Diabolik Lovers - União de Sangue
70 Capítulo OVA: Fim de semana Sakamaki e Mukami
Notas iniciais
No fim de semana seguinte ao convite dos Sakamaki, a família Mukami direcionou-se para a mansão no sábado à tarde. E enquanto eles encaminhavam-se, a família Sakamaki também se preparava para recebê-los.
Reiko, Yuka e Sora cozinhavam na cozinha na companhia de Yuuhi e Maori enquanto os outros se arrumavam ou ocupavam-se até eles chegarem. Masami e Mana terminavam de se arrumar e Rin dava instruções estritas para Kenji na sala de estar do segundo andar. Assim como Akane, que usava um vestido verde, Kenji estava arrumado e usava uma bermuda escura, camisa vermelha e casaco azul-marinho, além de seus tênis. Rin usava uma calça preta e blusa vermelha de gola alta e mangas compridas, assim como botas de couro e o cabelo amarrado em rabo de cavalo.
— Não quero bagunça, não quero brincadeiras e nem travessuras. – dizia ela – Entendeu, Kenji?
— Sim, mãe. – ele sorriu.
Rin franziu as sobrancelhas e estreitou os olhos em sua direção. Kenji sempre prometia que não iria fazer nada, porém sempre fazia. Akane levantou da poltrona e franziu as sobrancelhas.
— Mãe, esquece isso. Ele nunca cumpre o que promete.
— Cala a boca, fofoqueira.
— Kenji, calado. Akane, espere em outro lugar, por favor. – pediu Rin.
Ela assentiu e se retirou. Ao voltar-se para o filho, Rin viu-o sorrindo largamente em sua direção. Ela apontou em direção a porta com a expressão severa e ele saiu do cômodo, correndo. Rin se sentou no sofá, suspirando e Laito surgiu logo atrás dela, pondo as mãos em seus ombros e massageando-os.
— Posso relaxá-la? – perguntou, sorrindo maliciosamente.
Rin inclinou a cabeça para trás, sorrindo.
— Pode, claro. Mas se formos para o quarto, iremos nos atrasar.
— Ah. – ele reclamou, dando a volta no sofá e sentando ao seu lado.
— Kenji é assim por sua causa. – disse ela, cruzando os braços.
— Eu?
— Sim! Você sempre passa a mão na cabeça dele e sempre dá ideias para as travessuras. Pensa que eu não sei? Ele tem doze anos, Laito. Isso tem que parar.
Laito acalmou o olhar, sorrindo suavemente ao perceber que Rin estava exausta sobre o comportamento do filho.
— Tudo bem. – disse ele – Não vou mais fazer isso e vamos conversar com ele depois que os Mukami forem embora.
— Obrigada. – ela sorriu, aliviada e suspirou – Ai, ele dá tanto trabalho. – sorriu, sem jeito.
Laito deixou uma risada leve escapar e pôs o braço ao redor do pescoço de Rin, fazendo-a olhá-lo e beijando-a. Ele adentrou sua boca com a língua e ela ofegou, dizendo ainda próxima de seus lábios:
— Laito... Não podemos agora...
— Hum. – ele cantarolou – Tudo bem.
Ele aproximou o rosto de seu pescoço, beijando-o e lambendo-o. Rin encolheu os ombros, mordendo o lábio inferior e levantando de repente, olhando para Laito.
— Você não vai me convencer a fazer. – ela declarou, rindo.
— Ah, Rin-chan... Vai ser rapidinho.
— Não!
Rin saiu da sala e Laito correu atrás dela. Quando ela percebeu, correu pelo corredor, rindo enquanto ele corria atrás de si. Masami caminhava pelo corredor com Shuu e Masumi, e os três viram Rin e Laito correndo no corredor. Masumi, que usava um vestido lilás, riu ao vê-los e fitou a mãe.
— Mamãe, o que os tios estão fazendo?
— Ah, nada. – ela sorriu – Estão brincando.
— Vão brincar rapidinho. – disse Shuu.
Masami lhe lançou um olhar, que o fez rir baixo. Shirou aproximou-se deles na companhia de Matsu. O filho mais velho de Shuu penteou o cabelo para o lado esquerdo e usava uma bermuda jeans, camisa preta e blusão azul. Matsu, que sempre penteava o cabelo para o lado direito, naquele momento usava uma camisa preta e bermuda de mesma cor, usando botas pretas de cano curto.
— Vocês dois estão bonitos. – Masami sorriu – Se arrumaram para as meninas? – brincou.
— Mãe. – Shirou franziu as sobrancelhas – Fala sério.
— Não estou mentido. Elas estão ficando muito bonitas.
