Diabolik Lovers - União de Sangue
50 Capítulo 46: Resistência e desistência
Na cela onde Mana estava podia-se ver a luz do sol na parede oposta, que adentrava pela janela no alto da parede onde ela estava acorrentada. A parede era iluminava de dia e a luz caía ao anoitecer. Rin também possuía uma janela como esta e as duas contavam os dias dessa forma, esperando sempre que no dia seguinte Reiji e Laito viessem buscá-las. Porém eles nunca vinham. E Mana começava a vacilar.
Mesmo não precisando de comida, os irmãos levavam suas refeições, porém simplesmente para verificar como estavam suas condições emocionais. Shin sempre concluía que Rin não desistia tão facilmente. E essa era uma de suas características que mais o irritava no momento. Carla, por outro lado, observava Mana, que nunca o olhava quando ele adentrava a cela. Ela mantinha o olhar baixo, apático. Ele notava que pouco a pouca ela desistia de ter esperanças.
Faltando pouco para completar um mês, Shin abriu a porta da cela de Rin e entrou. Ela o encarou com o olhar enraivecido e ele aproximou-se com um sorriso debochado. Parou a sua frente com as mãos nos bolsos, olhando-a. O que mais Rin desejava era dar outra cabeçada nele.
— Bom dia.
Ela franziu ainda mais as sobrancelhas.
— Vai desistir hoje? – ele perguntou, tocando seu rosto.
Rin virou o rosto, fazendo-o afastar a mão. Shin semicerrou os olhos de maneira tediosa.
— Você realmente me irrita, sabia?
— Então me mande embora.
— Não pense que farei isso. – ele sorriu, inclinando-se para ela.
— Então não pense que desistirei.
— Ah... – ele pensou – Não entendo por que quer voltar para ele. Você pode ter tudo aqui. Um quarto só pra você, roupas e... – sorriu maliciosamente – Eu.
— Não acho grande coisa.
Ele franziu as sobrancelhas, pondo as mãos dentro dos bolsos.
— O casamento de vocês não era arranjado?
— É arranjado. – ela enfatizou – E por isso acredita que não quero ir para casa? – encarava-o – Você não sabe de nada, pirata caolho.
Ele franziu as sobrancelhas novamente e fechou seu olho por um momento, sentido.
— Você não deixa de ser insolente, não é?
— Você me sequestrou, me prendeu, está tentando dormir comigo, passar a mão no meu corpo e bebe meu sangue sem minha permissão. É óbvio que sou insolente.
Ele a olhava, prestando atenção em seu discurso.
— Como acha que não vou ser insolente! – ela exclamou, furiosa.
— Não levante a voz pra mim! – ele exclamou, segurando seu rosto.
Rin o encarava, não desfazia sua expressão rebelde e isso o irritava ainda mais. Shin tirou seu cabelo da frente de seu pescoço e ela fechou os olhos, apertando-os, pois já sabia o que ele pretendia fazer. Shin cheirou sua pele, semicerrando seu olho.
— Você tem um cheiro tão bom, Rin-chan...
Ela rangeu os dentes.
— Não me chame assim.
Shin fitou-a, vendo lágrimas escorrendo de seus olhos ferrados. Ele franziu as sobrancelhas, confuso, porém ignorou e a mordeu. Não de forma bruta, mas gentilmente. Mesmo assim, Rin o queria longe de si. Por que ele não desistia?
Enquanto Rin se perguntava quando iria embora, Mana todos os dias olhava para o chão, cansando-se das mesmas pedras e do mesmo caminho que as formigas faziam a sua frente. A luz do sol surgia e iluminava a parede durante o dia pelo quadrado da janela e o tom alaranjado aparecia quando o sol começava a se pôr. Ao fim do dia, a noite vinha e Mana permanecia no escuro até o começo do próximo dia. Ela sentia-se vazia, inútil e abandonada. Tinha medo de perder as esperanças, porém tinha mais medo de Reiji não buscá-la. Perguntava-se o que ele estaria fazendo para não ir ao seu encontro.
