Diabolik Lovers - União de Sangue
8 Capítulo 8: As irmãs Yamada
Sora e Yuka eram próximas, como Masami e Mana. Podia-se considerar que eram melhores amigas, desde sempre. Todos sabiam que a família Yamada era mestiça e ambas as jovens já foram subjugadas diversas vezes por isso. Quando receberam as cartas de convite para serem noivas, ficaram aliviadas por poderem enfrentar juntas este destino. Porém Sora detestou a notícia de que seria uma das noivas. Ela não conversara ou dançara com nenhum dos Sakamaki, apenas com outros jovens. Esperava que pudesse se livrar desse peso em suas costas e casar-se com quem quisesse já que seu irmão já havia se casado com uma boa jovem.
Porém havia mais outra coisa. Não era seu plano, porém havia se apaixonado por um rapaz. Era um segredo e nem sua irmã sabia, por mais que Sora não gostasse de esconder coisas dela. Era seu precioso segredo, ninguém poderia saber.
Yuka, entretanto, não possuía ninguém, mas teve medo em ir para a mansão. Na verdade ela desejava saber o que era e como era o amor. Esse sentimento que todos falavam e diziam sentir. Desejava conhecê-lo e também senti-lo. Porém Subaru nunca sequer lhe dirigiu a palavra, mesmo quase completando um mês desde sua chegada. Ao contrário de Sora, que recebera a visita de seu noivo na primeira noite.
Sora acabara de arrumar suas coisas e verificara se havia alguma mensagem no celular. Nenhuma. Puxou a colcha para deitar e dormir, porém percebeu uma presença em seu quarto. Ao olhar para trás, viu Laito ao lado da porta de sua varanda. Ele sorriu de maneira maliciosa e ajeitou seu chapéu, dando o primeiro passo para se aproximar.
— Sakamaki-san? – disse surpresa – O que...? – cobriu-se com o robe.
— Ah... – cantarolou – Laito.
— Eh?
— Pode me chamar pelo nome e... – ajeitou o cabelo de Sora – Se quiser me dar um pouco de seu sangue... – sorriu maliciosamente.
Sora recuou, amedrontada. Não esperava sua presença inesperada e muito menos ele ser tão direto em pedir para beber seu sangue.
— Por favor, isso é... Muito inadequado.
— Hah... Então você se importa com isso. – Laito franziu a testa, mostrando-se falsamente entristecido – Por favor, apenas uma gota.
— Não. – disse ela, surpresa – Por favor, saia.
Ele esboçou um meio sorriso e se aproximou, segurando no pulso de Sora e fazendo-a se aproximar a força. Sora arquejou, caindo sobre o peito dele e tentando se afastar.
— É só ficar quieta.
— Não! – exclamou, tentando se soltar.
Laito segurou seu outro pulso, fazendo-a soltar o robe e deitando-a na cama à força. Os olhos de Sora encheram-se de lágrimas enquanto ela inutilmente se debatia.
— Pare, por favor... – pedia.
— Quero apenas lhe dar boas-vindas. – disse Laito, aproximando os lábios de seu pescoço e lambendo-o.
Sora encolheu-se, apertando os punhos.
— Laito-san... Por favor...
— Ah... – cantarolou em seu ouvido – Diga meu nome de novo...
Sora fechou os olhos, apertando-os enquanto seu sangue era violado por Laito. Ele perfurou sua pele com os caninos, bebendo seu sangue por longos segundos. Sora chorava em silêncio, desejando que acabasse logo.
Na manhã seguinte, Sora ficou na cama. Não quis levantar e pensava se levantaria a qualquer hora do dia. Mal conseguiu dormir após a visita de Laito. Quando ele acabou, simplesmente levantou e saiu. Sora permaneceu deitada, imóvel enquanto chorava. Enquanto pensava na dor que sentiu, a porta de seu quarto se abriu e Sora ficou aliviada por ver a irmã. Ela usava um short escuro, blusa rosada de mangas compridas e botas marrons. Sorriu para Sora e se sentou ao seu lado na cama.
