freya continuava sua doce balada de Orfeu em seu idioma.

— "...Eurydicen uox ipsa et frigida lingua. Ah! Miseram Eurydicen anima fugiente uocabat; Eurydicen toto referebant flumine ripae."Non omnis moriar multaque pars mei Vitabit Libitinam. - disse ela por fim. Seu irmão, Frey, que ouvia atentamente deu um pequeno sorriso. Sua voz era doce, parecia que havia somente a voz dela por todo o mundo, Argalad acompanhava com sua harpa que tocava harmonizando seu som com a voz da moça. A música parecia fazer desaparecer todos os problemas que os aguardavam. Aquele som quase celestial faziam o coração de Nine pulsar mais forte, nunca tivera ouvido algo tão lindo como aquilo, deixou as lágrimas correrem, pois não conseguia contê-las. Levou as costas das mãos aos olhos e enxugou-as, havia anos que não chorava assim, pois a última vez que derramou tais lágrimas foram para enterrar os corpos de seus pais e seus irmãos. Aquela música tocava o íntimo de qualquer ser. Diana continuava a admirar a música, porém, sem nada demonstrar, gostava de boa música? Sim ela gostava, mas não sabia expressar os sentimentos. Apenas ficava séria admirando, pois seu silêncio e admiração era a melhor forma de mostrar que algo lhe agradara. Freya notou as lágrimas de Nine quando terminou de cantar. — É sempre uma honra cantar para os que apreciam uma verdadeira balada que tocam as profundezas de seu ser — disse com seu tom de voz suave e encantador. Falava o idioma deles de forma impecável que quase não podia perceber sua língua elfo materna.

Nine retribuiu com um sorriso caloroso. Frey começou a falar, este já possuía um idioma carregado que hesitava antes das palavras, porém, as mulheres passaram a acostumar com seu tom de voz e a sua pronúncia. Ele explicou que o templo dos elfos demoraria mais um dia de longa cavalgada até os morros mais altos e a partir dali deveriam seguir a pé. Pois haviam uma parte íngreme que seria arriscado para os cavalos. No alto, estaria localizado o templo, sendo protegido por guardiões que testariam o futuro portador da espada. Caso ocorresse algo de errado, a pena seria a morte.

— Então é uma missão suicida? — disse Diana. Frey concordou.

— Se quer mesmo salvar sua amiga e deter Némesis terá que correr um risco de morte, pois os guardiões não liberariam a espada lendária a qualquer um.

— Eu não esperaria menos do que isso. Devemos descansar por hora.

Enquanto isso, Ceridwen caminhava sozinha sob à luz do plenilúnio até a beira do lago cuidadosamente. Buscava seguir a trilha principal para subir até as pedras sagradas. Subia os morros levantando às saias, quando era mais jovem subia aqueles morros apenas por diversão e para contemplar os astros, antes de ser a grã-sacerdotisa. Atualmente, só subia os morros das pedras sagradas para buscar orientação ou para os rituais de sacerdotisa como Beltane que era uma grande folgueira acessa em algum ponto elevado, em homenagem ao sol, que eles saudavam depois da escuridão do inverno, celebravam o samh'in ou fogo de paz, realizado no dia primeiro de novembro. Outro culto realizado era a da lua cheia, em especial, no sexto dia da lua. Ceridwen impôs um ritmo de marcha, achava que ainda estaria habituada a subir como fizera antes, nas suas meninices. Porém, mais ou menos na metade da subida ela parou, e pela primeira vez estava ofegante. Sentia falta dos tempos que subia naquele mesmo ritmo e ainda conseguia respirar facilmente. "Talvez não aparente a idade que tenho, mas já estou velha para essas coisas, que a deusa esteja comigo". Levantou mais às saias até a altura dos joelhos, e continuou a subir a última camada que era mais íngreme e rochosa. Quando finalmente alcançou o topo do morro, sentou-se perto das pedras que formavam um círculo. Um ou dois minutos já havia recuperado todo o folego e caminhou para o meio das rochas. Aquele círculo era fechado com uma extensão de vinte pés e trinta jardas de diâmetro. Ao centro do círculo encontrava-se um cromlech ou altar, que eram uma grande pedra colocada sobre outras pedras menores, formando uma mesa. Ali, Ceridwen contemplou a lua e pediu ajuda a deusa, para lhe mostrar o que acontecia com a jovem Sapphire e os planos de Némesis.