Shirou franziu a teta, semicerrando os olhos enquanto Matsu pôs a mão sobre a boca, contendo a risada. Naquele momento Kaya e Haru se aproximaram, correndo. Masami sorriu, vendo que Mana havia feito uma fina trança no curto cabelo de Haru na lateral de sua cabeça.
— Shirou! Matsu! Masumi! Vamos para o jardim! – disse Haru, contente – Tia, minha mãe está quase pronta.
— Obrigada.
Ela sorriu e correu.
— Vamos, Shirou. – disse Kaya, sorrindo e correndo – Os outros já estão lá fora!
Shirou sorriu e as seguiu, assim como Matsu. Masami e Shuu voltaram a caminhar, dando as mãos e sorrindo. Shuu usava uma calça, sapatos e cardigã por cima de sua camisa enquanto Masami usava um vestido justo e azul de mangas compridas.
— Gosto quando os Mukami vêm aqui – ela comentou, docemente – É sempre divertido, não é?
— Hum. – ele concordou – Seria ainda melhor se as crianças estudassem na mesma escola.
— Verdade. Eles sempre se veriam. Vamos conversar com os outros depois. Né?
— Hum. – concordou.
Ela o olhou em dúvida e viu seu sorriso. Masami semicerrou os olhos, sorrindo. Shuu sempre ficava feliz quando tinha a chance de se reunir com Yuma. E isso a deixava feliz. Ele parou de repente, deixando-a mais uma vez em dúvida e a beijou, fazendo-a enrubescer e sorrir.
Mana terminou de se arrumar e saiu do quarto usando um belo vestido amarelo de mangas curtas e o cabelo preso em um coque baixo arranjado com uma trança na lateral da cabeça. Ela direcionou-se até o laboratório de Reiji e bateu na porta, adentrando-o.
— Reiji.
Viu-o em frente à mesa, misturando líquidos em frascos e Ren próximo da estante com um livro na mão.
— Ren! – disse ela, surpresa – Você deveria estar do lado de fora.
— Eles ainda não chegaram. – olhou-a.
— Mas vá para fora assim mesmo. Você tem doze anos. Até Kaya está correndo lá fora.
— Kaya divide seu tempo entre ficar aqui e ficar em outros lugares. Eu prefiro ficar aqui durante todo o tempo.
Mana franziu as sobrancelhas de maneira tediosa.
— Você parece com seu pai. – resmungou e olhou-o, vendo-o achar graça – Reiji, espero que quando eles chegarem, vocês desçam.
— Sim, senhora. – fitou-a, sorrindo suavemente.
Ela sorriu e se retirou. Mana caminhava no corredor, indo em direção à cozinha. Pelo o que sabia a maioria das crianças estava do lado de fora após ela olhar por uma das janelas. Mana gostava quando isso acontecia, elas precisavam brincar e serem crianças. Ela mais do que ninguém incentivava os filhos a fazerem isso. Ren era um caso complicado e Riichi era facilmente convencido por já amar correr do lado de fora. Dois extremos. Mas com as meninas não havia problema. Kaya gostava de ficar no laboratório com o pai, porém também gostava de brincar no jardim com Haru. E Mana ficava contente por isso.
Ao adentrar a cozinha, viu Yuka terminando de decorar um bolo com Sora e em seguida Reiko tirando uma fornada de biscoitos de dentro de um dos fornos. Como a família aumentou, a quantidade de fornos e geladeiras também aumentou. Agora havia três fornos e duas geladeiras na cozinha.
Mana viu Yuuhi ajudando a mãe e Kanato sentado à mesa ao lado de Maori, que segurava Teddy e observava os doces. A mesa estava repleta por pratos com vários tipos de comida e doces. Havia uma panela grande com Yaki Udon, uma tigela grande com Katsudon, outra com sopa de missô, uma panela de Sukiyaki, um prato com peixe frito, outro com salmão cozido, uma tigela com Lámen e um prato com Onigiri, caso as crianças não quisessem comer os outros pratos, e três pratos grandes apenas com Takoyaki à pedido de Ayato.
Mas por causa de Kanato, Reiko e Yuka fizeram muitos doces. Havia sete grandes pratos com sete tipos diferentes de sabores de biscoito, três bolos decorados, um prato com Daifuku, bombons e muitas barras de chocolate. Ao ver tudo isso sobre a mesa, Mana franziu a testa ao achar graça.
— Acho que não preciso ajudar. – comentou, sentando-se à mesa.
As três a fitaram, sorrindo. Repentinamente Ayato adentrou a cozinha com os trigêmeos nos braços, que se debatiam.
— Pai, a gente não ia fazer nada! – exclamou Keiichi.
— Até parece! – exclamou ele, pondo-os nas cadeiras – Vocês vão ficar aqui até eles chegarem.
— O que aconteceu? – perguntou Sora.
— Eles estavam com lança-águas nas mãos e pretendiam falar com Kenji e Riichi sobre uma travessura.
