Diabolik Lovers - União de Sangue

16 Capítulo 15: O plano do rei


— Não! – Sora gritava – Não! Não! Não!

Todos estavam na sala de jogos, tentando compreender por que havia uma cabeça decepada dentro de uma caixa enviada para Sora. Enquanto Yuka e Mana tentavam incessantemente acalmá-la, ela gritou o nome de Takato. Ayato arregalou os olhos em sua direção, olhando para a caixa. Se ela o reconhecera, então realmente era aquele cara.

— Tudo bem. – disse Masami, pensando – Yuka e Mana, levem Sora para o quarto dela e tentem acalmá-la enquanto pensamos.

— Sim. – disse Mana, ajudando Yuka a levantar Sora.

Após tirarem-na dali, continuaram a pensar.

— Afinal, quem é esse rapaz? – disse Masami.

— Ela gritou “Takato”. – pensou Reiji – Quem é este jovem?

Ayato hesitou, porém os olhou, dizendo:

— Era o namorado de Sora.

Os olhares foram em sua direção.

— Explique-se melhor, Ayato. – disse Reiji, ajeitando os óculos.

— Ah, então Sora-chan não era tão inocente. – cantarolou Laito – Ainda bem que trocamos.

Ayato franziu as sobrancelhas, porém voltou a olhar Reiji.

— Eu não sei de todos os detalhes, mas após a troca ela me contou que era apaixonada por alguém.

Kanato aproximou-se da caixa, sentindo melhor o cheiro do sangue. Reiko fez o mesmo e os dois se entreolharam.

— Então Sora aceitou vir mesmo estando apaixonada por outro. – pensou Reiji.

— Fez pela família. – falou Ayato – Eu havia dito a ela para acabar com tudo.

— Será que Yuka sabia sobre isso?

— Não acho que ela saiba. – disse Subaru – Yuka é ingênua demais.

— Ah... – cantarolou Laito – Quem se importa com isso? Ele morreu, acabou agora.

— Precisamos averiguar a situação, Laito. – disse Reiji severamente – Por que o mataram ao invés de castigarem Sora? Estava explícito no anexo o que ocorreria.

— Acho que sabemos. – disse Reiko.

Eles se voltaram para ela e Kanato, que estavam ao lado da mesa. O sangue começava a escorrer da caixa, passando para a mesa.

— Ele é humano. – disse Kanato – Ou era.

— Humano?! – Rin gargalhou – A mestiça é ousada. Não imaginava.

— Cale a boca, intrometida! – exclamou Ayato.

Rin encostou o rosto no ombro de Laito, sorrindo maliciosamente enquanto ele colocava seu braço envolta de si.

— Parece correto. – disse Reiji ao sentir melhor o aroma do sangue – Creio que o fato de ele ser humano anulou o castigo dela. Ou justamente tenha sido o castigo por serem próximos.

Ayato desviou o olhar, notando Yuka voltar para o cômodo.

— Como ela está? – perguntou.

— Parou de gritar, mas não pára de chorar. Mana está com ela. – disse ela – O que está acontecendo?

— É isso que queremos saber. – disse Reiji – Você sabe de alguma coisa sobre o humano?

— O que...? Que humano?

Subaru andou e parou ao seu lado, franzindo as sobrancelhas.

— Ela não sabe de nada, Reiji. Pare de interrogá-la.

— O que está acontecendo? – Yuka perguntou, olhando-o em dúvida.

Subaru fitou seus olhos verdes e brilhantes, dizendo:

— Pelo visto Sora estava namorando um humano.

— Eh? – ela achou graça – Ela não faria isso. Sora não faria algo assim. Ela veio pra cá.

— Sim. Mas eles descobriram e o mataram. Enviaram a cabeça para ela com um bilhete de aviso.

Yuka arregalou os olhos, olhando por um momento para a caixa e voltando a olhá-lo.

— Quem são “eles”?

— Os servos de confiança do nosso pai.

— Está mais para lacaios. – disse Laito – Fazem o que ele ordena não importa o que seja. E pelo visto, dá pra entender, não?

— Não me surpreendo com isso. – disse Shuu – Nós o conhecemos bem.

— Sim... – cantarolou Laito – Seu exílio no pólo norte por repetir o ano e Subaru jogado no mar depois de quebrar aquela estátua dele.

Masami fitou Shuu, que estava deitado no sofá. Ele estava de olhos fechados, mesmo conversando. Ela desviou o olhar, não imaginava que o pai deles era tão severo. Yuka por sua vez olhou de forma surpresa para Subaru, porém abaixou o olhar. Não imaginava que Sora escondesse um segredo desses.

