Diabolik Lovers - União de Sangue
31 Capítulo 29: Tensões - parte I
Notas iniciais
Um mês se passara enquanto os Mukami tentavam fazer com que as noivas se apaixonassem por eles. Para alguns, um trabalho árduo. Para outros, pensava-se ser mais fácil.
Ruki dava cada passo seu de forma cautelosa e estratégica. Suas respostas à Sora eram bem pensadas, porém ele recentemente punha em sua mente que ela realmente amava Ayato e que provavelmente não conseguiria fazê-la se apaixonar por ele. Não pensara que fazer uma garota se apaixonar fosse tão difícil. Porém isso ele não aceitava, iria cumprir sua missão. Perguntava-se o que Ayato possuía para que Sora tivesse esse sentimento tão forte em relação à ele. Pouco a pouco, pensava em planos melhores para sua ofensiva.
Ele a chamava para comer com ele, para saírem juntos e até ir à casa dele para estudarem juntos. Porém Sora sempre dava uma desculpa. Ela iria comer com Ayato, como sempre faziam – até mesmo fugindo do colégio para comerem fora. Ou ela não podia sair de casa sem Ayato, o que não era mentira. Mas ela sabia bem que não afrontaria Ayato indo à casa de Ruki. Mas Ruki não desistia.
Na casa Sakamaki, Sora acabara de voltar do banho. Arrumou suas coisas para o colégio mais tarde e penteou o cabelo. Ao dobrar seu uniforme sobre a cama, viu Ayato ao virar-se.
— Ayato. – sorriu, surpresa.
— Já está se arrumando?
— Algumas coisas.
— Vamos ficar em casa hoje, as provas já passaram. – sentou-se na cama.
Ela sorriu, achando graça.
— E eu gostei de ver suas notas no quadro.
— Obrigada. – ele desviou o olhar por um momento.
— Mas por acaso quer ficar aqui comigo para que eu não encontre acidentalmente Ruki-san pelos corredores?
— Até parece que é acidental. – ele resmungou.
— E por que ele me encontraria de propósito? – achou graça.
— Sei lá, mas não gosto dele. Já falei que não gosto de você perto dele. Ele tem alguma coisa que me incomoda.
— Ele não parece querer nada demais.
— É gentil demais. – disse ele.
— As pessoas são gentis.
— É gentil demais com você.
— Demonstra como é educado, pois não sou ninguém para ele. – disse ela – Mal nos conhecemos.
— Então por que ele sempre está com você quando eu não estou por perto?
— Se não está por perto, como pode saber?
— Acredite, estou sempre por perto. – ele franziu as sobrancelhas.
Sora riu, beijando sua testa.
— Eu passo a maior parte do meu dia com você. Não há com o que se preocupar. Acha que por acaso vou gostar dele?
— Eu não vou deixar. – reclamou.
— Ora, pare com isso.
Sora tirou seu uniforme de cima da cama, pondo-o sobre a cadeira da penteadeira. Ayato levantou, aproximando-se dela e virando-a para si. Beijou-a, pondo a língua dentro de sua boca. Movimentava-a, pouco a pouco deixando Sora ofegante ao passo que colocara os braços ao redor de seu pescoço. Ele a encostou na penteadeira, acariciando sua cintura e apertando-a levemente. Sora arquejava suavemente, olhando-o ao vê-lo cessar.
— Quero fazer uma coisa.
— O que? – ela perguntou, ofegante.
Ayato a levou para a cama, deitando-a e pondo-se sobre ela, voltando a beijá-la. Estava entre suas pernas, seus corpos colados e beijava-a de forma intensa. Sora esqueceu-se de tudo, apenas pensava em como o momento lhe deitava excitada. Porém enrubesceu ao senti-lo tentar tirar sua blusa.
— O que está fazendo?
— O que eu falei que queria.
Seus olhos estavam semicerrados, ela observava seu rosto enquanto ele a tocava, pondo a mão em sua barriga e subindo até um de seus seios. Enrubesceu, desviando o olhar de forma envergonhada ao senti-lo tocar seu seio.
— Pare com isso... – olhou-o, ofegante, segurando sua mão.
