Diabolik Lovers - União de Sangue
59 Capítulo 55: Bolo, comida e matrimônio
Uma semana após o aniversário de Subaru, o arco de flores mais uma vez fora posto no jardim, assim como as cadeiras organizadamente arrumadas. Em uma hora os convidados iriam chegar e Sora observava os preparativos da janela de seu quarto. Os empregados finalizavam as arrumações, levando os pratos com a grande quantidade de comida para o outro lado da mansão, arrumando o local para a festa após a cerimônia. Ela deixou escapar um sorriso, Ayato praticamente ordenou aos empregados que preparassem uma enorme quantidade de comida para ele comer bastante durante a festa.
Sora semicerrou os olhos, enrubescendo. Estava nervosa e não sabia por quê. Talvez fosse pela proximidade da união ou por enfim se unir à Ayato. Eles eram claramente conectados, porém nesse dia o matrimônio ocorreria. E imaginar Ayato olhando-a enquanto caminhava até o altar a deixa extremamente nervosa, porém feliz. Ela não fazia ideia do que pensar, desejava vê-lo.
As meninas chegaram para ajudá-la a se arrumar e Sora sentou na cadeira da penteadeira, deixando Rin maquiá-la enquanto Mana fazia penteados nas outras e conversavam.
— Obrigada. – disse Sora de repente.
— Por quê?
Ela abriu os olhos e sorriu em sua direção, fazendo-a olhá-la em dúvida.
— Por ter feito com que eu ficasse com Ayato. – disse – Acho que nunca fui tão feliz.
Rin a olhava, estática, porém sorriu suavemente.
— Hum. – concordou – Obrigada também. Eu amo muito Laito.
Ela sorriu, permitindo-a que continuasse. Mana passou para Masami e começou a trançar seu cabelo, o que para ela era mais útil por causa de Shirou. Yuka o segurava, olhando-o de forma curiosa.
— Né, Masami. Como é amamentar? – perguntou.
Masami logo pensou “O bebê ou Shuu?”, porém preferiu não comentar.
— Hum... – pensou – Nas primeiras vezes fez cócegas, mas acabei me acostumando. Ele gosta muito de mamar.
— Então vai ficar forte. – ela sorriu.
Masami tracejou um sorriso, olhando-a.
— Quer ter filhos?
— H-Hum. – corou – Muito.
— Então você vai gostar.
Yuka sorriu, olhando Shirou em seus braços. Seus grandes olhos azuis a observavam, curiosos.
— Sora, você quer ter filhos? – Yuka perguntou.
— Sim. – ela sorriu com os olhos fechados, que estavam sendo maquiados.
— E você, Reiko?
— Hum. – assentiu – Kanato-kun também quer.
— Isso é ótimo! E você, Rin?
Ela desviou o olhar, porém continuou a maquiar Sora.
— Por que estão falando disso? Vocês nem se casaram ainda.
— Eh?
Masami a fitou.
— Rin, está com medo?
— M-Medo? – olhou-a ao parar – Não tenho medo. Apenas acho desnecessário falar sobre bebês.
— Mas agora há um bebê na mansão, Rin. – disse Reiko – O assunto sempre acaba surgindo.
Ela desviou o olhar, voltando a maquiar Sora. Masami elevou as sobrancelhas em dúvida. Será que Rin tinha medo de ter filhos? Ela não era o tipo que teria medo do parto. Será que, por acaso, tinha medo da experiência de se tornar mãe?
Mana usava um longo vestido dourado e metade de seu cabelo estava preso. O vestido era ligeiramente largo, pois agora com dois meses de gestação, sua barriga começara a crescer. Ela apenas pensava em seus pais. Eles não sabiam que ela havia sido sequestrada e que estava grávida. O que diria à eles? Sua barriga não era tão perceptível, porém com certeza seus pais comentariam algo já que Masami apresentaria Shirou à eles. O nervosismo começava a possui-la.
Rin usava um longo vestido vermelho com decote avantajado de mangas compridas e justas como o próprio vestido, um colar de rubi assim como seus brincos e seu cabelo estava preso em um coque trançado. Além de seus saltos altos vermelhos e a maquiagem marcante. Ela se sentia bem e por um momento esqueceu-se do assunto de bebês, mesmo às vezes recordando sempre que via Shirou e Mana.
