Notas iniciais
OLÁ MIGOS FINALMENTE TEMOS UM CAPÍTULO NOVO NÃO É MESMO EEEEEEEEEEEEE ELE É GIGANTE OBRIGADA DE NADA e sim eu fiquei mt off do nyah! não tava postando mas nem tava entrando; enton, se eu acompanho uma fic sua, esse é provavelmente o motivo de eu não ter comentado ou nada Mas sério. Esse é o maior capítulo da fic até hoje. Não sei se ficou bom como os outros, mas eu gostei dele. Nem passou pela minha mente dividi-lo -- como ele equivale ao Episódio 5 (parte 2) da série, que é um episódio relativamente grande, ele normalmente... ficou grande. E sim, eu demorei uma década. Mil desculpas. Mas eu queria me sentir feliz para escrever esse capítulo, por ser um capítulo... hum... FELIZ. Mas felicidade não é bem o que eu venho sentindo essas semanas, então eu fiquei adiando a escrita. Até que eu recebi uma mensagem de uma pessoa muito importante para meu começo de existência na internet. A antiga dona do já falecido blog Aventuras da Loba. Ela me disse tantas coisas, e me deixou incrivelmente alegre. Não só alegre, como... ah, nem sei explicar. Mas aquilo me deu a motivação que eu precisava pra escrever, então passei os últimos 3 dias fazendo esse capítulo. É. Três dias. Não as 24h completas (DÃ), mas acho que passei umas 5+ horas criando e recriando todas as frases que vocês vão ler. Não elevem muito as expectativas porque não está digno de um Oscar FSKSAÇLDKDÇ Ele só tá grande. Obrigada por lerem tudo isso aaaa e aproveitem o cap e desculpa o tamanho socorro ♥♥♥♥

Diamond

Acordei com uma sensação diferente dentro de mim; era um misto de medo com um calor agradável. Uma brisa calma, quase imperceptível, refrescava meus pelos. Onde eu estava mesmo? Abri meus olhos vagarosamente e me vi cercada de pinheiros, deitada sobre um chão de terra. Então lembrei.

Ontem à noite. Tudo o que aconteceu. Rapidamente olhei para o lado, não que fosse realmente necessário. Era possível sentir a respiração quente de Radius bater nas minhas orelhas. Mas eu precisava apenas... conferir. Ter certeza.

E lá estava ele. Os fracos raios de Sol que conseguiam passar pela espessa camada de nuvens no céu caíam em seu pelo, que ganhava um tom mais dourado. E era lindo.

— Oi. – sua voz saiu baixa e rouca.

— Oi.

Não pude evitar de sorrir. Tudo parecia tão normal. Tão quieto. Tão perfeito.

— Está pronto? – perguntei. Iríamos voltar para casa. Minha casa. E então encontrar minha família, que incluí meu pai, o qual, ah, quase matou Radius, e inclusive pensa que realmente o matou. Nada podia dar errado.

Ele hesitou, me encarou, e respondeu:

— Mais pronto impossível.

Lambi sua bochecha. Eu estaria lá com ele. Tudo daria certo. Ele iria se tornar um White Fang. Radius White Fang, não apenas Radius.

Radius White Fang.

— Ótimo. Então vamos.

Começamos a correr. Seria um longo caminho até a alcateia, mas não estávamos com pressa. Minha mente estava pensando em um milhão de coisas. O que dizer? O que fazer? O que não fazer? Quem vai estar lá? O que papai vai fazer? Ele vai fazer alguma coisa, afinal?

Radius pareceu ter notado minha preocupação, porque me lançou um olhar do tipo “fique calma, garota”. Mas como diabos ficar calma numa situação dessas? Como ele estava tão tranquilo?

Suspirei e sacudi minha cabeça. Está tudo bem, e é assim que vai continuar. Tudo vai ficar bem. É, isso acabou virando uma espécie de mantra pra mim. A partir do momento que me ajuda a dissipar todos os meus pensamentos ruins, já é de grande ajuda.

Aos poucos, as árvores começaram a ficar para trás. Uma vegetação um pouco mais alta apareceu aqui e ali. Sombras ficaram mais difíceis de encontrar. O chão estava arenoso.

— Estamos perto. – disse. Ficamos a viagem inteira sem dizer nada, então minha voz saiu estranha em meio a todo o silêncio.

O lobo alaranjado apenas assentiu.

De repente, já nos encontrávamos em uma das proximidades do território; numa espécie de poça muito grande/lago muito pequeno. Embora consigo sentir o cheiro de uma marcação recente, também farejo outra coisa.