— Por que ainda não desceu? – perguntou.
— Não estava muito bem. – disse ela – Disseram algo?
— Não. O café da manhã parece ser individual, diferente do jantar.
— Entendi.
Yuka estranhou o comportamento da irmã e sentiu um cheiro diferente, olhando-a e levantando seu cabelo.
— Yuka...! – exclamou Sora, abaixando o cabelo.
— Ele te mordeu? – perguntou Yuka, surpresa.
— Sim...
Por mais que a regeneração fosse veloz para os vampiros, as marcas claras ainda eram visíveis na pele de Sora.
— Não parece ter gostado.
— Porque... Ele me mordeu à força.
— Sora! – disse Yuka, entristecida – Sinto muito. Eh... Eu...
— Tudo bem. – ela sorriu – Acho que esta será minha vida daqui para frente.
Yuka abaixou o olhar.
— Você tem sorte por Subaru parecer não querer aproximação. – disse Sora.
Yuka a olhou, surpresa. Ela não desejava ser forçada a dar seu sangue, porém desejava ter atenção de quem um dia se casaria. Eram extremos e nenhuma das duas gostava.
No primeiro dia de aula, Sora ficou apreensiva em relação a estar na mesma classe que Laito, porém ele mal a olhava e também não prestava atenção na aula. Parecia estar inerte ou adormecido com os olhos abertos. Por um momento pensou que teria paz no colégio. Em parte ela estava certa, ele não a incomodava durante as aulas. Porém no intervalo, ao sair da cabine do banheiro e ir em direção à pia, descobriu que seria difícil ficar sozinha.
Sora abriu a torneira e lavou as mãos. Ao se virar, viu Laito parado na porta com os braços cruzados e aquele sorriso malicioso que a amedrontava.
— Laito-san! – exclamou.
— Ah, eu amo quando diz meu nome assim! – cantarolou ele.
— Este é o banheiro feminino!
— Eu sei disso, não é a toa que fui suspenso algumas vezes. – ele pensou, olhando para o lado.
Sora franziu a testa, confusa.
— Preciso ir.
— Ótimo, quero levá-la a um lugar. – disse ele, segurando seu braço e levando-a.
— Eh...? O que...?
Laito caminhou pelos corredores com Sora sendo puxada por ele. Voltou para a sala de aula, que estava vazia durante o intervalo, e trancou a porta ao entrarem. Sora estremeceu, sabendo o que viria e recuando quando Laito se aproximou.
— Laito-san... Estamos na escola.
— Ah, verdade. – disse ele, percebendo, porém sorrindo em seguida – Então devemos usar os bancos.
— O que...?!
Laito agarrou-a e a fez se deitar nos bancos de madeira, segurando-a enquanto se debatia. Ele soltou sua gravata borboleta e mordeu seu pescoço, bebendo seu sangue e ouvindo-a arquejar pela dor. Olhou-a com os lábios sujos de sangue, vendo sua expressão fragilizada. Sorriu ligeiramente, descendo o corpo e subindo um pouco sua saia, mordendo a parte interna de sua coxa.
— Ai! – exclamou ela, tampando a própria boca.
Laito emitia um som de prazer e ao cessar, lambeu os lábios sujos de sangue e a mordeu mais uma vez, em sua mão. Sora apertou os olhos, encolhendo-se. Ao se satisfazer, Laito levantou e a ajudou a se sentar.
— Com licença. – disse ele, saindo da sala de aula.
Sora permaneceu no banco, encolhida e abraçando-se com os cabelos na frente do rosto. Tinha certeza de que sua vida seria um inferno ao lado dele. Precisaria aprender a lidar com isso ou aprender a se esconder dele. De toda forma, achava que sua irmã estivesse melhor que ela.
Yuka ficou contente por estar na mesma classe que Subaru, porém ele se sentou do outro lado da sala ao chegarem. Ela encolheu-se, sentindo-se ignorada. Na verdade realmente fora durante aquela semana. Gostaria de conversar com ele sobre essa situação e dizer que estava feliz por ter sido escolhida como sua noiva. Mas ela nunca o encontrava. Então quando o sinal do intervalo soou, ela se virou para se levantar e ir até ele. Porém ele já havia sumido.