— Por isso ela ficou estranha há alguns meses. O que vai acontecer?

— Creio que mais nada, caso ela se comporte. – Reiji deu o bilhete à ela.

Yuka o leu e olhou-o.

— Então... Nada vai acontecer com ela.

— Não.

Yuka assentiu, abaixando o olhar. Sua franja tampou seus olhos, que marejavam. Ela virou-se sem dizer nada e se foi. Masami olhava atentamente para os irmãos, que pareciam tensos. Até Laito, o pervertido sorridente, não tracejava nenhum sorriso. Algo estava acontecendo entre eles e ela queria saber o que era, porém decidiu ir por outro caminho.

— Reiko, Rin. Vamos. – disse ela, começando a andar.

Reiko a fitou de forma atenta e olhou para Kanato, que assentiu. Ela andou em direção à porta, porém Rin não se movia.

— Rin. – Masami a chamou.

— Não pode me ordenar a ir com você.

Masami a olhava, inexpressiva. Laito franziu levemente as sobrancelhas.

— Rin, melhor ir com elas.

— O que? – olhou-o sem entender.

— Agora é algo que cabe apenas a nós conversar.

Rin franziu as sobrancelhas, porém levantou e se retirou. Masami fitou Shuu por um momento, que a olhava atentamente, fechando os olhos sem seguida. Reiko e ela se retiraram e apenas os seis ficaram na sala de jogos. Reiji aproximou-se da caixa, observando a cabeça e outros detalhes.

— O que isso parece pra você? – perguntou Subaru, incômodo – Acha que foram os lacaios ou ele?

— O corte é perfeito. – disse ele – Não parece ter sofrido nenhuma tortura, a menos que o corpo possua as marcas. Não saberemos quem o matou, mas o corte provavelmente é dele. Liso e reto. Perfeito.

— O corpo provavelmente ainda está com ele. – disse Shuu, abrindo os olhos em direção ao teto.

— Acha que se trata sobre a nova raça? – perguntou Ayato, desconfiado.

— Claramente deve se tratar disso. – disse Subaru, enfurecido – Tudo o que ele faz é planejado.

Kanato franziu a testa, apertando Teddy em seus braços.

— Então elas terem se tornado as noivas...

— São mais experimentos. – concluiu Laito, franzindo as sobrancelhas. – Ele quer misturar nossos sangues até conseguir completar seu plano.

— Mas qual é o objetivo? – pensava Reiji, frustrado – Por que não conseguimos descobrir? Por que tudo isso?

— É tudo um plano. – disse Subaru em tom óbvio – Tudo para o próprio bem dele. Nada é para nós, apenas para ele.

— Mas pelo visto agora você parece bem próximo de Yuka-chan. – Laito sorriu maliciosamente – Pelo visto essa tranca está quase sendo retirada. Está sendo tão gentil com ela...

— Cale a boca! – exclamou ele.

— Chega, vocês dois. – disse Reiji – Sabemos que provavelmente isso se trata de manter Sora aqui como objetivo ao plano dele. Possivelmente é útil ele ter agora um corpo de um humano. Mas ainda não sabemos para que tudo isso em relação à nós, o objetivo real. Então, chega de discussão. – concluiu ele, retirando-se.

Subaru franziu as sobrancelhas, furioso, e retirou-se. Pouco a pouco eles se retiraram, apenas restando Ayato. Ele franzia as sobrancelhas com as mãos nos bolsos, irritado. Aproximou-se da caixa e viu a cabeça. Desviou o olhar, enojado mesmo com o cheiro de sangue o agradando. Por mais que quisesse Sora para si, não desejava que acontecesse dessa forma.

Ayato direcionou-se para o quarto de Sora, batendo em sua porta. Ouviu passos e Mana abriu a porta. Ela sorriu suavemente, deixando-o entrar. Ele avistou Yuka na cama ao lado de Sora, que abraçava o travesseiro, encolhida. Yuka o olhou, estava afagando a cabeça da irmã.

— Posso falar com ela?

Ela assentiu, levantando da cama e saindo do quarto com Mana. Ayato sentou-se na cama, olhando Sora. Ela estava com os olhos abertos, porém não parecia olhar nada especificamente. As lágrimas escorriam de seus olhos tão facilmente quanto um rio percorrendo seu curso. Ayato nunca imaginou que a veria desta forma.

— Sora... – chamou-a – Sinto muito...

— Por quê? – disse ela, sem olhá-lo.

— O que? – surpreendeu-se.