— Nós vamos ficar aqui e esperar Nix, uma de minhas irmãs. – avisei.

Eu sabia que Nix tinha o hábito de vir aqui, então eu só teria que soltar um ou dois uivos para que ela viesse. Não há nenhuma caçada planejada para hoje, logo ela deveria estar vigiando o território ou qualquer coisa.

— Tudo bem. – ele fungou o ar. – Esse é o cheiro dela?

— Na verdade, não. Acho que há um intruso por aqui. – revelei, um pouco irritada.

— Quer procurá-lo?

— Pode ser. – dei de ombros.

Ao andarmos um pouco mais, pude localizar o invasor. Ou melhor, a invasora: uma fêmea de estatura baixa e pelos negros, talvez um pouco mais velha do que eu, porém não mais forte.

— Se eu precisar de ajuda, o que não vai acontecer, você entra em cena. – sussurrei para Radius.

— Então a Princesa se tornou uma mestra do combate? – ele arqueou uma sobrancelha.

— Ela não deve ser muito mais forte do que eu. Consigo dar conta disso. Não se preocupe, conheço meus limites e não ousaria lutar se não soubesse o que estou fazendo.

Radius pareceu satisfeito com a resposta e se sentou, enquanto eu me aproximei da loba com um rosnado. Ericei meus pelos e ergui minha cauda. A loba parecia ter sido pega de surpresa, mas não demorou para se ajeitar.

— Saia. – grunhi.

Ela sorriu.

— Não sem uma luta. – sua voz era ríspida e rouca.

Hmph, se é isso que ela quer, é isso que terá.

Saltei sobre a loba escura e a derrubei no chão. Consegui dar algumas mordidas fracas em seu pescoço, mas também levei alguns arranhões, até que finalmente a mantive presa sob minhas patas. Eu poderia sufocá-la, mas não iria fazer isso.

Suas pupilas não paravam de se mexer, tentando buscar uma saída. Conseguia sentir o olhar de Radius me vigiando.

— Dê. O. Fora. – disse as palavras pausadamente em seu ouvido. – E não volte.

Soltei-a. A loba se levantou, tomou alguns segundos para se recompor e correu em disparada.

— Isso foi muito bom! – Radius se aproximou.

— Obrigada.

— Por que... não enfrentou o lobo de ontem à noite?

Franzi o cenho, mas sorri.

— Radius, ele era enorme. E tinha a postura de um Alfa. – tremi um pouco ao me lembrar. A experiência havia sido no mínimo... aterrorizante. – Até mesmo sua voz era intimidante. Eu não fui treinada para lutas como aquela, mas sim coisas mais simples, como aconteceu aqui.

— Entendi. Desculpe.

— Está tudo bem. – encostei nossas testas. – Vem, vamos voltar para que eu possa chamar Nix.

Caminhamos para onde estávamos inicialmente – a poça muito grande, também conhecida como lago muito pequeno. Aquele monte de água contida era um mistério. Ao chegar lá, uivei. Um uivo tranquilo de chamamento. Não demandava nada, também não ordenava. Era apenas... um pedido, que tentei dirigir especificamente para Nix.

No geral, o uivo poderia ser entendido como “Nix, por favor venha para a coisa tipo um lago, eu estou aqui e preciso de você”. Porém, caso tenha sido mal escutado, você também poderia entender um “Nix, por favor venha aqui e me traga um pato. É sério”.

Por via das dúvidas, resolvi repetir a mensagem.

— Você acha que ela vai demorar muito? – Radius perguntou, colocando sua pata direita dentro d’água.

Dei de ombros.

— E por que você chamou ela, em específico?

— Bem, papai está em último lugar na lista de lobos que eu poderia chamar; se eu chamasse mamãe, papai ficaria desconfiado e iria querer vir junto; Mike também despertaria uma desconfiança de papai, sem falar que a reação de Mike seria muito estranha; e Midnight não poderia ligar menos pra minha vida.

Ele riu e eu o empurrei para dentro d’água.

— Mas que ousadia! – ele latiu num tom brincalhão e dessa vez eu ri. Então ele mordeu meu pescoço com cuidado e me puxou para a água. O lago muito pequeno, além de não ser grande, também não era fundo – um lobo facilmente pode ficar de pé dentro dele.

Estávamos gargalhando feito filhotes dentro da poça, jogando água um no outro. Era bom. Eu poderia ficar assim para sempre.

— Ouviu isso? – Radius perguntou. É, eu pensei ter ouvido um uivo. Ao apurar meus ouvidos, identifiquei que pertencia à Nix. Ela estava vindo.

