Notas iniciais
Oi! :D (sim, outro nome péssimo, mas fazêoque) Para as pessoinhas que me acompanham pela página do facebook, eu sei que eu disse que ia postar ontem, e eu ia, mas minha alergia atacou (tenho muita alergia a poeira, por menos que seja, e espirro feito uma condenada) e tô mal até agora ;~; mas ontem fiquei tão abatidinha que passei o resto da tarde deitada. Welp, nesse capítulo finalmente voltamos para a história em vídeo. Ele retrata a primeira metade do episódio 3 ('Um amor ameaçado'), onde é fácil ver que o destaque cai sobre Mike. Na outra metade do episódio, o plot muda totalmente. Então, resolvi escrever esse capítulo sendo uma ponte para o próximo. ;3 Aproveitem! ♥ ~ [capítulo revisado e editado em 17/02/2018]

Mike

— E-eu... preciso ir. — disse à Honey. Nós estávamos trocando lambidas, e eu interrompi o ato repentinamente.

Ela parecia chateada.

— Não pode ficar nem mais uns minutos? — Honey perguntou, esperançosa.

Sabe, eu gostava da Honey. De verdade. E eu sentia que ela também gostava de mim. Mas, por alguma razão, nunca realmente nos declaramos um para outro. Eu não sei ao certo o porquê, mas... Prefiro esperar mais algum tempo.

— Posso. Mas você sabe que não devo. — suspirei. — Meu pai está me esperando. E ele detesta quando...

— Quando você se atrasa. — ela me interrompeu, rindo. — É, eu sei. Bem, então vá. — a loba me deu uma última lambida.

Honey estava mais gorda, o que era bom. Eu já não conseguia mais ver suas costelas. Ela aprendeu como caçar e tudo o mais, mas, obviamente, não pode capturar um cervo sozinha. Contudo, ela já sabe se virar, o que é um alívio.

— Eu te vejo amanhã, tudo bem? — sorri ao me despedir.

— Está bem. Tchau!

Dei uma pequena olhadela na loba e me virei na direção oposta a ela. Estava indo para casa. Velozmente, minhas patas batiam contra o chão arenoso. Apesar de antes me sentir incomodado com o calor que sentia nas almofadinhas das patas, hoje já me adaptei a isso, e não me perturba mais.

Com o vento batendo em meus pelos, comecei a correr mais distraído, até que vi um vulto branco passar a alguns metros de mim.

“Mas que...?”

Mesmo tentado a ir seguir o tal vulto, que ia em direção ao sul, resolvi não esquentar a cabeça. Era melhor ir para casa. Estava cansado, afinal de tudo. E sem saco para perseguir um ser esbranquiçado.

***

— Hey! — cumprimentei Midnight.

— Huh, oi. — ela deu um sorriso fino.

Mid estava deitada na caverna, talvez tendo uma crise existencial. Nunca se sabe. Isso vive acontecendo comigo.

— Cadê todo mundo? — indaguei.

— Nix não deve estar muito longe, ela apenas se distraiu com uma lebre e resolveu seguí-la. — ela explicou. — Papai foi checar as áreas de caça, para poder fazer algum tipo de estratégia para atacar os cervos. E mamãe deve estar aqui no território, como Nix, só não sei onde.

Arqueei uma sobrancelha disfarçadamente, indicando que ainda não sabia o paradeiro loba a qual eu tinha mais interesse: Diamond. Precisava falar com ela, sobre assuntos... importantes, no mínimo.

— Eu não tenho a menor ideia de onde ela esteja. — Midnight deu de ombros. — E não ligo, de qualquer forma.

— Certo. — suspirei. — Claro que não. Obrigado ainda assim.

Ela apenas me fitou por alguns segundos e voltou a se concentrar no nada.

“Raios, onde ela se meteu?” — perguntei a mim mesmo, até que me lembrei do suposto vulto branco. Poderia ser ela? É provável! Mas por que ela estaria indo para o sul? E para onde, especificamente?

Hmm... Talvez estivesse indo para a floresta de lá. Era a única possibilidade plausível. Decidi que iria investigar. Mas antes, é claro, descansaria minhas nobres patas.

Ah, eu dou duro demais. Acho que preciso começar a pegar mais leve, caso contrário, vou começar a esmaecer daqui a uns tempos. Mas se eu começasse a pegar leve, acho que zilhões de coisas iriam passar a dar errado. Um ótimo exemplo é minha própria família: Midnight e Diamond. Eu tenho que estar sempre por perto para acalmar os ânimos. Hmph, sangue já teria sido derramado se não fosse por mim.

É. Acho que tenho que continuar exercendo todas essas minhas funções. Talvez o universo não funcionasse tão excepcionalmente bem sem mim.

***

— Diamond! — minha voz ecoou pela floresta. Eu estava levemente mal-humorado. Afinal, o cansaço estava tomando conta de mim. É difícil ser eu, oras!

Funguei o ar, apenas para checar que não estava fazendo papel de idiota, e — como sempre — eu estava certo: Diamond estava na floresta. Seu cheiro era perceptível.

— Diamond, dá pra aparecer, por favor?! — bati com a pata no chão, dando um leve rosnado de contrariedade. — É sério, mana!