Sora o olhou, agarrada ao travesseiro.

— Não era isso que queria? – perguntou ela – Agora sou apenas sua.

Ayato arregalou os olhos, estático.

— Sora...?

— Vá embora. – disse ela, abaixando o olhar e virando-se para o outro lado – Por favor...

Ayato permaneceu olhando-a, acalmando o olhar. Esticou a mão para tocar seu ombro, porém mesmo em silêncio, sabia que ela chorava. Abaixou sua mão e levantou, saindo do quarto.

No quarto de Masami, ela pensava sobre o ocorrido de mais cedo. O pacote, a reação de Sora, a necessidade dos seis conversarem. O que se passava ali não era normal. O baile de apresentações, a escolha de noivas. Se o rei quem escolhera todas, para que o baile? Direcionou-se para o quarto de Shuu e, após chegar, bateu em sua porta algumas vezes. Iria perguntar o que estava acontecendo afinal e se ele sabia de algo. Ela não queria mais ficar no escuro, sem saber no que havia entrado. Esperou, porém ninguém abriu a porta. Ela estranhou, tinha certeza que Shuu estava no quarto.

Ao abrir a porta e entrar, viu como era o quarto de Shuu. O chão era de tábuas de madeira escura e as duas janelas possuíam cortinas verdes. A cama era grande e a colcha da cor azul-escuro, havendo quatro travesseiros devidamente arrumados. Próximo da entrada havia um sofá de mesma cor que a colcha e uma mesa baixa de madeira escura, ambos sobre um tapete de cor arroxeada. Ao lado havia uma mesa com alguns livros, um abajur de pé ao lado da mesma e uma cadeira com o cardigã que Shuu geralmente usava pendurado nas costas.

Masami se aproximou e viu Shuu deitado no sofá, ouvindo música. Ela suspirou, impaciente e seu a volta no sofá, retirando um dos fones de seu ouvido. Shuu abriu os olhos vagarosamente e a olhou.

— Ah... Bem que senti um aroma agradável.

— O que? – disse ela, surpresa.

— Estou com vontade de beber sangue. Como soube?

Masami suspirou, franzindo as sobrancelhas de forma tediosa.

— Não vim até aqui para isso. Quero saber sobre o que falaram depois que saímos.

Shuu suspirou, reclamando e virando-se.

— Vá embora, perdi a vontade.

— Ei. – Masami o balançou – Me diga. Quero saber por que estamos aqui.

— Vá embora. – dizia ele de forma sonolenta.

Masami desistiu, endireitando-se. Desviou o olhar, pensando. Shuu nem se movia, pelo visto não a ajudaria a entender. Mas se não fosse ele, quem mais diria o que ela queria saber?

— Shuu...

Ele atentou-se ao ouvir seu nome. Masami o chamou com a voz doce ao qual ele nunca ouvira.

— Eu só quero saber no que nos envolvemos. – disse ela, abaixando seu olhar.

Shuu suspirou, deitando com a barriga para cima e apoiando a cabeça no braço do sofá. Olhou para Masami e sua expressão, perguntando-se por qual razão ela deixava seu cabelo preso todo o tempo com aquele mesmo penteado.

— Tá... Eu conto o que sei.

Ela atentou-se.

— Com uma condição. – disse ele, sorrindo maliciosamente.

— Qual? – perguntou, desconfiada.

— Deite-se aqui comigo.

Masami cruzou os braços, franzindo as sobrancelhas. Desviou o olhar, nunca faria isso se não precisasse. Então, contra a vontade, deitou-se com Shuu no sofá. Ele a pôs contra o encosto, deitando-se frente a frente dela e colocando uma de suas pernas entre as pernas dela.

— Você é um pervertido. – disse ela, incômoda, ajeitando seu vestido – Disse apenas deitar.

— Na verdade não disse o que envolvia isso. – ele sorriu maliciosamente, pondo sua mão nas costas dela e descendo-a lentamente.

— Se descer mais sua mão, vou arrancá-la.

Ele sorriu, fazendo-a se aproximar e ficar contra seu corpo. Masami enrubesceu, sentindo seus seios contra o peito dele. Shuu sorriu levemente enquanto a olhava.

— Tá... – disse ela, olhando-o – O que você sabe?

Ele desfez o sorriso, dizendo:

— Há alguns anos descobrimos que nosso pai tem um plano.

— Plano?

— Não descobrimos o motivo para tudo isso, mas ele se casou com minha mãe e as outras duas por isso.

— O que? Como assim?

Shuu suspirou, lembrando-se que ela não sabia sobre as esposas.