— Nix está vindo. Vamos sair da água e esperá-la. – avisei, me retirando da água e sacudindo meu corpo.

— E fingir que somos normais e maduros.

— Isso também. – sorri e ele lambeu meu focinho.

Em pouco tempo, Nix estava ali.

— Oi, irmã! Ouvi você. – ela se aproximou para me farejar. – Ah, quem é esse?

Essa pergunta. Após alguns segundos escolhendo qual seria a melhor forma para respondê-la, resolvi que quanto mais simples e rápido melhor.

— Oi, Nix! Bem, uhm, esse é... Radius.

Sua feição rapidamente mudou.

— O quê? Diamond, acho que não enten-

— É, é confuso, eu sei, mas o importante é que ele não está morto, afinal. – eu a interrompi. – Eu irei explicar tudo depois, junto a mamãe e papai. Hum, falando nisso, eles estão por aqui?

Nix ainda parecia muito surpresa com toda a situação, processando todos os fatos. Admito que era quase engraçado de se ver.

— Ahn, tudo bem. Bem, é um prazer finalmente conhecê-lo, Radius. – ela o farejou.

— Igualmente. – ele finalmente abriu a boca para dizer algo.

Era interessante ver Radius interagir com alguém da minha família. Uma sensação boa percorria todo o meu corpo. Eu gostaria de sentir isso mais vezes.

— Bom, mamãe e papai saíram com o Mike. Eles disseram que não iriam demorar muito. Eu e Midnight ficamos aqui para patrulhar e vigiar, mas ela está dormindo.

— Entendi. Bom, a verdade é que eu gostaria que Radius entrasse para nossa alcateia. – contei para Nix. – Se a Deusa Loba resolveu nos dar mais uma chance, preciso fazer as coisas darem certo.

Nix sorriu amigavelmente.

— Acho que é uma ótima ideia. E também acho que papai irá gostar dela, ele realmente ficou arrependido... – a loba acinzentada suspirou. – Mas, Radius, pode se considerar um White Fang!

A alegria de minha irmã era notável, e também admirável. Eu gostava do seu entusiasmo, e de como ela tentava manter Radius o mais confortável possível.

— Obrigado... – ele deu um pequeno sorriso de canto. Provavelmente estava um pouco envergonhado e sem jeito. Fazia um bom tempo desde que partira de sua antiga alcateia, e o único lobo com o qual ele vinha se socializando é na verdade uma loba: eu.

Nix apenas encolheu suas orelhas e se deitou próximo a água. Ela com certeza notou que nossos pelos estavam um tanto molhados, mas não perguntou nada.

Ficamos um bom tempo em silêncio; todos os três lobos deitados à beira da água. Às vezes um assunto aleatório surgia aqui ou acolá, mas nada muito importante. Apenas palavras ditas para passar o tempo. Mas apesar de tudo, uma aura agradável nos encobria. Radius pareceu gostar de Nix, e acho que posso dizer o mesmo dela. Os dois estavam bem animados durante nossa conversa sobre pássaros e afins.

Não me pergunte como chegamos nesse assunto.

Eis que um uivo surge em meus ouvidos. Um uivo normal, sem nada demais, mas ao mesmo tempo grave e com uma pontinha de severidade.

Era papai, avisando que estava chegando.

As orelhas de Radius estavam inquietas, e seu olhar ficou perdido. Bruscamente, ele se levantou e me encarou.

— Seu pai?

Levantei-me e assenti. Olhei para Nix esperando alguma palavra acolhedora, algo normal para a loba cinzenta.

— Não se preocupe. – ela disse, sua voz calma como sempre. – Tenho certeza que não haverá nenhum tipo de violência hoje.

Logo, era possível ver um lobo negro se aproximando. Junto a ele, uma loba de castanho-claro. Papai e mamãe.

— Oi! Cadê o Mike? – Nix se prontificou.

— Oi, pai. Oi, mãe. – cumprimentei-os.

Os dois pareceram aliviados ao me ver. Tinha esquecido de que havia dormido fora ontem.

— Olá, minhas filhas. Ah, Nix, Mike foi resolver algo com Honey, mas deve voltar em breve. – meu pai contou, e Nix apenas concordou com a cabeça.

Papai então nos farejou, e só então notou a presença de um terceiro ser. Confusão. Pelo o que parecia ser a primeira vez, a expressão de meu pai era clara como o céu. Ele estava confuso.

— Primeiramente, ficamos preocupados por você não ter voltado para casa ontem. – ele começou. Mamãe estava ao lado de Nix, e resolveu chegar mais perto.

— Só gostaríamos que você tivesse nos avisado, querida. – ela disse.