— Não íamos fazer isso. – disse Akashi, cruzando os braços.
— Ah, não? Eu os ouvi.
— O senhor ouviu errado. – disse Daichi.
— Vocês disseram “Vamos falar com Kenji e Riichi para brincarmos com os Mukami”. – falou Ayato – Ouvi errado? Sabemos bem o que significa o “brincar” de vocês.
— Meninos! – disse Sora, espantada – Não acredito que iriam fazer isso!
— Era apenas uma brincadeirinha. – Daichi sorriu, travesso.
— Não quero saber de lança-água hoje, me ouviram? Se vocês pegarem aquelas coisas, vão ficar de castigo até serem adultos!
— Mãe! – exclamaram em coro.
— Shh! – ela apontou para os três – Calados. E não vão poder comer doces até depois do almoço.
Os três cruzaram os braços, emburrados. Fitaram o pai e Ayato comeu um Takoyaki na frente deles, sorrindo maliciosamente com os olhos semicerrados.
— Tia, posso pegar um biscoito? – perguntou Maori.
— Claro. – Sora sorriu.
Maori pegou um biscoito com gotas de chocolate e o mordeu, mastigando e sorrindo de maneira maliciosa em direção aos primos, que arregalaram os olhos de forma indignada. Maori geralmente não possuía esse comportamento, porém os primos eram mais velhos que ela e aprontavam como se fossem mais novos. Então ela também queria “brincar” com eles naquele momento.
Yuuhi por outro lado, apenas ignorou o comportamento deles, pois sempre sabia que sua tia Sora os colocaria na linha. Kanato apenas olhava o prato de biscoito a sua frente. Quando Reiko notou, achou graça e pegou um, oferecendo a ele. Kanato sorriu e fitou-a se virando, vendo metade de seu longo cabelo preso.
Em um soar súbito, a campainha foi tocada e Mana levantou-se, sorridente.
— Eles chegaram! – exclamou, correndo para fora.
Yuka riu e todos pararam o que estavam fazendo, limpando as mãos e direcionando-se para o hall de entrada. Sora e Yuka saíram primeiro, Kanato e Reiko depois com os gêmeos e Ayato por último, vigiando os trigêmeos. Porém ao passarem pela porta, os três correram para o lado oposto, rindo e indo em direção ao jardim. Ayato exclamou e franziu as sobrancelhas, porém continuou.
Ao chegarem ao hall de entrada, Mana já havia deixado todos entrarem e abraçava Saki. As meninas abraçaram as esposas dos Mukami e Kanato cumprimentou os rapazes. As crianças se cumprimentaram, sorridentes e Kanato fitou as mães, comentando:
— Parece até que não se veem há anos.
Elas acharam graça.
— Parece mesmo que foram anos. – Mana riu.
— Três semanas é muito tempo. – disse Saki.
— Kokoro-chan, está deixando o cabelo crescer? – perguntou Yuka, sorrindo.
— Um pouquinho. – ela sorriu, encolhendo os ombros.
— Você vai ficar linda. – Mana sorriu – Fizemos várias doces para eles, espero que gostem.
— Jura? – perguntou Hyuuga, animado.
Ela sorriu, assentindo.
— Não precisava. – disse Mei sorrindo e encarando o filho.
Kou achou graça e repentinamente Subaru surgiu ao lado de Yuka, segurando sua mão.
— E aí? – sorriu suavemente.
— Su-ba-ru-kun! – cantarolou Kou, aproximando-se – Deixou mesmo o cabelo crescer um pouco. Yuka-chan, cortou o seu enquanto estávamos fora? Eu gostava dele longo.
Yuka sorriu e Subaru franziu a testa, enciumado.
— Ei, lembra-se da parede?
Kou riu, pondo a mão na nuca.
— Muito bem. Foi apenas um elogio.
— Parede? – perguntou Minato.
— Diversões da escola. Deixem pra lá. – ele sorriu.
Mei conteve a risada, Kou havia contado tudo para ela após começarem a namorar de verdade, anos atrás.
— E os outros? – perguntou Ruki ao lado de Arizu, que sorria.
Ao perguntar, ouviram um som e voltaram para a direita.
— Enfim chegaram. – disse Shuu, adentrando o hall de mãos dadas à Masami, que não mudara em nada seu penteado.
Ao se aproximar, Yuma sorriu e o abraçou.
— Tem várias maçãs para pegarmos. – disse Shuu ao cessarem.
— Então está fazendo um bom trabalho. – ele sorriu, surpreso.
— Vocês fizeram um bom trabalho plantando as três macieiras perto do jardim. – disse Masami, sorrindo – As crianças adoram.
Enquanto os adultos conversavam e as crianças os olharam, Maori os olhava e percebeu Azuma a observando. Ele fitava seus cabelos curtos, assim como sua franja e olhos. Ela se voltou para ele e sorriu, aproximando-se.
