Diamonds Are Forever
2 Capítulo 1 - If someone asks this where I'll be.
Capítulo 1 — If someone asks this where I'll be.
Chegou na estação de trem de carona com um de seus colegas (não chamava ninguém de amigo). Vestia preto, tinha bons motivos pra vestir preto e tinha na cabeça que ninguém precisava saber deles. Pegou um ônibus e desceu perto de um motel, entrando nele e procurando por um quarto vago. Ele poderia muito bem ir pra um hotel cinco estrelas... Mas tinha seus motivos para não fazer isso também. Entrou no quarto colocou a mala na cama, tirou as roupas dela, uma bolsa preta dobrada ao meio, tirou uma espécie de tampa da mala, revelando um fundo falso, tirou umas peças, um cano, uma faixa grossa, colocou na cama, pegou uns jornais velhos e colocou na bolsa preta, colocou uma espécie de divisória adequada para aquelas coisas que havia tirado do fundo falso da mala. A bolsa preta era só o disfarce. A divisória? Adequada para bolsa. As peças se encaixavam como tampas em panelas. Ele fechou a bolsa, colocando-a em cima da mala, ia ficar lá por um tempo. Pegou a toalha, entrou no banheiro, abriu a calça, tirou-a, tirou a camiseta, os sapatos, meias, abriu o chuveiro. Depois do banho, colocou a mala na parte de cima do armário e a bolsa preta do lado. Pegou o celular na jaqueta de couro, enrolou a toalha na cintura, deitou na cama. Apertou alguns botões, entrou em um site que havia se cadastrado. Nome falsificado. Idade falsificada. Endereço incerto. Na noite anterior havia escurecido o cabelo num tom avermelhado, cobre e louro, escuro, ninguém reparava. Passaporte falso. ID falso. Tudo falso. Olhava o celular atenciosamente, até que o celular vibrou, ele não gostava de por sons no celular. Atendeu a chamada e a voz do outro lado vinha junto com um ruído terrível, com o qual ele soube lidar bem. A voz era grossa, ele não reconheceu, ainda mais por causa dos ruídos.
– Brian? — Perguntou a voz.
– Quem gostaria?
– Richard.
– Richard da parte de quem?
– Brook.
– Sou eu.
– Brian?
– Sim.
– Li o teu perfil...
– E?
– Bonito teu nome... Weymouth, pena que não pude ver nenhuma foto tua.
– Era essa a intenção.
– Mas gosto de conhecer as pessoas com quem eu vou trabalhar. — Disse a voz um pouco irritada.
– Isso não é problema, a gente marca um encontro e conversa sobre negócios. É assim que eu faço.
– Respeitarei teus métodos, se respeitar os meus.
– Minha mãe me deu muita educação.
– Hostilidade, então?
– Tive que aprender muitas coisas na vida, sobrevivência.
– Entendo. Posso te encontrar em duas horas no Athenaeum.
– Não sou cavalheiro o bastante pra ir lá.
– Você vai comigo, te encontro na porta do clube.
– Se eu for barrado lá, você vai encontrar o diabo mais cedo.
– Eu sou o diabo.
– Existem muitos diabos por aí, pode ter certeza.
– Eu sei. Eu pago todos eles.
– Entendo.
– Não te conheço, não sei teu rosto.
– Vou estar vestindo preto e só. Com uma bolsa preta.
– Então eu te acho.
– Certo. Até mais, diabo.
– Até mais.
Desligou o telefone e foi se vestir.
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