Yuka franziu as sobrancelhas, que garoto difícil. Ela sentou novamente e suspirou.
— O que foi? – perguntou Reiko, arrumando suas coisas para sair.
— Queria falar com Subaru-kun, mas ele some de repente.
— Procure ele pelo colégio. Em algum lugar ele deve estar. – disse ela, apática – É isso que vou fazer em relação à Kanato-kun.
— Falou com ele alguma vez?
— Quando chegamos. Quero me vingar dele. – ela sorriu suavemente.
Yuka franziu a testa, sorrindo de forma desconcertada.
— Entendi...
— Bem, vou indo. – disse Reiko, saindo da sala.
Yuka pensou, percebendo que Reiko tinha razão. Se quisesse falar com Subaru, teria que procurar por ele. E ela o fez. Procurou nas salas de aula, no refeitório, no terraço – onde viu Reiko e Kanato –, na piscina – onde Mana dormia – e na entrada do colégio. Ao ir até o ginásio e abrir a porta, olhando ao redor, finalmente o encontrou. Ele estava deitado no primeiro banco da arquibancada, apoiando a cabeça com os braços e olhando para cima. Ela notava como ele parecia rebelde em relação ao uniforme. Fora a calça e o blazer, ambas as camisas que usava – branca e preta – eram rasgadas e ao invés do sapato escolar, usava botas brancas.
Yuka hesitou, porém se aproximou. Ao fazê-lo, parou a frente dele.
— Eh... Subaru-kun?
Ele a olhou de forma incômoda.
— O que é?
— Ahm... Eu só... Queria...
— Fale de uma vez.
— Eu só queria dizer que... Eh... – juntou as mãos na frente do corpo, receosa – Espero que possamos... Nos dar bem.
Subaru franziu a testa, sentando no banco e dizendo:
— Não está bom o suficiente você ser minha noiva?
— Eh... Como assim?
— Provavelmente vamos nos casar quando nos formármos.
— Então temos tempo... Para nos conhecer. – ela sorriu.
Ele levantou e continuou:
— Durante esse tempo, não se aproxime de mim.
Yuka desfez o sorriso, arregalando os olhos.
— Não a queria e nunca vou querer, então não tente tornar isso “mais fácil”, pois não vai acontecer. – disse ele, passando por ela e saindo do ginásio.
Yuka abaixou a cabeça, sua franja tampou seus olhos. Sentou-se no banco onde Subaru estava e permaneceu ali até o final do intervalo. Pelo visto ela não estava melhor que sua irmã. As duas tinham problemas distintos, porém eles existiam.
No jantar, no final da semana, Subaru não estava presente. Yuka não gostou de como ele havia falado com ela na escola. Ele poderia facilitar o relacionamento. Mas queria saber por que ele não fora ao jantar, já que todos o fizeram. Após comer, o procurou em seu quarto. Bateu duas vezes, porém ninguém atendeu.
— Subaru-kun? – o chamou, abrindo a porta – Com licença, ahm... Subaru-kun?
Não havia ninguém no quarto. Ela fechou a porta, observando o lugar. Havia uma lareira com um espelho logo acima, uma cômoda próxima à janela, uma poltrona em conjunto a uma mesa e um caixão de cor prateada. Yuka estranhou, não era uma cama. Ele dormia mesmo em um caixão?
Ela deu alguns passos, observando onde ele provavelmente passava a maior parte de seu dia. Sentou-se sobre o caixão, olhando para cima. Esperava que ele voltasse logo, porém ouviu um barulho debaixo de si. De repente a tampa do caixão se abriu e Yuka foi jogada para trás.
— GYA! – exclamou, caindo com as costas sobre o tapete.
Subaru surgiu, saindo do caixão e batendo a tampa ao ver Yuka caída no chão.
— O que está fazendo aqui?!