Reiko usava um longo vestido preto de mangas curtas, assim como seu salto alto, seu colar e seu cabelo fora preso em um coque cacheado. Yuka usava um longo vestido de cor lavanda, saltos brancos, a pulseira de brilhantes que Subaru lhe dera no natal, além de um colar delicado. Metade de seu cabelo estava preso e cacheado. Masami usava um longo vestido azul-escuro e saltos de mesma cor. Em seu pescoço havia o colar dourado com pingente de rosa vermelha que ganhara de Shuu no natal do ano anterior e seu cabelo possuía uma longa e bela trança que iniciava no topo da parte de trás de sua cabeça. O pequeno Shirou por sua vez, usava um terno cinza-claro, a gravata de mesma cor e camisa branca.
Sora já estava arrumada e ainda mais nervosa que antes. Enquanto as meninas se direcionaram para se posicionarem no altar, fazendo com que os meninos fizessem o mesmo, Yuka levou Sora até a porta do jardim e a deixou com seu pai, que beijou sua testa.
— Está linda, Yuka-chan.
— Obrigada, papai. – ela sorriu e saiu.
Seu pai, um homem alto de cabelos marrons e olhos tão claros que pareciam ser brancos – a origem de seus belos olhos –, olhou para Sora. Ela se mostrava nervosa, tentando sorrir, porém não conseguindo.
— Oi, papai.
Ele sorriu, ligeiramente emocionado.
— Está linda.
— Obrigada. E-Eu... Finalmente vou honrar vocês dois, espero que estejam felizes. – sorriu.
Ele arregalou levemente os olhos, surpreso, e se aproximou.
— Do que está falando?
— Eh... – ela desviou o olhar por um momento – Como vou me casar com Ayato, vou honrar o nome de nossa família.
Seu pai acalmou o olhar, compreendendo.
— Sua mãe escolheu casar-se comigo porque me amava. – disse ele – Ela desistiu do status de pura por mim. Porém você não precisa e nem deve se sentir na obrigação de casar-se com Ayato-kun para nos honrar. Nós já somos honrados por termos vocês como filhas.
Os olhos de Sora marejaram.
— Diga-me, você o ama? – ele perguntou.
Ela estreitou os olhos, contendo o choro e assentiu.
— Sim. – sorriu – Mas do que o senhor possa imaginar.
Ele sorriu e segurou gentilmente sua mão.
— Então vamos.
Ela respirou fundo, caminhando com ele até a saída para o jardim. Os violinos iniciaram a bela música e Sora deu o primeiro passo, caminhando em direção à Ayato. Ele estava no altar, vestindo um terno branco com colete cinzento e um lenço que adentrava o colete, preso à gola da camisa branca. Ao vê-la caminhando em sua direção, arregalou levemente os olhos, paralisado pela visão.
Sora usava um longo vestido branco sem mangas com corpete justo ao corpo e decote reto, que moldava sua cintura e seios, possuindo uma rosa cor-de-rosa no topo do decote. A saia era grande e se abrira em quatros camadas em babados. Seu cabelo castanho-avermelhado escuro estava preso em um coque com alguns fios soltos e usava uma tiara com o véu preso a ela. Em seus braços havia longas luvas brancas e ela segurava um belo buquê de rosas cor-de-rosa.
Sora caminhava em sua direção, olhando-o de forma admirada e enrubescendo suavemente enquanto fitava sua expressão. Ao ser entregue à ele, ela sorriu ao segurar sua mão e voltaram-se para o avô de Sora, que faria a cerimônia. Eles recitaram os votos e Kanato entregou-lhe as alianças. Sora retirou sua luva e Ayato segurou gentilmente sua mão, pondo a aliança em seu anelar esquerdo e dando-lhe a outra, que ela pôs em seu dedo. A faca para a união de sangue fora oferecida e ambos cortaram a palma da mão, enchendo metade da taça. Pegaram a taça um do outro e beberam-nas. Ayato apreciou o sabor do sangue de Sora, que sempre bebia. Ela enrubesceu mais uma vez, sentindo o gosto saboroso de seu sangue. A única vez que o bebeu fora quando ele disse para fazê-lo. O sabor era suave, porém atraente.