Quando a alvorada surgiu, os cincos começaram a adentrar a floresta. Seguindo a trilha antiga dos elfos que eram utilizadas para ir ao antigo templo. Fora uma caminhada longa e silenciosa, os ramos de árvores brilhavam com o sol alto sob suas cabeças, iluminando a clareira com sua intensa luz. Estava tudo tão quieto na floresta, nenhum cântico. Argalad fazia alguns agradecimentos em sua língua materna. Agradecia pelo brilho do sol, pela deusa do Cosmo agraciar a viagem deles com sua intensa chama dourada. Frey comentou que deveriam ficar todos atentos, aquela floresta poderia ser inofensiva à luz do dia, porém, a noite se mostraria um pouco hostil. Nine perguntou o por quê, e Freya dirigiu a palavra a ela explicando o real perigo. Elfos da luz e elfos negros, eram inimigos, pois enquanto eles trabalhavam a serviço do bem e protegiam os humanos, os elfos noturnos, eram desordeiros, malvados, adoradores do ocultismo e gatuno por natureza. Completamente diferente de seus irmãos da luz. Nine se perguntava se mais tarde teria a visita de um dos elfos noturnos.

A trilha continuava de novo, penetrando ainda mais na densa floresta, viraram a esquerda, onde havia uma ladeira estreita, obrigando a seguir em linha reta, coberta por mais vegetações e alguns juncos em crescimento completavam a paisagem. Deveriam estar se aproximando de um lago pensou Diana. A guerreira não admirava a paisagem, sua mente estava focada em Sapphire. Seu desejo era conseguir a espada e sair logo dali. Argalad acompanhava Frey lado a lado quando a trilha voltou a ser larga o suficiente para permitir que os cinco andassem. Porém, os dois homens cavalgavam na frente, Diana sozinha ao meio sendo seguida pelas duas mulheres atrás que eram as únicas falantes do grupo. Freya nunca havia saído do mundo dos elfos, do seu país encantado, enquanto Nine nunca havia conhecido seres tão belos e formidáveis. Já havia conhecido de tudo em seu mundo. Os dragões negros eram contratados — não importa o local — para executarem suas habilidades e receberam a recompensa tudo em prol do seu vilarejo. E Freya ao escutar as histórias do vilarejo da garota, perguntou se um dia não teria a chance de conhece-lo. E ela disse que sim, quando ela quisesse. Diana não sabia que a garota era tão falante. Afinal, havia conhecido o lado de que ela queria mata-la graças a uma enorme recompensa por sua cabeça. Mesmo que Nine não falasse quem fosse seu patrão pela ética do anonimato contratual, ela sabia que eram os antigos mercenários de armas que não lucravam dinares o suficiente desde que Diana voltava-se para fazer serviços benéficos. Em tempos atrás, ela subordinava os traficantes de armas, lutava com seu exército contra os reinos e ganhava mais da metade por todo o lucro. Alguns reis e rainhas tiveram destinos cruéis por sua lamina. Quantos ela já havia matado? Sempre martelava isso em sua mente, porém, com a chegada de Sapphire em sua vida essa pergunta havia desaparecido de sua mente, retornando agora. Precisava encontrar Sapphire... devia isso a ela. Talvez o código de honra de Nine caberia a ela também. Uma vida por outra.

A estrada se estendia aparentemente sem nenhum sinal de vida, e as sombras da noite davam lugar ao cenário psicodélico. O vento começava a ficar gélido e ouviram um som, ruídos de cascos ao seu redor. Poderiam estar vindo — seja lá quem fosse — por todos os lados. Rápido subam nas árvores, gritou Frey. Todos desmontaram de seus cavalos e começaram a escalada. Diana escondeu os cavalos e pediu para Erbos fazer silêncio junto com os outros. Ela saltou agarrando em um dos troncos e ficou em silêncio, esperando o que quer que fosse aparecer. Um grupo de centauros passaram correndo com bastante pressa. Os centauros eram seres que possuíam cabeça de homem e o restante do corpo de cavalo, alguns eram ruins, como os centauros da famosa batalha dos Lápitas. Conta-se que alguns centauros haviam sido convidados para o casamento de Piríto e Hipodamia. Durante a festa, Eurítion, um centauro, por estar embriagado, tentou violentar a noiva e seus amigos seguiram o exemplo. O conflito fora armado e então surgiu a lendária batalha. Mas outros como Quíron alcançou enorme renome com suas tremendas habilidades na caça e na cura. Fora um velho conhecido de Diana. Porém, para onde esses centauros estariam indo? Eles não sabiam. Pelo visto era um alarme falso. Todos desceram e se dirigiram até seus cavalos, quando uma voz severa disse: Não tão rápido.

— Sabia que não poderia ser alarme falso. Os centauros foram apenas uma distração para encobrirem suas energias imundas — disse Frey.