— Eu sei, desculpe. Muitas coisas aconteceram ontem durante minha “exploração”, e no fim das contas eu acabei indo para muito longe de casa.

Dizer a verdade ou escondê-la? Preferi optar pela primeira opção. A segunda já havia me trazido problemas demais.

— Um... lobo estava me perseguindo.

Em meio a diversos rosnados e sons de incredulidade vindos de meu pai, e sons de preocupação da minha mãe, prossegui e contei a eles como aquele lobo que estava ao meu lado tinha me ajudado, e, bem, provavelmente salvado minha vida e blá-blá-blá.

— Muito obrigada, jovem. – mamãe lambeu cuidadosamente suas orelhas e então o farejou. Radius não podia estar mais envergonhado, e eu estava me segurando para não rir da situação. – Você não possui nenhuma alcateia?

— Somos muito gratos por ter ajudado nossa filha. – foi a vez de papai, que também o lambeu e sentiu seu cheiro. Sua feição mudou um pouco. Ele sabe que já sentiu esse odor antes, apenas não lembra quando ou como. – Qual o seu nome?

Radius me encarava, perplexo. Era como se dissesse “Ei, dá pra você ajudar, por favor?! Toda essa ideia teoricamente foi sua e você não está fazendo nada!”.

Pigarreei um pouco até que os quatro lobos me olhassem.

— Tem certeza que não sabe quem ele é, pai? – levantei uma sobrancelha.

Seu olhar pairava sobre mim, então sobre Radius, e sobre mim de novo, e sobre Radius. Ele sabia, apenas não acreditava.

— Querida, do que está falando? – mamãe perguntou. Ela nunca tinha visto o lobo antes, por tanto, não estava entendendo muito bem as coisas.

— Fareje-o novamente, pai.

E ele o fez. Sua expressão denunciava seu espanto.

— Radius.

— O quê? – mamãe estava muito confusa. Afinal, uma hora sua filha está chorando porque seu pai matou o lobo que ela mais amava, e na outra esse tal lobo estava bem ali na sua frente. – Esse... esse lobo... é Radius? Quero dizer, o Radius?

Radius soltou uma grande lufada de ar.

— Sim, sou eu mesmo. Em carne e osso. – sua voz estava um pouco trêmula, mas acho que apenas eu percebi.

Enquanto meu pai estava chocado demais para pronunciar qualquer coisa, minha mãe estava um tanto mais curiosa.

— Como? Como você está vivo, Radius? – sua doce voz demonstrava piedade. – Shadow nos disse que vocês... lutaram. E também disse que você havia morrido.

O lobo negro permanecia quieto, e até um pouco afastado. Seus olhos estavam até um pouco marejados.

— Eu... fingi estar morto. – Radius contou, ainda um pouco tímido. – Eu sabia que não ia durar muito, então, num momento oportuno, prendi minha respiração e fechei meus olhos. Foi difícil e bem mais complicado do que pensei, mas, bem, funcionou.

Mamãe e papai estavam... hum, eu não sei. Talvez admirados e chocados? E Nix parecia muito intrigada. Conhecendo-a, imagino que estava pensando no quão forte Radius teve que ser para fingir-se de morto, ao invés de gritar de dor.

Bom, foi o que eu pensei quando ele me contou.

Papai então se aproximou.

— Me desculpe, Radius. Por tudo. Meu comportamento foi... deplorável, para dizer o mínimo. – ele desabafou. As orelhas encolhidas, a cauda entre as pernas. – Eu mal tenho a coragem para lhe encarar nos olhos. Me desculpe.

Nem preciso dizer que todos estávamos relativamente surpresos após suas palavras. E todos os olhares estavam voltados para um lobo – Radius, que não aparentava gostar de tanta atenção.

— Está tudo bem. Nós tivemos nossos problemas no passado, mas agora eu realmente quero que as coisas deem certo. Então, apenas saber que você não planeja me matar já está de bom tamanho. – ele deu uma pequena risadinha.

Meu pai sorriu. Os dois estavam sorrindo. Não trocavam uma palavra, apenas, sei lá, sorrisinhos e gestos com a cabeça. Mas parecia ser um bom sinal.

— Então, tudo bem? – meu pai perguntou.

— Sim, tudo bem. Eu te perdoo, Shadow.

Eles se farejaram e se abraçaram. Então estava tudo bem. Finalmente. Era tão bom e quase... inacreditável ouvir e ver aquilo, e não pude conter um sorriso em meu focinho.

— É incrivelmente ótimo saber que vocês estão bem agora. Sério. – ri e lambi as bochechas de ambos. – Agora, papai e mamãe, eu e Radius estávamos pensando...