— Azuma, quer brincar?
— Hum. – ele sorriu.
Ela virou-se e foi até mãe, segurando sua mão.
— Mãe, podemos ir para o jardim?
— Claro. – Reiko sorriu – Todos podem ir para o jardim se quiserem. – disse aos Mukami.
Arisa e Tomoe foram as duas que mais se mostraram tímidas, como sempre, porém seguiram os irmãos e primos ao irem para o jardim com os gêmeos Sakamaki. Ao partirem para o lado de fora, Laito e Rin chegaram ao hall, ajeitando as roupas enquanto riam baixo.
— Pelo visto acabaram. – disse Masami, cruzando os braços.
— Não tão rápidos. – falou Shuu, recebendo uma leve cotovelada da esposa.
Saki e Arizu acharam graça, assim como Momo e Mei. Reiko sorriu suavemente e Yuka riu na companhia de Sora, que segurava a mão de Ayato.
— Reiji prometeu que desceria. – Mana suspirou, cruzando os braços.
— Estou descendo. – disse Reiji.
Ela atentou-se e sorriu ao virar-se, vendo-o descer as escadas, acompanhado por Ren. Mana se aproximou e beijou sua bochecha, encolhendo os ombros de forma contente e aproximando-se de Ren, passando a mão por seu cabelo. Ele franziu as sobrancelhas e tentou ajeitar o cabelo, porém a franja do lado esquerdo surgiu como sempre. Ren semicerrou os olhos de maneira entediada, sua mãe fazia isso de propósito e ele pensava sempre em desistir de ajeitar o cabelo.
Enquanto Mana sorria em sua direção, notou um livro em sua mão.
— Vai levar um livro para o jardim? – perguntou, surpresa.
— Ren, vá para o jardim. – disse Reiji, antes que Mana dissesse algo.
Ela abriu a boca para falar, porém ele segurou sua mão e a colocou ao seu lado, voltando-se para os Mukami e dizendo:
— Sejam bem-vindos mais uma vez.
Os Mukami e suas esposas sorriram, sabendo que seriam bem vindos como sempre. Enquanto os adultos conversavam dentro de casa, indo para a sala de estar e pondo todos os assuntos das últimas semanas em dia, as crianças estavam no jardim.
As crianças se espalharam pelo jardim e em alguns segundos já brincavam entre si. Os trigêmeos, Kenji e Riichi logo começaram a brincar com Minato, Hyuuga e Minoru. Azuma estava com Maori e Yuuhi, assim como Akane, Matsu e Megumi estavam com Ryuuji, as gêmeas e Akae. Todos estavam próximos de um dos bancos de cimento do jardim e os trigêmeos mostravam uma gaiola coberta por um pano negro.
— O que tem dentro? – perguntou Azuma.
— Morcegos. – disse Keiichi.
— Morcegos? – Arisa, encolheu-se, se escondendo atrás de Aoi.
— Pare com isso. – disse a irmã – São apenas morcegos. Não vão fazer nada.
— Eles vão voar em mim.
— Não vão não. – disse Asuka – Estão presos.
— Os pegamos hoje. – Daichi sorriu.
Riichi riu e Kenji fitou Arisa, observando-a.
— Não vamos soltá-los agora. – disse Riichi.
— Quando... Vão soltá-los...? – perguntou Amaya.
— Não sei. Que ver?
Ela sorriu, assentindo e ele agachou, levantando o pano e mostrando os morcegos. Arisa encolheu-se mais uma vez e Akae revirou os olhos. Megumi não entendia por que Arisa tinha tanto medo dos morcegos, principalmente por eles estarem presos.
— Que tal soltarmos depois? – perguntou Riichi – Tia Sora acha que vamos soltá-los dentro de casa e minha mãe não gosta que a gente prenda animais.
— Eles são... Fofos... – Amaya abaixou em frente à gaiola, observando-os.
Ela sorriu e abriu a porta da gaiola, pegando um morcego e fechando a gaiola. Ele se pendurou em seu braço, tampando a cabeça com as asas e Amaya riu, divertindo-se. Os outros sorriam, observando-a e Arisa encolheu-se mais.
— Nossa! – Riichi exclamou, rindo – Que legal, Amaya!
— Ele é... Engraçado... – disse ela – Está se escondendo... Do sol...
O morcego voou de repente, indo em direção a uma árvore e escondendo-se entre as inúmeras folhas. Amaya desfez o sorriso, triste.
— Ele voou...
— Deixa pra lá. – disse Riichi – A gente já ia soltar e ainda tem os outros.
Ela assentiu, sorrindo.
— Querem brincar de polícia e ladrão? – perguntou Akashi.
— Claro! – Minoru sorriu.