— Nosso pai teve três esposas. A primeira era mãe de Ayato, Kanato e Laito. A segunda era minha mãe e de Reiji. E a terceira a mãe de Subaru. Todas estão mortas. Nosso pai se casou com elas para misturar o sangue puro e criar uma nova raça. Por exemplo, a mãe dos trigêmeos era uma pura de primeira classe. E a mãe de Subaru era prima do nosso pai.

Masami arregalou os olhos.

— Um incesto?

— Sim. – disse ele – Todos os passos dele são calculados, tudo bem planejado.

— Então, nós como noivas...

— Acreditamos que sejam mais uma parte do plano dele. Você e sua irmã são puras de segunda classe, mas ainda assim puras. Assim como Reiko e Rin, mesmo Rin não tendo base pura. E Sora e Yuka são mestiças.

— Então ele quer misturar nossos sangues para essa nova raça? – ela o olhava de forma surpresa, compreendendo – Por quê?

— Não sabemos.

— Então Sora não ter sido castigada...

— Na verdade ela foi.

Masami pensou em dúvida.

— Ela namorava com aquele humano... Então ele ter sido morto foi um castigo.

— Você não é burra.

Ela suspirou.

— Mas há uma coisa. – disse ele.

— O que?

— Nosso pai tem uma obsessão estranha por humanos. Percebeu que apenas a cabeça foi entregue?

Masami engoliu em seco.

— Então ele... Ainda está com o corpo?

— Não sabemos, mas provavelmente sim.

Ela abaixou o olhar.

— Seu pai é assustador.

— Eu o odeio. – disse ele.

Masami o olhou, vendo sua expressão perdida.

— O que Laito quis dizer com ele tê-lo enviado para um exílio?

— O que você ouviu.

Ela abaixou o olhar, pensando. Provavelmente o plano e obsessão do pai dos seis irmãos os fizeram ser como são hoje. Masami agora pensava que a criação rígida de sua mãe para que ela se tornasse uma dama não fora tão ruim quanto ter pais como os deles. Ela ainda não sabia o que as mães haviam feito, mas possuía a certeza de que acontecera algo.

Ao levantar o olhar em sua direção, viu Shuu olhando-a de forma lasciva. Ele apoiou o braço e a deitou corretamente, pondo-se sobre ela e olhando sua expressão que acabara de enrubescer.

— Por que você faz essa expressão? – perguntou.

— Expressão?

Shuu tocou seu rosto, correndo gentilmente sua mão para baixo até chegar ao pescoço de Masami. Ele esboçou um sorriso malicioso, dizendo:

— Sua veia está pulsando... Por acaso está excitada?

— C-Claro que não... – ela franziu as sobrancelhas, ainda corada – Você é presunçoso.

Ele sorriu suavemente, aproximando o rosto de seu pescoço e lambendo-o, subindo sua língua até a orelha de Masami e mordiscando-a. Ela encolheu-se, pondo a mão no peito dele e apertando sua camisa. Enquanto o fazia, Shuu sussurrou em seu ouvido:

— Eu gosto como fica quando estou em cima de você.

Ela encolhia-se, apertando suas pernas uma na outra. Shuu deixou uma risada fraca escapar, continuando a sussurrar.

— Vai ser muito agradável fazer filhos com você.

Masami virou o rosto, suas bochechas avermelharam-se ainda mais.

— Pare com isso... – disse ela, ofegante.

Shuu a olhou, pegando suavemente seu queixo e passando o dedão sobre os lábios macios de Masami.

— Não deseja saber como é?

Ele aproximou seu rosto, prestes a beijá-la. Porém, como a última vez, ela virou o rosto e fechou os olhos. Shuu não compreendia por qual razão ela não permitia que ele a beijasse. Afinal, era apenas um beijo. Entretanto, ela permitia que ele a mordesse. E ele o fez. Penetrou suas presas em sua pele macia, fazendo-o crer que todo seu corpo era macio.

Masami por sua vez abriu levemente a boca, pondo a mão sobre ela para que ele não ouvisse sua respiração ofegante. Porém ao ouvir Shuu beber seu sangue, ela semicerrou o olhar e abaixou sua mão, liberando sua respiração ofegante e apertando a camisa de Shuu.

Por mais que quisesse gritar e dizer à ele que estava errado, Masami sentia como Shuu a excitava. Primeiro em seu quarto e depois na sala de música da escola. E agora, no quarto dele. Com isso, ela temia que estivesse gostando de se sentir excitada enquanto Shuu bebia seu sangue. Mas até quando aguentaria?