Ao terminarem, Ayato a olhou e viu-a fitando-o de forma extasiada. Pegou sua taça e pôs ambas sobre a mesa à frente. Segurou sua mão e puxou-a repentinamente, fazendo-a girar e deitar em seu braço, que apoiava suas costas. Ela arregalou os olhos e sorriu, sendo beijada por ele e posta mais uma vez de pé ao cessarem. Deixou uma risada escapar enquanto segurava sua mão. As meninas riram, achando graça e até mesmo alguns de seus irmãos.
Após a cerimônia, todos foram para debaixo da grande lona branca e Ayato prontamente olhou para toda a comida que dissera para os empregados prepararem. Sora sorriu, imaginando que ele queria logo comer. Porém Ayato a levou para o centro do lugar e posicionou-se delicadamente, começando a dançar a primeira dança do casal com ela. Sora sorriu, surpresa.
— Pensei que quisesse comer. – comentou.
— Não estou com fome agora. – ele sorriu gentilmente.
Ela encolheu os ombros, feliz.
Os outros os assistiam a dança, alguns sorrindo e outros achando graça por Ayato por ele pela primeira vez recusar comida. Os Mukami e suas parceiras os assistiam, dizendo como estavam lindos e felizes. Ruki usava um terno preto e Arizu um belo vestido preto com detalhes roxos. Seu cabelo estava solto e as pontas naturalmente cacheadas. Kou usava um terno escuro com seu blazer rosa-escuro e Mei um vestido rosado, estando seu cabelo preso em um coque arranjado. Azusa usava um terno escuro e Momo um vestido azul-claro. Seu longo cabelo branco estava metade preso com uma presilha azul enfeitando-o.
Os únicos que não estavam presentes entre eles, eram Yuma e Saki. Há alguns dias Saki dera à luz ao filho deles, um pequeno menino chamado Yuuzo e tão parecido quanto Yuma. Ocorrera de forma repentina com ela sentindo as contrações durante a tarde e Yuuzo nascendo ao entardecer. Quem fizera seu parto fora Arizu, que já presenciara uma situação como esta e auxiliara a parteira.
Yuma ficara nervoso, estava sentado logo atrás de Saki, apoiando-a em seu peito e segurando suas mãos enquanto ela fazia força. Saki nunca havia sentido tanta dor na vida, porém nunca havia sentido tamanho amor ao ver seu bebê entregue em seus braços. Era pequeno, lindo e Yuma o olhava de forma admirada, segurando-o cuidadosamente quando Saki o pôs em seus braços. Seus olhos estavam arregalados e segurava seu filho pela primeira vez, sorrindo em direção à Saki de forma estática. Ela achou graça, sorrindo. Nunca havia ficado tão feliz, porém não pôde ir ao casamento de Sora e Ayato.
Após a dança, Ayato levou Sora para a comprida mesa onde os vários e diversos pratos estavam e ambos entreolharam-se, sorrindo de forma animada. Sora por fim acabou tomando para si uma das características de Ayato. Ele a estimulara há meses a comer tudo o que gostava, e ela agora o fazia sem hesitar. Pegaram um prato para si e ambos puseram neles tudo o que desejavam comer.
Masami estava em pé ao lado de Shuu e segurava Shirou nos braços, observando-os pegarem as comidas e achando graça.
— Eles realmente ficaram parecidos. – comentou.
Shuu deixou escapar um sorriso, avistando os pais de Masami se aproximarem. Agora os irmãos dela tinham dez meses de idade e estavam um pouco maiores que a última vez que os viram. A mãe de Masami ainda sorria alegremente e segurava um dos bebês enquanto seu pai segurava o outro.
— Oi, mãe. – Masami sorriu alegremente.
— Filha. – abraçou-a – Então este é o pequeno Shirou.
— Sim.
— É tão parecido com você, Shuu-kun.
Shuu sorriu.
— Então? – seu pai perguntou – Quando pretendem fazer o próximo? – brincou.
— Eh...? – Masami gaguejou – Pai, isso doeu muito.
Ele achou graça, abaixando o olhar.