— Eu também. – Haru sorriu.
— Vou ficar com Akae. – disse Tomoe, timidamente.
— Passo. – disse Yuuhi – Vou ficar debaixo de uma árvore.
— Tá, vamos, Matsu? – perguntou Daichi.
— Hum. – concordou, dando de ombros – Tá bom.
— Eu também quero. – disse Megumi.
Kokoro aproximou-se timidamente e Akane a fitou.
— Kokoro-chan, quer brincar também?
— H-Hum, tá bom. – ela sorriu.
— Vamos logo.
As crianças correram em direção à floresta, começando a brincar. Os trigêmeos, Riichi, Kenji, Akane, Minato, Hyuuga, Minoru, Haru, Megumi, Matsu, Aoi, Kokoro e Amaya. Arisa preferiu ficar observando, sorrindo, porém sem brincar. Mas quando Kenji se aproximou e exclamou, dizendo a ela que estava presa, ela arregalou os olhos de maneira surpresa e correu atrás dele. Yuuhi preferiu ficar sentado debaixo de uma das árvores, observando os outros, assim como Tomoe e Akae, que segundos depois levantou e passou a caminhar.
Azuma e Maori permaneceram parados, assistindo aos outros brincarem. Enquanto o faziam, Azuma fitou seu urso de pelúcia.
— Ainda fica com isso?
— Sim. – ela sorriu.
Ele desviou o olhar por um momento, voltando-se para ela.
— Maori-chan.
— Sim.
— Quer ser minha namorada? Eu gosto de você.
— Eh?
Ele a olhava, esperando. Maori não sabia exatamente o que isso significava, mas sorriu.
— Claro.
Azuma sorriu e segurou sua mão, beijando sua bochecha. Maori encolheu-se, contente.
Ryuuji preferiu ficar sentado nos degraus da entrada e naquele momento passou a ter a companhia Masumi, que perguntava que livros ele leu nas últimas semanas.
— Estou quase terminando os livros do meu pai.
— Jura? Parece Ren. – ela achou graça – Quando não está no laboratório com tio Reiji, está em algum lugar com um livro na mão. Como Kaya.
— Hum. – ele assentiu – E o violino?
— Fiz uma nova música. Quer ouvir?
— Claro. – ele sorriu, levantando e entrando em casa com ela.
Ren preferiu se sentar num dos bancos do jardim. Ele abriu o livro que carregava e passou a lê-lo. Próximo do banco onde estava sentado, Kaori caminhava pelo jardim. Seu cabelo estava amarrado em um rabo de cavalo e sua franja penteada levemente para a direita. Ela o viu e parou, vendo sua expressão enquanto lia. Ele estava sério como sempre, porém ela se aproximou curiosamente.
— Oi. – disse, docemente.
Ele a olhou, vendo sua pele branca e olhos escuros, assim como seu cabelo.
— Kaori.
Kaori sorriu.
— Posso ficar com você?
— Hum. – ele assentiu.
Kaori se sentou ao lado dele, olhando para o livro que ele segurava e vendo a página ao qual ele lia.
— Não entendo isso.
— Eu explico. – disse ele.
Ren lia em voz alta o conteúdo do livro e explicava à Kaori o que significava. Enquanto ele o fazia, ela o olhava de maneira admirada, observando-o e vendo como ele estava mais inteligente. Ele sabia de várias coisas que ela nem sequer imaginava que existiam e fazia com que os olhos de Kaori brilhassem. Enquanto prestava atenção, começou a ouvir um belo som vindo de dentro da mansão.
— É lindo. – ela comentou.
— Deve ser Masumi. Ela fez uma nova música.
Kaori balançou levemente as pernas, fitando-o.
— Pode continuar?
— Hum. – Ren, assentiu, continuando.
Após colocarem a maioria dos assuntos das últimas semanas em dia, os adultos continuaram a conversar. Alguns se separaram, espalhando-se pela mansão e outros foram para o lado de fora. Yuma e Saki permaneceram na sala de estar com Shuu, Masami e Mana. Yuka e Subaru foram para a cozinha com Kou e Mei. Laito e Rin, assim como Ayato e Sora, foram para a sala de jogos com Ruki e Arizu. E Azusa e Momo foram para o jardim com Kanato, Reiko e Reiji.
Enquanto conversavam, observavam o jardim e a floresta.
— Eles estão brincando na floresta. – Momo sorriu – Olhe Amaya.
— Hum... – Azusa concordou.
— Que bom que vieram. – disse Kanato – As crianças gostam de brincar com eles.
Eles sorriam.
— Shuu e Masami comentaram comigo que seria ainda melhor se todos estudassem juntos.
— Sim... – disse Azusa – Né... Momo...?
— Com certeza.
