Diabolismo
16 Frankenstein
a poesia e a prosa caminham juntas na lama daágua da chuva pela manhãcuspindo nos reflexos dos letreirosde néon,seus espelhos rastejando sobreos rostos de quem você era,quem você foi,quem você espera ser.eu roubo inspiração descaradamente detodos oslugares:filmes, livros, sonhos, conversas paralelas,notícias de jornais,músicas, pessoas, bares, animais, revistaseu costuro tudo e crio meu Frankensteinele é uma loirinha prostitutaque desfila semi-nuacom uma tatuagem ardendo na coxano bar da esquina, os olhares bêbadosdevorando-a com uma fome selvagemnenhum deles escreverá poesiaou prosa,não antes de uma punheta.
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