Quando completou mais duas semanas naquele lugar, completando assim um mês desde que foram sequestradas, Mana desesperou-se. As lágrimas começaram a escorrer com facilidade por seu rosto. Ela olhou para cima, vendo o sol começar a se pôr e abaixou a cabeça, vendo as lágrimas atingindo o chão ao caírem de seus olhos. Fechou os olhos, tentando conter o choro. Ao se acalmar, adormeceu ajoelhada.
Algumas horas se passaram e ao despertar lentamente, Mana viu uma parede rosada e não compreendeu. Ao movimentar-se, percebendo que estava deitada, viu que estava sobre a cama com colchas douradas. Encolheu-se, pondo a mão na testa e sentando-se. Olhou ao redor, vendo que estava no quarto em que Rin e ela acordaram ao chegarem. Ao olhar para a direita, viu Carla sentado em uma poltrona com um livro na mão. Ao virar a página, ele levantou o olhar ao notar que ela acordara.
— Ah, acordou.
Mana franziu a testa.
— Por que... Estou aqui?
— Hum, claro. – ele abaixou o olhar, voltando a ler – Seu castigo acabou.
Ela abaixou o olhar, entristecida. Carla a sequestrou, a trancou quando fugiu e a pôs de volta naquele quarto sem janelas. E até o momento Reiji não apareceu para salvá-la. Com seu silêncio, Carla a olhou.
— Não precisa se sentir dessa maneira. – disse ele, fazendo-a olhá-lo – Isso apenas prova que seu marido não a ama como pensa. Apenas isso.
Mana o olhava em silêncio, não esboçava expressão alguma. Porém de repente, ela disse:
— Você diz coisas horríveis.
Carla elevou ligeiramente as sobrancelhas.
— Ele me ama. – disse ela – Apenas não me encontrou ainda.
Ele a observou com cautela, analisando seu olhar.
— Você não parece crer inteiramente nisso.
Mana desviou o olhar, entristecida. Carla fechou o livro, levantando e caminhando em direção à porta, saindo do quarto. Mana fitou a porta, seus olhos marejaram. Seu medo acontecia, ela estava perdendo as esperanças. Abraçou os joelhos, apoiando a cabeça e encolhendo-se. Passou a achar que Reiji realmente não a buscaria. Depois de tudo, ele realmente a amava? Afinal, Reiji nunca disse as três palavras.
Na sala de quadros de onde Mana saltara pela janela, Carla observava uma pintura. Era uma paisagem em um grande quadro emoldurado em tom dourado. Ele observava os detalhes, a maneira como o artista pintara em cada toque do pincel. Com certeza era um dos melhores quadros de sua coleção.
Shin surgiu ao lado da porta, vendo-o e aproximando-se.
— Você a levou para o quarto. – comentou – Ela desistiu?
— Está perto de desistir. E a outra?
— É bem persistente. – ele franziu as sobrancelhas – Isso me irrita.
— Há a constante necessidade de ter paciência com uma mulher. Principalmente uma mulher apaixonada. – Carla o olhou – Estamos cada vez mais perto, Shin.
— Hum. – ele sorriu – Eles vão mesmo ser tão fortes quanto nós?
— De fato. Porém com algumas exceções no poder.
— Como?
— Provavelmente não farão magia, assim como creio que não irão se transformar em animais como nós. Porém serão rápidos e fortes. E tenho esperanças de que poderão invocar os lobos.
— Mesmo sem se transformar?
— É apenas uma suposição, mas... Acredito que sim. – disse Carla – O que pretende fazer com a outra?
— Você não a quer, né?
— Não.
— Ótimo. – ele sorriu – Quero tocar nela e senti-la como nunca fiz com ninguém.
— Poupe-me dos detalhes, Shin. – Carla estreitou os olhos.
— Vou colocá-la num quarto amanhã. Ela está há mais tempo na cela que a outra, temo que fique louca.