Você estava pensando. – Radius disse.

— Mas você concorda!

— Hum... é.

— Continuando. – grunhi de brincadeira. – Queríamos que Radius fosse parte de nossa alcateia. Que ele fosse um White Fang e vivesse aqui. Ele poderia ser escalado como caçador também.

Meus pais se olharam e disseram algo em código. Odeio códigos.

— Claro, querida. – mamãe falou. – Radius é muito bem-vindo aqui!

Eu não poderia estar mais feliz. Aquele era provavelmente o segundo melhor dia da minha vida, perdendo apenas para ontem, pois descobri que Radius estava vivo e tudo mais. Abracei minha mãe, e então meu pai.

— Muito, muito obrigada! – exclamei e senti uma imensa necessidade de uivar. Então apenas soltei o som guardado dentro de mim. Logo, todos uivavam junto comigo.

Radius me encarava, feliz. Sem parar de uivar, entrelaçou sua cauda com a minha. Eu gostei do som que todos nós criamos juntos. Parecia que estávamos dando boas-vindas a Radius, e isso era algo muito gentil. É claro, iria ser ainda melhor se Mike e Midnight estivessem aqui, mas eles estão ocupados com suas coisas.

— Mal posso esperar para contar sobre tudo isso ao Mike! – ri.

— Acho que vai ser no mínimo interessante. – Nix falou, também rindo.

— Tenho certeza de que vocês dois serão bons amigos, Radius. – minha mãe comentou, com serenidade. – Não posso dizer o mesmo com Midnight, entretanto. Ela é um pouco mais reservada.

— Tudo bem. – ele disse. — Desde que eu possa ficar aqui, já estou muito satisfeito. Obrigado.

— Gente, ele está apenas um pouco envergonhado, mas logo vai estar tagarelando sem parar! – brinquei.

— Ah, até por que eu sou o tagarela! – Radius mordeu minha orelha, rindo.

Ficamos um pouco nesse estado. Não precisávamos mais ficar escondidos, nas sombras. Mamãe nos observava com afeto, papai não estava mais tão expressivo assim, porém parecia contente, e Nix transbordava alegria.

— Bem, se não se importarem, eu e Radius vamos para a floresta. – avisei.

Radius me olhou de um jeito engraçado. Ele não sabia que iríamos para a floresta, e parecia perguntar quando eu havia decidido isso por nós.

— Ora, mas ele ainda nem conheceu o território, ou a caverna! – mamãe protestou.

— Prometo que será rápido! – supliquei.

— Tudo bem, podem ir. – papai permitiu e saímos andando. – Mas não demorem!

Após algum tempo, passamos a trotar e nos distanciamos.

— Por que vamos para a floresta? – ele finalmente perguntou.

— Não sei. Apenas... por ir. – admiti. – Gosto da floresta das violetas.

— É. Aquela floresta é um lugar agradável. Já passamos bons momentos por lá.

Sorri com as lembranças.

— Ei. – chamei a atenção do lobo alaranjado.

— O que foi?

— Eu te amo. – disse, com calma, parando de andar.

Um pequeno sorriso surgiu em seu focinho.

— Eu também te amo, Princesa. – e ele lambeu minha bochecha. – Agora vamos! Aposto que chego primeiro que você!

— Eu duvido muito! – comecei a correr.

Finalmente estávamos em paz. Não precisávamos nos preocupar com nada – o pior havia passado. Com o Sol aquecendo nossos corpos, permanecemos correndo. A Deusa Loba estava nos dando mais uma chance, e acho que ela não deve ter esse hábito.

Estávamos recomeçando. E estávamos em paz.

Notas finais
VRAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA O nome do capítulo ia ser "Um novo White Fang", pra bater com o nome do ep no youtube, mas aí eu fiquei refazendo o final do capítulo, e botei aquela frase final, e achei que "Um recomeço" seria um nome adequado. E sim, nessa fic os "sobrenomes" dos lobos equivalem a sua alcateia. Radius teoricamente não possuía sobrenome após ter deixado sua antiga alcateia, e etc e tal. Ele já foi 'Radius Golden Claw' um dia, então virou apenas 'Radius', e agora é 'Radius White Fang'. Espero que não tenha ficado confuso ; 3 ; NO PROXIMO CAP TEREMOS FLASHBACKS ALO ALO ou talvez o prox seja um povs da julie? ou do shadow? EU N SEI TEM MTAS COISAS PRA RESOLVER NESSA FIC GENTE mas obg por lerem esse tanto de palavra 3000+ palavras m e u d e u s