— Podemos conversar com todos hoje, então. – disse Reiko – As crianças vão amar. Se veriam ainda mais. Não é, Kanato-kun?
— Claro. – ele sorriu levemente.
Reiji concordou e Momo e Azusa sorriram. Eles perceberam Azuma e Maori se aproximando de mãos dadas e os fitaram.
— Mamãe, nós estamos namorando. – Maori sorriu, segurando Teddy.
— Namorando? – perguntou sua mãe, achando graça – Filha, você sabe o que é isso?
— Eh... Mais ou menos.
Reiji abaixou o olhar, sorrindo ao achar graça. Momo riu baixo e Azusa sorriu. Kanato agachou em frente aos dois e sorriu, dizendo:
— Azuma-kun, espero que cuide bem de Maori-chan.
— Eu vou, prometo. – ele sorriu.
— Hum. Podem ir.
Maori sorriu e correu com Azuma para dentro de casa. Kanato levantou, fitando Azusa e franzindo as sobrancelhas.
— Azusa, deixe seu filho longe da minha filha.
— Kanato-kun. – Reiko o repreendeu.
Momo riu, pondo a mão sobre os lábios enquanto Azusa apenas sorria suavemente.
— Eles não apenas crianças. – disse Reiji – Maori nem sabe o que é namorar.
— Nem... Azuma... – disse Azusa.
— Verdade. – Momo concordou – Ele sabe mais sobre a horta do que sobre namoro.
Kanato cruzou os braços, emburrado e Reiko achou graça, sorrindo. Reiji desviou o olhar por um momento, vendo Kaya ao lado do corrimão da escada, observando os outros correndo na floresta. Ela usava um vestido escuro de alças grossas e uma blusa branca de mangas compridas por baixo, além das meias-calças pretas e sapatos de mesma cor.
— Kaya. – chamou-a.
Ela o olhou, sorrindo e vendo-o se aproximar, descendo a escada. Azusa e Momo a fitaram, assim como seus tios. Reiji abaixou o olhar em sua direção, perguntando:
— Não vai brincar?
— Sim, estava vendo os outros. – sorriu – Queria perguntar se podíamos colher as maçãs.
— Bem, as macieiras são de Shuu.
— Hum. – ela assentiu.
— Kaya!— Shirou chamou.
Ela se virou para olhá-lo e o viu acompanhado por Yuuzo e Mai. Os três se aproximaram e Yuuzo se aproximou dela. Mai usava um vestido com um fino casaco por cima e ele uma calça jeans, ténis e um blusão branco por cima da camisa cinza. Ele possuía cabelos castanho-claros, assim como seus olhos, e os amarrava em um coque meio embolado no alto da cabeça, tendo também uma franja para o lado direito que quase ficava sobre seu olho.
— Tio Shuu deixou a gente colher algumas maçãs. Não quer vir? – ele sorriu, oferecendo sua mão.
— Já perguntou?
— Fomos mais rápidos. – Shirou riu.
Kaya deu língua para o primo e segurou a mão de Yuuzo, fitando sua pulseira grossa por um momento. Os quatro correram de volta para a floresta e Reiji sorriu suavemente, observando-os. Mana se aproximou dele ao chegar e pulou em suas costas de repente, abraçando-o. Ele a olhou, tocando um de seus braços, que estavam ao redor de seu pescoço.
— Reiji-sama. – cantarolou – Não vai envenená-lo, não é? – riu.
— Por que o faria?
— Reiko acabou de me contar que Maori e Azuma disseram a eles que estão namorando. Kanato ainda está emburrado. – achou graça – E Saki e eu achamos que Yuuzo gosta de Kaya.
— Não me preocupo. Já disse à Kaya que namorados são pessoas ruins que apenas querem levar as meninas para longe de suas famílias.
Mana arregalou os olhos e saiu de cima de suas costas, aterrissando suavemente no chão e pondo-se a sua frente, pasma.
— Não disse isso, disse?
Ele sorriu, acalmando o olhar.
— Reiji. – ela o repreendeu.
— Não disse. Mas ela sabe o que é um namoro. Maori é inocente quanto a isso.
Mana desviou o olhar, achando graça.
— Estou tão feliz. – sorriu, pondo os dedos sobre sua bochecha – Reiko me contou que estão pensando em colocá-los na mesma escola. Vai ser ótimo.
— Concordo.
— Saki convenceu Yuma a cortar o cabelo. – Mana riu – Ele permitiu, mas não tão curto. E já está crescendo.
— Reparei.
Mana o olhou gentilmente, fitando seu cabelo e mexendo na ponta de seu rabo de cavalo baixo. Ele franziu a testa, dizendo:
— Você gosta do meu cabelo grande.
— Muito. – ela sorriu, achando graça – Mas era igualmente atraente quando era mais curto.
Reiji sorriu, inclinando-se para ela beijá-lo.