Ele a beijou, levantando sua blusa e sutiã, tocando seus seios. Sora arquejou enquanto o beijava, sentindo-o mover seus mamilos com os dedos. Ayato beijou seu pescoço, ofegante. Conteve-se para não tirar o short dela, o que o faria ultrapassar os limites. Cessou, pondo seu sutiã e blusa no lugar. Sora encolheu-se ligeiramente, envergonhada enquanto ele saía de cima dela.
Ao ajeitar-se, sentou-se enquanto Ayato a olhava, sorrindo levemente.
— O que foi? – ela sorriu timidamente.
— Não quer mesmo ficar em casa hoje?
Ela sorriu, aproximando-se e beijando-o. Ao cessar, ele a segurou pela nuca, beijando-a e puxando-a para a cama, fazendo-a rir ao exclamar.
Mais tarde, no colégio, Sora adentrara a sala de aula e fora até sua carteira. Ruki surgiu na porta, adentrando. Planejava usar mais uma de suas ofensivas para que ela se apaixonasse ao menos um pouco por ele, enfim. Ela passava batom nos lábios quando o ouviu.
— Sora-san.
— Ruki-san. – olhou-o, surpresa – Tudo bem? – sorriu.
— Sim, obrigada. – sorriu levemente – Gostaria de comer comigo no intervalo?
— E-Eh... – ela desviou o olhar, sorrindo – Vou comer com Ayato e minha irmã. Já havia dito isso.
— Hum, lembro-me.
— Mas obrigada pelo convite.
Sora aproximou-se da porta, pretendendo passar por ele. Ruki, porém, segurou-a gentilmente pelo pulso. Se o convite não dera certo, então sua ofensiva daria. Ele arrancaria Ayato de sua mente de uma vez por todas.
— Ruki-san...?
— Sora-san... Me perdoe.
— Eh?
— Eu... Não sei como dizer isso.
— Do que está fazendo?
— Me apaixonei por você, Sora-san.
Ela arregalou os olhos, estática. Ele aproximou-se mais, pondo a mão em seu ombro e dizendo:
— Eu sei que é comprometida, mas aconteceu e não paro de pensar em você.
— Ahm... – gaguejou – Preciso ir.
Ele a segurou novamente.
— Por favor, me solte. – pediu ela.
— Me dê uma chance, eu posso fazê-la se esquecer de Ayato. Por favor, estou apaixonado por você.
Sora o olhava se aproximar, pretendendo beijá-la. Ruki tinha certeza de que enfim conseguiria, porém ela o olhava de forma assustada e ele não contava em seu plano com a presença surpresa de Ayato, que acabara de chegar.
— Largue-a, bundão. – disse ele severamente.
Sora despertou, afastando-se abruptamente de Ruki e pondo-se atrás de Ayato.
— Você está bem? – ele perguntou.
Ela assentiu, segurando em sua roupa. Abaixou o olhar, Ayato tinha razão sobre Ruki. Ele direcionou seu olhar à Ruki, franzindo as sobrancelhas.
— Eu quero muito te matar agora.
— Ayato-san, apenas estava me declarando. – disse ele, calmamente.
— Você é cego ou burro? Estamos juntos! – exclamou, enfurecido – E não viu que ela não queria ficar perto de você? E aquela história de tratá-la bem e não controlá-la?
Ruki franziu as sobrancelhas, porém sorrindo maliciosamente.
— Tenho certeza de que posso fazê-la esquecer de você. É apenas questão de tempo.
Sora o olhou, estática, perguntando-se o que ele tinha de errado. Ayato franziu as sobrancelhas ainda mais, rangendo os dentes e indo até ele, empurrando-o contra a parede com força, fazendo-a rachar.
— Vou quebrar todos os seus ossos! – gritou.
Ruki sorriu, acalmando o olhar.
— Ayato! – exclamou Sora, amedrontada – Por favor, não faça isso.
Ele a olhou, franzindo levemente a testa. Via sua expressão, que pedia para irem embora dali. Ruki franziu a testa de forma entediada, irritando-se com a situação.
— Vá com sua noiva, Ayato-san. – zombou.