— Eu só... – ela abaixou as pernas.
— Como ousa entrar em meu quarto enquanto estou dormindo. Não entendeu o que eu disse no ginásio?
— E-Eu...
Ele bufou e a levantou pelo braço.
— Você é idiota ou o que? – exclamava.
— Subaru-kun... Está me machucando...
Ele arregalou os olhos, vendo-a com as bochechas coradas enquanto o olhava. Largando-a, franziu as sobrancelhas.
— Se continuar vindo até meu quarto, vou pensar outra coisa.
— Eh?! – ela arregalou os olhos, corando mais – N-Não! Não vim aqui pra isso!
— Tem certeza? – disse ele, puxando-a para si com o braço envolta de sua cintura.
— Eu só... – ela enrubescia enquanto o olhava tão perto, vendo como ele realmente era bonito. – Você não foi ao jantar... Queria saber se... Estava tudo bem.
Subaru semicerrou os olhos e franziu as sobrancelhas ao fazer uma expressão tediosa. Duvidava plenamente de Yuka e seu comportamento tão preocupado. Afinal, por que ela se preocuparia com ele? Com qual finalidade? Ele simplesmente não acreditava nesse sentimento puro e segurou em seu braço mais uma vez, indo em direção à porta e expulsando-a do quarto, praticamente jogando para o lado de fora.
— Etto! – exclamou Yuka, equilibrando-se para não cair no chão e virando-se para ele – Subaru-kun...?
— Cale a boca! – ele gritou – Não finja se preocupar comigo!
Subaru bateu a porta, deixando-a do lado de fora. Yuka franziu a testa, confusa. Por que para ele era tão difícil acreditar nela?
Na semana seguinte, Sora digitava no celular enquanto caminhava pelo corretor. Quando guardou celular no bolso e voltou-se para frente, foi puxada para um cômodo. Quando a porta foi fechada e ela percebeu quem a havia puxado, arregalou os olhos.
— Laito-san?
Ele sorriu maldosamente.
— Ora, ora. Por onde andou noite passada?
— Eh... Nenhum lugar.
— Você fugiu de mim... Não devia ter feito isso. Fiquei tão sozinho, querendo seu sangue... – tocou em seu pescoço.
— Ahm... Eu não...
— Você ainda vai ter tempo de pedir desculpas.
Ela não compreendeu, porém Laito a puxou e deitou-a no sofá, subindo sua blusa e mordendo sua barriga. Sora rangeu os dentes, tentando empurrá-lo. Laito sentou-se no sofá, olhando-a de forma irritada.
— Pare de ser tão irritante. – disse ele, diferente de seu comportamento costumeiro – Você é minha, então fique feliz por eu morder seu pescoço sem graça.
Sora arregalou os olhos, sentando-se.
— Se sou sem graça, então por que ainda me morde? – exclamou.
Laito inclinou-se sobre ela, fazendo-a deitar novamente.
— Quero que sinta dor... – sorriu maliciosamente – Assim eu sinto prazer. Então fique calada.
— Não quero que me morda.
— Se continuar falando, vou lhe castigar.
— Mais?
Laito franziu as sobrancelhas, segurando no braço dela e arregaçando suas mangas, mordendo-a do pulso ao ombro. Ele o fez com o outro braço, além de morder suas coxas, canelas, barriga e clavícula. Ao terminar, sua boca estava ensanguentada e ele sorria para Sora, que obrigava-se a não chorar, porém com os olhos marejados. Laito levantou, limpando o sangue com o dedo e lambendo-o.
Ele a avisou, porém Sora continuou a fugir dele. E por mais que ele a castigasse, mordendo-a diversas vezes e até a amarrando para ficar quieta, ela não parava. Não o queria como seu dono e muito menos como marido. A razão pela qual terem aceitado ir para a casa Sakamaki fora para gerar filhos puros. Não era um motivo diferente das demais, porém Sora não se importava com isso. Queria estar com quem amava. E por mais inacreditável que parecesse, Laito aos poucos desistia de ir até ela para beber seu sangue.