— Eu bem sei como dói. – disse sua mãe – Mas é ótimo ter filhos.
Masami sorriu, sem jeito.
— Bem... – fitou Shuu por um momento – Queremos uma menina também.
— Queremos? – Shuu sorriu suavemente.
— Sim. – olhou-o, sorrindo – E vamos tentar até uma menina vir. – fitou-os – Espero que chegue rápido.
Seus pais acharam graça.
— Masami, onde está sua irmã? – sua mãe perguntou.
— Eh... – olhou ao redor, vendo-a sentada numa das mesas e semicerrando os olhos por um momento – Está sentada ali.
Sua mãe a fitou.
— Ela não parece feliz.
Shuu e Masami se entreolharam discretamente.
— Ela está com dificuldade para engravidar? – perguntou sua mãe.
— Não é exatamente isso.
— Reiji-kun e ela brigaram? Ele não se aproximou até agora.
Masami tentou não abaixar o olhar. Havia percebido que Reiji não se aproximara de Mana. Na verdade, ele não se aproximava dela desde que soube de sua gravidez. Ele não conseguia olhá-la e não lhe dirigia uma palavra. Porém Masami acreditava que Reiji não estava exatamente com raiva. Claro que estava furioso com Carla por tudo o que fizera, porém não parecia enraivecido com Mana. Parecia entristecido e decepcionado. Tanto com Mana como consigo mesmo. Reiji realmente a amava, o que fez com que ele ficasse magoado.
Mana estava sentada numa das mesas, observando os convidados dançarem e os outros conversarem. Por um momento fitou Reiji, que conversava com um dos parentes de Sora do outro lado da grande lona. Ela o observava, contendo a expressão triste. Reiji a olhou de relance, surpreendendo-se por um momento por ela o observar e desviando o olhar, voltando a conversar. Mana abaixou o olhar, voltando a comer. Masami a olhava e Shuu percebeu, pegando Shirou no colo.
Masami aproximou-se dela e enquanto caminhava em sua direção, avistou Karlheinz do outro lado da lona, parando por um momento. Ele segurava uma taça de vinho como no casamento de Mana e fizera o mesmo. Levantara a taça em sua direção e sorrira de forma feliz. Ela franziu levemente as sobrancelhas e desviou o olhar. Percebeu que ele realmente estaria presente em todos os casamentos, mesmo que os residentes não percebessem. Karlheinz realmente era um homem estranho e assustador.
Masami sentou-se ao lado de Mana, tendo certeza de que o rei já havia desaparecido. Ele possuía uma irritante mania de tentar irritá-la com sua presença.
— O rei está aqui. – comentou.
— Aqui? – Mana olhou-a, surpresa – Ele realmente veio?
— Infelizmente. Estava presente no meu casamento, no seu e agora aqui. Mas não é surpresa.
Mana abaixou o olhar, apreensiva.
— O que foi? – perguntou Masami.
— Eu estava pensando agora a pouco. – disse ela – Os casamentos estão acontecendo mais ou menos em um intervalo de três meses. O seu foi em abril, o meu em julho e agora o de Sora, em novembro. Passou um pouco de três meses, mas ainda é válido. Então o casamento de Kanato e Reiko provavelmente será em fevereiro.
— Sim, faz sentido. Mas o que está pensando?
— Estarei com cinco meses. – olhou-a, preocupada – Minha barriga estará bastante visível. Consegui disfarçar hoje com esse vestido, mas... E com cinco meses?
Masami franziu a testa, ela tinha razão.
— Vamos dar um jeito.
— Karlheinz estará presente pelo o que falou. O que ele pensará? Reiji não está falando comigo e com certeza não falará nunca mais. O rei saberá que algo aconteceu.
— Mana... Depois que vocês se foram, ele ligou para Reiji e Laito e ofereceu novas noivas.
Mana arregalou os olhos.
— Então... Ele sabia que fomos...?
— Sim. Como disse, ele parece ter ouvidos e olhos em todos os lugares. Mas acredito que não saiba de sua gravidez.
— Até ver minha barriga no casamento de Reiko e Kanato. E como Reiji não dirá nada... Com certeza ele ficará desconfiado. Não quero que ele tire meu bebê de mim. – disse Mana, entristecida.