Na floresta, Shirou e os outros pegavam as maçãs. Shirou e Kaya seguravam cestas enquanto Mai e Yuuzo pegavam as maçãs que já haviam caído no chão. Ao terminarem, voltaram-se para as maçãs do alto. Shirou e Yuuzo, sendo os mais altos, conseguiram pegar algumas, porém não alcançavam todas.
— Vamos pular nos galhos. – disse Yuuzo – Não é tão alto.
— Pular? – perguntou Shirou.
— Tem medo?
As meninas deixaram escapar uma risada.
— Claro que não! – Shirou, franziu as sobrancelhas, desafiado.
Ao se prepararem para pular, Kaya disse sentada no galho da árvore:
— Vocês são muito lentos.
Eles arregalaram os olhos, surpresos, assim como Mai.
— Como subiu tão rápido?
— Teletransporte. – disse ela em tom óbvio.
Os dois se entreolharam, pondo a mão na nuca de maneira envergonhada. Poderiam ter feito isso. Os dois subiram no galho e Kaya os ajudava a colher as maçãs. Mai segurava a cesta e eles jogavam as maçãs em direção a ela, que pegava todas. Ela fitou Shirou por um momento, vendo seu sorriso. Ele ficava mais bonito a cada ano e isso a vez ruborizar por um momento, esquecendo-se de prestar atenção nas maçãs.
— Mai, preste atenção. – disse Yuuzo – Deixou uma cair.
— E-Eh... Desculpe. – pegou-a.
Yuuzo esticou-se para pegar outra maçã e fitou Kaya, reparando em seu cabelo branco com as pontas roxas. Até as pontas de sua franja eram roxas e ele notava que ela estava deixando o cabelo crescer. Ela estava ficando mais bonita e ele percebeu que precisava conter seus olhares, pois a observava muito. Ele semicerrou os olhos, desviando o olhar e engolindo em seco.
Ao descerem, levaram as cestas para dentro da mansão, vendo os pais de Yuuzo e de Shirou irem para o lado de fora, assim como Arizu, que desejava ver como as filhas estavam. Ryuuji estava com Masumi, que ainda tocava violino, e ela já havia visto os dois. Ao ver as gêmeas brincando com os outros, sorriu e procurou por Akae.
— Momo, você viu Akae?
— Ela estava por aqui agora a pouco. – disse ela, fitando o jardim.
Enquanto os outros brincavam e Yuuhi estava sentado debaixo da árvore com Tomoe, que lia um livro que trouxera, Akae caminhava pela floresta. Viu seus primos e os trigêmeos correndo, assim como suas irmãs e os outros. Eles se divertiam, porém ela queria ver o lago. Ao caminhar e sair da floresta, chegou e passou a caminhar no cais de madeira.
Ao chegar à ponta, fitou a água. Era calma e refletia sua imagem, fazendo-a sorrir. Akae ouviu os trigêmeos rindo e fitou a floresta por um momento. Decidiu voltar, em alguns minutos os chamariam para comer. Ao se virar, porém, ela tropeçou em um prego fora do lugar e tombou para o lado, caindo e exclamando em direção à água. Ao afundar, Akae tentou desesperadamente emergir, mas ela não sabia nadar. Ela balançou os braços, tentando pedir ajuda, porém temeu que ninguém estivesse por perto.
As crianças corriam e riam na floresta. Akashi correu dos filhos de Kou e se escondeu em uma árvore próxima do lago. Deixou uma risada escapar por saber que eles não o encontrariam e escutou um barulho na água, virando-se e arregalando os olhos ao ver Akae.
— Ei! – exclamou.
Akashi correu, indo para o cais e aproximando-se, porém ela afundou enquanto ele o fazia. Ele exclamou mais uma vez e seus gritos foram ouvidos tanto pelas crianças como pelos adultos. Akashi pulou na água e segurou a mão de Akae, emergindo e fazendo-a abraçá-lo. Ao se aproximarem, todos o viram dentro da água com ela e se surpreenderam.
Akashi nadou com ela até a margem e a tirou da água, segurando-a nos braços e ajoelhando-se, pondo-a no chão. Seus irmãos não compreenderam o que havia acontecido e Arizu exclamou pela filha, correndo em sua direção.
— Akae! – ajoelhou-se a sua frente – O que aconteceu?
— Eu tropecei no prego. – disse ela, amedrontada.
Arizu abraçou-a, fitando Akashi, que ainda estava ajoelhado, e sorrindo de maneira aliviada.
— Obrigada.