O elfo noturno sorriu de forma grotesca e fez sinal para os outros surgirem. Queriam as armas deles e os matariam se fosse necessário. E impediriam que chegassem até a espada lendária.

— Não sei quanto a vocês, mas eu estou com pressa! — exclamou Diana desembainhado a espada e todos seguiram seu gesto, pondo suas armas em mãos.

O elfo noturno, era exatamente igual a Frey, porém com uma coloração estranha, não parecia ser tão feio como Nine pensava. Suas feições eram severas, seu olhar era frio. Emanava uma energia maligna, a única parte branca que possuíam eram seus dentes. Frey começou a atirar suas flechas contra os outros. Enquanto Freya protegia seu ponto cego. Suas lutas eram organizadas e quando um parava para puxar outra flecha o outro já atirava, fazendo uma chuva de flechas contra os outros elfos que carregavam enormes martelos e machados, pesados e grosseiros. Eles não possuíam a delicadeza do que aparentava ser o elfo noturno chefe. Eram como bárbaros e rústicos. Eles começaram uma batalha e se engalfinharam um no outro. Frey lutava com o elfo noturno chefe, Surur, que possuía uma grande habilidade em campo. Movimentava-se de forma flexível dando algumas cambalhotas e movimentos acrobáticos variados.

— Por quê está do lado deles? Você sabe que a Ragnarok será inevitável, está escritos nas escrituras. Haverá destruição, seca e miséria e invernos letais nos quatro cantos do mundo, onde o sol desaparecerá por um longo tempo, não haverá verão. Se ficar contra seus irmãos irá perecer Frey — ele disse enquanto atacava Frey que desviava retrucando o ataque. A voz do elfo negro era musical, apesar de sua aparência grosseira, seu tom de voz era belo, movimentava-se graciosamente na batalha, desviando quando Frey atacava. Estava uma luta equilibrada.

— Prefiro morrer há me juntar aos elfos negros e aquele que ameaça todo nosso modo de vida. Não me renderei como vocês fizeram. Lutarei até que minhas forças acabem e eu vença, ou morrerei tentando! — gritou Frey atacando-o.

Diana pediu para Argalad se esconder e proteger os cavalos, ele assim fez. Ficou segurando as rédeas dos animais que ficavam quietos. Quando um elfo percebeu o druida que somente assistia a batalha que ocorria. Aproximou dele com uma faca e ele possuía seu cajado em uma das mãos, tentaria atacar se fosse preciso, não sabia se poderia vencer ou não. O elfo noturno sorriu com o medo aparente nos olhos de Argalad, ele desviava dos ataques do elfo, quando Erbos deu um coice com suas patas traseiras, jogando-o longe. O druida sorriu aliviado e agradeceu ao cavalo que relinchou em troca. Erbos acompanhava Diana a muito tempo na sua jornada. Quando se conheceram numa venda de escravos e animais, era um cavalo arisco e não deixava ninguém monta-la. Não era atoa que os donos daqueles escravos tentavam bater no pobre animal.

Ela fugia, e quando o vassalo levantou a mão com o chicote para açoita-la, Diana segurou o chicote dizendo que não deveria bater em um animal tão belo que não poderia se defender. Se queria bater em alguém, ele deveria tentar com alguém que sabia se defender. Ela bateu nele, até o homem desmaiar e houveram reforços que ela lutou se defendendo e Erbos dava alguns coices auxiliando-a. Foi ai que pela primeira vez o animal deixou alguém monta-lo e saíram dali correndo contra o vento. Diana nunca mais se separou de Erbos e nem ela. Haviam compartilhado muitas batalhas e o animal sabia se defender quando era preciso. E assim mostrou para Argalad que pertencia a uma guerreira e também sabia ser uma. Os elfos noturnos fugiram e Surur, estava furioso, dava para notar por seu olhar.