— Concordo.
Shin suspirou, entediando-se com o quadro e olhando para o irmão.
— Vai mesmo ser o primeiro?
Carla o olhou severamente, o que fez Shin desviar o olhar.
— Tá bom... – deu de ombros – Bem, vou para outro lugar. Não sei como você consegue observar por tanto tempo esses quadros.
Shin virou-se e se retirou. Carla voltou a olhar para o quadro, observando-o. Desviou o olhar por um momento, saindo da sala e direcionando-se para o quarto onde Mana estava. Ao entrar, não a viu. Porém ao se aproximar da porta entreaberta do banheiro, notou a luz acesa. Olhou pela fresta, vendo o grande e branco banheiro com a luxuosa pia, vaso e banheira, que estava cheia de água. Porém ao abaixar o olhar, viu Mana sentada no chão. Ela estava enrolada em uma toalha, com os cabelos molhados e abraçava os joelhos enquanto chorava. Carla virou-se e se retirou, deixando-a em paz.
No dia seguinte, Shin fora até a cela de Rin. Ela tentava manter-se acordada todo o tempo, porém ele quase todos os dias a visitava e bebia seu sangue. Como Rin não se alimentava também, estava ficando fraca. Quando ele adentrou a cela, porém, viu-a adormecida e franziu a testa. Aproximou-se, observando-a dormir. Era a primeira vez que olhava sua expressão calma. Rin ainda estava presa à estrutura, fazia um mês e ele sabia que ela precisava sair dali. Se não ficasse louca, morreria de sede.
Shin soltou a corrente, abaixando lentamente seus braços e tirando as algemas de seus pulsos e tornozelos, retirando o ferro de sua cintura e pegando-a no colo. Olhou-a com os olhos fechados e a expressão delicada, tirando-a dali. Ao chegar num outro quarto sem janelas, ele deitou Rin na cama e a viu imóvel. Franziu as sobrancelhas, mordendo a palma da mão e aproximando-a dos lábios dela. Ele abriu levemente sua boca e cerrou o punho, deixando as várias gotas de seu sangue pingar em sua língua. Ela engolia seu sangue, bebendo-o e despertando vagarosamente.
Shin a observava, aproximando mais sua mão e vendo-a abrir os olhos. Ele desconfiou que ela fosse empurrá-lo ou bater nele, porém ela fez o que sua natureza dizia para fazer. Tocou sua mão e a aproximou mais de seus lábios, bebendo o sangue que ainda escorria dos furos que Shin fizera. O sangue de um fundador era realmente tentador.
Ele franzia as sobrancelhas de forma tentada, vendo-a saborear o gosto e corar. Shin engoliu em seco, afastando sua mão e subindo na cama, pondo-se sobre Rin e beijando seu pescoço. Ela lentamente despertava, percebendo que ele acariciava seu corpo enquanto chupava seu pescoço.
— Hmm! – empurrou-o, afastando-o de si.
Shin apoiou as mãos no colchão, olhando para seu rosto e vendo seus olhos marejados. Franziu levemente as sobrancelhas, pensara que enfim conseguiria dormir com ela.
— Quando vai parar de resistir?
— Nunca. – disse ela, olhando fixamente em seu olho.
Ele cerrou o punho, apertando a colcha e levantando bruscamente. Bufou e saiu do quarto, batendo a porta. Rin fitava o teto, as lágrimas escorreram. Virou-se para o lado, encolhendo-se e abraçando o travesseiro, pedindo que Laito chegasse logo para resgatá-la.
Alguns dias depois, Carla fora até o quarto de Mana poucas horas após o amanhecer. Ao adentrar, viu-a dormindo debaixo das cobertas, vestida em uma camisola rosada. Aproximou-se, vendo seu longo cabelo sobre o travesseiro e ela agarrada ao mesmo, respirando de forma tranquila. Carla vestia uma calça preta, assim como suas botas até as canelas. Porém agora usava um sobretudo preto de gola alta, que estava metade abotoado, e uma camisa branca de mangas compridas com listras pretas horizontais, além de um comprido cachecol preto com listras brancas verticais em volta de seu pescoço.