Masami desviou o olhar, pensando. Provavelmente o rei a mataria antes mesmo do bebê nascer, mas não iria dizer isso à irmã.
— Talvez... – disse ela – Você possa usar aquele vestido com a saia grande.
— O rosa? – ela pensou – Acho que pode dar certo.
O vestido rosa ao qual Mana pensava era um vestido de comprimento até os joelhos que era justo apenas na parte dos seios e a saia começava logo abaixo, abrindo-se e tendo duas camadas, o que na verdade ela não gostava muito, pois parecia gorda quando usava o vestido. Mas agora percebera que ele seria útil para algo.
— Dará certo. – Masami enfatizou, segurando sua mão.
Mana sorriu.
Após a festa, Ayato e Sora adentraram a mansão e direcionaram-se para o quarto do casal. Entraram em seu novo quarto e Sora viu como o quarto de Ayato estava diferente. Já sabia que entraria em obra e ele reclamou bastante sobre isso, mas realmente estava diferente. Possuía a mesma cor, porém mais viva que antes. Agora havia uma grande cama com colunas e véu, além dos criados-mudos e cômodas novas. A dama de ferro de Ayato estava em pé em um canto e o tapete continuava o mesmo, assim como os sofás. As cortinas eram avermelhadas e a porta de correr da varanda agora também possuía cortina. Sora maravilhou-se pelo quarto novo, era diferente e agora de ambos.
— Até que ficou bom. – Ayato comentou.
— Hum. – assentiu, sorrindo.
Ele a olhou, observando seu vestido e tocando em um dos babados. Sora enrubesceu, fitando-o. Não havia motivo para ela ficar nervosa, eles já dormiam juntos há meses. Porém aquela noite parecia carregar o nervosismo e derrubá-lo naturalmente sobre a noiva.
Ayato pegou seu buquê e tirou seu véu, pondo-os sobre a cômoda sem desviar o olhar de Sora. Ela sorriu sem jeito, vendo seus olhos verdes.
—A-Ayato... Por que está me olhando assim?
— Porque você está bonita demais. – disse ele, deixando uma leve risada escapar – Acho que estou nervoso.
— Nervoso? – ela surpreendeu-se – Você também?
— Eh? Você também?
Ela assentiu, sorrindo timidamente.
— Não sei por quê.
— É... – ele pensou – A gente casou.
— É. – ela sorriu, admirada – Eu gostei.
— Eu também. – ele achou graça – Ainda mais a comida.
Ela achou graça.
— A comida estava ótima!
— Estava, né!
Ambos riram. Ayato olhou-a mais uma vez e aproximou-se calmamente, tocando sua bochecha e beijando-a gentilmente. Sora fechou os olhos, ruborizando e sentindo-o pôs as mãos em sua cintura, envolvendo-a com os braços em seguida. Sora pôs os braços em volta de seu pescoço e Ayato levantou-a, levando-a para a cama e sentando-a enquanto a beijava. Eles cessaram por um momento, olhando-se. Ayato a deitou, olhando fixamente em seus olhos quase brancos e correndo a mão por seu braço e cintura, passando por sua grande saia e fazendo-a dobrar um dos joelhos, tirando seu sapato branco.
Sora o olhava com os olhos semicerrados, sentido na pele o romance daquela noite e como Ayato o fazia ficar ainda mais notável. Ele tirou seus sapatos e correu gentilmente sua mão pela perna de Sora até chegar ao seu quadril, apertando-o suavemente. Sua respiração tornara-se mais ofegante e viu-o tirar o paletó, pondo-se sobre ela e beijando-a. Ela tocou seu rosto com as mãos, vendo-o cessar o beijo e olhá-la. Seus olhos verdes a fitavam com gentileza e suas bochechas estavam levemente enrubescidas.
— E-Eu amo você. – Sora gaguejou.
Ele semicerrou os olhos, sorrindo.
— Eu também amo você.
Suas bochechas ruborizaram ainda mais enquanto o olhava. Ayato voltou a beijá-la e lentamente retirou suas roupas enquanto despia calmamente Sora. Tocou seu corpo, sentindo sua pele e deitou-a debaixo das cobertas. Beijando-a de forma intensa e apaixonada, Ayato se pôs sobre ela, sentindo seus corpos colados um ao outro enquanto respiravam de forma ofegante. Ele já sentira aquela sensação, porém naquela noite era diferente. Eles haviam se unido e o consumavam naquele momento, abraçando-se e sentindo um ao outro.