Ayato o olhou, hesitando, porém largando-o. Aproximou-se de Sora, segurando em sua mão e direcionando-se até a porta com ela. Ao fazê-lo, Sora parou por um momento, olhando para Ruki e dizendo:
— Ruki-san, por favor, não se aproxime mais de mim.
Ele elevou as sobrancelhas, surpreso e vendo-os irem embora. Suspirou, bufando. Agora mesmo que não conseguiria mais fazê-la se apaixonar.
Como tudo dera errado, Ruki fora até a biblioteca para pensar. Caminhou entre as estantes, procurando por um livro que talvez o ajudasse. Desistir de sua missão mataria seu ego e o envergonharia diante de seu salvador. Isso ele não iria aceitar. Alguma coisa que o ajudasse deveria estar escrita em algum livro da biblioteca. Nunca pensara durante sua vida que ficaria tão apreensivo em fazer com que uma garota se apaixonasse por si.
Ao entrar em outro corredor de estantes, avistou a jovem da biblioteca ao se aproximar. Ela segurava uma pilha de livros, pondo um a um em seu lugar. Ao notá-lo ali, disse calmamente:
— Ruki-san.
— Kohaku-san.
— Pode me chamar de Arizu.
— Hum, tudo bem.
— Está procurando por algo? – perguntou ela – Talvez um livro sobre como fazer um feitiço para uma garota.
Ele franziu as sobrancelhas, notando a zombaria.
— Sinto muito, mas não possuímos esse tipo de conteúdo. – ela concluiu.
— Estou apenas pensando.
— Não creio muito nesta afirmação. Acabei de ver Ayato-san e Sora-san passarem pelo corredor. Ele parecia irritado e ela apreensiva. – olhou-o – Suponho que tenha sido você o causador.
— Correto. – disse ele, desviando o olhar em direção a um livro.
Arizu pôs mais um livro no lugar.
— Não deseja mesmo desistir? Ela já tem alguém, não acredito que vá se apaixonar por você.
Ruki a olhou.
— Acredite em mim, não o ofendi. – disse ela, olhando-o – Você é um rapaz bonito e pelo pouco que vi, é gentil. Mas ela já possui alguém.
— Obrigado. – abaixou o olhar.
Ele ajeitou sua gravata já frouxa e aproximou-se de Arizu, segurando a pilha de livros para ela, que o olhou de forma ligeiramente surpresa e quase imperceptível. Passou a ajudá-la, caminhando em sua companhia pelos corredores das estantes enquanto ela colocava os livros em seus devidos lugares.
— Me pergunto por que a escolheu. – Arizu comentou – E, por favor, se pretende dizer que não me interessa, apenas fique em silêncio.
Ruki franziu levemente as sobrancelhas.
— Uma missão me foi dada. – confessou – Eu precisava fazê-la se apaixonar por mim.
— Peculiar. E triste.
— Por quê?
— Porque não gostava dela realmente. Certas coisas acontecem de forma natural.
— Não importa mais, acredito que falhei miseravelmente.
— Você apenas falhou. Sendo uma missão, sabemos que esse tipo de coisa às vezes não se concretiza.
— Tem razão. – olhou a prateleira, pensando – Você passa bastante tempo aqui.
Arizu sorriu suavemente.
— É o meu lugar favorito. Quando não estou ocupada, posso ler o que eu quiser.
— Admiro sua paixão.
— E eu a sua devoção em cumprir tal missão. – olhou-o, vendo sua expressão em sua direção – Irá desistir?
— Ela nunca mais vai se aproximar de mim.
— Hum. – concordou – Tenho certeza disso. Mas acredito que quem lhe deu essa missão vai compreender. Provavelmente sabia da probabilidade de falha.
— Talvez.
Ruki permaneceu ao lado de Arizu, continuando a ajudá-la enquanto conversavam. Talvez fosse a hora de desistir. Um mês desperdiçado, tentando fazer inutilmente uma garota já apaixonada se apaixonar por ele. Devia ter pensado nisso antes. Agora o que lhe restava era informar tal falha ao seu salvador.
Fale com o autor