— Acorde. – disse ele.
Ela não se moveu, continuava a dormir.
— Acorde. – franziu levemente as sobrancelhas – Acorde... Mana.
Ela gemeu, reclamando e cobriu a cabeça. Carla franziu a testa, surpreso e segurou a colcha, puxando-a e descobrindo-a. Mana encolheu-se por um momento e ele olhou de forma hesitante seu corpo na camisola. Viu parte de suas coxas ao olhar suas pernas e com a maneira como ela estava deitada, ele podia ver a curva de sua cintura e quadril. Ao ver seu ombro despido e a manga caída, conteve-se e tocou seu ombro.
— Acorde. – disse severamente.
— Pára com isso... – murmurou, pedindo.
Ele franziu as sobrancelhas, abismado. Estalou a língua, porém a viu sorrir de forma suave.
— Fica na cama comigo... Reiji... – disse ela enquanto dormia.
Carla franziu as sobrancelhas, sacudindo seu ombro.
— Acorde.
Ela gemeu ao reclamar, porém abriu lentamente os olhos e olhou para quem a sacudia. Carla cessou, olhando-a de forma rígida. Mana olhou ao redor e lembrou-se de onde estava, pondo a mão na cabeça ao ver que era apenas um sonho. Abaixou o olhar, sentindo mais uma vez a tristeza que lhe assolava durante aqueles dias. Ao olhar Carla, sentou-se rapidamente e cobriu-se com a colcha.
— O que você quer? – perguntou.
— Levante-se e se troque.
— Para que?
— Faça-o. – disse ele, sentando-se na cama.
Ela encolheu as pernas ao senti-lo próximo delas e levantou, aborrecida. Abriu o armário e pegou a primeira roupa que viu. Ao virar-se, não o viu sair. Ele continuava ali, olhando para ela. Mana franziu as sobrancelhas e entrou do banheiro, batendo a porta. Carla franziu ligeiramente as sobrancelhas, o comportamento rebelde dela o irritava.
Mana ficou alguns minutos dentro do banheiro. Após lavar o rosto e escovar os dentes, pegou a roupa para vestir e ao fazê-lo, percebeu que coubera nela perfeitamente. Após notar isso, perguntou-se se eles sabiam seu tamanho e como sabiam? Ao sair do banheiro, parou a frente dele. Carla estava com o olhar baixo, porém o levantou e olhou-a, surpreendendo-se por um segundo. Mana usava um vestido azul-turquesa com comprimento até um pouco antes de seus joelhos, um casaco azul-escuro simples e sapatos de salto baixo de mesma cor que o casaco. Seu cabelo loiro estava preso em um rabo de cavalo e ela não o olhava.
Carla levantou, aproximando-se e deixando-a desconfortável.
— Quer ir ao jardim?
Mana o olhou de forma contida, desviando o olhar.
— Hum. – assentiu.
Carla caminhou em direção à porta, abrindo-a e deixando-a aberta. Mana engoliu em seco, por um momento teve receio de passar pela porta. Com tantos dias presa numa cela ou no quarto, era estranho sair. Ao juntar-se à ele no corredor, caminharam lado a lado e ela notou como os longos corredores eram luxuosos e em tons dourados com pinturas emolduradas nas paredes ou belos vasos de flores em pequenas mesas. Carla a observava, tentando perceber algum resquício de resistência nela. Porém apenas via olhares de admiração.
Dois desceram os andares até chegarem ao térreo e Mana sabia que havia muito mais sobre o andar onde ficava seu quarto. Carla caminhou ainda por um longo corredor com ela, até chegarem à uma grande porta dupla dourada feita de madeira e vidro. Mana viu através dos quadrados de vidro um imenso jardim que parecia não ter fim. Ao aproximarem-se, ela parou de forma chocada. O jardim era gigantesco, quatro vezes maior que o da mansão Sakamaki. Sua boca se abriu levemente e deu o primeiro passo. Ao notar o que fez, olhou para trás, para Carla, que cobria a parte inferior do rosto com o cachecol.