Ayato abriu lentamente suas pernas, inclinado sobre ela e adentrou-a calmamente, observando seus olhos e sua expressão extasiada. Sentiu-a por completo, movimentando-se e ofegando. Pôs-se sobre ela novamente, beijando-a e sentindo-a envolver seu pescoço com os braços. Encaixou seu rosto no pescoço de Sora, deixando escapar os gemidos. Ela o sentiu apertar uma de suas coxas e abrir ainda mais suas pernas. Sora o sentia mover-se dentro de si, gemendo e arquejando enquanto se excitava ao ouvi-lo gemer.
Ayato apoiou os cotovelos e levantou a cabeça para olhá-la, vendo seus olhos semicerrados e sua expressão excitada. Suas roupas estavam no chão, caídas umas sobre as outras. Ambos permaneceram olhando um para o outro enquanto faziam amor, percebendo que aquela noite seria apenas a primeira de muitas em que passariam juntos.
Ao anoitecer, a mansão estava silenciosa e cada residente estava em seu quarto. Reiji, porém, estava em seu laboratório. Após receber a notícia sobre a gravidez, não falou mais com Mana. Perguntava-se o que havia feito para ela o apunhalar dessa forma, dormindo e engravidando de outro homem. Ele não sabia mais uma vez o que fazer, porém mantinha sua sanidade dessa vez.
Enquanto lia um livro, sentado em sua poltrona, alguém bateu na porta e ele permitiu a entrada, vendo Shuu.
— Oi.
— Boa noite. – disse Reiji.
Ele fechou a porta, aproximando-se e vendo o livro em suas mãos.
— Nosso pai estava no casamento hoje.
— Eu sei. Ele estará em todos, certamente. – disse Reiji, voltando a ler – O que quer, afinal, Shuu?
Shuu suspirou e sentou-se no apoio para pés em frente à poltrona onde o irmão estava.
— O que fará?
— Sobre?
— Mana.
Reiji o olhou por um momento, ajeitando os óculos e voltando a ler. Shuu franziu levemente as sobrancelhas, ele não respondeu.
— Você sabe que se ele descobrir vai mandar buscarem Mana e vai matá-la, não sabe?
— Sei bem.
— E então? – perguntou seriamente – Não irá permitir isso, irá? Será desprezível da sua parte.
— Minha parte? – perguntou ele, encarando-o e fechando o livro – Ela dormiu com aquele homem e engravidou. Terá um filho dele. Se fosse Masami, você teria a perdoado?
— Eu a teria feito confiar em mim. Teria dado a confiança de que iria atrás dela.
Reiji franziu levemente as sobrancelhas.
— Admito, apesar do meu orgulho, que estamos próximos agora. Porém não admito que diga algo assim para mim.
— E estou mentindo? Você fez com que Mana confiasse em você? Ela desistiu porque sabia que você não iria buscá-la. E você não foi.
Ele o encarava.
— Se tivesse ido com Laito e os outros, a busca teria sido em menos tempo. – disse Shuu – Você sabe, eu sei e todos sabem que você desvendaria a localização rapidamente se estivesse são. Principalmente por você ter posto aquele livro na biblioteca. Os trigêmeos nos contaram.
— Cale essa boca.
— Esse é o seu problema. Seu orgulho o impede de enxergar. Esqueceu o que disse pra mim na escola?
Reiji desviou o olhar, incômodo. Shuu levantou, encarando-o e o fazendo olhá-lo, dizendo:
— Se não quer perder sua esposa, vá atrás dela.
— Acredita que é fácil?
— Me responda uma coisa. – disse Shuu – Se nosso pai tivesse enviado outra garota para você, você teria aceitado?
Ele não respondeu.
— Todos nós sabemos que você o admira e acata o que ele diz. Então porque você a julga se teria errado mil vezes mais?
Reiji elevou ligeiramente as sobrancelhas, vendo Shuu se retirar de seu laboratório.
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