Diabolismo
7 Um poema cru
as noites em que não havia nadapara fazere dinheiro nenhum para teralgum lugar pra ir namoravam comigoquandovinham e me chamavam para dançar soba solidão da luaeu não tinha emprego,parecia um idiota porquenão sabia conversar com as pessoas nemjogar o jogo como elas esperavam que eusoubesse. estava engordando e meucabelo bagunçado estava longe de ser poético.mas eu sonhava com palcos e gritosque ressoavam juntos com a minha guitarra elétricacantando Cazuza a noite toda enquanto olhavapara a palmeira que dançava na minha janela,as nuvens melancólicasque corriam no céu acima de nós, pinceladaspelas luzes dos postes de luz.
eu andava tão down e tentavapegar a lua com as mãos masela estava exatamente em cima de mime minha janela tinha gradesque lembravam uma prisão e não medeixavam vê-lamas um ovni solitário veio me ajudar numadessas noites de romance eme trouxe um brilho novo que eu nemlembrava mais, um rastro vermelhocomo um corte na pele escura.eu não queria escrever sobre nenhuma realidadealém da minha.
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