Continuei caminhando floresta adentro. O dia mal havia começado e eu já estava querendo dormir.

— Mike? — uma voz de timbre agradável e suave pôde ser ouvida. — O que faz aqui?

— Ah, então finalmente deu o ar da graça! — ironizei, enquanto me virava em direção à Diamond. — Estive te procurando feito um maluco!

— Uhm, eu meio que percebi. — ela se aproximou.

Dei um pequeno suspiro.

— Diamond, precisamos conversar. E muito. — dei início.

Estava querendo saber sobre algumas coisinhas já faz um tempo, e resolvi que não podia mais esperar.

— Certo. Sobre o quê? — minha irmã parecia tranquila.

— Sobre Radius.

Por uma fração de segundos, vi sua expressão mudar. Mas Diamond rapidamente disfarçou e fingiu uma normalidade inexistente. Ela estava ansiosa, eu sabia disso.

— C-conhece ele?

— Não tive as honras de conhecê-lo apropriadamente — disse num tom seco. —, mas sabe que já ouvi seu nome em algumas discussões com papai. Vocês não são discretos.

Ela engoliu em seco.

— Entretanto, vi vocês juntos um dia desses. Ao menos, suponho que seja ele. Um lobo alaranjado com aparência jovem, pelo esquisito e garras anormalmente grandes.

— Elas não são tão grandes. E o pelo dele não é esquisito. Não seja ridículo. — ela bufou.

— Ótimo, que seja. — eu estava levemente irritado. — Papai sabe disso?

Não! — ela gritou, quase em pânico.

Eu arqueei uma sobrancelha.

— Uhmm, estou na sua frente, não precisa gritar. — constatei.

Diamond soltou uma breve lufada de ar pela boca, enquanto olhava para o chão amarronzado. Depois, voltou a me encarar.

— Ele não sabe e nem deve saber.

Aquelas últimas quatro palavras, por mais curtas que fossem, foram suficientes para me deixar com a pulga atrás da orelha.

— Vocês são... companheiros? — indaguei, embora estivesse com um certo medo indefinido da resposta.

— Sim. E papai nunca deve saber disso. — ela deu uma ênfase nada discreta no "nunca".

Ok. Eu estava sabendo agora de um super-segredo, e isso estava começando a me deixar desconfortável. Sinto que estou me metendo numa situação bem desfavorável.

Droga.

— Você está mantendo esse segredo a quanto tempo, mana? — eu não tinha certeza se ela ia mesmo me falar, mas não custava nada perguntar. —Digo, não toda a questão do Radius, mas sim o fato de vocês serem companheiros.

— Não sei. Algumas semanas, talvez? — Diamond não estava mentindo, ela realmente não sabia. Eu podia ver em seus olhos azuis.

Fitei o céu discretamente, procurando um conselho entre as nuvens.

— Se papai descobrir, provavelmente irá matar esse lobo e te deixar de castigo pela eternidade. — disse o óbvio, exagerando um pouco. Papai não se importaria se Diamond encontrasse um companheiro, no entanto, este lobo é disperso e pode ter más intenções. É disso que papai não gosta. Ele provavelmente quer que Diamond um dia se case com um lobo de outra alcateia.

— Eu... eu sei. — ela parecia com medo.

Merda.

— Ah, desculpe. Eu não queria te deixar assustada! Eu não vou contar a ele, prometo.

— Está tudo bem... Apesar de sentir que você não gosta muito de Radius. — ela se aconchegou em mim.

Dei um pequeno sorrisinho.

— Acho que não é nada pessoal. É que... acho que no fundo... tenho medo de que ele te roube de mim.

Ela me encarou, um pouco incrédula, talvez. Mas era a verdade, por mais estranha que parecesse.

— Não se preocupe. Nenhum lobo jamais será capaz disso, okay?

Então, ela me abraçou. Um abraço fraterno e sincero. Nosso abraço. Acho que já faz um tempo desde o último.

Um dia eu contarei para ele... eu juro. — Diamond sussurrou, mais para si mesma do que para mim, em meio ao abraço.

— Tudo bem. Só... tome cuidado.

— Sempre. — ela sorriu.

— Bem, acho que já vou indo. Eu te amo. — me despedi e lambi sua bochecha.

Saí andando e dei uma pequena olhada para trás.

— Eu também te amo, irmão.

Voltei a olhar para frente, seguindo meu caminho para casa.

Poderia, enfim, descansar.

Notas finais
Weeeeeeeelp~ Vale lembrar que agora vocês puderam ver um pouco mais o lado presunçoso do Mike, o qual eu estava mostrando apenas em algumas pitadinhas pela fic. Yep. Mas agora acho que vocês já entenderam que essa é realmente uma característica dele. :'v Ah, e quanto às músicas, bem... eu estou começando a ouvir diversos instrumentais para escrever, pois percebi que é mais 'inspirador', já que não possui uma letra por si. Então... acho que as playlists vão acabar (nuuu D:)! Bem... os instrumentais que eu ouvi foram vários OSTs de vários games, incluindo Undertale e Life is Strange o3o Acho que é isso. bai~ ♥