— Pode caminhar. – disse ele.
Ela acalmou o olhar e assentiu, virando e andando. O caminho era feito de pequenos quadrados de cor bege e as flores residiam dentro de grandes retângulos feitos por cercas vivas. Era magnífico e apenas podiam-se ver os muros há mais de um quilômetro dali. Mana caminhou até as rosas amarelas, agachando e cheirando-as. Cada retângulo possuía uma flor diferente e de diferentes cores. Carla aproximou-se calmamente e perguntou:
— Gosta de rosas?
— Sim. – disse ela, observando-a e a tocando gentilmente – São lindas.
Mana o olhou, lembrando-se.
— Vocês me seguiram?
— O que quer dizer?
— As roupas do armário cabem perfeitamente em mim.
— Ah, claro. – ele fitou as rosas – Shin possui um olhar diferenciado para roupas.
— Hum.
— Porém nós a seguimos realmente. – disse ele – Na verdade seguimos todas até descobrirmos quem era você.
Ela voltou-se para a rosa.
— Vale a pena? – perguntou de repente.
— O que?
— Todo o desejo de vingança. – disse ela – A decisão de ter um filho com uma garota que nem conhece, a espera... Vale a pena? – olhou-o.
Carla apenas permaneceu a olhando. Ele não desejava ter que esperar tanto, porém era uma necessidade que tentaria cumprir. Mana voltou-se para as flores, levantando sem desviar o olhar.
— Me lembro de como fiquei nervosa em ter que dormir com Reiji na noite de núpcias... – ela pensava – Agora terei que dormir com dois homens que nem conheço. – abaixou o olhar e voltou a caminhar.
Carla a seguia, pondo-se calmamente ao seu lado dela e dizendo:
— Me recordo de ter deixado claro que não nos comportamos como selvagens.
— Eu ouvi da primeira vez. – disse ela, olhando-o – Porém até quando irão esperar? – parou, fazendo-o fazer o mesmo – E se eu esperar para sempre? Eu sei, pelo pouco que vi, que Shin não é nada paciente.
Carla a observava. Mana voltou a andar, mudando de assunto.
— Onde está Rin?
— Em outro quarto. Shin a tirou da cela.
— Hum. – ela suspirou, aliviada – Obrigada.
— Não precisa me agradecer, ele tomou a decisão sozinho. Ela nem deveria ter vindo.
Mana olhou-o.
— Mas obrigada mesmo assim.
Carla franziu levemente as sobrancelhas. Mana parou ao lado de outro quadrado, porém com tulipas rosa.
— Como não vi esse jardim antes? – perguntou-se.
— Você correu pela lateral da mansão.
— Ah. – olhou para a direção.
— Não conseguiria voltar para casa mesmo que não tivéssemos a alcançado.
— Por quê? – olhou-o.
— Porque a saída e direção corretas são para aquele lado. – apontou.
Mana olhou para a direção, percebendo que apenas indo para lá ela estaria livre e no caminho correto. Carla a observava. Dissera-lhe a verdade, porém como um teste. Se ela fugisse, precisaria ser castigada mais uma vez. Se ela decidisse não ir, ele saberia que ela havia desistido de tudo e de sua vida anterior. Ele suspeitava de que ela tentaria mais uma vez. Porém Mana olhou-o e perguntou:
— Pode me mostrar mais o jardim? Ou já preciso ir para o quarto?
Carla surpreendeu-se, mantendo a expressão calma, porém ainda desconfiado. Mesmo que o olhar dela não lhe mostrasse mais nada em relação à resistência, ele optava por estar alerta a qualquer movimento suspeito. Carla aproximou-se e voltou a caminhar com ela, dizendo:
— Claro.
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