O ataque principal havia passado e deveriam continuar com sua busca pela espada. Aquela missão estava demorando mais do que Diana esperava. A grande sorte foi que depois de algumas milhas estavam diante do grande morro íngreme que levariam até o templo Élfico. Eles desmontaram de seus cavalos e começaram a escalar aquele longo morro, Argalad estava um pouco atrás. Enquanto Diana estava na metade do morro, ela sentia-se como se corresse contra o tempo. Nine, Freya e Frey estavam logo atrás da guerreira. A escuridão da noite aumentava mais e mais, porém aos poucos seus olhos se acostumavam com as sombras. Apreçaram o ritmo quando encontraram o enorme templo. Era majestoso notou Nine, possuía a estátua do antigo elfo, implacável, destemido, foram esses os pensamentos quando viram a estatua dele. No alto do templo desceram as harpias. Criaturas horrendas e maldosas. Eram aves com cabeça de mulher, longas assas e garrafas, possuíam um rosto medonho, pálido. Diziam que essas criaturas haviam sido castigadas por Zeus por causa de sua crueldade, pois o senhor dos céus havia tirado seu sentido da visão e quando a "comida" vinha de bom agrado, elas mergulhavam dos céus e levavam sua presa. As duas harpias desceram atacando os cinco, Diana desembainhou sua espada quando percebeu que Argalad estava sendo levado pelas garras do monstro. Ela saltou cortando as pernas do animal que urrou de forma lancinante. Frey, Freya e Nine atacavam a outra harpia que estava tendo mais trabalho com os guerreiros. A guerreira correu no morro íngreme e pulou nas costas daquela criatura que se sacudia tentando desequilibra-la de suas costas. Diana agarrou-se ao pescoço dela e cortou sua garganta, caindo no chão com a harpia morta. A outra encontrava-se jazida também.

— Vamos, entrar no templo — disse a guerreira e logo foi interrompida pela estátua falante do elfo que havia feito a espada.

— Não tão rápido. Só poderão entrar um de vocês e aquele deve responder o meu enigma. E mesmo que resolva a espada deverá escolher seu portador.

A guerreira suspirou. Da última vez que uma espada havia lhe escolhido fora porque trazia consigo toda a escuridão e conhecia a morte. E se a espada lendária dos elfos não a escolher? Como salvará Sapphire? A guerreira suspirou e deu um passo a frente dizendo que ela resolveria o enigma dele.

— Bom — disse a estatua. Muitos bravos elfos tentaram resolver o enigma da estátua e ninguém tinha obtido sucesso até então. De modo que muitos elfos noturnos e da luz haviam sido sacrificados. Pois se respondesse errado, a estatua mataria. Era uma missão suicida, porém estava disposta a fazer o que era preciso para salvar Sapphire.

— Qual é o enigma?

A estatua perguntou-lhe: Que animal anda pela manhã sobre quatro patas, à tarde sobre duas, e à noite sobre três?

Todos se entreolharam e depois olharam para a guerreira que parecia refletir a respeito.

— Você não sabe? — indagou a estatua,- devo mata-la agora!

— Espere! — disse Diana. — A resposta certa seria o homem.

— Explique sua resposta — disse a estatua desconfiada.

— Ora, pois ele engatinha na infância, anda ereto na idade adulta, e precisa do auxílio de uma bengala na velhice.

A estatua ficou irritada, pois depois de todos aqueles séculos, alguém havia solucionado sua charada. Ele abriu as portas do templo e anunciou que somente ela poderia entrar. O próximo teste seria ser aceita pela espada lendária. Argalad desejou boa sorte e ela adentrou aquele templo. Estava escuro e de súbito os archotes foram acessos rapidamente quando a porta enorme se fechou atrás de si. Não havia nada ali além de uma mesa de pedra que sob ela havia uma espada, com uma lamina azul brilhante, a espada parecia conter uma chama. A luz que emanava da espada era devido ao ouro e as jóias sombrias que brilhavam no punho. Diana aproximou da mesa e como era linda a espada, longa e fina. A lâmina escureceu quando se aproximou. A bainha era dourada e prateada com fios vermelhos. A voz da estatua pareceu ecoar na sua mente: A espada escolherá seu portador.

— Não sei se sou digna de empunhar você em batalha. Mas preciso que me aceite como portadora para salvar o seu povo e para salvar a única pessoa que ainda me resta — a lamina voltou a brilhar de forma azulada como se consentisse seu portador e Diana conseguiu pega-la sem algo mortal lhe ocorrer.

Do lado de fora, Argalad, estava preocupado. E se Diana não fosse digna da espada? O que aconteceria com a humanidade? Seriam escravos de um deus Uno, desordeiro e destruidor? E quanto a menina Sapphire? Morreria? Ele pedia a deusa para que não deixasse isso ocorrer! A porta se abriu e a guerreira saiu com a espada lendária nas mãos.

— Chegou a hora de fazer uma visita a Valquíria e pegar o que é meu de volta! — disse a guerreira para si com um sorriso de lado.

Notas finais
Uau, queria alertar que o enigma da estatua, fora o mesmo que a esfinge fez para Édipo, então, não é da minha autoria meus queridos. O poema que Freya canta é de Orfeu como já sabem. Espero que tenham gostado desse capítulo. Beijos.