Ele assentiu, porém fitou Akae, que estava encolhida enquanto era envolvida pelos braços da mãe. Arizu a levou para dentro da mansão e Yuka emprestou algumas roupas de Megumi para ela. Ao saber o que houve com a filha, Ruki arregalou os olhos e preocupou-se, porém agradeceu imensamente à Akashi por tê-la ajudado. Ele, por sua vez, passou a olhá-la a cada cinco minutos, ainda vendo a imagem do lago e ela se afogando. Sora o abraçou e disse que ele era um menino corajoso, o que o fez sorrir e esquecer um pouco o ocorrido.
Após os acontecimentos, as crianças foram chamadas para comer e todos se reuniram na sala de jantar, que ficou lotada. Kou encheu seu prato, assim como Hyuuga, e todos comeram tudo o que as esposas Sakamaki haviam preparado. As crianças gostaram ainda mais da sobremesa e Akae se esqueceu do ocorrido ao comer seu biscoito favorito. Por mais que tenha acontecido um acidente que fez com que todos se assustassem, o resto do dia fora ótimo para ambas as famílias.
As crianças voltaram a brincar até o anoitecer e os demais que não corriam pela floresta e jardim, sentaram-se nos bancos de cimento ou debaixo das árvores. Após colherem as maçãs, Shirou, Yuuzo e Kaya ficaram debaixo de uma árvore, conversando. Mai preferiu brincar com os outros.
Ao anoitecer, todos haviam se divertido e estavam ligeiramente cansados. Como disseram, os trigêmeos soltaram os morcegos e até Arisa, que estava com medo, maravilhou-se quando voaram para longe. Após o momento, todos se despediam no hall de entrada.
— Próximo fim de semana lá em casa? – perguntou Yuma.
— Claro. – disse Shuu.
— Foi ótimo. – Mana sorria, encolhendo os ombros de maneira alegre enquanto segurava a mão de Reiji, que concordou.
— Eles... Poderiam mesmo estudar... Juntos... – Azusa pensou.
Os demais o fitaram, já haviam conversado sobre isso após as crianças comerem e notaram os olhos delas brilharem ao sorrirem.
— Seria muito legal. – disse Haru ao lado de Asuka.
— Podemos, mamãe? – perguntou Aoi.
— Ah, bem... – Arizu sorriu – Estamos pensando como vamos fazer e para qual colégio todos irão, mas... Vocês vão estudar juntos! – sorriu.
As crianças sorriram, animadas. Agora eles se veriam todos os dias.
Após os Mukami partirem, os mais velhos mantiveram as crianças no hall de entrada. Masami aproximou-se do filho e abaixou até sua altura.
— Shirou. – sorriu.
— Eh... Eu fiz alguma coisa?
As outras crianças não compreenderam, apenas observavam a situação.
— Não. – Masami achou graça – Seu pai e eu estamos orgulhosos por suas notas e por estar indo tão bem na escola. Então... Pensamos em um presente pra você.
— Sério? – ele sorriu largamente.
Ela deixou um sorriso escapar e endireitou-se, fitando Shuu, que surgiu logo atrás do filho. As outras crianças elevaram as sobrancelhas, animadas e Shirou virou-se, vendo o pai com um filhote de cachorro nas mãos. Ele arregalou os olhos, sorrindo.
— Um cachorro!
Shuu sorriu e inclinou-se, dando o pequeno cachorro à ele.
— Vai cuidar bem dele?
— Vou.
— Eu também! – exclamou Masumi, levantando a mão.
— Eu também! – Kaya riu, levantando a mão.
— Ele é meu! – exclamou Shirou.
— Elas podem ajudar também. – disse Masami, cruzando os braços – Vão dar banho nele, limpar a sujeira que ele vai fazer e...
— Ah, deixa pra lá. – disse Masumi, fazendo Kaya rir.
Shirou sorriu de maneira maliciosa, sabendo bem que a irmã nunca faria isso. Ao voltar-se para o filhote, percebeu que era um pastor alemão.
— Ele é preto. – disse ele – Que tal “Kuro”?
— É meio óbvio. – disse Masumi.
— É bonito. – falou Kaya.
Shirou o colocou no chão. Seu novo cão, mesmo filhote, ficou em pé, apoiando-se nas pernas de Shirou, que achou graça.
— Vamos. – disse ele, correndo e olhando o cachorro segui-lo.
Shuu endireitou-se, vendo as outras crianças irem com Shirou para o jardim para brincarem com o filhote. Reiji se aproximou do irmão, encarando-o.
— Se ele quebrar, rasgar ou sujar alguma coisa, você vai limpar.
Shuu semicerrou os olhos, olhando-o de maneira tediosa.
— Shirou vai educá-lo.
— Hum. – ele o encarou uma última vez, pondo-se ao lado de Mana.
Masami se aproximou de Shuu, segurando sua mão e sorrindo. Ele sorriu em sua direção, sabendo o que ela pensava naquele momento. Masami estava feliz por eles estarem cumprindo o que disseram antes mesmo de se casarem.
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