No dia em que Rin leu o diário de Mana, ele já não a procurava mais. E isso a deixou aliviada. Não precisava mais cobrir-se completamente para esconder as marcas até que sumissem – mesmo não demorando nem um dia inteiro para sumirem.
Naquela noite depois do colégio, Sora recebeu uma mensagem em seu celular e saiu do quarto ainda vestida em seu uniforme. Apressou-se ao andar pelos corredores e desceu até o primeiro andar, indo em direção à saída para o jardim. Ao abrir a porta da saída lateral e fechá-la, virou-se e esbarrou em Ayato.
— Etto...! – disse ela, assustando-se.
— Sora? – ele a olhou, confuso.
— Ayato-san?
— O que está fazendo aqui?
— Eh... Nada demais. Apenas queria andar um pouco pelo jardim... Ou pela floresta.
Ayato semicerrou os olhos, aproximando sua mão e tirando o cabelo de Sora da frente de seu pescoço.
— Laito não está mordendo-a mais?
— Ahm... – ela abaixou o olhar, envergonhada – Não... Estava fugindo dele. Acho que desistiu.
Mesmo sabendo que era difícil Laito desistir de algo tão facilmente, Ayato conteve a risada, porém escapou e Sora o olhou em dúvida.
— Por que está rindo?
— Porque é engraçado. – disse em tom óbvio – Bem... Acho que quer andar.
— Hum. – assentiu – Obrigada. – Sora sorriu, fazendo-o desviar o olhar.
Ela percorreu o jardim e desapareceu entre as árvores. Ao afastar-se o suficiente da mansão e jardim, começou a correr. Sora chegou até um lago e parou ao lado de uma árvore, sorrindo e procurando-o. Repentinamente alguém a segurou por trás e tapou seus olhos, virando-a para si e sorrindo. Sora o viu, um rapaz de estatura mediana e curtos cabelos marrons.
— Takato! – exclamou, beijando-o.
Ele escorou na árvore, beijando-a e acariciando sua cintura enquanto ela estava com seus braços envolta de seu pescoço. Takato sentou-se no chão com ela, continuando a beijá-la. Sora deu vários beijos curtos consecutivos antes de cessar, olhando-o e mexendo em seu cabelo.
— Você é tão bonita. – disse ele, passando a mão por seu cabelo.
— É porque você fica muito tempo sem me ver.
Ambos riram, porém ele tirou o cabelo de Sora da frente de seu pescoço. Após fazê-lo, desamarrou sua gravata borboleta e abriu um dos botões da camisa dela.
— Ele não me mordeu. – disse ela, segurando sua mão.
Takato abaixou o olhar, franzindo as sobrancelhas.
— Da última vez ele deixou marcas por todo seu corpo.
— Eu sei, mas... Ele não está me procurando mais, faz dois dias. E isso é muito pra ele, então...
— É, mas até quando? Não quero dividi-la com ele... – disse, enraivecido – Até agora é sangue, mas e depois do casamento? Você terá mesmo os filhos dele?
Sora abaixou o olhar, entristecida.
— Você sabe que eu não quero. Mas o que posso fazer?
— Fuja comigo.
— O que?
— Fuja comigo. Vamos fugir daqui juntos, ir para qualquer lugar. É tudo mentira mesmo. Você não precisa se esconder do sol.
— O que? – ela achou graça – Viver como humana?
— Eu dou meu sangue a você se precisar. Eu sei que você não gosta de fazer isso comigo, mas... Apenas venha comigo.
— Takato...
— Sora. – ele pegou gentilmente em seu rosto – Quer ser feliz ou viver numa prisão com alguém sempre lhe mordendo à força?
Ela desviou o olhar, porém o olhou novamente.
— Tudo bem.
Ele sorriu, assentindo.
— Vou ver para onde vamos e mando uma mensagem quando vier te buscar.
Ela assentiu, sorrindo.
— Eu amo você. – disse, pondo as mãos gentilmente em seu rosto.
Takato sorriu, beijando-a.
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